Cidades

CONCESSÃO

MSVia antecipa obras do novo contrato com implantação de faixa adicional na BR-163

Obras fazem parte do pacote de intervenções previstas no novo contrato de concessão da rodovia, que será assinado em agosto, e foram antecipadas

Continue lendo...

Após leilão de concessão, as obras na BR-163 foram iniciadas nessa quarta-feira (2), pela MSVia, empresa da Motiva, concessionária que administra a rodovia. As intervenções fazem do novo contrato e começaram com a implantação de faixa adicional na rodovia, no município de Mundo Novo, entre os kms 7,760 e 9,530.

A empresa já havia informado que as obras deveriam iniciadas em julho, mas deputados estaduais chegaram a divulgar, na terça-feira (3), que o cronograma indicava início apenas em agosto. No entanto, em agosto é a previsão de assinatura do contrato, com as obras sendo antecipadas.

A intervenção marca o início das ações de ampliação de capacidade e modernização da rodovia.

Inicialmente, a Concessionária realiza os trabalhos de supressão vegetal, etapa preparatória fundamental para viabilizar as próximas fases da obra no trecho, que passará por readequações de geometria e melhorias no sistema viário. 

A MSVia destaca que iniciativa está sendo executada com todas as licenças ambientais exigidas pelos órgãos competentes e respeitando as diretrizes de sustentabilidade que norteiam a atuação da companhia.

“O início desta etapa, mesmo antes da assinatura do novo contrato, demonstra o nosso compromisso com a execução e a melhoria das condições de trafegabilidade e segurança da BR-163/MS. É o primeiro passo concreto de um amplo plano de intervenções que trará benefícios diretos aos motoristas e à economia do Estado”, afirma o diretor da MSVia, Nelson Soares Neto. 

Durante os serviços, a via estará devidamente sinalizada e contará com o apoio de equipes operacionais da concessionária para garantir a fluidez e a segurança do tráfego. A orientação é que os motoristas redobrem a atenção ao transitar pelo trecho.

Novo contrato de concessão

Com investimentos de R$ 9,5 bilhões, a concessão contempla 845,4 quilômetros de extensão, cortando o estado de Sonora (ao norte) a Mundo Novo (sul), passando por 21 municípios.

Entre as principais obras estão 203 km de duplicação de vias, a implantação de 150 km de faixas adicionais em pista simples, 23 km de marginais e 467 km de acostamentos, 144 dispositivos e intersecções, 22 novas passarelas de pedestres, 3 Pontos de Parada e Descanso (PPD), 144 pontos de ônibus e 56 passagens de fauna.

Nos primeiros três anos do contrato otimizado, está previsto um investimento de mais de R$ 2 bilhões para obras prioritárias

Inicialmente, o plano de obras do primeiro ano prevê intervenções em diversas cidades, incluindo Mundo Novo, Itaquirai, Naviraí, Campo Grande e o distrito Anhanduí, Jaraguari, Bandeirantes, São Gabriel do Oeste, Rio Verde de Mato Grosso e Coxim.

Entre os serviços previstos estão duplicações, implantação de faixas adicionais, retornos, acessos, vias marginais e a construção de um Ponto de Parada e Descanso (PPD).

Neste período, segundo a MSVia, o investimento previsto supera R$ 500 milhões, sendo R$ 130 milhões destinados à recuperação de pavimento.

Ainda entre as melhorias previstas no novo contrato está a execução de 28,9 km de obras de contornos viários nos municípios de Mundo Novo, Eldorado, Itaquiraí, Vila São Pedro e Vila Vargas, que irão melhorar a fluidez e segurança do trânsito nos trechos urbanos.

Com relação aos pedágios, para os clientes frequentes de veículos leves a nova concessão contempla uma sistemática com descontos progressivos na tarifa de acordo com o nível de utilização da rodovia dentro de um mesmo mês e veículos com TAG, que se utilizam da cobrança automática de pedágio, contarão com um desconto de 5%.

Motos, por sua vez, passarão a ser isentas do pagamento.

Ao todo, a BR-163 continuará com a operação de nove praças de pedágio ao longo de toda a sua extensão.

Também previsto no novo contrato estão investimentos em tecnologia com a implantação de cobertura 4G de internet móvel nos 845,4 km de extensão da rodovia.

Por fim, a Motiva deverá implementar o Programa Carbono Zero, com o objetivo de neutralizar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) oriundas das atividades operacionais da rodovia, com ações que incluem reflorestamento e compra de crédito de carbono.

* Com assessoria

Conferência das Partes

PF age na COP15 em Campo Grande e fiscaliza segurança privada do evento

Polícia Federal tanto compõe e estrutura esquema especial de segurança, quanto garante que as demais forças de proteção estejam atuando dentro das conformidades legais

26/03/2026 09h44

Agentes estão  empregados de forma estratégica e preventiva

Agentes estão empregados de forma estratégica e preventiva "em pontos sensíveis e em áreas de interesse operacional".  Reprodução/PF/CS.SRMS

Continue Lendo...

Até o próximo domingo (29), a Polícia Federal atua e também fiscaliza a segurança privada da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), realizada no espaço Bosque Expo em Campo Grande. 

Nessas duas frentes, a PF tanto compõe e estrutura um esquema especial de segurança quanto garante que as demais forças de proteção estejam atuando dentro das conformidades legais. 

Durante essa semana acontecem ações de fiscalização dos vigilantes privados que atuam durante a Conferência, que basicamente garantem que toda a segurança contratada da COP15 "esteja de acordo com a legislação vigente". 

Como bem esclarece a PF, através do setor de comunicação social da superintendência regional em Mato Grosso do Sul, essa fiscalização da segurança privada é essencial em eventos de grande porte, garantindo um ambiente seguro e regulado para servidores, público e os profissionais que realizam o evento. 

Esquema de segurança

Além de fiscalizar a segurança privada, o emprego das chamadas equipes especializadas do Comando de Operações Táticas (COT) estrutura um esquema especial responsável por reforçar as ações preventivas e proteger as autoridades e delegações participantes. 

Dessas medidas, por exemplo, cabe destacar que esses agentes estão empregados de forma estratégica e preventiva "em pontos sensíveis e em áreas de interesse operacional". 

Ou seja, esses agentes do Comando de Operações Táticas (COT) trabalham a todo o tempo durante a COP15 com objetivo de identificar e de neutralizar eventuais ameaças. 

"A atuação envolve vigilância qualificada, posicionamento tático em locais estratégicos e capacidade de pronta resposta a incidentes que podem comprometer a segurança das autoridades, das delegações estrangeiras, do público e das estruturas relacionadas ao evento", complementa a PF em nota.

Além disso, como bem acompanha o Correio do Estado, até mesmo "fuzis anti drones" estão sendo usados pela Polícia Federal durante a COP15, para inclusive neutralizar eventuais voos irregulares de aeronaves remotamente pilotadas (RPAs) nas áreas sob proteção.

É importante esclarecer que há protocolos específicos para inclusive resposta imediata, por isso a PF reforça que o emprego de aeronaves remotamente pilotadas nas áreas de interesse da segurança do evento deve observar as normas vigentes e eventuais restrições temporárias de espaço aéreo estabelecidas para a COP15.
 

Assine o Correio do Estado

Campo Grande

Prefeitura monta plano para privatizar unidades 24 horas

Proposta apresentada pela Sesau para o Conselho Municipal de Saúde foi rejeitada pela maioria; ideia seria conceder a parte administrativa dos CRSs

26/03/2026 08h35

Centro Regional de Saúde do Aero Rancho é uma das unidades que constam na proposta de privatização feita pela prefeitura da Capital

Centro Regional de Saúde do Aero Rancho é uma das unidades que constam na proposta de privatização feita pela prefeitura da Capital Gerson Oliveira

Continue Lendo...

A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), montou um plano para privatizar duas Unidades de Saúde com atendimento 24 horas da Capital e apresentou a proposta para o Conselho Municipal de Saúde (CMS) e a Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal.

Ontem, membros da Sesau se reuniram com representantes do CMS para apresentar uma proposta de terceirização dos Centros Regionais de Saúde (CRSs) do Aero Rancho e do Tiradentes. O plano é alterar o modelo de gestão dessas unidades para Organizações Sociais de Saúde (OSSs), sem mudanças estruturais previstas inicialmente.

A ideia seria entregar a parte administrativa das unidades para a iniciativa privada, o que, segundo a Sesau em sua apresentação, daria celeridade a processos de compra de insumos, assim como ampliaria os investimentos nessas unidades.

Em nota enviada à reportagem, o CMS se posicionou contrário à intenção da Sesau de privatizar ambos os Centros de Saúde, por entender que a alteração no modelo de gestão não vai resolver os principais problemas das unidades, podendo, inclusive, piorar a situação dos gargalos que hoje elas enfrentam.

“O Conselho Municipal de Saúde não se opõe a essa proposta por mero posicionamento político circunstancial. O conselho se opõe porque compreende, à luz de sua história, de suas atribuições legais e da experiência acumulada no SUS, que a terceirização da gestão das Unidades Públicas de Saúde não enfrenta os principais problemas hoje vividos pela população de Campo Grande e ainda pode agravar fragilidades já existentes”, pontua.

“Transferir a gestão administrativa dessas unidades não cria leitos hospitalares, não reorganiza de forma automática a retaguarda assistencial e não elimina, por si só, os fatores que produzem superlotação e desassistência”, completa o CMS.

Em conversa com o Correio do Estado, o presidente do CMS, Jader Vasconcelos, disse que as duas Unidades de Saúde não recebem financiamento do Ministério da Saúde e, por isso, viraram alvo de privatização por parte da Sesau.

Durante a tarde, foi a vez dos vereadores da Comissão Permanente de Saúde receberem os representantes da Sesau para debater a proposta de terceirização. 

O vereador Lívio Viana de Oliveira Leite, o Dr. Lívio (União Brasil), que integra a comissão, disse que não esperava esta atitude do Município, além de esclarecer que é contrário ao plano.

“Fomos pegos de surpresa. Não sabíamos nada disso e fomos alertados pelo Conselho Municipal de Saúde. Hoje [quarta-feira] a reunião é um pedido da Comissão de Saúde para estes esclarecimentos. Eu, pessoalmente, sou contrário a essa terceirização”, afirma o vereador.

Cabe ressaltar que as OSSs são entidades privadas sem fins lucrativos que atuam em conjunto com o poder público no gerenciamento de Unidades de Saúde via contratos de gestão. Focadas em eficiência e agilidade, buscam maior produtividade no SUS, mas enfrentam desafios de transparência.

A conversão de administração pública para OSS já foi feita no âmbito estadual. A ideia começou em 2016, quando o secretário de Estado de Saúde era Nelson Tavares. Algumas das empresas que ingressaram naquela época, no entanto, foram retiradas posteriormente por problemas na gestão dos hospitais.

PLANO INICIAL

Em contato com a Sesau para mais informações sobre esse plano, a secretaria limitou-se a declarar que se trata de uma ideia inicial, ainda em análise, que será amplamente debatida com outros órgãos.

“Uma ideia de proposta para implementação de OSS na Remus [Rede Municipal de Saúde], que será amplamente discutida com o Conselho Municipal de Saúde, Câmara Municipal, Tribunal de Contas, entre outros”, afirma a Sesau.

A reportagem também questionou o gasto mensal da prefeitura para gerir as CRSs Aero Rancho e Tiradentes. Contudo, até o fechamento desta edição, não houve retorno.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).