Cidades

SUBINDO A CONTA

MS ganha 144 mil habitantes em dois anos, diz IBGE

Campo Grande segue a mesma linha do Estado, com aumento de 898.100 para 954.537 moradores na Cidade Morena

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Através do Censo 2022, inicialmente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou para uma população total de 2.757.013 pessoas, sendo que, conforme publicado nesta quinta-feira (29) no Diário Oficial da União, esse número foi agora "corrigido" para 2.901.895 de habitantes.

Isso porque o IBGE divulgou, através do Diário da União, a chamada Estimativa da Papulação dos municípios, calculada com base na Revisão 2024 das Projeções da População, que usam dados provenientes de diversas fontes, como: 

  • os três censos demográficos mais recentes (2000, 2010 e 2022), 
  • a série histórica das Estatísticas do Registro Civil (iniciada em 1974) 
  • o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e
  • o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), entre outros.

Sendo um total de 144.882 habitantes a mais do que o inicialmente projetado pelo Instituto para Mato Grosso do Sul, Campo Grande segue a mesma linha do Estado, com aumento de 898.100 para 954.537 moradores na Cidade Morena. 

Essa portaria (n.º 1.041) do IBGE, assinada pela presidente substituta do Instituto, contém a relação de todos os Estados e cidades, que afetam até mesmo o chamado Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Em números percentuais, o aumento populacional de mais 144.882 habitantes em MS representa acréscimo de 5,25%; enquanto o percentual para Campo Grande foi de 6,2%. 

Excluindo a Capital, Mato Grosso do Sul não possui nenhuma outra unidade na lista entre as 26 cidades mais populosas com mais de 500 mil habitantes; porém também fica de fora do mesmo total de municípios com menos de 1.500 moradores.  

Abaixo, você confere a relação do total atualizado da população de cada município sul-mato-grossense: 

Censo 2022

Vale lembrar que, por meio de atualização do Censo 2022 do IBGE, Mato Grosso do Sul já havia "ganhado" 313 habitantes em relação ao último levantamento, sendo um aumento de 162 moradores na Cidade Morena. 

Ainda, uma análise dos dados mostrou até mesmo uma queda na população campo-grandense que reside no centro da cidade, sendo a única região que teve queda populacional entre um levantamento e outro. 

Entre os anos de 2010 e 2022 os números do Instituto revelam que, o centro da Capital teve queda de 71.037 habitantes para 61.653 moradores registrados no último balanço. 

Entre as sete regiões da Capital (Centro, Prosa, Segredo, Imbirussu, Anhanduizinho, Bandeira e Lagoa) os maiores aumentos foram observados nas seguintes localizações: 

  • Bandeira | 20,84%
  • Anhanduizinho | 17,80% 
  • Prosa | 16,11% 
  • Imbirussu | 9,40% 

População brasileira

Nacionalmente, com base nos dados divulgados pela Coordenação de População e Indicadores Sociais (Copis), os 5.570 municípios do País marcavam 212,6 milhões de habitantes até a data de referência,  1º de julho deste ano. 

Enquanto São Paulo segue como município mais populoso do País (1,9 milhões de habitantes), o ranking nacional é completado por: 

  • Rio de Janeiro (6,7 milhões) 
  • Brasília (3,0 milhões) 
  • Fortaleza (2,6 milhões) e
  • Salvador (2, 6 milhões).

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20 ANOS

Cordão Valu comemora duas décadas e leva milhares de pessoas ao Carnaval da Capital

Além de hoje, o bloco volta às ruas de Campo Grande na próxima terça-feira (17), a partir das 15h, para fechar seu último dia de festividade

14/02/2026 19h00

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No segundo dia de Carnaval em Campo Grande, o histórico bloco Cordão da Valu foi às ruas para comemorar seus 20 anos, levando a alegria nos sambas, marchinhas e frevos que ecoaram pelo trio elétrico na Esplanada Ferroviária. Silvana Valu, principal nome do evento junto com seu esposo Jefferson Contar, expressou uma sensação incrível e de profunda realização ao levar o bloco mais um ano para Capital.

"É uma sensação incrível, 20 anos de Cordão da Valu, a gente que persistiu, resistiu e hoje a gente tem aí esse carnaval de rua maravilhoso em Campo Grande. Então, assim, eu estou realizada, estou chorando toda hora".

A descida do bloco teve um pequeno atraso causado pela chuva, mas a dona da festa acredita que, por volta das 17h30 quando houve o cortejo com o trio elétrico tocando as famosas marchinhas, o bloco devia estar com cerca de 20.000 pessoas, mas a expectativa é reunir 50.000 participantes até o final da noite.

Além de hoje, o bloco volta às ruas de Campo Grande na próxima terça-feira (17), a partir das 15h, para fechar seu último dia de festividade.

História

O Cordão Valu nasceu em 2 de dezembro de 2006, uma data que não por acaso coincide com o Dia Nacional do Samba. Fundado pelo casal Jefferson Contar e Silvana Valu, o bloco surgiu de um sonho compartilhado: resgatar a essência do carnaval de rua em Campo Grande e criar um espaço de celebração da cultura brasileira.

Inicialmente chamado de "Cordão do Bar Valu", o bloco teve sua origem no bar homônimo, que se tornou o ponto de encontro dos primeiros foliões. No desfile inaugural, em 2007, reuniram-se cerca de 100 pessoas - hoje consideradas cofundadoras do Cordão.

Carnaval em família

O casal Augusto e Renéria expressam grande satisfação em passar o Carnaval em família e dizem ser uma experiência "gratificante". Um dos principais objetivos, segundo a mãe do pequeno Nicolas, é proporcionar a ao filho a oportunidade de aprender sobre respeito e igualdade, convivendo com diferentes pessoas e aprendendo a valorizar as diferenças. Além disso, querem transmitir à criança os valores e a imersão cultural proporcionada pelo Carnaval de rua.

"É bom poder proporcionar isso a ele, mostrar que todos são iguais, mostrar o respeito pra ele, que ele respeite, porque aqui a gente tem pessoas diferentes. E é bom que ele conviva com isso e aprenda a respeitar essas diferenças", disse Renéria.

Renéria, Augusto e o filho Nicolas no Cordão Valu

Esta não é a primeira vez da família no Carnaval de Campo Grande. É uma tradição familiar que eles mantêm todos os anos, com exceção do período da pandemia, quando Nicolas nasceu, em 2021.

"A infância é uma diversão, conhecer essa diversidade é importante. Ele gosta de música, então é legal apresentar para ele essa forma brasileira", disse Augusto sobre a mensagem que deseja passar ao filho Nicolas. O pai lembra de quando curtia estas festividades na sua infância, tendo participado de carnavais em Aquidauana, o que reforça a ligação pessoal da família com a tradição.

Por fim, Augusto ressalta a importância cultural do Carnaval, especialmente em Campo Grande, afirmando que o Estado carece de mais eventos e celebrações culturais fortes.

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PREVENÇÃO

Secretaria de Saúde distribui mais de 1 milhão de preservativos no Carnaval de MS

Estratégia para cuidar dos foliões inclui também gel lubrificante e reforço na testagem rápida

14/02/2026 15h30

Os preservativos externos distribuídos serão 738.400 unidades Sensi e 640.800 unidades Tex

Os preservativos externos distribuídos serão 738.400 unidades Sensi e 640.800 unidades Tex Divulgação

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Com as comemorações do Carnaval marcadas pela circulação de pessoas e das interações sociais, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) intensificou a distribuição de preservativos e outros insumos, além da oferta de testagem, para fortalecer as estratégias de enfrentamento às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) em Mato Grosso do Sul.

Para este Carnaval, foram distribuídos 1.379.200 preservativos externos, sendo 738.400 unidades Sensi e 640.800 unidades Tex. Além disso, também foram ofertados 123.299 preservativos internos e 97.100 unidades de gel lubrificante.

A iniciativa, coordenada pela gerência de IST/Aids e Hepatites Virais, tem como foco garantir acesso facilitado aos métodos de proteção e fortalecer a rede de cuidado nos municípios.

Já com a testagem rápida, a SES distribuiu 14.325 testes rápidos de HIV (T1), 1.375 testes confirmatórios (T2), 15.200 testes de sífilis, 10.475 testes de hepatite B, 12.300 testes de hepatite C e 1.100 autotestes de HIV, ampliando a capacidade de diagnóstico oportuno durante o período.

Segundo a gerente de IST/Aids e Hepatites Virais da SES, Larissa Martins, o Carnaval é também um momento estratégico para ampliar o acesso à informação e aos serviços de saúde.

“O uso do preservativo continua sendo a principal forma de prevenção das ISTs e deve estar presente em todas as relações sexuais. Quando garantimos a distribuição adequada e fortalecemos a testagem, ampliamos a autonomia das pessoas para que vivenciem esse período com responsabilidade e segurança”, afirma.

Sistema Único de Saúde

Além dos preservativos e da testagem, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza estratégias complementares de prevenção ao HIV.

A Profilaxia Pré-Exposição, ou apenas PrEP, é indicada para pessoas com maior vulnerabilidade e reduz significativamente o risco de infecção pelo vírus.

Já a PEP (Profilaxia Pós-Exposição) é uma medida de urgência, que deve ser iniciada em até 72 horas após uma situação de risco, como relação sexual desprotegida.

A PEP está disponível gratuitamente na rede pública de saúde e pode ser acessada por qualquer pessoa que tenha tido exposição de risco. Em caso de dúvida ou situação de vulnerabilidade, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação, realização de testes e início das medidas indicadas.

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