Cidades

CIÊNCIA

Na próxima semana, UFMS recebe maior evento científico da América Latina

São esperadas mais de 15 mil pessoas

ALÍRIA ARISTIDES

18/07/2019 - 09h42
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Em meio à incerteza financeira que envolve o ensino público superior no país, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) recebe nos próximos dias a 71ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O evento, que ocorre pela primeira vez no Estado, será realizado de 21 a 27 de julho e tem público esperado de 15 mil pessoas. Uma das presenças confirmadas na programação é a do Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o astronauta Marcos Pontes.  

Comemorando em 2019 os 40 anos de federalização, a UFMS tem a missão de sediar o evento científico, considerado o maior da América Latina, enquanto lida com dificuldades para manter as portas abertas. Em maio deste ano, o Ministério da Educação bloqueou cerca de 30% dos recursos orçamentários da universidade, o que corresponde a R$ 30 milhões, que seriam destinados para custeio de serviços. Há risco de suspensão das aulas no segundo semestre por falta de pagamento de água e energia. 

Com tema ‘Ciência e Inovação nas Fronteiras da Bioeconomia, da Diversidade e do Desenvolvimento’, o evento busca atrair olhares para a importância da pesquisa científica realizada pela comunidade acadêmica na região. Em sessão ordinária na Câmara Municipal de Campo Grande, na última terça (16), a vice-reitora Camila Ítavo enfatizou a oportunidade de visibilidade para o potencial do Estado. “A Universidade está, há dois anos, preparando-se para o evento. Temos certeza que vamos deixar um importante legado para o Estado”, disse a vice-reitora.

Para viabilizar a realização da 71ª Reunião da SBPC, foram firmadas diversas parcerias entre a universidade, empresas locais e outras instituições de ensino e pesquisa.  

Os preparativos para receber o evento científico estão a todo vapor. A cidade universitária passa por reformas e melhorias com recursos destinados para infraestrutura, obtidos em anos anteriores. O campus ganhou revitalização do corredor central, reforma de estacionamentos e recapeamento. Os blocos de sala receberam pintura e identificação. 

São esperados cerca de dois mil pesquisadores, docentes e acadêmicos vindos de outras cidades e estados. Para receber os congressistas, a UFMS firmou parcerias com hotéis da região, que oferecerão descontos, além de promover a ‘Hospedagem Solidária’. A iniciativa reuniu estudantes, professores e técnicos administrativos que disponibilizaram suas residências para receber os participantes.

O evento é aberto ao público, com as inscrições online para recebimento de certificado indo até o dia 19. Estão programadas mais de 250 atividades, como conferências, minicursos, oficinas e palestras, atendendo todas as áreas do conhecimento, além de exposição de pôsteres de trabalhos científicos. 

Fenômeno

Pescadores encontram diversos peixes mortos no Rio Sucuriú

Segundo a Polícia Militar Ambiental, a mortandade pode ter sido causada devido ao fenômeno natural conhecido por "devoada"

03/03/2026 16h15

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas Reprodução

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Pescadores encontraram, no último domingo (01), vários peixes mortos boiando nas águas do Rio Sucuriú, no município de Paraíso das Águas, a aproximadamente 210 quilômetros de Campo Grande. 

A maioria dos animais mortos eram da espécie piau, um peixe comum nas bacias do Paraná e do Paraguai. Os registros foram feitos por um casal que praticava pescaria no trecho entre a Ponte do Portinho Municipal e a Ponte de Pedra. 

De acordo com relatos de um dos pescadores, os peixes mortos estavam espalhados em diferentes pontos do rio, o que causou estranhamento e preocupação quanto às possíveis causas do fato. 

O Correio do Estado entrou em contato com a Polícia Militar Ambiental responsável pelo condado. Em nota, a assessoria da PMA de Costa Rica informou que realizou fiscalização pelo rio e em terra durante o dia de ontem (2) para apurar as causas do incidente. 

Em conversa com ribeirinhos e pescadores, a Polícia confirmou que cerca de 15 a 20 exemplares de peixes das espécies Piau, Tubuarana e Tucunaré foram encontrados boiando durante o domingo, mas o fenômeno cessou logo em seguida. 

Por esse motivo, durante a vistoria da PMA, não foi encontrado nenhum peixe morto nas regiões do Curralinho e Ponte de Pedra, nem nas grades de adução da Usina Hidrelétrica Fundãozinho ou propriedades rurais com lavouras às margens do rio. Não foram identificados, também, vestígios de uso indevido de defensivos agrícolas ou qualquer descarte irregular. 

Possíveis causas

A PMA afirmou que a mortandade pode ter sido causada por um fenômeno natural conhecido como "decoada", comum no Pantanal, ocorrendo na cheia (fevereiro a maio), quando águas sobem e inundam áreas secas com matéria orgânica, causando decomposição bacteriana intensa. 

"Imagens registradas no dia da denúncia mostraram um grande acúmulo de resíduos orgânicos e vegetação seca na calha do rio, trazidos pelas fortes chuvas e cheias. Esse material orgânico, ao entrar em decomposição, reduz drasticamente o oxigênio da água, o que pode levar à morte de peixes de forma moderada — fato que também foi registrado na região no mesmo período em 2025", explicou em nota. 

Mesmo com os indícios de causa natural, a Polícia informou que vai manter o monitoramento contínuo do trecho. Além disso, já foi realizado um pedido ao Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para que seja feita a coleta e análise técnica da água. 

Confusão

Companhia aérea é condenada por levar idosa ao destino errado

Durante conexão internacional, a mulher foi informada pela própria companhia que poderia embarcar em um voo antecipado ao destino, mas foi parar em outra cidade, a cerca de 5 mil km de distância

03/03/2026 15h30

Empresa terá que pagar R$ 10 mil à passageira

Empresa terá que pagar R$ 10 mil à passageira Divulgação

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A Latam Airlines Group S/A foi condenada pela 3ª Vara Civil do Tribunal de de Justiça de Mato Grosso do Sul a pagar o valor de R$ 10 mil em indenização para uma idosa de Campo Grande que foi enviada à cidade errada durante uma viagem internacional. 

A idosa teria comprado uma passagem até a cidade de Portland, no estado de Óregon, nos Estados Unidos, para visitar o filho. O trajeto incluía paradas nas cidades de São Paulo e Chicago. 

De acordo com o processo, ao chegar em Chicago, a mulher foi informada no balcão da companhia aérea que seria possível adiantar o vôo para o destino final. Ela aceitou a oferta e embarcou no vôo indicado. 

Porém, ao desembarcar, percebeu que não estava na cidade de Portland, mas sim, em Providence, no estado norte-americano de Rhode Island, a cerca de 5 mil quilômetros de distância do seu destino original. 

Ao perceber o erro, a mulher precisou retornar para Chicago e só então, embarcar para a cidade certa, chegando com muitas horas de atraso. 

Na ação, a idosa pediu indenização por danos morais à companhia, alegando que houve falha na prestação do serviço. A ação foi aceita pela 6ª Vara Cível de Campo Grande e fixou o valor da indenização em R$10 mil. 

A Latam recorreu à decisão, afirmando que todo passageiro tem a responsabilidade de realizar a conferência dos dados que constam no cartão de embarque, como destino, portão de embarque, número do vôo e nome. Assim, a mulher teria contribuído para o erro, pois recebeu o cartão e continuou a conversa em inglês com os atendentes no balcão. Para a companhia, "a falta de atenção configuraria culpa exclusiva da cliente". 

O relator do caso, o desembargador Odemilson Roberto Castro Fassa, concluiu que o erro não foi por motivo de cancelamento ou força maior, mas, sim, por falha operacional da empresa. Para ele, a mulher havia comprado uma passagem para um lugar e foi parar em outro. 

Os desembargadores entenderam que não é razoável uma idosa, viajando sozinha para um destino internacional, sem o domínio da língua inglesa, ser responsável por identificar um erro emitido da própria companhia aérea. No entendimento do colegiado, todo passageiro deveria ser capaz de confiar as informações repassadas pelos agentes da companhia. 

Em decisão emitida nesta terça-feira (03), o valor da indenização, já que "o envio da cliente para uma cidade distante milhares de quilômetros do destino contratado ultrapassa o mero aborrecimento e gera angústia e insegurança suficientes para caracterizar dano moral". 

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