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100% do Brasil

MS vai receber 7,8 mil doses da nova vacina brasileira contra dengue

A Butantan-DV é de dose única, tetraviral e 100% nacional

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Mato Grosso do Sul vai receber na próxima quinta-feira (19) a primeira remessa da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan. Ao todo, são 7.878 doses, que serão destinadas exclusivamente aos trabalhadores da Atenção Primária à Saúde (APS). 

O imunizante chega ao Estado em um momento de crescimento de casos no território sul-mato-grossense. De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), até o momento, são 816 casos prováveis de dengue no Estado e 79 casos confirmados. 

O imunizante é indicado para pessoas de 15 a 59 anos de idade, independente se já foi contaminado pela doença ou se possui histórico de vacinação anterior contra a dengue com outro imunizante. 

Nessa etapa inicial, a vacinação abrange exclusivamente os trabalhadores que trabalham nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs)

Estão incluídos os profissionais de saúde assistenciais e de prevenção, como Médicos, Enfermeiros, Técnicos de enfermagem, Odontólogos, Equipes multiprofissionais (eMulti), Agentes comunitários de saúde (ACS), Agentes de combate às endemias (ACE); e trabalhadores administrativos e de apoio das unidades de saúde como recepcionistas, seguranças, profissionais da limpeza, motoristas de ambulância, cozinheiros e outros trabalhadores atuantes nas unidades básicas de saúde (UBS). 

A ampliação para outros públicos - pessoas de 15 a 59 anos, começando pelos mais velhos - está prevista para o segundo semestre deste ano, acompanhando o aumento da capacidade produtiva do Instituto Butantan.

“Estamos organizando o Estado para que a vacinação ocorra de forma padronizada e eficiente. O alinhamento com os coordenadores municipais permite esclarecer dúvidas, reforçar as recomendações do Ministério da Saúde e assegurar que as doses cheguem rapidamente a quem está na linha de frente da Atenção Primária”, destacou o gerente de imunização da SES, Frederico Moraes.

A distribuição das doses aos municípios deve seguir critérios técnicos definidos diretamente pelo Ministério da Saúde. Para imunizar os profissionais de todo o País, o Ministério adquiriu, ao todo, 3,9 milhões de doses a partir de um investimento de R$368 milhões. 

A Butantan-DV é o primeiro imunizante contra a dengue em dose única do mundo e foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no início de dezembro. 

De acordo com a avaliação técnica da Anvisa, a vacina apresentou eficácia global de 74,7% contra a dengue sintomática na população de 12 a 59 anos. Ou seja, em 74% dos casos, a doença foi evitada por conta da vacina. 

O imunizante também demonstrou 89% de proteção contra as formas mais graves da doença e contra formas de dengue com sinais de alarme. 

Cenário 

Em 2025, os casos de dengue no Brasil caíram 74% em relação ao ano anterior. Ao longo do ano, foram registrados 1,7 milhão de casos prováveis da doença, enquanto em 2024 foram 6,5 milhões. 

Com relação ao número de óbitos, também houve queda expressiva, passando de 6,3 mil mortes em 2024 para 1,7 mil em 2025, uma redução de 72%. 

Em Mato Grosso do Sul, em 2025, foram 8.461 casos confirmados com uma incidência de 306,9 casos a cada 100 mil habitantes. Foram registrados 20 óbitos pela doença. 

Vacinação

Uma vacina contra a dengue de laboratório japonês já é integrada à Rede Pública de Saúde (SUS) e é indicada para adolescentes de 10 a 14 anos, em duas doses com intervalo de três meses entre as doses.

Em Mato Grosso do Sul, 223.322 doses do imunizante já foram aplicadas na população alvo no Estado. 

Desde a incorporação, em 2024, 7,4 milhões de doses já foram aplicadas no País. Entre 2024 e 2025, foram 11,1 milhões de doses distribuídas e 7,8 milhões aplicadas. 


 

Imposto

Juiz mantém vencimento do IPTU de Campo Grande no dia 12 e exige cálculo claro

Ordem é para prefeitura realizar mutirão para atender contribuintes, e ainda disponibilizar valores de 2025 e 2026 para comparação

11/02/2026 18h10

Central do IPTU em Campo Grande

Central do IPTU em Campo Grande Gerson Oliveira

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O juiz da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, Ariovaldo Nantes Corrêa, manteve a data de vencimento para o pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) com desconto de 10% e o vencimento da primeira parcela do imposto para esta quinta-feira, 12 de fevereiro.

O magistrado, contudo, estabeleceu algumas condições para o município em sua decisão saneadora, na qual esclarece vários pontos da liminar concedida por ele mesmo na última sexta-feira (6), em mandado de segurança ajuizado pela Seccional de Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS).

A primeira delas já estava prevista na liminar: limitar o reajuste do valor final cobrado no imposto a 5,32%, correspondente à incidência do IPCA-E, índice inflacionário utilizado para a correção do tributo.

O município, contudo, terá de facilitar essa comparação para que o contribuinte saiba se o valor cobrado neste ano limita-se ao reajuste de 5,32%. Para isso, o município de Campo Grande deverá disponibilizar no site do IPTU, na internet, de "maneira fácil", a comparação da avaliação do imóvel no exercício deste ano com a do ano anterior, além de disponibilizar o boleto do IPTU 2026 retificado de acordo com a decisão, sendo fixado, neste caso específico, novo prazo de 30 dias, conforme a decisão da sexta-feira (6).

"O ente público deverá disponibilizar de maneira fácil, acessível e destacada em seu sítio eletrônico (iptu.campogrande.ms.gov.br) o valor do IPTU/2025 e do IPTU/2026, com destaque ao 'Valor de Avaliação', para todos os imóveis não abrangidos pela decisão liminar de fls. 689-715 (a fim de possibilitar a verificação do cálculo pelo contribuinte), bem como o boleto do IPTU/2026 retificado de acordo com a decisão que concedeu a tutela de urgência aos contribuintes que nela se enquadrarem (sem a readequação/atualização e/ou majoração da alíquota em razão da atualização cadastral pela SEFAZ), sendo que, em relação a este último (correção dos boletos), fica mantido o prazo de 30 dias a contar da decisão que concedeu a tutela de urgência", explicou o juiz.

Atendimento integral

A Prefeitura de Campo Grande ainda deverá realizar, nas palavras do magistrado, "o atendimento integral da população". "Seja pela via digital (site, WhatsApp, canais de comunicação etc.), durante todo o dia 12 de fevereiro de 2026, até que a última pessoa seja atendida, inclusive extrapolando o horário regular de funcionamento dos pontos de atendimento presencial, se necessário", descreveu Ariovaldo Nantes Corrêa.

A decisão do magistrado ocorreu em atendimento a pedido do município, no qual a procuradoria solicitou que a emissão dos novos boletos ocorresse exclusivamente por canais digitais.

O magistrado autorizou a emissão do boleto por canais digitais, mas também aproveitou para determinar que o município de Campo Grande fosse mais claro em seus argumentos, sobretudo ao afirmar que apenas no caso de alguns terrenos houve aumento de tributo superior aos 5,32%.

"Não há nos autos demonstração mínima da situação narrada, razão pela qual deve prevalecer a decisão proferida, que diz respeito a todos os imóveis da Capital (prediais e territoriais) cujo valor de avaliação de 2025, acrescido de 5,32%, ultrapasse a importância cobrada no valor da avaliação de 2026", asseverou o magistrado.

Taxa do lixo

O magistrado também destacou que, embora exista cobrança casada do IPTU e da Taxa do Lixo, a taxa não foi discutida na ação. "No caso em exame, não há qualquer discussão sobre a Taxa do Lixo cobrada, uma vez que os pedidos formulados na inicial versam apenas sobre o cálculo do IPTU propriamente dito e a redução dos descontos para o pagamento à vista e parcelado, não havendo causa de pedir ou pedido relacionado à cobrança da Taxa do Lixo nesta ação, a qual, por consequência, não está contida na decisão", explicou o magistrado.

Recurso negado

Na terça-feira (10), o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Dorival Renato Pavan, negou o pedido de suspensão de liminar apresentado pela Prefeitura de Campo Grande e manteve a decisão que limita o reajuste do IPTU de 2026 a 5,32%, índice correspondente à inflação medida pelo IPCA-E. Com isso, o município terá de cumprir a determinação da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.

Ele manteve a decisão estabelece prazo de 30 dias para recalcular o imposto, garantindo que o valor final cobrado neste ano não ultrapasse o percentual inflacionário em relação a 2025. A decisão tem origem em mandado de segurança ajuizado pela OAB-MS.

O pedido de suspensão era a última tentativa do município de manter a cobrança nos moldes dos carnês lançados em dezembro. Antes disso, a prefeitura já havia acumulado derrotas na 1ª instância, no plantão judicial e na 1ª Câmara Cível.

Ao analisar o recurso, Pavan rebateu o argumento de que a decisão provocaria impacto de R$ 800 milhões e comprometeria serviços essenciais. Para o magistrado, eventual perda de arrecadação foi risco assumido pelo próprio Executivo.

O presidente do TJMS também apontou possível irregularidade na forma como o aumento foi implementado, inclusive com alterações sem publicação adequada em Diário Oficial, contrariando o princípio constitucional da anterioridade nonagesimal.

Embora a taxa do lixo não fosse objeto direto da ação, Pavan observou que mudanças na cobrança deveriam ocorrer por lei formal, e não por decreto, destacando a necessidade de respeito aos ritos legais na fixação de tributos.
 

 

 

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obras

Aeroportos de MS receberão investimento bilionário para ampliação e modernização

No total, 11 aeroportos serão beneficiados, sendo três em Mato Grosso do Sul, onde obras já estão em andamento

11/02/2026 17h44

Aeroporto de Campo Grande está em obras para instalação de fingers

Aeroporto de Campo Grande está em obras para instalação de fingers Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Três aeroportos de Mato Grosso do Sul receberão parte do investimento de R$ 9,2 bilhões do Plano de Investimentos em Ampliação e Modernização de Aeroportos, anunciados nesta quarta-feira (11) pelo governo federal, em Brasília.

O projeto envolve 11 aeroportos administrados pela Aena. No Estado, serão beneficiados os aeroportos de Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá.

Em todo o Brasil, também receberão investimentos os terminais de Congonhas (São Paulo/SP), Santarém (PA), Marabá (PA), Carajás (PA), Altamira (PA), Uberlândia (MG), Uberaba (MG) e Montes Claros (MG).

Conforme o governo federal, nos três aeroportos contemplados em Mato Grosso do Sul as obras de ampliação e modernização já estão em execução "em ritmo consistente".

O terminal de Ponta Porã já chegou a 79,61% de execução total. Em Corumbá, 67,10% das obras já foram executadas, enquanto em Campo Grande, atingiu 60,43%.

"O acompanhamento dos contratos indica que as unidades já se aproximam ou superam as etapas previstas, fortalecendo a conectividade aérea regional e a ligação do estado com os principais centros urbanos brasileiros", diz o governo federal, em nota.

Em Campo Grande, as obras estruturais incluem a construção de um segundo e de três pontes de embarque e desembarque de passageiros, os chamados fingers. As obras começaram em maio do ano passado, com previsão para entrega para junho de 2026.

A modernização dos aeroportos em Mato Grosso do Sul visa ampliar a capacidade operacional, reforçar a segurança dos voos e reduzir gargalos logísticos em regiões estratégicas do Estado e da Região Centro-Oeste.

As intervenções também devem contribuir para a atração de novas rotas, o fortalecimento da economia local e a integração de áreas produtivas do interior aos grandes centros urbanos.

Aeroporto de Campo Grande está em obras para instalação de fingersPrevisão é que obras sejam entregues ainda neste ano (Foto: Gerson Oliveira / Correio d Estado)

Projetoo

O Plano de Investimentos em Ampliação e Modernização de Aeroportos conta com R$ 5,7 bilhões em financiamento, sendo R$ 4,64 bilhões em apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Vinculado ao Novo PAC, o apoio contribuirá para alavancar outros investimentos, alcançando R$ 9,2 bilhões.

Durante a implantação do projeto, a estimativa é de geração de cerca de 2,8 mil empregos diretos e indiretos. Após as obras, serão mais de 700 novos empregos.

A Fase I-B das concessões compreende a ampliação e a adequação dos aeroportos para o atendimento às especificações mínimas de infraestrutura, para o aumento de capacidade operacional e para melhorias estruturais e de sustentabilidade.

Nessa etapa, estão os principais investimentos da concessão. O prazo para a conclusão é junho de 2028, no caso do Aeroporto de Congonhas, e junho de 2026, para os demais terminais.

Atualmente, os 11 aeroportos movimentam anualmente cerca de 29 milhões de passageiros. Com a elevação da capacidade operacional, eles estarão aptos para receber mais de 40 milhões de passageiros por ano.

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