Cidades

INVESTIDORA-ANJO

Mulher cobra devolução de R$300 mil investidos em empresa de avistador de E.T

Ana Carolina Vieira acusa Urandir Fernandes de Oliveira de usar a propriedade como fachada para arrecadar investimentos

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A investidora-anjo Ana Carolina Vieira Franco de Godoy Reginato entrou com uma ação monitória no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) contra a empresa BKC Distribuição Limitada, pertencente a Urandir Fernandes de Oliveira, conhecido por seus relatos de contato com extraterrestres e por criar colônias místicas, como a cidade de Zigurats, em Corguinho. Seu filho e sócio, Alan Fernandes de Oliveira, também é réu no processo.

A mulher cobra a quantia de R$ 805 mil, referente aos R$ 300 mil investidos e mais os juros atualizados em novembro de 2025.

O caso começou em 23 de abril de 2019, quando Ana Carolina fechou contrato de "Investidor-Anjo", realizando o aporte financeiro para fomentar atividades da empresa de Urandir e Alan.

De acordo com a defesa da mulher, o contrato previa que o valor poderia ser resgatado a partir de abril de 2021, devendo necessariamente ser quitado até o prazo máximo de dois anos, sob pena de a própria sociedade ser obrigada a realizar o pagamento do montante à investidora. Porém, os responsáveis não efetuaram o pagamento nem apresentaram justificativa para o inadimplemento.

Após o vencimento da obrigação, a autora realizou diversas pesquisas cadastrais para confirmar a existência da pessoa jurídica indicada no contrato. Ao consultar o número do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da empresa, a mensagem deu como "CNPJ inválido" nos sistemas especializados Sniper Credlocaliza e Credlocaliza, evidenciando a inexistência de qualquer inscrição ativa, inativa ou histórica nos cadastros da Receita Federal.

Ela alega que o mesmo ocorreu quando procurou pelo nome "BKC Distribuição LTDA" em sites de pesquisa processual, como o JusBrasil.  Além disso, também aponta que o endereço indicado no contrato como sede não possui indícios de atividade empresarial, levando a crer que a empresa foi usada apenas como fachada para captar o investimento.

Diante desta situação, a investidora Ana Carolina entrou com a ação na Justiça, solicitando o reconhecimento da inexistência material da empresa e responsabilizar diretamente os sócios Urandir Fernandes de Oliveira e Alan Fernandes de Oliveira.

Além disso, requer também o pagamento do valor atualizado da dívida, que em novembro de 2025 totalizava R$ 805.680,62, incluindo correção pelo IGP-M, juros de 1% ao mês e multa contratual de 10%.

O Correio do Estado procurou contato com as empresas de Urandir. Não houve resposta até a publicação. O espaço segue aberto para manifestação.

Quem é Urandir Fernandes de Oliveira?

Urandir Fernandes de Oliveira é empresário, ufólogo, fundador e CEO do Ecossistema Dakila, rede de empresas que atua no ramo de economia e pesquisa. Ele ficou conhecido em todo o Brasil por seus relatos de contato com extraterrestres e por criar colônias místicas, como a cidade de Zigurats, em Corguinho. 

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Clima

Cidade de MS registra o menor valor de umidade do ar do País e outras 33 estão em alerta

Durante o final de semana, são esperados índices de umidade relativa do ar entre 20-30%

22/01/2026 17h00

Município de Jardim registrou umidade do ar em 18%

Município de Jardim registrou umidade do ar em 18% Divulgação

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A cidade de Jardim, a 237 quilômetros de Campo Grande, registrou, nesta quinta-feira (22) o menor índice de umidade relativa do ar entre as cidades brasileiras, atingindo 18%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e diz respeito aos valores registrados até às 14 horas (15h de Brasília) de hoje. 

Na sequência, aparecem as cidade de São Conçalo, na Paraíba, que registrou 19% de umidade, Morada Nova, no Ceará, com 20% e Ibimirim, em Pernambuco, também com 20%. 

O baixo índice é considerado perigoso à saúde, já que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é que a umidade relativa do ar se mantenha entre 50-60% para fazer bem ao corpo humano. 

Além de Jardim, outras 33 cidades de Mato Grosso do Sul estão em alerta para a baixa umidade do ar. O aviso de perigo potencial teve início na manhã desta quinta-feira e se estende até às 9h de sábado (24). 

De acordo com o Inmet, podem ser observados índices baixos, variando entre 20-30% de água no ar. Os efeitos podem ser sentidos no corpo humano, como ressecamento da pele, das narinas e até sangramento pelo nariz. 

Por isso, algumas recomendações do Correio do Estado para aliviar os efeitos decorrentes da baixa umidade do ar são: 

  • Mantenha uma alimentação sustentável e nutritiva, optando por alimentos frescos, sustentáveis e saudáveis;
  • Mantenha o corpo hidratado, mesmo quando não sentir sede;
  • Pratique exercícios regularmente, eles ajudam a fortalecer a resiliência do corpo, mas evite horários mais pesados, como as 10h às 16h;
  • Proteja-se contra os efeitos dos raios UV, evitando exposição exagerada ao sol;
  • Cuide do bem-estar mental através de práticas que auxiliem o gerenciamento da ansiedade e da depressão, como ioga, meditação e atividades físicas.
  • Mantenha um pano ou toalha molhada em ambientes fechados para aliviar a sensação de seca;
  • Se possível, abuse do uso de umidificadores do ar, com ou sem essências auxiliadoras do tratamento nasal.

As cidades de Mato Grosso do Sul em alerta para índices baixos de umidade até o dia 24 são: 

  • Alcinópolis
  • Anastácio
  • Antônio João
  • Aquidauana
  • Bandeirantes
  • Bela Vista
  • Bodoquena
  • Bonito
  • Camapuã
  • Campo Grande
  • Caracol
  • Corguinho
  • Corumbá
  • Coxim
  • Dois Irmãos do Buriti
  • Dourados
  • Figueirão
  • Guia Lopes da Laguna
  • Jaraguari
  • Jardim
  • Ladário
  • Maracaju
  • Miranda
  • Nioaque
  • Pedro Gomes
  • Ponta Porã
  • Porto Murtinho
  • Rio Negro
  • Rio Verde de Mato Grosso 
  • Rochedo 
  • São Gabriel do Oeste
  • Sidrolândia
  • Sonora
  • Terenos

Os índices devem permanecer baixos durante o final de semana, já que não são esperadas chuvas no Estado e as temperaturas devem se manter altar, com máximas até 34ºC, de acordo com o Climatempo.

No mínimo, curioso

Dois anos depois, polícia começa a investigar denúncia contra "peladão" de bairro da Capital

Figurinha antiga, o "acumulador da Planalto" já foi preso por poluição por descarte de lixo como forma de protesto. A denúncia, agora, é por ato obsceno, registrado em 2023

22/01/2026 16h15

Casarão na rua Planalto está, atualmente, para venda

Casarão na rua Planalto está, atualmente, para venda Reprodução/Google Maps

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Figura conhecida no bairro Jardim TV Morena, José Fernandes da Silva, o “acumulador da Planalto”, deve enfrentar mais um processo, instaurado quase três anos após a denúncia. 

No dia 25 de março de 2023, equipes da Polícia Militar precisaram se dirigir até a rua Planalto nº 256, com a informação de que um homem estaria correndo nu atrás de crianças do sexo feminino em um quintal residencial. 

Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram a residência do suspeito em condições insalubres, parte da via obstruída com entulhos, galhos e vidros. 

À polícia, a esposa de José afirmou que não havia ocorrido agressão contra as crianças. Posteriormente, as próprias crianças afirmaram que o pai estava nu na varanda da residência, local visível da rua, como uma forma de protesto contra a prefeitura devido à desapropriação de um terreno. 

Testemunhas contaram que o homem vinha apresentando comportamentos estranhos nos últimos dias e que, na mesma semana, teria chegado a interditar a rua com objetos diversos. No entanto, nenhuma delas afirmou ter presenciado qualquer tentativa de perseguição às crianças. 

Assim, o caso foi registrado como ato obsceno, crime previsto no artigo 233 do Código Penal, que tem como vítima a coletividade por configurar um ato contra a sociedade. A denúncia mais grave, de agressão às menores, não foi confirmado por falta de provas.

Com base nessas narrativas, foi encaminhado ao Fórum de Campo Grande o pedido de investigação sobre antecedentes criminais de José, assim como possíveis históricos de violência doméstica e familiar para uma análise do histórico de agressividade. 

Essa instauração do inquérito policial só aconteceu em maio de 2025, dois anos após o registro do boletim de ocorrência. 

Apenas na última terça-feira (20), o inquérito foi recebido pela Polícia Judiciária, que manteve a tipificação inicial de ato obsceno, crime de menor potencial, onde a pena máxima não ultrapassa um ano de detenção. 

O caso chegou a transitar na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), mas não foram encontrados elementos para enquadrar o caso na Lei Maria da Penha. 

Agora, o caso deve tramitar no Juizado Especial Criminal, juntamente a processos da mesma natureza, com critérios simples e com possibilidade de acordos. Cabe ao Ministério Público decidir os próximos passos: oferecer denúncia, propor acordo ou solicitar o arquivamento do caso. 

História antiga 

José Fernandes da Silva já é figurinha conhecida no bairro e na cidade. Desde março de 2023, o homem tenta chamar a atenção da mídia de várias formas, como meio de conseguir a atenção da Prefeitura de Campo Grande para restituição de aproximadamente R$ 1,3 milhão por desapropriação de terrenos em 2008. 

José chegou a ser preso entre agosto e dezembro de 2024 por crime ambiental após jogar grande quantidade de lixo e carcaças de animais na calçada em frente à sua casa na rua Planalto, no bairro Jardim TV Morena. 

Além disso, ele também instalou um barraco improvisado em frente à sua residência que, segundo ele, seria para abrigar moradores de rua e usuários de entorpecentes. O local começou a acumular lixo e fezes. 

A defesa do homem teria alegado insanidade mental, mas foi desmentido pelo próprio cliente. Após os quatro meses de detenção, José seguiu em regime semi-aberto, com uso de tornozeleira, sem poder voltar para casa. 

Após mobilização, o homem decidiu colocar o casarão à venda pela bagatela de R$1,5 milhão. O imóvel, com 685 m² de construção conta com 10 banheiros, uma suíte master e outras três tradicionais. Além de sala de TV e jantar com dois ambientes, escritório, cozinha planejada, dois lavabos, dois quartos, lavanderia, churrasqueira e piscina.

Ainda tem a garagem, onde cabem seis carros, um mezanino, salão de festas para 140 pessoas, varandão no piso superior, dois jardins de inverno e saída para sacada em duas suítes.

Em 2025, o Ministério Público pediu uma nova prisão de José por descumprimento das medidas cautelares impostas na decisão de liberdade provisória. 

Isso porque, quando chegaram na casa do homem para entregar a intimação para constituir novo advogado, foi informado que ele não morava mais no endereço devido a uma medida protetiva que o impedia de se aproximar de uma vizinha. 

Foi feita uma nova tentativa de contato com o suspeito em outro endereço registrado, porém o imóvel encontrava-se “desocupado”, como informado por vizinhos. 

Assim, foi feito um pedido de revogação da liberdade provisória por descumprimento das medidas cautelares, uma vez que o réu se encontrava em lugar “incerto e não sabido”. 


 

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