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PESCARIA

Piracema termina e pesca está liberada em rios de Mato Grosso do Sul

Todo pescado a ser transportado deve ser obrigatoriamente lacrado e declarado em um posto da PMA para a emissão da GCP

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Piracema terminou neste sábado (28) em rios de Mato Grosso do Sul.

Com isso, a pesca (pesque e solte, amadora e profissional) está liberada a partir deste domingo (1°).

O transporte de pescados também voltou a ser permitido. Todo pescado a ser transportado deve ser obrigatoriamente lacrado e declarado em um posto da Polícia Militar Ambiental (PMA) para a emissão da Guia de Controle de Pescado (GCP). A falta deste documento implica em multa e apreensão de todo o produto da pesca.

O período de Piracema ocorreu de 5 de novembro de 2025 a 28 de fevereiro de 2026.

De acordo com a PMA, embora a pesca esteja permitida, os pescadores devem seguir rigorosamente as normas de manejo e controle para garantir a sustentabilidade nos rios das bacias do Paraguai e Paraná.

Veja o que é permitido e proibido:

PERMITIDO

  • Cota de Captura: o pescador amador pode capturar e transportar um exemplar de espécie nativa e até cinco exemplares de piranha, respeitando os tamanhos mínimos e máximos
  • Espécies Exóticas: não há cota para espécies consideradas exóticas (como Tucunaré, Tilápia, Corvina e Bagre-africano), sendo permitida a captura e o transporte de qualquer quantidade

PROIBIDO

  • Locais Restritos: é terminantemente proibido pescar a menos de 200 metros de cachoeiras, corredeiras e nascentes, ou a menos de 1.500 metros de barragens de usinas hidrelétricas.
  • Métodos e Petrechos: é proibido o uso de redes, tarrafas, cercados ou qualquer método que configure pesca predatória para a categoria amadora.
  • Espécies Protegidas: algumas espécies podem ter a pesca permanentemente proibida ou sob moratória, conforme legislação específica atualizada anualmente. 

DOCUMENTAÇÃO OBRIGATÓRIA

Licença de pesca é obrigatória para pescadores, que devem obter o documento estadual ou federal, com o objetivo de evitar multas e apreensão de equipamentos.

LICENÇA ESTADUAL: é a autorização principal para pescar nos rios de domínio de Mato Grosso do Sul. É indispensável para o pescador que deseja realizar o transporte do pescado em território sul-mato-grossense, mediante o pagamento do Selo Turismo e obtenção da Guia de Controle de Pescado (GCP) nos postos da PMA. A licença é concedida pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL).

LICENÇA FEDERAL: Tem validade em todo o território nacional e é voltada para rios de domínio da União. No entanto, em Mato Grosso do Sul, o pescador deve sempre verificar se o rio específico exige a licença estadual complementar para o transporte de exemplares nativos dentro do estado. A licença é concedida pelo Ministério da Pesca/Governo Federal.

PIRACEMA

A Piracema é o período de reprodução dos peixes, em que os animais completam seu ciclo de vida sem interferência da ação do homem. O termo tem origem da língua tupi e significa “migração de peixes rio acima”, conforme o Dicionário Michaelis.

O objetivo é combater a pesca ilegal e predatória para que os peixes possam subir os rios para se reproduzirem.

O período de Piracema ocorreu de 5 de novembro de 2025 a 28 de fevereiro de 2026.

Durante esse período, qualquer tipo de pesca (pesque e solte, amadora e profissional), bem como transporte, permaneceram proibidos.

Vale ressaltar que, neste intervalo de tempo, a pesca continuou permitida para ribeirinhos – que precisam do peixe para se alimentar – na quantidade necessária para o consumo do dia, não sendo permitido estocar. Neste caso, foi permitido pescar com varas em barrancos.

Operação Piracema, da Polícia Militar Ambiental (PMA), fiscalizou rios de todo o Estado, em pontos georreferenciados identificados como áreas de maior incidência de pesca ilegal, realizando:

  • bloqueios terrestres e aquáticos
  • vistorias em estabelecimentos comerciais
  • verificações de estoque declarado de pescado
  • operações noturnas e diurnas em locais estratégicos

A Operação Piracema contou com o emprego do Sistema de Gerenciamento da Informação Ambiental (SIGIA), ferramenta tecnológica que permite o mapeamento e monitoramento em tempo real das ações fiscalizatórias. O sistema possibilitou análise georreferenciada, coleta de dados e apoio à tomada de decisões estratégicas.

CURIOSIDADE

Mato Grosso do Sul possui dezenas de rios espalhados em seu território. Confira:

  • Rio Abobral
  • Córrego Alegre
  • Rio Amambaí
  • Rio Amanguijá
  • Rio Anhanduí-Guaçu
  • Rio Apa
  • Rio Aporé
  • Rio Aquidauana
  • Rio Branco
  • Rio Caracol
  • Rio Combate
  • Rio Correntes
  • Rio Coxim
  • Ribeirão Dois Córregos
  • Córrego Estrelinha
  • Córrego Fundo
  • Córrego das Furnas
  • Rio Guaçu
  • Rio Iguatemi
  • Córrego Ita
  • Córrego Itaquiraí
  • Ribeirão Lontra
  • Rio Maracaí
  • Rio Miranda
  • Córrego da Moeda
  • Rio Negro
  • Rio Novo
  • Arroio do Ouro
  • Ribeirão do Palmito
  • Rio Paraguai
  • Rio Paraná
  • Rio Paranaíba
  • Rio Pardo
  • Ribeirão Pau Vermelho
  • Rio do Peixe
  • Rio Perdido
  • Rio Pirajuí
  • Rio Piripucu
  • Córrego Progresso
  • Rio Pântano
  • Rio Quitéro
  • Córrego Santo Ilíada
  • Rio São Lourenço
  • Ribeirão São Mateus
  • Rio Sucuriu
  • Rio Taquari
  • Rio Taquiri
  • Rio Tarunã
  • Rio Tererê
  • Córrego Tuma
  • Rio Verde
  • Rio Salobra
  • Rio Dourados
  • Rio Brilhante

Nova Regulamentação

Agetran autoriza teste de bicicleta elétrica e patinetes compartilhados

O período experimental terá duração de 90 dias, podendo ser revogado à qualquer momento

22/06/2026 12h00

Campo Grande abre caminho para patinetes e bicicletas elétricas compartilhadas em fase de testes

Campo Grande abre caminho para patinetes e bicicletas elétricas compartilhadas em fase de testes FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Através de uma publicação feita no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) desta segunda-feira (22), ficou estabelecido que Campo Grande passará por um período experimental para a operação de sistemas de patinetes e bicicletas elétricas compartilhadas. 

Os testes terão a duração de 90 dias e serão fiscalizados pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). 

Inicialmente a implementação não será imediata e ainda não foi sinalizado qual ou quais empresas estariam interessadas em investir no projeto. 

Caso a empresa tenha interesse em assumir este projeto, será necessário submeter um Plano Operacional, cumprindo alguns requisitos básicos solicitados no Diogrande. 

De acordo com o Diário Oficial, as empresas terão que ter algumas garantias, como disponibilizar um canal gratuito para que os usuários e fiscalização, facilitando a comunicação entre empresa e cidadão. 

Devem garantir também a manutenção dos equipamentos e a preservação do bom estado para o uso. O recolhimento dos patinetes e bicicletas, também será de responsabilidade da empresa.

A Agetran ainda solicita que os dispositivos tenham tecnologias como GPS e um sistema chamado “geofencing”, que pode bloquear o uso ou limitar a velocidade em certas áreas, como calçadões e praças específicas. 

Ainda no plano operacional, terão que ser apresentados pontos como, as áreas exatas onde os equipamentos vão circular, a quantidade de patinetes e bicicletas que serão colocados nas ruas, como será feita a manutenção e o atendimento ao usuário e como a empresa vai monitorar a frota em tempo real.

A Agetran além de realizar a fiscalização durante o período experimental, fica sob incumbência da agência a delimitação de áreas onde poderá acontecer os patinetes e bikes poderão circular.
 

TERMO ADITIVO

Clínica de SC recebe 5 milhões para esterilizar cães e gatos em MS

A empresa catarinense também foi contratada para prestar serviço de aplicação e registro de microchips nos animais

22/06/2026 11h45

O serviço faz parte da do MS Vida Animal, programa estadual que visa a proteção do bicho através do desenvolvimento de políticas públicas.

O serviço faz parte da do MS Vida Animal, programa estadual que visa a proteção do bicho através do desenvolvimento de políticas públicas. Foto: Freepik

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O Governo de Mato Grosso do Sul, através da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, destinou R$ R$ 5.587.500 à empresa Dengoso e Manhosos Clínica Veterinária, que tem sede em Joinville, Santa Catarina. 

A empresa catarinense foi contratada para prestar o serviço de esterilização cirúrgica, aplicação e registro de microchips em cães e gatos.

O termo aditivo garantiu acréscimo de 25% ao valor do Contrato nº003/2025. Com isso, a empresa ganhará mais R$ 1.117.500,00, além dos R$ 4.427.982,00 que já recebeu do Governo de Mato Grosso do Sul. Só em 2026, o Estado já empenhou R$ 1.825.324,50 à clínica.

O serviço faz parte da do MS Vida Animal, programa estadual que visa a proteção do bicho através do desenvolvimento de políticas públicas. Além da proteção, também age no controle populacional de cães e gatos, combate a maus-tratos e abandono.


 

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