As obras do pacote de requalificação de ruas de Campo Grande, no valor de R$ 544 milhões, que foi anunciado pela prefeitura na semana passada, devem começar em abril de 2026. A informação é do titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Marcelo Miglioli.
De acordo com o secretário, até o fim da semana a Pasta receberá os projetos executivos das obras de drenagem e pavimentação que devem contemplar mais de 20 bairros, que, com as obras já em andamento, devem totalizar 33 locais com vias requalificadas.
A partir do momento que a secretaria receber esses projetos, a previsão é de que em janeiro sejam publicadas as primeiras licitações das vias a receberem as obras de drenagem e pavimentação.
Na semana passada, a prefeitura chegou a informar que esse projeto deveria sair do papel a partir deste ano, porém, o secretário afirmou que não acredita que haja tempo hábil para que isso ocorra até dezembro.
“A licitação deve ser publicada em janeiro e fevereiro, e esperamos estar contratando em abril para início das obras. Serão lançadas licitações para todos os bairros de uma vez nesta primeira etapa”, afirmou Miglioli ao Correio do Estado.
Conforme o secretário, entre os bairros estão lugares como Noroeste, Santa Emília, São Conrado e Los Angeles, regiões com muitas vias sem asfalto.
O pacote de R$ 544 milhões foi conquistado por meio de um empréstimo com a Caixa Econômica Federal, em decorrência da aprovação do Plano de Equilíbrio Fiscal (PEF).
Ele será dividido em três, como informou o Correio do Estado na semana passada, com o primeiro no valor de R$ 236 milhões, mas R$ 100 milhões não são provenientes do empréstimo e, sim, de emenda parlamentar do deputado federal Luiz Ovando (PP).
A segunda e a terceira etapa desse projeto, ainda segundo Miglioli, devem ser publicadas quando a primeira etapa estiver quase concluída.
“Assim, as obras não devem parar, terminou um trecho já vai ter licitação para começar o próximo”, promete o secretário.
Miglioli ainda afirmou ao Correio do Estado que bairros como Santa Emília, onde a previsão de investimento para drenagem e pavimentação chega a cerca de R$ 80 milhões, Noroeste, que prevê R$ 70 milhões de investimento, e São Conrado, com R$ 50 milhões, devem ter suas obras diluídas entre a primeira, segunda e terceira etapa.
TAPA-BURACO
O que já começou este ano foi a retomada do serviço de tapa-buraco nas ruas de Campo Grande, que foram bastante afetadas por conta das grandes chuvas deste mês e do acumulado do ano.
A manutenção das vias estava paralisada porque a Prefeitura de Campo Grande estava em débito com as sete empresas que prestam o serviço na cidade. Na semana passada, parte dessa dívida foi paga e as empreiteiras aceitaram retomar os trabalhos de tapa-buraco com a promessa de que os valores serão pagos posteriormente.
Segundo a titular da Secretaria Municipal de Finanças e Planejamento (Sefin), Márcia Hokama, foram pagos cerca de R$ 10 milhões para as empresas, o que não quita totalmente a dívida, mas contribuiu para a retomada do serviço.
Matéria do Correio do Estado da semana passada mostrou que a prefeitura, o governo federal, o governo do Estado e a Câmara Municipal de Campo Grande teriam conseguido captar recursos da ordem de R$ 25 milhões, que foram usados para negociar com as empresas.
Em apenas um dia da retomada do serviço, teriam sido tapados1,7 mil buracos, e a expectativa da Sisep é de que, até o dia 20 de dezembro, 80 mil sejam recuperados.
“Nós conseguimos trabalhar em todas as regiões e tivemos avenidas importantes que foram afetadas [pela chuva]. Nós estamos com planejamento de fazer prioritariamente as avenidas principais e as adjacências delas. Quando eu libero para fazer as laterais, avenidas, ruas adjacentes, a empresa potencializa mais o volume de serviço. A gente está trabalhando nessa linha e deu muito resultado”, disse o secretário, na semana passada.
Um dos pontos mais problemáticos em relação aos buracos no asfalto é a rotatória das Avenidas Ernesto Geisel e Rachid Neder, onde as fortes chuvas arrancaram parte da capa asfáltica este mês. A região foi uma das primeiras a receber o serviço e o trânsito no local já retornou ao normal após a recuperação do pavimento.

