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Saúde

Mutirão de cirurgias oftalmológicas atende 1,1 mil pacientes a mais do que o previsto

Previsão era de 1,2 mil procedimentos, mas 2,3 mil foram atendidos

Natalia Yahn

29/12/2017 - 09h36
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Mutirão para realizar cirurgias oftalmológicas - a maior parte de catarata - inicialmente com previsão de fazer 1,2 mil procedimentos, conseguiu atender 2,3 mil pessoas em Campo Grande. Os pacientes tiveram retorno pós-cirúrgico hoje na Escola Estadual Maria Constança de Barros Machado, onde o secretário de Estado de Saúde (SES), Carlos Coimbra fez balanço das ações. “É um esforço para diminuir a fila de cirurgias eletivas.

Para o ano que vem vamos fazer novas parcerias com os hospitais para outros procedimentos. Os pacientes que passaram por cirurgias agora vão receber alta dentro de um mês após o procedimento. Conseguimos atender pessoas da Capital e também do interior nesta etapa”.

A SES informou que foram realizadas 2,2 mil consultas além das 2,3 mil cirurgias, 1.979 delas eram de catarata, e 18,7 mil procedimentos no total, incluindo exames e consultas. “Tínhamos o recurso em caixa e se não fosse utilizado até a data de hoje, seria devolvido ao Ministério da Saúde. Juntamos recursos de outros municípios que não realizaram a totalidade dos procedimentos durante a caravana e conseguimos atender 1,1 mil pacientes a mais”, explicou Coimbra.

Mais de 60 mil pessoas estavam na fila das cirurgias oftalmológicas até 2015. Em três anos foram realizados aproximadamente 43 mil procedimentos e 17 mil pacientes ainda aguardam.

As cirurgias foram realizadas no Hospital de Câncer Alfredo Abrão (HCAA), entre os dias 18 e 20 de dezembro. A demanda não foi espontânea, pois todos os pacientes são os que aguardam na fila pela cirurgia e foram selecionados pelo Sistema de Central de Regulação (Sisreg) das microrregiões da Capital e de Ponta Porã.

Os pacientes atendidos são das cidades de Bandeirantes, Camapuã, Corguinho, Jaraguari, Nova Alvorada do Sul, Ribas do Rio Pardo, Rochedo, Terenos, Bonito, Porto Murtinho, Amambai, Antonio João, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas e Tacuru.

EM PAUTA

Audiência gera 'cabo de guerra' sobre privatização da saúde em Campo Grande

Ideia do Executivo, através da Secretaria Municipal de Saúde, é entregar inicialmente a parte administrativa de dois Centros Regionais de Saúde (CRS) da Capital e servidores protestam

10/04/2026 09h49

Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Adiada em função do velório da primeira prefeita de Campo Grande, a audiência pública sobre a privatização da Saúde da Capital acontece nesta sexta-feira (10) na Câmara Municipal, evidenciando o "cabo de guerra" entre representantes do Poder Público e servidores. 

Nas palavras da Presidente do Sindicato dos Assistentes Sociais (Sasems), Monica Ilis, a categoria é "totalmente" contra a criação da chamada Organização Social de Saúde (OSS), ponto esse que está na mira da Prefeitura de Campo Grande. 

Em resumo, o plano do Executivo Municipal é migrar o modelo de gestão dos Centros Regionais de Saúde (CRSs) para essas OSSs, privatizando assim duas unidades de atendimento 24 horas da Capital do Mato Grosso do Sul. 

"A privatização é muito ruim para os servidores, para todos. Você vai privatizar para a empresa privada e eles vão massacrar, essa é a palavra, os funcionários, porque eles vão pedir produtividade e essa não é a função do assistente social", explica Monica Ilis. 

Por outro lado, o atual chefe da Pasta de Saúde de Campo Grande, Marcelo Vilela, espera que o debate ajude a explicar o projeto que, segundo o secretário, tem o intuito de "inovar e melhorar" para o usuário. 

Entretanto, de acordo com Marcelo Vilela, o termo "privatização" não é correto, uma vez que o que estaria ocorrendo por trás da proposta seria uma "terceirização". 

"Quando fala em privatizar, você vende! Aquela área a gente está terceirizando. São duas unidades de pronto atendimento, mas a intenção é trazer eficiência, economicidade e melhora para o usuário", disse o secretário municipal de saúde pública. 

Opiniões contrárias

Para Vilela, os serviços prestados na saúde e assistência estão "mal avaliados", sendo necessário o emprego de ferramentas que, segundo ele, já estão instaladas em todas as 20 maiores cidades mais populosas do País. 

"Nós vamos mostrar a realidade que acontece hoje no Brasil. É uma inovação aqui, no País não! Já há mais de 15 anos que é feito isso aí com bons resultados. Todos terceirizaram serviço de urgência principalmente", complementa o secretário de Saúde.

Do outro lado da corda, a servidora da saúde, Sara Cristina Prates, espera que a audiência sirva para conscientizar a população da importância do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Lamentando que a Saúde da Cidade Morena tenha chegado em um "patamar catastrófico", segundo ela, graças à gestão do Executivo, ela afirma que essa "terceirização" não será a "luz no fim do túnel" que parece aos olhos da população em um primeiro momento. 

"Que a gente não pode deixar a terceirização, apesar de vir esse modelo inicial, uma proposta de precarização do Sistema Único de Saúde. A gente que já acompanhou esse processo em outros Estados, outros locais, sabe que não é a tábua da salvação", diz. 

Para a servidora, o processo trará uma precarização do atendimento que, segundo Sara, também traz margem para desvios de verbas e maiores formas de afetar a população em geral no final das contas. 

Presidente da Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal, o vereador Dr. Victor Rocha também se diz particularmente contrário à terceirização, sendo que os parlamentares se reuniram com a prefeita para conhecer a proposta para implantação do novo modelo de gestão. 

"Eu, particularmente, sou contrário à terceirização, onde você tem servidor público prestando um atendimento de qualidade à população. O que a gente precisa é capacitar a gestão, melhorar as condições de trabalho para que a gente consiga atender de maneira com melhor qualidade a nossa comunidade", diz.

Para Victor Rocha os problemas da Saúde de Campo Grande são "estruturais" e "antigos", pontos esses que, para o vereador, a iniciativa privada não ajudaria muito. 

"Então a gente precisa discutir a ampliação de leitos, os mutirões de consultas, exames e cirurgias. E também estruturar melhor, no sentido de não deixar faltar material médico hospitalar, medicamentos e dando condições para que o servidor público consiga fazer um atendimento de qualidade à nossa população.

Trocar o modelo de gestão da noite para o dia Se não tiver o aval do Conselho Municipal de Saúde, dos servidores, uma construção a muitas mãos, o meu posicionamento é contrário e lógico, mas aqui nós estamos na casa do debate.", completa. 

Entenda

Esse plano foi apresentado para o Conselho Municipal de Saúde (CMS) e a Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal pela Prefeitura da Capital, para terceirizar: 

  • Centros Regionais de Saúde (CRS) do Aero Rancho e 
  • Centros Regionais de Saúde (CRS) do Tiradentes

Para a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), entregar a parte administrativa das unidades para a iniciativa privada daria celeridade aos processos de compra de insumos, assim como ampliaria os investimentos nessas unidades.

 

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TRAGÉDIA

Ambulante morre após mal súbito durante show internacional em Campo Grande

Homem passou mal enquanto trabalhava nas imediações do Autódromo

10/04/2026 09h15

 Apesar dos esforços, o ambulante não resistiu e teve o óbito constatado ainda na área externa do Autódromo.

Apesar dos esforços, o ambulante não resistiu e teve o óbito constatado ainda na área externa do Autódromo. Divulgação

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Um ambulante identificado como Leandro Pereira Alfonso morreu na noite desta quinta-feira (9), após sofrer um mal súbito nas proximidades do Autódromo Internacional de Campo Grande, onde ocorria o show da banda Guns N’ Roses.

De acordo com informações do portal Dourados Agora, Leandro comercializava água no entorno do local quando passou mal. Policiais do 6º Batalhão da Polícia Militar foram acionados e prestaram os primeiros atendimentos, com apoio de equipes do Corpo de Bombeiros que já estavam de prontidão para o evento.

Os socorristas iniciaram manobras de reanimação ainda no local, utilizando uma unidade de resgate avançado. Apesar dos esforços, o ambulante não resistiu e teve o óbito constatado ainda na área externa do Autódromo.

A perícia chegou a ser acionada, mas foi dispensada após a confirmação da morte pelas equipes de socorro.

A noite também foi marcada por dificuldades de acesso ao evento. Um congestionamento que se estendeu por mais de 10 quilômetros foi registrado nas vias que dão acesso ao Autódromo, causando atraso para parte do público que tentava chegar ao show, previsto para começar às 20h30.

Caos no trânsito gera atrasos de até cinco horas

O show do Guns N’ Roses provocou um verdadeiro caos no trânsito desde o fim da tarde desta quinta-feira (9) na BR-262, em Campo Grande. Principal, e praticamente único acesso ao Autódromo Internacional Orlando Moura, a rodovia concentrou o fluxo de cerca de 35 mil pessoas que se dirigiam ao evento.

A movimentação já era intensa ao longo do dia, mas se agravou no início da noite, quando trechos chegaram a ficar completamente parados. Em alguns momentos, os veículos avançavam a menos de 5 km/h, formando um congestionamento que ultrapassou 10 quilômetros.

Além do público do show, o fluxo também foi impactado por moradores da região do bairro Maria Aparecida Pedrossian e adjacências, que utilizam a BR-262 no retorno para casa após o trabalho, ampliando ainda mais o volume de veículos.

Registros compartilhados nas redes sociais mostram longas filas e motoristas revoltados com a lentidão, mesmo com a atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na tentativa de organizar o tráfego.

Em condições normais, o trajeto entre o centro da cidade e o autódromo leva cerca de 30 minutos. No entanto, durante o evento, o deslocamento chegou a ultrapassar cinco horas. A fila começou a se formar por volta das 15h e persistiu até aproximadamente 22h, fazendo com que parte do público chegasse atrasada, ou sequer conseguisse assistir à apresentação.

Diante do congestionamento, alguns motoristas optaram por estacionar os veículos às margens da rodovia e seguir a pé até o local do show.

Após o encerramento, por volta de 0h30, os problemas continuaram. O escoamento do público foi dificultado pela existência de apenas uma saída no estacionamento, o que gerou filas de até três horas para deixar o local, seguidas por mais congestionamento na BR-262. Muitos fãs só conseguiram chegar em casa já ao amanhecer.

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