Cidades

COVID-19

"Não vamos precisar da instalação de novos leitos de UTI", diz secretário de Saúde

Após beirar o colapso, Geraldo Resende diz que leitos devem ser suficientes desde que população colabore

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Após beirar o colapso, a quantidade de leitos de Unidade de Terapia Intensiva  (UTI) em Mato Grosso do Sul deve ser suficiente para atender a população.

Afirmação foi feita nesta quinta-feira (20) pelo secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, durante live para divulgação do boletim da Covid-19.

Conforme o secretário, amanhã, cinco novos leitos de UTI serão instalados em São Gabriel do Oeste.  

Além disso, há equipamentos para montagem de outros 20 em Campo Grande. O hospital onde eles serão montados ainda será definido em reunião com o Município.

“Chegamos a nossa capacidade máxima de construção de novos leitos. Acredito que não vamos necessitar da instalação de mais leitos de UTI em Mato Grosso do Sul”, disse Resende.

O secretário, no entanto, ressaltou que é necessário a colaboração da população nas medidas de restrição, para não aumentar o contágio pelo coronavírus.  

“Compete a contribuição de cada um para que busque melhorar cada vez mais a taxa de isolamento social, que mantenhamos uma média razoável desse isolamento social para que possamos ter uma vitória final no combate a covid-19 no Estado”, disse.

Taxa de ocupação

Dos 40.201 casos confirmados de covid-19 em Mato Grosso do sul, 6.767 estão em isolamento domiciliar, 32.217 estão sem sintomas e já estão recuperados e 531 estão internados. Oito pacientes internados são procedentes de fora do Estado.

Na macrorregião de Campo Grande 77% dos leitos já estão ocupados, de Dourados 77%, macrorregião de Três Lagoas 44% dos leitos ocupados e macrorregião de Corumbá com 74% de ocupação.

No total, são 500 leitos de UTI do Sistema Único de Saúde (SUS) ofertados atualmente no Estado, sendo 302 na macro de Campo Grande, 111 em Dourados, 60 em Três Lagoas e 27 em Corumbá.

"INFILTRADOS"

Operação mira delegado e policiais suspeitos de desviar droga apreendida em MS

Gaeco cumpre 26 mandados de prisão e 38 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos

24/09/2026 08h30

A operação segue em andamento e novas informações podem ser divulgadas ao longo do dia

A operação segue em andamento e novas informações podem ser divulgadas ao longo do dia Divulgação

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O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (24), a Operação Infiltrados, contra um esquema suspeito de desviar drogas apreendidas pelas forças de segurança em Mato Grosso do Sul.

Ao todo, foram expedidos 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão. As diligências ocorrem em Campo Grande, Dourados e Terenos.

Até o momento, conforme balanço divulgado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal.

Na residência do delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, um dos alvos da Operação Infiltrados, a reportagem constatou a presença de uma viatura do Gaeco e outra da Polícia Civil durante o cumprimento das diligências nesta manhã.

Segundo testemunhas, técnicos de informática entraram e saíram do imóvel. Até o momento, não há informação oficial sobre eventual apreensão de computadores, celulares ou outros equipamentos eletrônicos no local.

Hoffman atuava na 6ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande. Antes, ele trabalhou na Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros.

As investigações começaram em outubro de 2025, depois que elementos relacionados ao suposto esquema foram encontrados durante as operações Traquetos e Blindspot, também conduzidas pelo Gaeco.

Segundo o MPMS, o grupo investigado teria participação de integrantes das forças de segurança e atuaria principalmente no desvio de cocaína apreendida durante ocorrências policiais.

A investigação aponta duas formas de atuação. Em uma delas, parte da quantidade de droga efetivamente apreendida não seria registrada oficialmente. Na outra, entorpecentes seriam retirados diretamente de depósitos de delegacias.

Posteriormente, a droga desviada seria entregue a traficantes ligados ao grupo investigado e recolocada no mercado ilegal.

A suspeita é de que agentes públicos tenham utilizado o acesso proporcionado pelas próprias funções exercidas na segurança pública para viabilizar o esquema.

Operação Infiltrados

A ação desta quinta-feira conta com apoio das corregedorias das polícias Civil e Militar, Batalhão de Choque, Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e Polícia Institucional do Ministério Público Federal.

Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), também acompanharam diligências realizadas na residência de uma advogada.

O nome “Infiltrados”, segundo o Ministério Público, faz referência à suspeita de participação de integrantes da organização criminosa em órgãos de segurança pública e ao suposto uso das estruturas destinadas ao combate à criminalidade para a prática dos crimes investigados.

A operação segue em andamento e novas informações podem ser divulgadas ao longo do dia.

FLAGRANTE

Funcionária de universidade é presa em Ponta Porã com R$ 800 mil em espécie

Mulher foi flagrada saindo de uma agência bancária em Ponta Porã no momento que foi detida

24/09/2026 08h15

Os R$ 800 mil estavam divididos em notas de R$ 100 e R$ 50

Os R$ 800 mil estavam divididos em notas de R$ 100 e R$ 50 Divulgação: Polícia Federal

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Em Ponta Porã, a Polícia Federal prendeu uma mulher, funcionária de uma universidade no Paraguai, que portava R$ 800 mil em espécie. A ação ocorreu na quarta-feira (23) e contou com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

O dinheiro foi sacado de um conta bancária mantida pela universidade paraguaia. O capital foi localizado com a funcionária da instituição no momento em que ela deixava uma agência bancária situada em Ponta Porã.

Diante das circunstâncias verificadas, a quantia foi apreendida, e a mulher foi presa em flagrante pela prática, em tese, do crime de evasão de divisas, na forma tentada.

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