Cidades

ACIDENTE

Onça de 52 kg morre após ser
atropelada em rodovia nesta madrugada

O animal será empalhado durante o VIII Curso de Taxidermia

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Policiais Militares Ambientais de Coxim retiraram onça de 52kg que foi atropelada em rodovia. O animal foi encontrado morto na madrugada deste domingo (27) à margem da rodovia BR-163, aproximadamente a 3 km do posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A onça era um macho adulto de 52kg e será empalhada durante o VIII Curso de Taxidermia e Educação Ambiental que ocorrerá entre os dias 25 de abril a 4 de maio de 2019. 

EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A Educação Ambiental executada pela Polícia Militar Ambiental é realizada pelos Policiais e pelas crianças e adolescentes do Projeto Florestinha, na Capital e Interior em forma atrativas de oficinas. Além da visitação ao museu de animais e peixes taxidermizados (empalhados), com palestra sobre fauna, pesca, atropelamentos de animais silvestres, tráfico, etc., também é realizado o teatro de fantoches, com peças envolvendo vários temas ambientais. Ainda o Plantio de mudas, com palestra sobre desmatamento, erosões e importância da flora, etc. Reciclagem de papel, com palestra sobre os problemas relacionados aos resíduos sólidos. Ciclo da Água, com palestras sobre o uso sustentável, poluição e escassez dos recursos hídricos. Casa da Energia. Trata-se de uma maquete de uma residência com todos os locais de consumo de energia (lâmpadas, chuveiros, ar condicionado, geladeira, micro-ondas etc.).

ONÇA PARDA

A onça-parda, puma, ou suçuarana é encontrada em todas as Américas, desde o Canadá, ao extremo sul da América do Sul. Vive em torno de 15 anos e em alguns locais pode atingir até 100 quilos. É um animal solitário e prefere viver em lugares de difícil acesso, florestas, desertos e montanhas. Geralmente caça ao entardecer.

insegurança

Aumento de motos leva trânsito de Campo Grande a matar mais

Em menos de 12 horas, duas pessoas morreram em colisões com motos e uma terceira ficou ferida

01/10/2026 07h45

Gerson Oliveira

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O aumento do número de motos nas ruas de Campo Grande ano após ano tem contribuído para o crescimento de acidentes fatais, o que é possível verificar pelas duas mortes no trânsito num intervalo de cerca de 12 horas na Capital, ambas envolvendo motocicletas e com ausência de Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Em dois acidentes distintos, na noite de terça-feira e na manhã de ontem, com diferença de menos de 12 horas, um adolescente de 17 anos e um idoso de 67 anos morreram. Ambos conduziam ou estavam em uma motocicleta no momento da colisão. Além disso, uma motociclista de 32 anos ficou gravemente ferida depois de ser atingida por um carro também no mesmo intervalo de tempo.

Segundo números enviados pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) e pelo Batalhão de Trânsito da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (BPMTran), 52 pessoas morreram em acidentes de trânsito em Campo Grande neste ano até o dia 30 de setembro, sendo 37 motociclistas, 7 pedestres, 2 ciclistas, 5 condutores de veículos e 1 vítima em veículo de mobilidade elétrica.

No mesmo período do ano passado, a Capital tinha registrado 55 mortes no trânsito, sendo 41 motociclistas, 2 ciclistas, 9 pedestres, 2 condutores e 1 passageiro.

Porém, o que chama atenção é o aumento do número de mortes no local do acidente, que saltou de 31 para 39, considerando os nove primeiros meses de 2025 e deste ano. Aliás, esse aumento também é observado no número de mortes motociclistas na hora da colisão, que cresceu de 19 para 28 de um ano para o outro.

De acordo com Rúben Ajala, gerente de Fiscalização e Patrulhamento Viário do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), esse crescimento do número de acidentes fatais está associado ao aumento de motos nas ruas de Campo Grande. 

Afinal, de acordo com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), a Capital superou a barreira de 183 mil motos neste ano, cerca de 4,7 mil a mais que no ano passado, que contava com 179,3 mil.

“A gente percebe que está tendo realmente um aumento, não só em Campo Grande, mas em todo o Estado. Especificamente aqui, em Campo Grande, a circulação de motos é grande, até mesmo por ser um veículo ágil, e também uma crescente na questão de serviços e aplicativos por entrega”, relata o especialista.

Ainda conforme o gerente de Fiscalização e Patrulhamento Viário, as ocorrências de acidentes fatais também podem estar relacionadas ao jovem que quer entrar no mercado de trabalho por meio da entrega por aplicativos e prefere ter uma moto antes de ter a CNH, o que influencia diretamente na formação e na aprendizagem do condutor.

“Percebemos que a maioria são jovens que estão em busca de um emprego, então, eles preferem fazer a aquisição de uma motocicleta primeiro em relação à retirada da CNH. Então, muitas vezes, eles compram essa moto e começam a trabalhar sem ter os conhecimentos básicos para pilotar uma motocicleta, colocando-se em risco na via. A gente está vendo realmente uma grande crescente no serviço de trânsito, sendo misturado a velocidade e o condutor sem CNH”, explica.

Vale lembrar que este é o ano em que as facilitações da CNH do Brasil entraram em vigor, o que tornou o documento mais barato e mais acessível, justamente para diminuir o número de condutores sem habilitação nas ruas. Mesmo com isso, a medida parece caminhar a passos lentos em Campo Grande.

OCORRÊNCIAS

Na terça-feira, um adolescente de 17 anos morreu após a motocicleta em que estava como passageiro se envolver em um acidente com um ônibus do transporte coletivo na região central de Campo Grande.

A motocicleta era pilotada pela irmã dele, que ficou ferida e foi socorrida para uma unidade hospitalar. Segundo o boletim de ocorrência, ela não tem CNH. Conforme as informações preliminares apuradas no local, o ônibus e a motocicleta trafegavam pela Rua 13 de Maio e, ao virarem na Rua 15 de Novembro, em direção à região do Mercadão Municipal, ocorreu a colisão.

A dinâmica inicial aponta que a motocicleta seguia pela faixa destinada ao transporte coletivo. Durante a conversão, o motorista do ônibus não teria conseguido visualizar a moto, que acabou atingida.

Com o impacto, a motocicleta foi arrastada pelo ônibus. O adolescente, que estava na garupa, não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A identidade dele não foi divulgada. A condutora sobreviveu ao acidente, recebeu atendimento de emergência e foi encaminhada ao hospital.

Poucas horas depois, na manhã de ontem, um idoso de 67 anos morreu enquanto conduzia uma motocicleta que colidiu contra a lateral de uma picape modelo Volkswagen Saveiro, na qual estava uma mulher de 36 anos.

A colisão foi no cruzamento da Avenida Gury Marques com a Rua José Pedrossian, na entrada do Bairro Los Angeles, em Campo Grande. Edson Moreira Salles trafegava pela avenida quando sua motocicleta atingiu a lateral do carro conduzido pela mulher, que estava na Rua José Pedrossian.

O homem pilotava uma moto modelo Yamaha Fazer e, em função do impacto da batida, morreu no local. Segundo informações preliminares, o condutor não tinha habilitação.

Outro acidente na manhã de ontem hospitalizou uma motociclista. Segundo o boletim de ocorrência, a motociclista Kethiane de Moraes Carneiro da Silva ficou em estado gravíssimo após ser atingida por um Ford Ka, na Avenida Gunter Hans. O carro já havia colidido com outro motociclista. Sem freio, o veículo só parou após bater no muro de um comércio da região. O outro motociclista não ficou ferido.

ex-banqueiro

Vorcaro depõe à PF e nega existência de grupo criminoso "A Turma"

Grupo teria sido responsável por intimidar desafetos do ex-banqueiro

30/09/2026 19h30

Ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

Ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master Foto: Divulgação / Banco Master

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O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, prestou depoimento à Polícia Federal (PF) na tarde desta quarta-feira (30) e negou qualquer participação em atos violentos ou de caráter intimidatório contra desafetos. Ele negou participar, ou até mesmo conhecer, a existência dos grupos denominados como “A Turma” ou “Os Meninos”.

“Com o efetivo acesso da Defesa ao inquérito que investiga a suposta existência de grupos como ‘A Turma’ ou ‘Os Meninos’, ficou comprovado que tais expressões jamais designaram grupos específicos ou estruturas organizadas, evidenciado que não há qualquer tipo de ilicitude ou prática criminosa que possa ser atribuída a Daniel Vorcaro”, afirmou a defesa do ex-banqueiro, em nota.

A existência desses grupos foi descoberta pela PF a partir de mensagens extraídas do celular do próprio Vorcaro. As evidências sobre as atividades ilícitas do grupo se avolumaram com o avanço das investigações, incluindo conversas obtidas no celular do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.

Na época da prisão de Vorcaro, o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF) à época, ministro André Mendonça, descreveu "A Turma" como uma “estrutura utilizada para realizar atividades de monitoramento e coleta de informações de interesse do grupo investigado, bem como pela prática de atos de coação e intimidação de pessoas”, dentre as quais concorrentes empresariais, ex-empregados e jornalistas.

O grupo chegou a discutir simular um assalto para “quebrar todos os dentes” do jornalista de O Globo, Lauro Jardim, que teria publicado notícias que desagradaram Vorcaro. 

Segundo a PF, o grupo era comandado por Henrique Vorcaro, pai de Daniel. As investigações apontaram ainda que Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, atuava como uma espécie de gerente desses grupos.

Sicário

À polícia, Daniel Vorcaro afirmou conhecer apenas Mourão. Segundo os advogados do ex-banqueiro, ele relatou à PF que tinha com Mourão “contrato formal e lícito de prestação de serviços de inteligência e segurança digital”.

Sicário chegou a ser preso em fase anterior da Operação Compliance Zero, mas cometeu suicídio na cela da superintendência da PF em Belo Horizonte. 

O depoimento de hoje do ex-banqueiro foi marcado para tratar justamente das atividades desses grupos. Segundo seus advogados, nunca houve ameaça ou risco à integridade física de outras pessoas.

“Eventuais desabafos, oriundos de recortes maliciosos de mensagens privadas, proferidos em momentos de indignação, jamais redundaram em consequências práticas ou em qualquer risco real a terceiros, o que fica comprovado na própria sequência completa das mensagens, na realidade fática verificada e no perfil pacífico de Daniel Vorcaro”.

A defesa de Vorcaro pediu, ainda, a soltura de seu cliente. Para os advogados, não há mais motivos para o empresário aguardar o desfecho das investigações preso. “Não resta dúvida de que os motivos que ensejaram a prisão não mais persistem”.

Henrique Vorcaro

O pai de Daniel Vorcaro também prestou depoimento à PF nesta quarta-feira. À polícia, negou ser o articulador do grupo conhecido como “A Turma” e afirmou ter tido apenas relações comerciais com três dos integrantes do grupo.

Também em nota, a defesa de Henrique Vorcaro reclamou da manutenção da prisão de seu cliente e da falta de decisões no âmbito do processo no STF. Afirma que não há relator que decida a respeito e que pedidos feitos ao ministro André Mendonça, ainda quando era relator do caso na Corte, não tiveram resposta.

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