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caminho da ilegalidade

Nova rota do tráfico que liga fronteira e capital de MS com o Pará é investigada

Nova rota do tráfico que liga fronteira e capital de MS com o Pará é investigada

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Investigação em conjunto das polícias civis de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso descobriu uma nova rota de tráfico de drogas, que sai da fronteira do Estado com o Paraguai e chega no Pará.

A nova rota do tráfico de drogas, segundo a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), utiliza rodovias e seu traçado começa na fronteira com o Paraguai (Ponta Porã) e passa por Campo Grande.

Por meio da BR-163, os entorpecentes são levados aos municípios de Cuiabá e Aripuanã, em Mato Grosso, de onde seguem para o destino final, o estado do Pará.

O trajeto, que passa por três estados e cinco municípios, tem 4.480 quilômetros e dura 67 horas, quase três dias de viagem (sem contabilizar paradas para descanso e alimentação), considerando que o destino final da droga fosse a cidade de Belém, capital do Pará.

Ontem, prisões de pessoas ligadas a este esquema de tráfico foram feitas em Campo Grande, dentro Operação Mato Seco.

De acordo com o delegado Hoffman D’Ávila, titular da Denar, a operação contra esta organização criminosa começou no dia 22 de janeiro, com uma apreensão de 15 kg de maconha em Cuiabá, feita pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE).

“Foi preso um homem em Cuiabá autuado por tráfico, e, segundo as investigações da DRE, os entorpecentes foram enviados de Campo Grande. Com isso, foi feito o trabalho em conjunto, com um relatório de inteligência da Denar, em que cumprimos seis mandados de busca e prisão em Campo Grande”, declarou o delegado.

Na operação feita na Capital, a Polícia Civil identificou e prendeu um homem de 40 anos que repassou a droga para o envolvido no esquema, preso em Cuiabá.

Segundo o delegado da Denar Roberto Guimarães, o homem é morador do bairro Dom Antônio Barbosa e um dos responsáveis pela distribuição de drogas na região, além de armazenar e enviar os entorpecentes para outros municípios de Mato Grosso do Sul e estados, como Mato Grosso.

“Durante o cumprimento do mandado de prisão, com ele não foi encontrado nada de ilícito, mas encontramos drogas enterradas em um terreno localizado ao lado da casa dele. O homem de 40 anos já tinha passagem pela polícia por tráfico de drogas”, relatou o delegado.

De acordo com Guimarães, foram apreendidos nesta fase da operação em Campo Grande 256 gramas de maconha, 522 gramas de cocaína, uma balança de precisão e aproximadamente 200 pinos eppendorfs, nos quais o preso colocava as drogas para venda.

Uma mulher que também está envolvida com a facção criminosa foi detida em um dos locais com mandado de busca. Ela portava uma pequena quantidade de drogas, dinheiro e um simulacro (arma de brinquedo).

A investigação dessa rota de tráfico seguirá no Estado e, segundo a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, há indícios de ligação dos investigados com facções criminosas dos dois estados.

Ao todo, seis pessoas estão sendo investigadas nesta operação, das quais três são de Mato Grosso do Sul, e 17 mandados de busca a apreensão estão sendo cumpridos. 

APREENSÕES EM MS

De acordo com os dados de apreensão de drogas da Secretaria do Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), só em Campo Grande, de janeiro a abril deste ano, já foram apreendidos 4.589,722 kg de maconha. 

Neste mês de abril, 1.024,78 kg de cocaína foram interceptados na capital de Mato Grosso do Sul.

De acordo com a Sejusp, foi constatado um aumento nas apreensões de cocaína em Campo Grande, uma vez que foram apreendidas 2,5 toneladas da droga em 2021 e 6,1 toneladas em 2022, um aumento de 97%. 

Apenas nas quatro primeiras semanas de abril, foram interceptados 851 kg na Capital.

Em todo o Estado, a polícia já apreendeu 6.041,313 kg de cocaína e 71.184,002 kg de maconha. Segundo a Sejusp, a região da fronteira com a Bolívia e com o Paraguai detém 34% das apreensões de maconha e 32% de cocaína da quantidade total de drogas apreendidas em Mato Grosso do Sul.

TRÁFICO NA CAPITAL

Na maior apreensão de cocaína já feita em Campo Grande, equipes do Batalhão de Choque e da 10ª Companhia Independente da Polícia Militar descobriram 839 kg da droga em um galpão, na Avenida Gury Marques, na noite do dia 13 de abril deste ano.

Conforme o subcomandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, major Anderson, equipes do pelotão foram acionadas pela 10ª Companhia da PM, por volta das 19h do dia 13, para abordar um veículo que havia descarregado um grande volume de material em caixas.

Informações apontavam que as caixas encontravam-se em um galpão no Bairro Universitário, na Capital.

Em diligência, a polícia conseguiu ter acesso às caixas, nas quais foram encontrados 20 kg de skunk e cocaína.

Com casos recorrentes de apreensão de cocaína e novos recordes, o subcomandante do 5º Batalhão de Polícia de Choque, major Anderson, afirmou em reportagem do Correio do Estado que Campo Grande se tornou um entreposto para a distribuição de drogas para o restante de Mato Grosso do Sul e também para outros estados do País.


 

Saiba: Operação Mato Seco prende estuprador - Durante o cumprimento dos seis mandados de busca e apreensão emitidos nesta terça-feira, em Campo Grande, em um dos pontos localizados nas Moreninhas, um homem de 35 anos foi preso pela Polícia Civil ao ser identificado como foragido após cometer um crime de estupro de vulnerável, pelo qual havia sido condenado a cumprir 14 anos de prisão.

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Sobreaviso

Com mais de mil denúncias Conselho Tutelar Norte suspende atendimento

Responsável por região com cerca de 58 mil crianças e adolescentes fechou as portas ao público para tentar reduzir demanda acumulada por falta de servidores

24/08/2026 17h40

Conselho Tutelar região Norte

Conselho Tutelar região Norte Foto: Paulo Ribas

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Uma região com cerca de 58 mil crianças e adolescentes, cinco conselheiros tutelares e, atualmente, apenas uma servidora administrativa trabalhando seis horas por dia. O resultado dessa conta é uma fila de 1.581 denúncias e relatórios ainda sem atendimento no Conselho Tutelar da Região Norte de Campo Grande.

Diante do acúmulo, os conselheiros decidiram suspender temporariamente o atendimento ao público para concentrar esforços na demanda represada. A medida, segundo as conselheiras, foi tomada após quase dois meses de quadro administrativo incompleto e semanas de espera pela reposição de funcionários.

“Hoje nós fizemos um levantamento e vimos que temos, em média, 1.581 denúncias e relatórios que ainda não receberam atendimento por conta da falta da equipe administrativa”, afirmou a conselheira Suellen Gomes, em entrevista ao jornal Correio do Estado. 

A situação é considerada crítica porque as demandas recebidas pelo Conselho Tutelar passam primeiro pela equipe administrativa. São os servidores que fazem a triagem, registram as denúncias, verificam documentos e localizam os históricos das famílias antes de os casos chegarem aos conselheiros.

Sem essa estrutura, o atendimento praticamente trava.“Tudo que chega dentro do Conselho Tutelar primeiro passa pela equipe administrativa. Quando chega à mesa do conselheiro, já deveria estar tudo certo para a gente notificar a família, fazer o atendimento e aplicar as medidas de proteção”, explicou Suellen.

O número, inclusive, não para de crescer. Poucos minutos depois de concluído o levantamento das 1.581 denúncias e relatórios pendentes, uma escola chegou ao Conselho com mais 60 fichas escolares, ampliando imediatamente a demanda.

A área atendida pelo Conselho Norte é uma das maiores de Campo Grande e se estende do fim da região do Nova Lima até o José Abrão. Segundo levantamento citado pelas conselheiras, realizado pela Planurb em 2023 para a divisão das áreas dos conselhos tutelares, a região concentra cerca de 58 mil crianças e adolescentes.

Portões fechados 

A suspensão do atendimento ao público, segundo as conselheiras, não significa a interrupção completa do serviço. Casos emergenciais continuam sendo atendidos, assim como as ocorrências acionadas pelo plantão, que permanece disponível 24 horas.Conselho Tutelar região Norte

A decisão, porém, expõe um problema mais profundo: para tentar dar conta das denúncias já acumuladas, o Conselho precisou fechar temporariamente as portas para novas demandas presenciais.

Administrativamente, a unidade é vinculada à SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social). De acordo com o relato das conselheiras, houve solicitação para reposição dos servidores e a situação também foi levada ao Ministério Público, responsável pela fiscalização dos Conselhos Tutelares.

A expectativa era de que funcionários fossem encaminhados para a unidade, o que não ocorreu até o momento. Conforme informado durante a entrevista, a prefeitura teria indicado a possibilidade de envio de servidores, mas, até a decisão pela suspensão do atendimento, a equipe não havia sido recomposta.

Para a conselheira Eliane Diniz, a medida é extrema, mas foi considerada necessária diante da dimensão da demanda e da natureza dos casos atendidos pela unidade.

“Isso é muito ruim, tanto para nós quanto para a população. A gente atende pessoas em situação de vulnerabilidade, que às vezes não têm nem dinheiro para uma passagem de ônibus e chegam aqui com o portão fechado. Isso, para a gente, é frustrante. Não é o que queremos”, afirmou.

Ela ressalta que o acúmulo não representa apenas números ou procedimentos burocráticos, mas casos envolvendo crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade. “A gente trabalha com vidas. Às vezes é preciso tomar medidas drásticas para as pessoas acordarem. Do jeito que está, precisamos de socorro”, declarou Eliane.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para questionar a falta de servidores, a previsão de reposição e quais medidas serão adotadas diante das mais de 1,5 mil denúncias e relatórios pendentes. O espaço permanece aberto para manifestação.

Acidente Fatal

Estudante de medicina de Campo Grande morre após acidente no Paraguai

Jovem de 26 anos sofreu fratura na perna e trauma no tórax e aguardava transferência para Campo Grande ou Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

24/08/2026 17h25

Lucas Da Silva Mendoza, de 26 anos, morreu após sofrer um grave acidente de trânsito em Pedro Juan Caballero.

Lucas Da Silva Mendoza, de 26 anos, morreu após sofrer um grave acidente de trânsito em Pedro Juan Caballero. Foto: Reprodução.

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O estudante de medicina Lucas Da Silva Mendoza, de 26 anos, morreu na noite deste domingo (23), após permanecer internado em estado grave em decorrência de um acidente de trânsito ocorrido no sábado (22), em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã. O jovem era de Campo Grande.

Segundo informações policiais, Lucas conduzia uma motocicleta Kenton Blitz, de cor preta, quando se envolveu em uma colisão com uma caminhonete Toyota Hilux. As circunstâncias que provocaram o acidente ainda são apuradas pelas autoridades paraguaias.

Com o impacto, o estudante sofreu ferimentos graves e precisou ser socorrido. Ele foi encaminhado inicialmente ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde a equipe médica constatou fratura na perna direita, diversas escoriações nos membros inferiores e trauma no tórax.

Diante da gravidade do quadro clínico, Lucas foi posteriormente transferido para o Hospital Regional de Ponta Porã, já em território brasileiro. Ele permaneceu internado na unidade enquanto era articulada uma nova transferência para um centro com maior estrutura hospitalar.

Transferência não pôde ser realizada

A previsão era de que o estudante fosse levado para Campo Grande ou Dourados por meio de uma “vaga zero”, mecanismo utilizado em situações de urgência e emergência para garantir atendimento mesmo quando não há leito previamente disponível na unidade de referência.

No entanto, o estado de saúde de Lucas se agravou antes que a remoção pudesse ser realizada. Sem condições clínicas para enfrentar o deslocamento, ele permaneceu em Ponta Porã e morreu na noite de domingo.

O motorista da Toyota Hilux foi identificado como Lucas Ariel Agüero Soria, de 25 anos. Ele também precisou receber atendimento hospitalar em razão do acidente, mas teve alta médica ainda na tarde de sábado.

A motocicleta e a caminhonete envolvidas na colisão foram apreendidas. Equipes do Departamento de Criminalística realizaram levantamentos no local do acidente para reunir elementos que possam esclarecer a dinâmica da batida e as circunstâncias que levaram à colisão.

Após a confirmação da morte, o corpo de Lucas foi levado para Campo Grande. O sepultamento estava previsto para ocorrer nesta segunda-feira (24).

A investigação deverá apontar, a partir das perícias e demais elementos reunidos, como ocorreu o acidente e se houve responsabilidade de algum dos envolvidos.

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