Cidades

Campo Grande

Mulher presa por maus tratos terá que apresentar atestado de saúde dos animais

A proprietária da Ong MiaCat teve a liberdade concedida pela Justiça para responder o processo em liberdade, tem até sete dias para apresentar um atestado de saúde dos 560 animais que mantém na residência

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A proprietária da  Ong MiaCat Maiara Corral Morales, presa por maus tratos de animais, foi liberada e terá que apresentar um relatório emitido por um médico veterinário atestando a saúde dos 560 animais domésticos (cães e gatos) que estão aos cuidados da entidade. 

Durante audiência de custódia, no dia 21 de abril, a Justiça concedeu o direito a proprietária do MiaCat de responder o processo em liberdade, impondo medida cautelar em que proprietária da Ong MiaCat apresente laudos que comprovem a saúde dos animais, o primeiro em sete dias e deverá encaminhar os outros a cada trinta dias. 

"Apresentar relatório de médico veterinário atestando as condições de saúde dos animais que estão custodiados em sua residência; o primeiro deles em até 7 (sete) dias, e após deverá apresentar a cada 30 (trinta) dias (f.112-114)".

A reportagem tentou contato com Maiara Corral Morales, mas até o fechamento da matéria não obteve retorno. Por meio das redes sociais, na quinta-feira (25) ela classificou o episódio como "injustiça".

"Injustiça tá? Totalmente injusto, aqui não existem maus tratos. Aqui foi feito uma demonstração do que não existe. Tiraram fotos e vieram fazer visitas no primeiro horário do dia. Vieram, entraram, não perguntaram, não deixaram eu explicar o porquê de uma coisa ou de outra, simplesmente espantaram, disseram que era maus tratos e que tudo estava errado. Não, não estava porque se tivessem perguntado deixado a gente explicar cada animal em uma baia o porquê, cada animal em uma maia estava doente", comentou Maiara em suas redes sociais. 

Entenda

O caso veio a tona quando a Polícia Militar Ambiental (PMA) recebeu a denúncia de que macacos pregos estavam sendo mantidos em cativeiros no local, entretanto não foram localizados.

Os agentes da PMA se depararam com 110 cachorros e 450 gatos, relataram que os animais estavam sendo mantidos em espaços com higiene precária em gaiolas, fezes espalhadas em cômodos e no entorno da residência. 

 

 

 

Durante a vistoria a equipe encontrou trabalhadores que a proprietária indicou tratar-se de voluntários, atuando sem os devidos equipamentos de proteção para lidar com os animais. Por isso o Ministério Público do Trabalho foi acionado e a Delegacia de Crimes Ambientais (DECAT).

A proprietária terminou sendo presa em flagrante por maus tratos e multada pela PMA em  R$ 175 mil. Ainda, conforme divulgado pela PMA, os animais ficaram no local sob supervisão de um responsável da Ong, esperando para ser realocados a um local adequado.

"A proprietária foi conduzida à DECAT para responder pelas acusações de maus-tratos. A Polícia Militar Ambiental lamenta casos como o relatado, não apenas devido à inobservância da Lei ambiental, mas também pelas condições precárias a que os animais são submetidos. Apesar da boa vontade de muitas instituições e pessoas em dar um lar a animais abandonados, é inadmissível apenas o recolhimento de animais de rua sem responsabilidade e condições adequadas de cuidados.", diz a nota da Polícia Militar Ambiental.

Outro atenuante verificado durante a fiscalização, animais doentes dividiam o mesmo espaço de convivência com os saudáveis. Não havia sequer equipamento de proteção individual para os voluntários que estavam trabalhando no local.

 

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Meio Ambiente

Com 175 mil árvores nas ruas, Campo Grande amplia monitoramento e manejo

Prefeitura aposta em inventário e acompanhamento técnico para orientar podas, plantios e intervenções na arborização urbana

21/09/2026 16h00

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A questão ganha destaque nesta segunda-feira (21), Dia da Árvore, em meio a uma política que envolve não apenas o plantio de novas mudas, mas também escolha de espécies, definição dos locais, acompanhamento do crescimento, podas e demais ações de manejo.

Em 2025, a Prefeitura produziu aproximadamente 40 mil mudas no Viveiro Municipal Flora do Cerrado. Dessas, 27.153 foram distribuídas à população. No mesmo ano, 9.429 mudas foram plantadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), por meio do Projeto Via Verde e de outras ações em praças, parques e áreas verdes.

A arborização urbana exige decisões que começam antes de a muda chegar à calçada. A escolha da espécie precisa considerar o espaço disponível, o tamanho que a árvore poderá atingir, as raízes, a largura da calçada, a existência de fiação elétrica e a presença de outros equipamentos urbanos.

O próprio Manual de Arborização Urbana de Campo Grande estabelece diretrizes para implantação e manutenção das árvores e aponta que a escolha inadequada pode gerar conflitos com a infraestrutura urbana e aumentar a necessidade de intervenções futuras.

É justamente nessa etapa que o município tenta ampliar o uso de dados. O Arbolink permite registrar informações das árvores e identificar situações que podem exigir acompanhamento ou manejo. O sistema, porém, ainda está em fase de construção do inventário, com pouco mais de 8 mil árvores cadastradas diante de uma estimativa de aproximadamente 175 mil no sistema viário.

9,4 mil árvores plantadas

A expansão da arborização também ocorre por meio do Projeto Via Verde, que prioriza o plantio em regiões com menor cobertura arbórea e em locais que receberam pavimentação recentemente.

Ao todo, foram 9.429 mudas plantadas em 2025. A Prefeitura afirma que a ampliação da infraestrutura verde busca contribuir para o conforto térmico, qualidade do ar, drenagem urbana, biodiversidade e qualificação dos espaços públicos.

Além do plantio feito diretamente pelo município, a população também recebe mudas produzidas no viveiro municipal. Durante a Semana da Árvore deste ano, estão sendo distribuídas 10 mil mudas de espécies frutíferas.

O crescimento da arborização também impõe um desafio à administração pública: manter árvores saudáveis sem criar conflitos com calçadas, redes elétricas, ruas e demais estruturas urbanas.

Por isso, o planejamento prevê acompanhamento técnico desde a escolha da espécie até o manejo das árvores adultas. Equipes da Prefeitura passam por capacitações para diagnóstico, avaliação das condições das árvores, planejamento das intervenções e prevenção de riscos.

Campo Grande aparece entre as capitais com maior presença de árvores nas vias. Segundo o Censo 2022 do IBGE, 91,4% dos moradores da Capital viviam em domicílios localizados em vias com pelo menos uma árvore, índice que colocou o município na primeira posição entre as capitais brasileiras nesse indicador.

A cidade também recebeu, em 2026, pelo sétimo ano consecutivo, o reconhecimento Tree Cities of the World, concedido pela Arbor Day Foundation em parceria com a FAO/ONU.

Mais do que ampliar a quantidade de árvores, entretanto, o desafio passa pelo acompanhamento de uma floresta urbana que já reúne dezenas de milhares de exemplares. 

Recurso

Voto valerá como prova de vida para beneficiários do INSS

Recurso passou por modificações para reduzir filas, custos e transtornos causados pelo comparecimento presencial

21/09/2026 15h45

Reprodução / TSE

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O comparecimento eleitoral valerá para a verificação no processo de Prova de Vida no INSS. O procedimento de revisão anual, focado em identificar se o titular do benefício previdenciário ou assistencial continua vivo para garantir a manutenção de pagamentos, abrange atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais. 

“A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explica o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, destacando a praticidade da medida. 

O recurso possível com a Prova de Vida passou por modificações para reduzir filas, custos e transtornos que o antigo modelo presencial gerava, especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

A partir da Lei nº 13.846/2019, o comparecimento presencial deixou de ser a regra, estabelecendo que o próprio Estado deve buscar, de forma proativa, dados que confirmem a vivacidade do cidadão perante a administração pública. Já a Portaria INSS nº 1.408/2022 estabelece a votação nas eleições como um dos critérios de comprovação de vida.

Ou seja, quem votar, estará dispensado de realizar outras formas de comprovação. “Além de simplificar a Prova de Vida a milhões de segurados, a medida também traz segurança ao pagamento de benefícios da Previdência Social”, aponta a presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ana Cristina Silveira.

Automatização 

Para os casos em que o cidadão não comparecer ao pleito eleitoral, o INSS continua utilizando o sistema SIRIS, que coleta diversas fontes de dados do governo em busca de outros eventos comprobatórios, como a emissão de documentos, movimentações registradas ou atendimentos realizados. O segurado só é convocado a regularizar a situação quando não é encontrada nenhuma fonte que confirme a sua vivacidade.

Números do cruzamento eleitoral 

A base de dados do TSE teve contribuição significativa para a Prova de Vida em 2024. Nesse período, foram registrados eventos eleitorais para 20.957.288 beneficiários, resultando na atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida.

Com informações de Governo Federal 

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