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INVESTIMENTO

MSVia venceu leilão da BR-163 sem precisar reduzir pedágio

Concessionária, que agora se chama Motiva, foi a única a se cadastrar para certame que será realizado hoje; ANTT considera que a proposta é valor que consta no edital

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A Motiva (ex-CCR MSVia) está liberada de oferecer deságio sobre a tarifa de R$ 7,52 a cada 100 km no leilão de otimização do Ministério dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que vai confirmar hoje a empresa como administrara da BR-163 pelos próximos 29 anos. 

No leilão a ser realizado na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, as demais concorrentes obrigatoriamente teriam de oferecer um desconto no valor dessa tarifa para ganhar o certame, porém, apenas a Motiva apresentou carta de intenção de participar do leilão na segunda-feira.

Além desta redução na tarifa inicial, qualquer outra concorrente no leilão teria de comprovar que tem R$ 1,122 bilhão na conta bancária, conforme já antecipou o Correio do Estado, antes de assumir a rodovia. 

Desse total, R$ 552 milhões são para quitar dívidas que a CCR tem com o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e há outra dívida milionária com a Caixa Econômica Federal (CEF). 

Também teria de apresentar uma carta de fiança no valor de R$ 148,7 milhões e cobrir o capital social da atual Motiva, que é de R$ 306,8 milhões, referentes a veículos, equipamentos e até à sede da empresa, localizada às margens do Anel Viário de Campo Grande. 

Outra exigência era o depósito de R$ 96,2 milhões a título de garantia da proposta. O valor era exigido como prova de que os proponentes estão realmente interessados em assumir o controle dos 847 km da rodovia. 

Enquanto isso, a ex-CCR MSVia não precisou fazer nenhum desembolso prévio para participar do leilão de hoje e tem a garantia de que a tarifa mínima será a definida no acordo consensual (R$ 7,52 a cada 100 km) firmado entre a concessionária, o Ministério dos Transportes e a ANTT, sob o aval do Tribunal de Contas da União (TCU), que no fim do ano passado aprovou os termos do novo contrato.

EXPLICAÇÃO

A confirmação de que a tarifa não terá deságio com a Motiva foi feita pelo superintendente de Concessão da Infraestrutura da ANTT, Marcelo Fonseca, ao explicar a diferença entre processo competitivo e leilão, detalhando que o processo é a oferta da empresa ao mercado. 

Ele afirma que “a diferença aqui [processo competitivo] é que a concessionária já tem uma primeira proposta, que foi discutida no âmbito da solução consensual, e ela estará já na mesa com uma tarifa-teto, aquela tarifa que tem de ser batida pelo restante do mercado por aqueles interessados para que possa haver, então, uma competição em viva voz”. 

“Havendo a oferta pelo mercado, em qualquer nível que seja, que supere a tarifa dada, ou seja, uma tarifa desagiada, com deságio sobre essa tarifa ofertada inicialmente pelo grupo que lá está, nós iniciamos um processo de viva voz que será feito na B3 até que tenhamos efetivamente o vencedor deste certame”, completou.

Desta forma, a nova concessionária da BR-163 vai faturar quase o dobro do que deve investir, com um lucro de R$ 11,8 bilhões nos 29 anos de concessão da rodovia, de acordo com estimativas do modelo econômico-financeiro (MEF) do processo de licitação divulgado pelo Ministério dos Transportes. 

A concessionária vai investir R$ 16,5 bilhões e faturar R$ 34 bilhões no período.

Este lucro é garantindo pela estimativa de aumento do tráfego de veículos – 1,2% ao ano em média – e da receita com tarifa de pedágio, que vai ser ofertada a R$ 7,52 no leilão a cada 100 km de pista simples, com incremento de 30% quando for duplicada. 

Também o novo contrato assegura nos três primeiros anos uma elevação do valor do pedágio, chamado de degrau tarifário. 

No 13° mês após assinatura do contrato de concessão, o aumento será de 33,64%, no segundo ano, de mais 25,17% e, após 36 meses, de 20,09%, subindo a tarifa a R$ 15,10 para pista simples e a R$ 19,64 para pista dupla a cada 100 km. 

O valor não leva em consideração os reajustes e as revisões periódicos, por causa de aumento de custos ou alteração na demanda estimada de veículos, e as obras, como cruzamento, viadutos e contornos, que vão elevar a tarifa entre 1% e 5% nos trechos atendidos por estas benfeitorias. 

De acordo com a ANTT, nos três primeiros anos, estão previstos R$ 2,06 bilhões em obras prioritárias.

“Nós teremos investimentos imediatamente após a assinatura do termo aditivo. Com isso, já começam as obras de duplicação, implantação de faixas adicionais, contornos – que muito em breve serão executados –, além de todas as demais melhorias. Isso é possível porque estamos tratando de um processo de reestruturação de um ativo já existente. Então, começaremos já com grandes investimentos”, detalhou Fonseca.

O novo contrato traz isenção para motocicletas, desconto de 5% para veículos com tag e reduções progressivas para usuários frequentes. O superintendente afirmou que as tarifas só serão ajustadas após a execução das melhorias, garantindo que os recursos estejam diretamente vinculados às entregas para a sociedade. 

A expectativa é de que o contrato seja assinado entre dois e quatro meses após o leilão, só que, pelo cronograma da comissão do processo consensual, a assinatura está prevista para o dia 5 de setembro, mas, em razão da falta de concorrentes, o trâmite poderá ser agilizado.

SAIBA

De acordo com a ANTT, “caso não haja outros participantes [o que aconteceu], a atual controladora [da BR-163] será declarada vencedora do processo, sem necessidade de lances”.

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MATO GROSSO DO SUL

Homem morre após pular de carro e ser atropelado pela companheira em MS

Vítima estava internada no Hospital da Vida, em Dourados, desde o dia 21 de fevereiro; caso é investigado pela polícia

05/03/2026 10h15

Adriano foi socorrido e levado inicialmente ao hospital de Naviraí mas não resistiu aos ferimentos

Adriano foi socorrido e levado inicialmente ao hospital de Naviraí mas não resistiu aos ferimentos Dourados Agora

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Um homem de 47 anos morreu na tarde de quarta-feira (4) após quase duas semanas internado em decorrência de um atropelamento ocorrido em Naviraí, no sul de Mato Grosso do Sul. A vítima, identificada como Adriano de Oliveira Veloso, estava hospitalizada no Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com informações do portal Dourados News, o atropelamento aconteceu no dia 21 de fevereiro, após uma discussão entre Adriano e a companheira dele, uma mulher de 67 anos identificada como Vilma.

Naquele dia, os dois estavam na casa da vítima quando, por volta das 14h30, começaram a discutir. Conforme o relato da mulher à polícia, ela mora no estado de São Paulo e havia viajado até Naviraí para passar um período com Adriano.

Após a briga, ela decidiu retornar para casa e o casal saiu em um carro, um Fiat Pulse. Enquanto seguiam pela Avenida Weimar Torres, Adriano teria pulado do veículo.

Ainda segundo o registro policial, logo depois ele se aproximou do carro novamente e acabou sendo atingido pelo veículo conduzido pela mulher. Com o impacto, o homem caiu no chão e o automóvel passou sobre o corpo dele.

Adriano foi socorrido e levado inicialmente ao hospital de Naviraí. Devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser transferido para o Hospital da Vida, em Dourados, onde permaneceu internado até esta quarta-feira, quando morreu.

As circunstâncias do atropelamento ainda serão apuradas pelas autoridades policiais. O caso segue em investigação.

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2025/2026

Operação Piracema prendeu 6 pessoas e aplicou R$ 33 mil em multas

Durante o período, a PMA ainda apreendeu 120 metros de rede, 86 carretilhas, 278 anzóis, 2 embarcações e 1 freezer

05/03/2026 09h15

Polícia Militar Ambiental foi a responsável por fiscalizar rios de MS durante a Piracema

Polícia Militar Ambiental foi a responsável por fiscalizar rios de MS durante a Piracema Foto: divulgação/PMA

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Polícia Militar Ambiental (PMA) divulgou, nesta quarta-feira (4), o balanço total da Operação Piracema, compreendido entre 5 de novembro de 2025 e 28 de fevereiro de 2026, em rios de Mato Grosso do Sul.

Durante a operação, a PMA atuou em ações preventivas, fiscalizações em áreas estratégicas, abordagens, monitoramento de pescado, repressão a condutas ilícitas e apreensão de materiais utilizados em desacordo com a legislação ambiental vigente.

Os números divulgados apontam que, entre novembro e fevereiro, durante a Piracema 2025/2026:

  • 6 pessoas foram presas
  • 1 mandado de prisão foi cumprido
  • 15 multas foram aplicadas, totalizando R$ 33.749,00
  • 5 armas de fogo foram apreendidas
  • 10 munições foram apreendidas
  • 4 armas brancas foram apreendidas
  • 86 carretilhas/molinetes foram apreendidas
  • 91 caniços foram apreendidos
  • 120 metros de rede foram apreendidos
  • 278 anzóis de galho foram apreendidos
  • 5 tarrafas foram apreendidas
  • 2 embarcações foram apreendidas
  • 3.202,3 kg de pescado foram vistoriados
  • 1 freezer foi apreendido

Operação Piracema da PMA fiscalizou rios de todo o Estado, em pontos georreferenciados identificados como áreas de maior incidência de pesca ilegal, realizando:

  • bloqueios terrestres e aquáticos
  • vistorias em estabelecimentos comerciais
  • verificações de estoque declarado de pescado
  • operações noturnas e diurnas em locais estratégicos

Houve emprego do Sistema de Gerenciamento da Informação Ambiental (SIGIA), ferramenta tecnológica que permite o mapeamento e monitoramento em tempo real das ações fiscalizatórias. O sistema possibilitou análise georreferenciada, coleta de dados e apoio à tomada de decisões estratégicas.

“Esses números demonstram não apenas a intensidade da fiscalização realizada, mas também a relevância da atuação da Polícia Militar Ambiental na proteção do período reprodutivo dos peixes, fase essencial para a manutenção dos estoques pesqueiros e para a conservação da biodiversidade dos rios sul-mato-grossenses. O encerramento da Operação Piracema 2025–2026 reforça o compromisso institucional do 1º Batalhão de Polícia Militar Ambiental com a fiscalização ambiental, a proteção da fauna, a responsabilização dos infratores e a promoção de uma consciência coletiva voltada ao uso responsável e sustentável dos recursos naturais. Mais do que números, o resultado da operação representa presença, vigilância, comprometimento e defesa efetiva do meio ambiente”, afirmou a PMA por meio de nota.

PIRACEMA

A Piracema é o período de reprodução dos peixes, em que os animais completam seu ciclo de vida sem interferência da ação do homem. O termo tem origem da língua tupi e significa “migração de peixes rio acima”, conforme o Dicionário Michaelis.

O objetivo é combater a pesca ilegal e predatória para que os peixes possam subir os rios para se reproduzirem.

O período de Piracema ocorreu de 5 de novembro de 2025 a 28 de fevereiro de 2026.

Durante esse período, qualquer tipo de pesca (pesque e solte, amadora e profissional), bem como transporte, permaneceram proibidos.

Vale ressaltar que, neste intervalo de tempo, a pesca continuou permitida para ribeirinhos – que precisam do peixe para se alimentar – na quantidade necessária para o consumo do dia, não sendo permitido estocar. Neste caso, foi permitido pescar com varas em barrancos.

LIBERADO!

Com o fim da Piracema, a pesca (pesque e solte, amadora e profissional) está liberada desde domingo (1°) em rios de Mato Grosso do Sul.

O transporte de pescados também voltou a ser permitido. Todo pescado a ser transportado deve ser obrigatoriamente lacrado e declarado em um posto da Polícia Militar Ambiental (PMA) para a emissão da Guia de Controle de Pescado (GCP). A falta deste documento implica em multa e apreensão de todo o produto da pesca.

O período de Piracema ocorreu de 5 de novembro de 2025 a 28 de fevereiro de 2026.

De acordo com a PMA, embora a pesca esteja permitida, os pescadores devem seguir rigorosamente as normas de manejo e controle para garantir a sustentabilidade nos rios das bacias do Paraguai e Paraná.

Veja o que é permitido e proibido:

PERMITIDO

  • Cota de Captura: o pescador amador pode capturar e transportar um exemplar de espécie nativa e até cinco exemplares de piranha, respeitando os tamanhos mínimos e máximos
  • Espécies Exóticas: não há cota para espécies consideradas exóticas (como Tucunaré, Tilápia, Corvina e Bagre-africano), sendo permitida a captura e o transporte de qualquer quantidade

PROIBIDO

  • Locais Restritos: é terminantemente proibido pescar a menos de 200 metros de cachoeiras, corredeiras e nascentes, ou a menos de 1.500 metros de barragens de usinas hidrelétricas.
  • Métodos e Petrechos: é proibido o uso de redes, tarrafas, cercados ou qualquer método que configure pesca predatória para a categoria amadora.
  • Espécies Protegidas: algumas espécies podem ter a pesca permanentemente proibida ou sob moratória, conforme legislação específica atualizada anualmente. 

DOCUMENTAÇÃO OBRIGATÓRIA

Licença de pesca é obrigatória para pescadores, que devem obter o documento estadual ou federal, com o objetivo de evitar multas e apreensão de equipamentos.

LICENÇA ESTADUAL: é a autorização principal para pescar nos rios de domínio de Mato Grosso do Sul. É indispensável para o pescador que deseja realizar o transporte do pescado em território sul-mato-grossense, mediante o pagamento do Selo Turismo e obtenção da Guia de Controle de Pescado (GCP) nos postos da PMA. A licença é concedida pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL).

LICENÇA FEDERAL: Tem validade em todo o território nacional e é voltada para rios de domínio da União. No entanto, em Mato Grosso do Sul, o pescador deve sempre verificar se o rio específico exige a licença estadual complementar para o transporte de exemplares nativos dentro do estado. A licença é concedida pelo Ministério da Pesca/Governo Federal.

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