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Terra

27/03/2011 - 19h25
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Preparação é tudo para quem quer uma vaga no serviço público, especialmente depois da suspensão de todos os concursos federais devido ao corte de gastos do governo - os candidatos devem migrar para disputas estaduais e municipais, o que acirrará ainda mais a concorrência. O psicólogo Fernando Elias José explica que, em primeiro lugar, o candidato deve saber qual o seu objetivo, qual o prova que quer passar e então deve buscar informações sobre esse exame.

Mesmo sem as vagas federais, José acredita que vale a pena continuar focado nos livros. "O estudo é uma construção, não dá para retomá-lo de uma hora para outra quando os editais forem lançados", afirma. A dica do especialista é continuar se preparando. O estudante pode redirecionar o foco para uma prova estadual ou municipal para não se desestimular, caso não haja uma previsão a curto prazo para concursos federais. O psicólogo lembra ainda que a Copa do Mundo e as Olimpíadas tornarão fundamental a abertura de vagas. "Dificilmente será possível não realizar concursos para órgãos federais, por causa da necessidade de profissionais envolvidos nesses eventos internacionais", diz

Para os que desejam continuar estudando, é importante montar um cronograma de estudos e escolher entre estudar sozinho ou fazer um curso preparatório. José ressalta que o foco é o grande aliado do 'concurseiro', já que passar na prova é uma meta a longo prazo. "Não se consegue de uma hora para a outra. Por isso, essa é uma corrida de resistência e não, de velocidade", compara.

Lísia Testa é estudante de Direito, mas já pensa em uma vaga de analista do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (TRT-RS). "Gosto de resolver processos e trabalhar diretamente com juízes e desembargadores", afirma. Além disso, em comparação com a iniciativa privada, a porto-alegrense acredita que o funcionalismo público paga melhor e não exige experiência prévia para a função. Para obter êxito, Lísia passa as manhãs, as noites e os fins de semana em cima dos livros.

Ela decidiu separar as matérias de maior peso na prova para estudar pela manhã, quando está mais descansada e tem mais tempo, em torno de três horas e meia. "Nos estudos que valem menos, me fixo à noite por uma hora e meia. Sempre com intervalos frequentes de 10 ou 15 minutos", conta. Como a futura analista fez, é necessário se informar a respeito da rotina do trabalho e ter a certeza de que aquele ali é o seu objetivo. "Depois disso, é necessário entrar no edital, porque, a partir dele, se saberá as regras do concurso", diz José. É no edital que se encontrará que conteúdos o estudante deve se concentrar.

"Quanto mais subsídios o concursando tiver, menos ansiedade ele vai sentir durante a preparação", acrescenta o especialista. Porém, nem todo mundo tem tanta persistência. Assim, achar uma motivação pessoal durante a jornada é muito importante para obter sucesso. "Ao contrário do trabalho, o esforço nos estudos não terá uma contrapartida financeira imediata", explica. Uma saída é fazer metas diárias, para haver a sensação de dever cumprido com frequência.

Se a vaga é de nível médio, o especialista afirma que é possível ter boa colocação sendo autodidata. "Só que o candidato tem que estar preocupado com a qualidade do estudo", pondera. Estar informado das notícias e pesquisar muito são requisitos fundamentais nesse caso, já que é no cursinho os professores vão oferecer essas dicas para os alunos. Porém, para concursos de nível superior, que são bastante específicos, José aconselha um curso preparatório.

Uma armadilha para os muito focados é exagerar na dose. Muitos candidatos deixam o lazer de lado com a ideia de que, depois do concurso, a vida vai voltar ao normal. Porém, como não há prazo para passar na prova, o psicólogo aconselha não abrir mão do equilíbrio entre convívio social e estudo para chegar lá. Lísia até confessa que às vezes passa do ponto. "É muita matéria para pouco tempo, e não basta ler só uma vez o conteúdo: tem que saber a resposta só de olhar a pergunta ou não sobra tempo pra fazer a prova inteira e a redação. Então, até a data da prova, só pretendo comparecer aos eventos mais inadiáveis", lamenta Lísia.

Outro erro comum entre os 'concurseiros' é se lançar em todos os exames que aparecem, com a ideia de que 'é uma oportunidade'. Entretanto, por não estar bem preparado para aquele edital, a oportunidade se torna frustração. "Cada concurso tem as suas regras, é muito pontual. Então o melhor é se focar em apenas um", aconselha.
 

SEGURANÇA PÚBLICA

Homem é preso após disparo contra sede da Polícia Civil em Campo Grande

Suspeito de 25 anos foi localizado no bairro Monte Castelo; arma e motocicleta foram apreendidas durante a investigação.

05/10/2026 17h52

Sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, em Campo Grande, foi alvo de disparo de arma de fogo.

Sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, em Campo Grande, foi alvo de disparo de arma de fogo. Foto: Reprodução/Google Maps.

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Um homem de 25 anos foi preso suspeito de efetuar um disparo de arma de fogo contra a sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, no bairro Santa Fé, em Campo Grande. A investigação levou à apreensão da arma apontada como utilizada no ataque, de uma motocicleta e de uma porção de substância semelhante à maconha.

O caso começou a ser apurado no último sábado (3), após policiais constatarem danos em uma parede de vidro de uma das salas do prédio, localizado na Rua das Garças.

Inicialmente, não havia confirmação sobre o que teria provocado a quebra. Com o avanço das diligências e a análise dos elementos reunidos no local, os investigadores concluíram que o dano havia sido causado por um disparo de arma de fogo direcionado ao edifício.

A partir daí, a Polícia Civil passou a reconstruir a dinâmica da ocorrência. Conforme a investigação, o suspeito teria ido até as proximidades da sede da Corregedoria em uma motocicleta e efetuado o disparo contra o prédio.

As diligências levaram os policiais até o homem, localizado no bairro Monte Castelo. Ele foi preso em flagrante.

Durante a ação, os agentes apreenderam a arma de fogo apontada como utilizada no disparo e a motocicleta que, segundo a apuração, teria sido empregada no deslocamento até a sede da Corregedoria.

Também foi encontrada uma porção de maconha. De acordo com a Polícia Civil, a investigação realizada até o momento indica que o entorpecente seria destinado ao consumo próprio.

Prisão preventiva

Após a prisão, o suspeito foi autuado em flagrante. Nesta segunda-feira (5), ele passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva.Com a decisão judicial, ele permanece preso e à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem.

A Polícia Civil não informou, no comunicado divulgado sobre o caso, qual teria sido a motivação apresentada pelo investigado para o disparo.

Polícia descarta retaliação

A possibilidade de o ataque estar relacionado a alguma atuação recente ou anterior da Corregedoria-Geral chegou a ser levantada após o episódio.

No entanto, segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos até esta fase da investigação não apontam para qualquer relação entre o disparo e os trabalhos desenvolvidos pelo órgão.

A apuração trata o episódio, até o momento, como um ato isolado, sem vínculo identificado com a atividade institucional da Corregedoria-Geral.

As investigações continuam para esclarecer completamente as circunstâncias e a motivação do disparo.

 

 

ccz

Campo Grande confirma 13º caso de raiva em morcego neste ano

Animal foi localizado próximo ao Horto Florestal; CCZ alerta para que população adote medidas de prevenção

05/10/2026 17h30

CCZ confirma 13º caso de raiva em morcego na Capital

CCZ confirma 13º caso de raiva em morcego na Capital Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), confirmou o 13º morcego diagnosticado com o vírus da raiva no ano de 2026 na Capital.

O animal foi localizado no perímetro urbano, na região do bairro Sargento Amaral, próximo ao Horto Florestal

O morcego foi recolhido e encaminhado para análise laboratorial, que confirmou a presença do vírus, conforme protocolo sanitário.

Os outros morcegos infectados no ano foram recolhidos nos bairros: Vivendas do Bosque, Centro (3), Santa Fé, Jardim Campo Alto, Pioneiros (2), São Franscisco, Jardim Bela Vista, Jardim Ouro Preto e Ouro Preto.

De acordo com o CCZ, além dos casos confirmados, neste ano já foram recolhidos 988 morcedos na cidade por suspeita da doença.

"A situação não é motivo para pânico, pois já sabemos da presença do vírus da raiva na população de morcegos da cidade. No entanto, é fundamental que a população esteja ciente da circulação viral e, acima de tudo, siga as medidas de prevenção. A raiva é uma doença quase 100% fatal, mas é 100% prevenível", diz o CCZ em publicação no Instagram.

Em todo o ano passado, foram confirmados 11 casos de raiva em morcegos em Campo Grande.

A principal medida de prevenção é a vacinação antirrábica anual de cães e gatos. Os animais imunizados funcionam como uma barreira de proteção na disseminação da raiva.

Campo Grande possui espécies de morcegos que se alimentam de frutos e insetos e que, em seu habitat natural, não oferecem riscos à população. No entanto, esses animais podem, eventualmente, portar o vírus da raiva e transmiti-lo a outros mamíferos, como cães, gatos e até seres humanos.

O último caso de raiva em humanos em Campo Grande ocorreu em 1968. No interior do Estado, porém, foi registrado um caso em 2015, em Corumbá.

O que fazer ao encontrar um morcego?

Caso encontre um morcego em situação atípica, como caído no chão, voando durante o dia ou pendurado em locais baixos, o CCZ orienta a população a tomar as seguintes medidas:

  • Não toque no animal: Nunca tente manuseá-lo, esteja ele vivo ou morto.
  • Isole o local: Cubra o animal com um balde, caixa ou mantenha-o em um cômodo fechado para evitar o contato com pessoas ou outros animais domésticos.
  • Acione o CCZ imediatamente: Nossas equipes realizarão o recolhimento seguro e o encaminhamento para análise laboratorial.
  • Vacine seus pets: Mantenha a vacinação antirrábica de cães e gatos atualizada anualmente. Eles são a nossa principal barreira de proteção.

Em caso de contato acidental com morcego em situação suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação e possível início do protocolo de atendimento antirrábico humano pós-exposição. 

Como acionar o CCZ 

O atendimento para recolhimento de morcegos suspeitos funciona da seguinte forma:

  • Telefone Geral: (67) 3313-5000
  • Segunda a Sexta (das 7h às 17h): (67) 2020-1789 / (67) 2020-1801
  • Plantão (Noturno, finais de semana e feriados): (67) 2020-1794
  • Endereço: Av. Filinto Müller, 1601 - Vila Ipiranga, diariamente, das 07h às 21h

Caso o animal seja encontrado fora dos horários de atendimento, a orientação é isolá-lo com cuidado, utilizando balde, caixa ou pano, evitando qualquer contato direto, e acionar a GCZ assim que o serviço for retomado. 

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