Cidades

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O interesse coletivo

O interesse coletivo

MAURI VALENTIM RICIOTTI, PROCURADOR DE JUSTIÇA ([email protected])

10/02/2010 - 00h00
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Desde que o homem ancestral percebeu que somente através da união com seus semelhantes é que poderia garantir sua sobrevivência, a raça humana prosperou. Único animal racional, o ser humano percebeu a necessidade de agir em grupo. A ação isolada só era aceita se não prejudicasse o interesse coletivo. Assim, com esse comportamento aglutinador, surgiram as primeiras comunidades. E com a união dessas comunas, originaram as províncias, até o surgimento do Estado. Assim, desde o Estado Antigo, passando pelo Grego, o Romano, o Medieval, até chegarmos ao denominado Estado Moderno, a humanidade, em qualquer quadrante do planeta, cresceu e se aperfeiçoou, com base nesse princípio fundamental: a preponderância do interesse coletivo sobre o individual. Nessa evolução da sociedade humana, percebeu-se que aquelas mais prósperas são as que mais seguiram à risca esse fundamento. São elas que conseguiram, em maior grau, atingir o bem comum. A organização delas em cidades, províncias ou Estados e países soberanos, com a presença de um “poder estatal” formal, existe para, em última análise, proporcionar o bem comum a todos os cidadãos dessas unidades administrativas. Esse “poder estatal” foi aperfeiçoado no decorrer do tempo, chegando à sua tripartição em Executivo, Legislativo e Judiciário, mas sempre atendendo esse fundamento primordial que é o interesse público em primeiro lugar. Este deve ser preponderante. Em conflito com o individual, é essencial que ele prevaleça. E esse comportamento, que é exigido do poder formal, também deve ser seguido pela sociedade. Só assim ela alcança seu objetivo maior, que é o denominado bem comum. E para alcançá-lo são estabelecidas as leis que, em última análise, servem para balizar o comportamento do poder estatal e da própria sociedade. Se cumpridas, levam a atingir esse objetivo. Dessa forma, quanto mais os integrantes dos poderes e os cidadãos cumprirem suas leis, mais próspera será a nação. Priorizar o interesse coletivo é pensar no próximo e, com essa atitude, os interesses pessoais também são alcançados. Desrespeitar mínimas regras de comportamento social, ou as leis formais, é agir com extremo individualismo, de forma absolutamente egoísta. O benefício obtido é efêmero. Ao final, seus efeitos negativos o atingirão. Dessa maneira, se o indivíduo atira uma bituca de cigarro pela janela do carro, para não ter o trabalho ou incômodo de acondicioná-lo no cinzeiro do veículo, somada a milhares de outras bitucas atiradas por seus parceiros egoístas, provocarão danos ao meio ambiente, contaminando o solo, o lençol freático, prejudicando a saúde de todos. Quem descumpre qualquer lei, seja ela insignificante ou não, fere a coletividade. Afinal, elas são aprovadas para “organizar” a sociedade. São elas o seu alicerce. A sua ausência ou seu descumprimento provocam o atraso de um município, Estado ou nação. Qualquer agrupamento humano, para prosperar, precisa ter um mínimo de organização. E se cada um cumpre a sua parte, o bem-estar de todos está garantido. Tanto faz uma prisão de segurança máxima ou um condomínio de luxo, uma cidade, um Estado ou um país, não podem prescindir de um conjunto de regras, sociais ou legais, que devem ser respeitadas por todos. Quanto maior o número de integrantes desses núcleos que cumprirem essas regras, maior será o benefício de todos. Para alcançar esse objetivo, além da adesão da maioria, é preciso que o “poder” instalado em cada um deles funcione de forma efetiva. Não pode haver vacilo. Assim, desde o diretor do presídio, passando pelo síndico dos condomínios, prefeitos, vereadores, governadores, juízes, deputados, presidente, senadores e deputados federais, todos devem ficar alertas. Da mesma forma a sociedade. Além de cada cidadão fazer a sua parte, faz-se necessária a fiscalização da ação dos governantes e da coletividade. Somente com essa atitude estará garantido o sucesso de um povo. Afinal, ninguém é feliz sozinho.

Mercado online

Polícia acaba com esquema que desviava mercadorias compradas on-line

O esquema contava com participação de funcionários que desviavam compras feitas online; apenas uma funcionária furtou um total de R$ 10 mil no último mês

15/07/2024 17h20

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Funcionários de uma transportadora de entrega de produtos adquiridos pela internet, foram presos pelo desvio de mercadorias. Somente em junho "a mão leve" levou o equivalente a R$ 10 mil. 

A atividade do grupo foi encerrada na manhã desta segunda-feira (15), quando agentes da 2º Delegacia de Polícia prendeu o grupo de funcionários que agiam tanto em Campo Grande quanto no interior do Estado.

O levantamento das investigações indicou que os funcionários usavam o sistema da transportadora e davam baixa (marcando como se a mercadoria fosse entregue) nos produtos que terminavam desviando. O grupo tinha preferência pelas seguintes mercadorias:

  • Joias
  • Celulares
  • Roupas
  • Perfumaria
  • Itens alimentícios, entre outros.

Além disso, o foco dos criminosos estavam em produtos destinados a outros estados e por alguma inconsistência do sistema terminavam no depósito da empresa na Capital. Como ficavam meses sem destino o grupo acabava ludibriando o sistema e ficando com a encomenda. 

Conforme divulgado pela Policia Civil, uma das funcionárias que participava do esquema confessou que desviou aparelhos celulares e joias revendidas de joalherias de marcas conhecidas que por fim terminaram sendo derretidas.

Apenas essa funcionária desviou um total de R$ 10 mil reais em furtos referentes ao mês de junho. No sistema ela ainda repassava os valores das notas fiscais por metade do preço. 

Os agentes seguem com a investigação para recuperar os objetos furtados. Como não houve flagrante da ação criminosa alguns dos envolvidos seguem soltos para responder ao processo em liberdade.

Com relação a transportadora os suspeitos tiveram o  contrato de trabalho rescindido.

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Estelionato

Mulher alega dívida em jogo do Tigrinho, pede cartão a idoso e saca R$ 100 mil

Ao relatar aos policiais, o idoso disse que a mulher pediu ajuda porque precisava sacar dinheiro do jogo, afirmando que estava sem o aplicativo do banco

15/07/2024 17h00

Imagem ilustração

Imagem ilustração Reprodução/

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Um idoso de 66 anos procurou a polícia nesta segunda-feira (15) após ser vítima de estelionato em Campo Grande. De acordo com a polícia, a vítima estaria devendo quase R$ 100 mil em empréstimos bancários feitos por outra pessoa, que foram utilizados para jogos de cassino online sem sua permissão.

Conforme informações do boletim de ocorrência, o idoso relatou que a vizinha de 27 anos pediu o cartão emprestado, alegando estar com problemas no aplicativo bancário e precisando sacar dinheiro que havia ganhado no jogo do Tigrinho, conhecido popularmente como jogo de cassino online. 

Como a jovem morava no local há três anos, o idoso disse à polícia que confiou nela e resolveu emprestar seu cartão bancário. Em depoimento, o idoso afirmou que descobriu o estelionato depois que sua filha verificou o extrato bancário e encontrou um saque de R$ 7 mil.

Em depoimento à polícia, a filha do idoso disse que foi até a residência da mulher para tirar satisfações sobre o saque, mas foi surpreendida ao descobrir que a suspeita não estava mais morando no local.

Preocupados com o alto valor sacado, o idoso e sua filha foram até a Polícia Civil registrar a ocorrência por estelionato contra idoso. De acordo com a polícia, há câmeras de segurança em locais onde a mulher teria sacado o dinheiro, o que pode ajudar na identificação da suspeita.

 

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