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Imposto

Juiz mantém vencimento do IPTU de Campo Grande no dia 12 e exige cálculo claro

Ordem é para prefeitura realizar mutirão para atender contribuintes, e ainda disponibilizar valores de 2025 e 2026 para comparação

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O juiz da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, Ariovaldo Nantes Corrêa, manteve a data de vencimento para o pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) com desconto de 10% e o vencimento da primeira parcela do imposto para esta quinta-feira, 12 de fevereiro.

O magistrado, contudo, estabeleceu algumas condições para o município em sua decisão saneadora, na qual esclarece vários pontos da liminar concedida por ele mesmo na última sexta-feira (6), em mandado de segurança ajuizado pela Seccional de Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS).

A primeira delas já estava prevista na liminar: limitar o reajuste do valor final cobrado no imposto a 5,32%, correspondente à incidência do IPCA-E, índice inflacionário utilizado para a correção do tributo.

O município, contudo, terá de facilitar essa comparação para que o contribuinte saiba se o valor cobrado neste ano limita-se ao reajuste de 5,32%. Para isso, o município de Campo Grande deverá disponibilizar no site do IPTU, na internet, de "maneira fácil", a comparação da avaliação do imóvel no exercício deste ano com a do ano anterior, além de disponibilizar o boleto do IPTU 2026 retificado de acordo com a decisão, sendo fixado, neste caso específico, novo prazo de 30 dias, conforme a decisão da sexta-feira (6).

"O ente público deverá disponibilizar de maneira fácil, acessível e destacada em seu sítio eletrônico (iptu.campogrande.ms.gov.br) o valor do IPTU/2025 e do IPTU/2026, com destaque ao 'Valor de Avaliação', para todos os imóveis não abrangidos pela decisão liminar de fls. 689-715 (a fim de possibilitar a verificação do cálculo pelo contribuinte), bem como o boleto do IPTU/2026 retificado de acordo com a decisão que concedeu a tutela de urgência aos contribuintes que nela se enquadrarem (sem a readequação/atualização e/ou majoração da alíquota em razão da atualização cadastral pela SEFAZ), sendo que, em relação a este último (correção dos boletos), fica mantido o prazo de 30 dias a contar da decisão que concedeu a tutela de urgência", explicou o juiz.

Atendimento integral

A Prefeitura de Campo Grande ainda deverá realizar, nas palavras do magistrado, "o atendimento integral da população". "Seja pela via digital (site, WhatsApp, canais de comunicação etc.), durante todo o dia 12 de fevereiro de 2026, até que a última pessoa seja atendida, inclusive extrapolando o horário regular de funcionamento dos pontos de atendimento presencial, se necessário", descreveu Ariovaldo Nantes Corrêa.

A decisão do magistrado ocorreu em atendimento a pedido do município, no qual a procuradoria solicitou que a emissão dos novos boletos ocorresse exclusivamente por canais digitais.

O magistrado autorizou a emissão do boleto por canais digitais, mas também aproveitou para determinar que o município de Campo Grande fosse mais claro em seus argumentos, sobretudo ao afirmar que apenas no caso de alguns terrenos houve aumento de tributo superior aos 5,32%.

"Não há nos autos demonstração mínima da situação narrada, razão pela qual deve prevalecer a decisão proferida, que diz respeito a todos os imóveis da Capital (prediais e territoriais) cujo valor de avaliação de 2025, acrescido de 5,32%, ultrapasse a importância cobrada no valor da avaliação de 2026", asseverou o magistrado.

Taxa do lixo

O magistrado também destacou que, embora exista cobrança casada do IPTU e da Taxa do Lixo, a taxa não foi discutida na ação. "No caso em exame, não há qualquer discussão sobre a Taxa do Lixo cobrada, uma vez que os pedidos formulados na inicial versam apenas sobre o cálculo do IPTU propriamente dito e a redução dos descontos para o pagamento à vista e parcelado, não havendo causa de pedir ou pedido relacionado à cobrança da Taxa do Lixo nesta ação, a qual, por consequência, não está contida na decisão", explicou o magistrado.

Recurso negado

Na terça-feira (10), o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Dorival Renato Pavan, negou o pedido de suspensão de liminar apresentado pela Prefeitura de Campo Grande e manteve a decisão que limita o reajuste do IPTU de 2026 a 5,32%, índice correspondente à inflação medida pelo IPCA-E. Com isso, o município terá de cumprir a determinação da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.

Ele manteve a decisão estabelece prazo de 30 dias para recalcular o imposto, garantindo que o valor final cobrado neste ano não ultrapasse o percentual inflacionário em relação a 2025. A decisão tem origem em mandado de segurança ajuizado pela OAB-MS.

O pedido de suspensão era a última tentativa do município de manter a cobrança nos moldes dos carnês lançados em dezembro. Antes disso, a prefeitura já havia acumulado derrotas na 1ª instância, no plantão judicial e na 1ª Câmara Cível.

Ao analisar o recurso, Pavan rebateu o argumento de que a decisão provocaria impacto de R$ 800 milhões e comprometeria serviços essenciais. Para o magistrado, eventual perda de arrecadação foi risco assumido pelo próprio Executivo.

O presidente do TJMS também apontou possível irregularidade na forma como o aumento foi implementado, inclusive com alterações sem publicação adequada em Diário Oficial, contrariando o princípio constitucional da anterioridade nonagesimal.

Embora a taxa do lixo não fosse objeto direto da ação, Pavan observou que mudanças na cobrança deveriam ocorrer por lei formal, e não por decreto, destacando a necessidade de respeito aos ritos legais na fixação de tributos.
 

 

 

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Alagamento

Família enfrenta chuva e alerta motoristas em via alagada de Campo Grande

Moradores da Vila Popular enfrentaram o temporal para sinalizar trecho alagado próximo ao Córrego Imbirussu e evitar acidentes na região oeste da Capital.

15/10/2026 19h14

Moradores enfrentaram a chuva para sinalizar trecho alagado e alertar motoristas na Vila Popular, em Campo Grande, nesta quinta-feira (15).

Moradores enfrentaram a chuva para sinalizar trecho alagado e alertar motoristas na Vila Popular, em Campo Grande, nesta quinta-feira (15). Foto: Foto enviada à redação

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Em meio à forte chuva que atingiu Campo Grande ao longo do dia e no início da noite desta quinta-feira (15), uma família decidiu enfrentar o temporal para evitar que motoristas entrassem em uma área alagada na Vila Popular, região oeste da Capital.

Mesmo debaixo de chuva, os moradores permaneceram na via para alertar quem passava pelo local sobre os riscos provocados pelo acúmulo de água nas proximidades do Córrego Imbirussu.

A situação foi registrada por volta das 18h, na região da Avenida Rádio Maia com a Rua Antônio Sobreira. A fotografia encaminhada ao Correio do Estado apresenta como localização a Avenida José Barbosa Rodrigues, na altura do número 115, também na Vila Popular.

Nas imagens, é possível observar pelo menos cinco pessoas reunidas na via, algumas protegidas por guarda-chuvas, enquanto motociclistas aparecem nas proximidades.

Galhos de árvores também estão espalhados sobre o asfalto molhado, em meio aos transtornos provocados pela chuva.

Segundo informações repassadas à reportagem, a mobilização começou depois que os moradores perceberam que a água havia tomado parte da via, oferecendo riscos aos condutores que tentassem atravessar o trecho.

Preocupados com a possibilidade de acidentes, integrantes da família passaram a orientar os motoristas a não avançarem pela área alagada, na tentativa de impedir que veículos ficassem presos na água ou fossem surpreendidos pelas condições da pista.

A atitude chamou a atenção de quem passava pela região. Em relato encaminhado ao Correio do Estado, uma testemunha destacou a iniciativa da família, que permaneceu na rua durante o temporal para ajudar a proteger os condutores.

O episódio evidencia os riscos enfrentados por motoristas e moradores durante as chuvas intensas, especialmente em trechos próximos a córregos, onde o acúmulo de água pode comprometer a circulação de veículos.

Moradores enfrentaram a chuva para sinalizar trecho alagado e alertar motoristas na Vila Popular, em Campo Grande, nesta quinta-feira (15).Água avança sobre trecho próximo ao Córrego Imbirussu, na Vila Popular, durante chuva intensa em Campo Grande. Foto: Foto enviado à redação

Durante períodos de chuva intensa, o aumento do volume de água e as dificuldades de escoamento podem representar riscos para motoristas, motociclistas e pedestres, principalmente em trechos mais baixos das vias.

A situação registrada nesta quinta-feira evidencia a preocupação dos próprios moradores com a segurança de quem circula pela região.

Outubro mais chuvoso

Em apenas 15 dias, Campo Grande já registrou mais chuva do que a média histórica para todo o mês de outubro. Levantamento realizado a partir de registros meteorológicos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta um acumulado de 207,6 milímetros até as 16h desta quinta-feira (15), volume aproximadamente 38% superior à média mensal de 150,6 milímetros.

A diferença chega a 57 milímetros, mesmo faltando 16 dias para o encerramento do mês. O resultado evidencia a intensidade das chuvas na primeira quinzena de outubro, marcada por temporais e grandes volumes de água concentrados em poucas horas.

Somente nesta quinta-feira, foram registrados 67,6 milímetros de chuva até as 16h30, segundo o Inmet. Para efeito de comparação, a média histórica de outubro, calculada pelo instituto com base nos registros de 1981 a 2024, é de 150,6 milímetros para o mês inteiro.

 

Habitação Popular

Campo Grande anuncia 352 apartamentos e prevê sorteio no início de 2027

Com investimento previsto de R$ 72,2 milhões, novos conjuntos habitacionais serão construídos nos bairros Leblon e Tarumã; unidades terão dois quartos e serão destinadas a famílias de baixa renda

15/10/2026 18h28

Campo Grande terá 352 novos apartamentos populares nos bairros Leblon e Tarumã, com sorteio previsto para o início de 2027; imagem ilustrativa de conjunto habitacional em construção.

Campo Grande terá 352 novos apartamentos populares nos bairros Leblon e Tarumã, com sorteio previsto para o início de 2027; imagem ilustrativa de conjunto habitacional em construção. Foto: Prefeitura de Campo Grande.

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A Prefeitura de Campo Grande anunciou, nesta quinta-feira (15), a construção de 352 novos apartamentos populares em dois bairros da Capital, com investimentos previstos de R$ 72,2 milhões. Os imóveis serão destinados a famílias de baixa renda, e a previsão é de que o sorteio para selecionar os beneficiários aconteça no início de 2027.

A autorização para viabilizar os empreendimentos foi assinada pela prefeita Adriane Lopes (PP). A iniciativa envolve uma parceria entre os governos federal, estadual e municipal e busca ampliar o acesso à casa própria em Campo Grande, especialmente para famílias que ainda não possuem imóvel.

Os apartamentos serão distribuídos em dois conjuntos habitacionais: o Condomínio Residencial Leblon, com 192 unidades, e o Condomínio Residencial Zélia Gattai, com outras 160. Ambos terão imóveis com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço.

Durante o anúncio, a prefeita confirmou que a seleção dos futuros moradores deverá ocorrer no próximo ano.

"Estamos assinando um contrato para a construção de mais 352 novos apartamentos. É moradia digna para a população da nossa cidade. Serão sorteados pela Agência de Habitação no início de 2027. A gente segue com muito trabalho", afirmou Adriane Lopes.

Somados, os empreendimentos representam um investimento de R$ 72,2 milhões. A maior parte dos recursos previstos será destinada ao Residencial Leblon, responsável por aproximadamente 55% do valor total anunciado.

A construção dos conjuntos habitacionais também poderá movimentar o setor da construção civil na Capital, principalmente pela demanda por trabalhadores, materiais de construção e serviços durante a execução das obras.

Além da atividade econômica, os projetos fazem parte das ações de enfrentamento ao déficit habitacional, situação que envolve famílias sem acesso a moradias adequadas ou que precisam comprometer uma parcela elevada da renda para conseguir um lugar onde morar.

Como será o sorteio dos apartamentos?

A previsão é de que o sorteio dos imóveis seja realizado no início de 2027 pela Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha). Conforme anunciado pela prefeita Adriane Lopes (PP).

Até o momento, a Prefeitura não divulgou as datas de inscrição nem os critérios que serão utilizados para selecionar as famílias beneficiadas. Também não foi informado se os interessados precisarão realizar um novo cadastro ou se serão considerados os registros já existentes.

Os empreendimentos ainda não possuem cronograma de obras e previsão de entrega divulgados. A seleção dos beneficiários ocorrerá antes da disponibilização dos imóveis, que serão destinados a famílias de baixa renda.

Novos imóveis buscam reduzir déficit habitacional

A ampliação da oferta de moradias populares ocorre em um cenário de demanda por habitação em Campo Grande, especialmente entre famílias que enfrentam dificuldades para adquirir um imóvel no mercado imobiliário.

Para essa parcela da população, programas habitacionais representam uma alternativa de acesso à moradia, embora a participação e a contemplação dependam das regras estabelecidas para cada empreendimento.

No caso dos residenciais Leblon e Zélia Gattai, a proposta anunciada é disponibilizar apartamentos com espaços básicos para atender às necessidades das famílias contempladas.

A Prefeitura apresenta a iniciativa como parte das ações destinadas à redução do déficit habitacional e à expansão da oferta de moradias de interesse social na cidade.

A próxima etapa será o detalhamento das condições de participação e do cronograma dos empreendimentos, informações que deverão esclarecer quando os interessados poderão concorrer aos apartamentos e qual será a previsão de entrega das unidades.

 

 

 

 

 

 

 

 

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