Cidades

INCÊNDIO

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"O que o fogo não queimou, a água e a fumaça destruíram", diz comerciante do Camelódromo

Incêndio atingiu o Camelódromo na tarde deste domingo

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Comerciantes que tem boxes no Camelódromo de Campo Grande ainda não contabilizaram os prejuízos causados pelo incêndio que atingiu o local na tarde deste domingo (11), mas estimam que o dano material atingirá a todos, mesmo os que não tiveram as lojas atingidas pelas chamas.

A comerciante autônoma Franciele da Silva Nogueira, 33 anos, tem duas bancas no centro comercial há 12 anos, uma de roupas femininas e outra de peças masculinas. Ambas não foram atingidas.

Porém, segundo ela, a água utilizada pelo Corpo de Bombeiros no combate ao incêndio e a fumaça trarão prejuízo.

"O que o fogo não destruiu, a água e fumaça estragou", disse. Dezenas de outros comerciantes que acompanhavam o trabalho dos bombeiros fizeram coro a essa afirmação.

Franciele explica que, por ter uma loja de roupa, a fumaça causa prejuízos pois fica o cheiro nas peças. 

Além disso, os bombeiros explicaram que utilizaram água mesmo nos boxes que não pegaram fogo para fazer o resfriamento do local e evitar que as chamas se alastrassem. A água não foi usada em todos os 373 boxes do local, mas ainda não foi feita a estimativa dos danos.

Franciele estava em casa quando ficou foi informada do incêndio, através de uma cliente, que ficou sabendo do incidente e ligou para ela.

"Pela rede social os clientes conhecem nossa loja, eu estava deitada e uma cliente me ligou falando que tava pegando fogo no Camelódromo. Só deu tempo de pôr a roupa e vir correndo", conta.

Apesar dos danos materiais, Franciele agradece o fato de não haver vítimas e afirma que todos os vendedores irão se unir para reerguer as lojas.

"Vão os anéis e ficam os dedos, vamos reerguer, os que não foram afetados, vamos juntar forças para ajudar os que foram", conta.

Incêndio

Um incêndio atingiu o Camelódromo na tarde deste domingo (11), em Campo Grande. As chamas foram rapidamente controladas pelo Corpo de Bombeiros, que fazem o trabalho de rescaldo.

Seis boxes foram totalmente destruídos e, como o local estava fechado, não houve vítimas.

De acordo com o tenente Oliveira, do Corpo de Bombeiros, os levantamentos ainda serão feitos para apontar as causas do incêndio, mas informações preliminares são de que o fogo teria começado em um equipamento eletrônico que ficou ligado em um dos boxes.

"As barracas estavam fechadas, mas possivelmente alguém deixou um equipamento eletrônico ligado carregando, não sabe se um celular ou notebook, e com o aquecimento pode ter dado ignição ao incêndio", disse o tenente.

O fogo atingiu seis boxes e, para evitar que se alastrasse para os demais, os bombeiros fizeram o trabalho de jogar águas também nos demais, para fazer o resfriamento.

O tenente afirma que não há risco para os outros boxes ou para a estrutura do prédio e que, após o trabalho de rescaldo, o local será liberado para que os comerciantes avaliem os materiais que perderam.

Também há liberação para que o Camelódromo abra normalmente nesta segunda-feira (11), mas o funcionamento ficará a critério da administração.

 

Justiça

Barroso anuncia projeto para criação de cadastro único de precatórios no CNJ

A ideia, de acordo com o ministro, é solucionar os precatórios atrasados "que geraram um mercado paralelo indesejável para a Justiça"

20/02/2024 21h00

Barroso acrescentou que o sistema não tem funcionado bem, principalmente nos estados, que estão em atraso com os precatórios, e que o país não tem o levantamento dessa dívida. divulgação

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O presidente do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, anunciou, nesta terça-feira (20), um projeto para criação de um cadastro único de precatórios.

Segundo Barroso, o banco nacional de precatórios vai permitir o acompanhamento da dívida por toda a sociedade, com critérios automatizados de atualização para fins de pagamento.

O projeto também inclui uma pesquisa para identificar as causas do excesso de litigiosidade em relação ao poder público e tentar encontrar soluções para o problema.

A ideia, de acordo com o ministro, é solucionar os precatórios atrasados "que geraram um mercado paralelo indesejável para a Justiça".

"Os precatórios custam ao país cerca de R$ 100 bilhões ao ano. Em nenhum outro país do mundo existe esse nível de litigiosidade contra o poder público", afirmou o ministro.

Barroso acrescentou que o sistema não tem funcionado bem, principalmente nos estados, que estão em atraso com os precatórios, e que o país não tem o levantamento dessa dívida.

"O Judiciário é uma instância patológica da vida, porque só existe judicialização quando há briga. Portanto, o grande papel do Estado, em geral, é evitar que a briga aconteça", disse.

Quando o poder público é condenado, ele paga através do mecanismo, que inclui no orçamento do ano seguinte o valor que tem que ser pago a quem ganhou o litígio.

Sistema Prisional

Senado aprova projeto que acaba com saidinha de presos

As saidinhas são concedidas pela Justiça a presos do sistema semiaberto que já tenham cumprido ao menos um sexto da pena, no caso de réu primário, e um quarto da pena, em caso de reincidência, entre outros requisitos

20/02/2024 20h34

Senado aprovou fim das saidinhas Agência Senado

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O Senado aprovou nesta terça-feira (20) o projeto que acaba com as saídas temporárias de presos em datas comemorativas --as chamadas saidinhas. A aprovação ocorreu com 62 votos favoráveis e 2 contrários.

O texto agora deve voltar à Câmara para ser votado pelos deputados.

Interlocutores do presidente Lula (PT) afirmam que o mandatário aguardará a posição dos ministérios sobre o tema antes de decidir se irá derrubar a proposta, caso seja aprovada pela Câmara e encaminhada para sanção do Executivo. Uma possibilidade é o veto parcial, dizem aliados.

A proposta foi relata pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e abraçada pela ala conservadora da Casa, sob o discurso de endurecimento de penas criminais. Os senadores aliados do governo não discursaram, enquanto os parlamentares bolsonaristas usaram a tribuna para exaltar a medida.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), liberou a bancada governista, ou seja, não exigiu que seus colegas da base aliada rejeitassem a proposta. Ele afirmou que partidos aliados orientaram a favor da matéria e, por isso, não iria se contrapor à maioria dos correligionários.

O Senado manteve a saída para trabalho e estudo de detentos do regime semiaberto. O projeto foi aprovado pelos deputados em agosto de 2022, mas, como os senadores alteraram o texto, a matéria retornará para a Câmara antes de seguir para sanção presidencial. Lula deverá enfrentar uma pressão de sua base política para que vete a proposta.

As saidinhas são concedidas pela Justiça a presos do sistema semiaberto que já tenham cumprido ao menos um sexto da pena, no caso de réu primário, e um quarto da pena, em caso de reincidência, entre outros requisitos.

Atualmente, a legislação nega o benefício a indivíduos condenados por crimes hediondos com resultado de morte. A nova proposta busca estender essa restrição também aos casos de crimes cometidos com violência ou grave ameaça.

Além disso, a nova proposta prevê que, quando houver autorização para ida a curso profissionalizante, o tempo de saída seja o necessário para o cumprimento das atividades.

O projeto também prevê o exame criminológico -que abrange questões de ordem psicológica e psiquiátrica- como requisito para a progressão de regime.

Entidades afirmam que o exame não tem eficácia comprovada cientificamente, deixou de ser exigido no país ainda em 2003 e demora, em média, quatro meses para ser elaborado, o que pode inflar ainda mais o sistema penitenciário brasileiro.

Inicialmente, Flávio Bolsonaro propunha acabar com todas as hipóteses de saída no semiaberto, até mesmo para trabalhar e estudar, um direito garantido há quase quatro décadas pela Lei de Execuções Penais. No entanto, amenizou o texto para conquistar o voto da maioria.

A proposta foi aprovada com apoio do líder do PT, Fabiano Contarato (ES). O senador liberou a bancada petista e discursou a favor da proposta antes da votação. Ele chegou a apresentar uma emenda para que a saidinha fosse vedada para todas as pessoas que praticaram crimes inafiançáveis.

“Não é razoável você explicar para a família de uma vítima, que teve seu filho morto por homicídio doloso, em que o cara foi condenado a 9 anos de reclusão, e que não vai ficar nem 3 anos preso. São muitos benefícios já estabelecidos”, disse.

O tema se tornou foco de discussões e mobilizou setores da classe política após a morte do sargento da Polícia Militar Roger Dias da Cunha, 29, baleado durante uma perseguição por um homem que estava em saída temporária em Belo Horizonte.

Outro caso que gerou repercussão foi a fuga de dois dos condenados por chefiar a maior facção de tráfico de drogas do Rio de Janeiro, Saulo Cristiano Oliveira Dias, 42, conhecido como SL, e Paulo Sérgio Gomes da Silva, 47, o Bin Laden, após o direito a saidinha de Natal.

O projeto que acaba com as saídas temporárias foi aprovado pelos deputados em 2022, por 311 votos a favor e 98 contra.

O senador Sergio Moro (União-PR) -que apresentou a emenda que permite a saidinha para trabalho e estudo- discursou em favor do projeto.

“Eliminamos as saidinhas nos feriados porque, a cada um desse feriados, centenas ou milhares de presos são colocadas em liberdade. A ideia inicial pode até ser benigna, mas muitos desses presos não voltam”, disse.

O relator Flávio Bolsonaro afirmou que o projeto foi aprovado na Câmara com o veto para saídas de presos para estudar e fazer cursos profissionalizantes, mas que o Senado retomou essa previsão após negociação da Comissão de Segurança “para que o projeto avançasse” e por ser pertinente porque “de fato contribui para ressocialização do preso.

“O projeto acaba com saídas temporárias em feriados, o que é diferente da autorização para o preso estudar ou trabalhar fora do presídio quando em regime semiaberto. Isso o projeto não deve tratar”, disse.
 

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