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Novo balneário de Ribas do Rio Pardo vira alvo de inquérito do MP

Espaço que durante décadas recebeu banhistas, no Córrego Mantena, foi interditado depois da ativação de uma fábrica de celulose

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Publicação do diário oficial do Ministério Público de Mato Grosso do Sul relativa ao dia 19 de fevereiro, mas que já está disponível no site da instituição nesta terça-feira (17), revela que a promotoria de Ribas do Rio Pardo abriu inquérito civil para apurar possíveis irregularidades nos procedimentos para instalação de um novo balneário municipal nas imediações daquela cidade.

O balneário antigo, que funcionou durante décadas no Córrego Mantena, às margens da BR-262, foi desativado por conta da instalação da fábrica de celulose da Suzano. A empresa se comprometeu a bancar a instalação de um novo espaço de lazer, mas as proprietárias do local escolhido não aceitam e por conta disso, um ano e meio depois da ativação da fábrica, o novo balneário ainda não sai do papel.

Inicialmente a promotora Ana Rachel Borges Figueiredo Nina havia arquivado a denúncia. Porém, as proprietárias do imóvel desapropriado recorreram e a Procuradoria de Justiça determinou a sequência da investigação. 

No pedido de licença, a prefeitura alegou que o balneário seria para 100 pessoas, o que reduz as exigências para concessão de licença ambiental por parte do Imasul. Porém, as proprietárias do imóvel desapropriado alegam que o balneário tende a receber número superior a isso e por conta disso os estudos de impacto teriam de ser refeitos.  

Agora, a promotoria está dando prazo de 30 dias para que o Imasul e a prefeitura de Ribas do Rio Pardo apresentem os estudos que fundamentaram a desapropriação da área e a concessão de licença ambiental.  

Propietárias da área desapropriada, a professora universitária Maria Cristina Baracat Pereira e a advogada Maria Angela Baracat Cotrin, residentes em Viçosa (MG) e Araçatuba (SP), respectivamente, denunciam que a prefeitura e o Imasul teriam ignorado a legislação ambiental ao decidirem pela Fazenda Paraíso do Sul para o novo balneário. 

Inicialmente a Suzano tentou comprar 3 dos 538 hectares da fazenda, oferendo R$ 170 mil por hectare, conforme proposta feita em setembro de 2023. Porém, conforme o estudo ambiental, o represamento do Córrego Engano acabaria provocando o alagamento parcial de outros seis hectares e elas exigiam indenização por esta área também. 

Por conta disso, elas se recusaram a fechar negócio. Mas, em maio de 2024, apenas três meses antes da ativação da fábrica de celulose, a prefeitura desapropriou parte do imóvel. Por decreto, "tomou"  9,1 hectares da fazenda para virarem balneário. 

A área foi avaliada R$ 302.845,00, o que equivale a pouco mais de R$ 33 mil por hectare. Por conta disso, recorreram à Justiça contestando o valor e exigindo novos estudos ambientais.

Por isso, para tentar convencer o Judiciário, recorreram ao Ministério Público. E a Procuradoria, contrariando a promotora, entendeu que, apesar de não ter havido crime até agora, a instituição deve acompanhar o caso por conta de indícios de falhas na licença concedida pelo Imasul.

Estudo que embasou licença informou que no local quase não havia vegetação nativa

O local do novo balneário fica a quase 7 quilômetros da cidade Ribas do Rio Pardo, às margens da MS-340. E, conforme a denúncia apresentada ao Ministério Público, a previsão é de que sejam desmatados em torno de sete hectares, embora o futuro lago esteja projetado para ter pouco menos de um hectare. 

As denunciantes alegam que a empresa contratada, que deveria arcar para fazer o estudo, contratou a Arater, deturpou as informações sobre a propriedade dizendo que ela já estava antropizada (praticamente sem vegetação nativa) e que por isso o impacto ambiental seria mínimo. 

SETE OPÇÕES

A Arater avaliou sete locais na região para implantação do novo balneário. O mais indicado foi justamente o do Córrego Engano, pelo fato de ser de fácil acesso e ser de água transparente e praticamente livre de poluição. 

Porém, as proprietárias contestam esta avaliação e até sugerem que o novo balneário seja instalado no Ribeirão São Félix, que fica a cerca de 14 quilômetros da praça central da cidade.

As fazendeiras utilizam, entre outros argumentos, o fato de que o Córrego Engano praticamente seca no período de estiagem e por isso o uso do futuro lago ficaria inviável em períodos de pouca chuva, já que seria formado por uma espécie de açude de água parada. 

Conforme a denúncia, o Ribeirão São Félix, com grande quantidade de água e que também é cortado pela MS-340, seria bem mais adequado para receber o balneário. 

Além disso, as fazendeiras denunciam que os estudos foram feitos para um espaço de lazer para receber, no máximo, cem pessoas, sendo que o número de frequentadores do antigo balneário ultrapassava isso em inúmeras datas. E foi justamente este um dos principais argumentos acatados pelo procurador ao votar pela reabertura da investigação.

Para elas, o caso deveria ter sido tratado como sendo balneário que teria capacidade para até 500 pessoas, o que traria a exigência de um estudo de impacto ambiental mais detalhado. 

Inicialmente as fazendeiras apresentaram ao Imasul denúncia de supostas irregularidades no licenciamento em abril do ano passado. Porém, como não obtiveram retorno, no começo de agosto voltaram ao Imasul, que mesmo assim manteve a concessão de licença para criação do lago. 

PREVISÕES

Em novembro do ano passado, ao ser procurada, a Suzano informou que os procedimentos para tirar o balneário do papel estavam em andamento.

Em nota, a empresa informou que "após receber as licenças e autorizações necessárias da Prefeitura Municipal de Ribas do Rio Pardo, iniciou a licitação para contratação da empresa que executará as obras do novo balneário. O processo está em andamento e a previsão é que a empresa seja definida no primeiro trimestre de 2026, com início imediato das obras. O cronograma foi estabelecido para coincidir com o período da seca, considerado o mais adequado para esse tipo de intervenção".

Além de um lago de cerca de um hectare, novo balneário receberá uma série de estruturas para acomodar visitanets

INTERIOR

Mãe e padrasto são presos por agressão contra bebê de 1 ano

Homem confessou ter chegado bêbado em casa e que desferiu chutes no rosto e costelas da criança, enquanto a mulher seria a responsável pelas marcas de mordida no corpo do filho

17/02/2026 10h53

Ambos foram autuados em flagrante

Ambos foram autuados em flagrante Reprodução/DouradosNews/OsvaldoDuarte

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No interior do Mato Grosso do Sul, distante aproximadamente 231 quilômetros da Capital, em Dourados, um casal foi preso no início desta semana após serem constatadas ontem (16), e ambos confirmarem, uma série de agressões contra um bebê de apenas um ano e oito meses. 

Em nota, a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul (PCMS) esclareceu que a vítima deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município nesta segunda-feira (16), podendo ser constatadas as seguintes lesões: 

  1. Marca de mordida na parte superior das costas;
  2. Hematoma na região ocular; 
  3. Lesão na testa;
  4. Dor intensa no membro inferior esquerdo e 
  5. Fratura no fêmur esquerdo. 

Ainda segundo a PCMS, a fratura do fêmur pôde ser confirmada através de um exame de imagem, por meio da imobilização do membro.

Entenda

Tratando-se da própria mãe e do padrasto, ambos com 19 anos, ainda enquanto a criança era atendida, os profissionais já suspeitavam que essa série de lesões apontadas não batiam com a versão que esses responsáveis apresentaram em um primeiro momento. 

A Guarda Municipal foi acionada inicialmente e a Polícia Civil assumiu, em seguida, a condução tanto da ocorrência como da investigação em si, com o intuito de elucidar essa situação. 

Pelo registro em boletim de ocorrência, como bem apurado pelos portais locais Dourados News e Ligado na Notícia, o casal alegou primeiramente aos agentes que o bebê teria caído da cama por volta de 04h, o que segundo eles fez com que a vítima batesse o rosto em um bebê conforto no chão, o que teria causado o hematoma. 

Já a lesão na perna esquerda, conforme relatado pelo casal num primeiro momento, teria acontecido após o menino escorregar durante um banho no tanque. 

Porém, colhidas as evidências, o homem foi formalmente interrogado e acabou confessando as agressões, afirmando que parte das lesões do bebê de um ano e oito meses foram causadas pelos chutes que ele teria dado na cara da criança, além de arremessá-la contra a cama. 

Conforme descrito nos autos com base na confissão do padrasto, o acusado pelas agressões teria chegado bêbado em casa e encontrado o menino chorando na cama, desferindo um chute no rosto do bebê que o projetou ao chão. 

Além disso, ao tentar subir novamente, o bebê recebeu um outro chute, que atingiu a região das costelas. Em confissão, o padrasto afirma que pegou a vítima pela perna e a lançou na cama. 

Além disso, a mãe da criança também teria participação direta nas agressões ao bebê, confessando aos agentes que as mordidas na região das costas seriam de sua autoria. Ambos disseram que as violências aconteciam "porque a criança não parava de chorar", segundo a PCMS em nota. 

Investigações apontaram que essas agressões aconteciam na residência do casal, onde foi feita diligência policial, pela qual foi possível individualizar as condutas de cada um dos acusados. 

Essa mulher foi presa ainda na UPA em Dourados, enquanto acompanhava a internação do seu bebê de um ano. Assim como ela, o padrasto também foi autuado em flagrante pelo crime de maus-tratos, se do fato resultar lesão corporal de natureza grave. 

Como bem frisa a PCMS em nota, a Polícia Civil representou pela decretação da prisão preventiva desse casal, devido justamente à gravidade concreta das agressões, bem como à idade da vítima e de sua extrema vulnerabilidade, sendo que o bebê segue sob cuidados médicos e acompanhado agora por rede de proteção. 

 

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FOLIA DE MOMO

Entre tuiuiús e onça gigante, 1° dia de desfile reúne 15 mil em Campo Grande

Nesta terça-feira (17) acontece a segunda noite, com desfile das escolas: Os Catedráticos do Samba; Deixa Falar e Cinderela Tradição do José Abrão

17/02/2026 10h00

Igrejinha entrou na avenida neste Carnaval com o tema:  

Igrejinha entrou na avenida neste Carnaval com o tema:  "Soraya - a mulher que vira onça", o que justifica o felino de grandes proporções Reprodução/PrefCG

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Celebrado na Praça do Papa em Campo Grande, além dos tuiuiús, da onça-pintada gigante e das dezenas de pessoas que colocam as escolas de samba na rua, o primeiro dia de desfiles oficiais da Capital reuniu aproximadamente 15 mil pessoas para prestigiar a festa.

Com transmissão pelo canal 4.1 Educativa MS e através do canal da Liga das Entidades Carnavalescas de Campo Grande (Lienca), mantendo a tradição a Associação Recreativa Escola de Samba Mirim (Aresm) Herdeiros do Samba foi quem abriu os trabalhos na noite de ontem (16). 

No enredo da escola mirim que não compete oficialmente no Carnaval da Capital, uma homenagem ao Instituto de Apoio, Capacitação e Instrução de Economia Solidária do Povo (Aciesp), uma organização sem fins lucrativos de acolhimento à mulheres vítimas de violência, crianças, idosos e pessoas LGBTQIAPN+.

Além dessa, desfilaram no primeiro dia: 

  • Igrejinha 
  • Unidos da Vila Carvalho
  • Unidos do Cruzeiro

Dos enredos, a Igrejinha entrou na avenida neste Carnaval com o tema:  "Soraya - a mulher que vira onça", o que justifica o felino de grandes proporções que passou pela Praça do Papa ao lado de tuiuiús que enfeitavam o carro da escola. 

Enquanto isso, a Unidos do Cruzeiro e Vila Carvalho abordaram, respectivamente, os seguintes enredos: "Emília - com seu pó de pirlimpimpim nos leva ao reino encantado que me faz sonhar", e "O canto da arara azul - um elo entre Pantanal e Amazônia um chamado à vida". 

Conforme balanço do Executivo de Campo Grande, a festa que começou por volta de 20h e teve mais de quatro horas de duração reuniu cerca de 15 mil pessoas, o que o próprio secretário municipal de Cultura, Valdir Gomes, destacou como "a melhor festa possível". 

"Estamos felizes e trazendo essa felicidade para o público campo-grandense. As escolas se prepararam muito para apresentar um espetáculo lindo e grandioso na avenida", complementa Valdir Gomes em nota. 

Mais desfiles

Moradores que prestigiaram o primeiro dia destacaram pontos positivos na folia deste ano, como a estrutura do local e o aparato de segurança, que teve a mobilização de cinco viaturas e cerca de 45 agentes da Guarda Civil Metropolitana, o que se torna um atrativo para em busca de um público ainda maior no segundo dia de desfiles. 

"Esse ano está bem mais organizado, com uma estrutura melhor e mais segurança, principalmente para quem vem com criança", cita Nilza Benites, dona de casa que aproveitou a oportunidade para curtir os desfiles ao lado da família. 

E se o assunto é Carnaval, nesta terça-feira (02) a festividade têm sequência, com um show de abertura marcado para às 19h promovido pela Lienca. Em seguida, as seguintes escolas ocupam a avenida na Capital: 

  • Os Catedráticos do Samba
  • Deixa Falar 
  • Cinderela Tradição 

"Os Catedráticos do Samba em um flashback de emoções" é o enredo da primeira escola a ocupar a avenida, enquanto a Deixa Falar trata sobre "Águas" e a Cinderela Tradição do José Abrão aborda o tema: "Diásporas - por um futuro que não repita o passado". 

 

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