Cidades

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Onde foi parar a responsabilidade?

Onde foi parar a responsabilidade?

MARISA MUJICA, EMPRESÁRIA

01/02/2010 - 07h00
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Somos um País alegre, colorido, banhado pelo sol (que anda escasso), amante do carnaval e do futebol. Tudo bem. Isso todo mundo sabe e enche o peito para dizer. Mas sabemos também que cada vez mais impera a “lei do Gerson”. Todo mundo querendo levar vantagens, e para nos estimular nesse sentido contamos com a maioria de homens públicos que são um excelente exemplo ...Mas, o que está se tornando insuportável é o grau da falta de RESPONSABILIDADE a que chegamos. A cada escândalo, se torna impossível responsabilizar alguém. Ninguém sabe, ninguém viu, e cada vez mais nos acostumamos infelizmente, com essa aceitação absurda de não estabelecer responsabilidades Em todo mundo existem países cujas leis são respeitadas, e quem pratica um delito tem que ser responsabilizado. Aqui, responsabilidade é algo que não se exercita. Li esta semana, a história de uma menina nos Estados Unidos que estava com outros irmãos num carro dirigido pelo pai alcoolizado. Enquanto o pai se distraiu discutindo com outros motoristas, ela pegou o celu lar e chamou a pol ícia. O IRRESPONSÁVEL foi preso e responderá por várias infrações. Aqui, nenhuma criança faria isso, o pai irresponsável continuaria até matar pessoas ou os próprios filhos, e nada aconteceria pois não temos cadeia nem para traficante. Usamos a teoria do “deixa para lá”, porque vai dar trabalho, e tudo acaba dando em nada. Não devemos ter profissionais em número suficiente para prender os irresponsáveis de todas as espécies. Não devemos ter um Judiciário suficiente para dar conta de problemas até mais graves. Não temos cadeia para tanta infração e crimes. Vai daqui uma sugestão despretensiosa: aos ricos multas altíssimas, e aos pobres que não podem pagar essas fianças, trabalho para valer, para pagar esses crimes menores, ou seja, com menores consequências. Não me venham com multa de cesta básica, pois já ouvi gente dizendo que infringiria a lei, pois o máximo que podia acontecer era ter que comprar a dita-cuja. Outro absurdo é quando acontece a transferência de RESPONSABILIDADE. Ou seja, tratar como criminosa uma mãe que amarra seu filho com correntes para tentar escapar das drogas e da morte certa nas mãos de traficantes. O Estado que devia cuidar, pune quem tenta salvar. Um jovem se torna viciado em drogas, primeiro porque já existe em determinadas pessoas a compulsão. Enquanto milhares experimentam e nada acontece, existem os que não podem experimentar, pois basta muito pouco para entrar nesse caminho quase sem volta. A responsabilidade do Estado está em permitir a facilidade com que crianças de até 8 anos passem a ser usuárias e distribuidoras, e não combater com verdadeira vontade política o tráfico. Um ca rro que ca i num enorme bu raco, c a u s a n d o f e r i m e n t o s e a t é m o r t e s , é responsabilidade de alguém. Um Pronto-Socorro sem nenhum atendimento é responsabilidade de a l guém. Um f u nc ion á r io que fa lt a ao traba l ho usa ndo subterfúgios ment i rosos, falta com a responsabi lidade. O patrão que não paga devidamente seus funcionários é um irresponsável. Um cheque dado sem fundos é falta de responsabilidade de alguém, e do banco que não usa critérios rigorosos, ficando com imensos lucros e deixando o prejuízo para o pobre enganado que recebe o cheque em pagamento. Professores mal pagos, agredidos em sala de aula estão abandonando a profissão. Um país que não respeita seus educadores, onde não recebem treinamento adequado, e escolas são depredadas, alguém está FALTANDO COM SUA RESPONSABILIDADE. Uma bala perdida que mata uma criança é responsabi l idade de alguém. Um remédio falsificado é um crime monstruoso, e alguém deve encontrar e punir o RESPONSÁVEL. A falta de médicos é responsabilidade de alguém. A falta de leitos nos hospitais é responsabilidade de alguém. A falta de higiene em banheiros públicos é responsabilidade de alguém. A falta de segurança é responsabilidade de alguém. Infelizmente, falta de responsabilidade é algo generalizado. Não demora a chegar o dia que será encarado como nova matéria a fazer parte do currículo escolar. Essa matéria deve ser introduzida com a maior urgência, pois não se tem uma sociedade sadia sem RESPONSABILIDADE. Educação, valores, responsabilidades, ai que saudade que dá! Como precisamos de bons exemplos! Vamos deixar de lado essa história de não cobrarmos RESPONSABILIDADES para não sermos cobrados. Responsabilidade, já!

INFÂNCIA SEGURA

Perigos das férias escolares; da alimentação a riscos dentro e fora de casa

Dra. Kamilla Moussa, pediatra da Unimed Campo Grande, dá dicas para os pais curtirem o descanso dos filhos em segurança

21/12/2024 18h00

Pedriatra confirma aumento nos atendimentos, já que férias podem resultar em acidentes, infecções ou questões relacionadas à alimentação

Pedriatra confirma aumento nos atendimentos, já que férias podem resultar em acidentes, infecções ou questões relacionadas à alimentação Arquivo/Ilustração

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Período em que os pequenos se vêem livres do ambiente escolar, as férias das crianças costumam deixar os pais de cabelo em pé e, seja por traumas ou outras doenças, os atendimentos pediátricos têm aumento nessa época entre os anos, então por isso é preciso estar atento os perigos que existem dentro e fora de casa. 

Em entrevista ao Correio do Estado, a Dra. Kamilla Moussa, pediatra da Unimed Campo Grande, confirma que é comum observer um aumento nos atendimentos pediátricos durante as férias escolares.

"Isso se deve à maior exposição das crianças a atividades ao ar livre, viagens e mudanças na rotina, que podem resultar em acidentes, infecções ou questões relacionadas à alimentação", afirma a Dra. 

Conforme a pediatra, há uma série de casos mais comuns nesse período de férias, por conta das exposições vividas pelos pequenos, que costumam inclusive ter "endereço certo", como bem alerta a profissional, como por exemplo: 

  • Traumas e fraturas: devido a brincadeiras em parques, atividades esportivas e quedas.
  • Afogamentos: em praias, piscinas ou balneários.
  • Queimaduras: relacionadas ao manuseio de fogos de artifício, churrasqueiras ou líquidos quentes.
  • Viroses: por contato mais frequente com outras crianças ou devido a mudanças alimentares que afetam a imunidade.

Perigos em casa

Com os pequenos mais tempo em casa e, consequentemente, os pais tendo que se desdobrar entre os cuidados com os filhos e a casa, as quedas de móveis; escadas ou andadores costumam ser comum e estar no topo dos acidentes mais comuns do período. 

Entranto, os perigos do lar não se resumem à isso, podendo até mesmo o fogão, ferro, líquidos quentes ou tomadas desprotegidas serem os causadores de queimaduras, por exemplo, além de outros riscos. 

São os casos dos afogamentos ou asfixias, que podem acontecer em baldes, tanques ou banheiras, mesmo com pouca quantidade de água, ou mesmo pela ingestão de objetos, brinquedos inadequados para a idade ou sacos plásticos.

Riscos ao ar livre

Da porta para fora também é preciso ter cuidados, quase que redobrados, já que, para além do já citado perigo de afogamento, ao qual as crianças ficam mais sucetíveis ainda em praias, rios e piscinas, há riscos ligados à picada de instos, por exemplo, ou mesmo acidentes com objetos cortantes ou perfurantes, como pedaços de vidro ou conchas, indica Camilla. 

Por isso, a pediatra alerta que os pais devem permanecer em supervisão constante; usar repelentes e roupas seguras, para evitar alguns desses problemas durante as férias. 

Além do risco de afogamento, a Dra. Camilla aponta demais riscos, bem como as medidas de segurança que os pais podem e/ou devem adotar. 

  • Exposição ao sol| Protetor solar adequado, chapéus e roupas leves são indispensáveis para evitar queimaduras e insolação.
     
  • Desidratação| Garantir hidratação frequente com água ou sucos naturais.
     
  • Infecções de pele| Como micoses devido ao contato prolongado com a umidade.
     
  • Cansaço extremo: Manter pausas regulares durante atividades para evitar exaustão.

Em complemento, ela cita ainda um perigo considerado quase invisível, já que está ligado à alimentação dos pequenos, à qual os pais também precisam estar ligados para não afetar a saúde dos filhos. 

"Sim, exageros com a comida são comuns, as crianças podem consumir: doces e alimentos gordurosos em excesso, levando a problemas digestivos como dor de estômago, vômitos ou diarreia. Bebidas açucaradas em excesso, que agravam quadros de desidratação em dias quentes, ou ainda algum tipo de alimento que pode estar malconservado, aumentando o risco de intoxicação alimentar".

Nesse sentido, durante a visita à praias ou balneários, há também o risco de que o pequeno consumo alguma quantidade de água contaminada, com a pediatra indicando que é preciso evitar justamente a ingestão e contato prolongado com qualquer área do tipo que seja considerada suspeita. 

"Durante as férias, a supervisão constante é essencial. É um período de diversão, mas os riscos aumentam pela maior liberdade nas atividades. Reforçar regras de segurança e manter um kit de primeiros socorros em casa e durante passeios pode evitar complicações", conclui a pediatra.

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TRAGÉDIA | MG

Com 38 mortes, acidente em rodovia federal é o maior desde 2007, diz PRF

Através das redes sociais, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva lamentou o acidente rodoviário

21/12/2024 17h30

Segundo a PRF, número de mortos pode ser maior, uma vez que o incêndio dificulta a localização de vítimas nos destroços.

Segundo a PRF, número de mortos pode ser maior, uma vez que o incêndio dificulta a localização de vítimas nos destroços. Reprodução/Corpo de Bombeiros MG

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Ainda nas primeiras horas deste sábado (21), uma batida envolvendo um ônibus e uma carreta, na rodovia BR-116, já é considerado o maior acidente rodoviário, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), já que pelo menos 38 morreram. 

Com o passar do dia, os números de vítimas fatais foram subindo, sendo inicialmente divulgado a morte de 22 pessoas, que após atualizações do Corpo de Bombeiros subiu para 38. 

Esse acidente foi registrado ainda durante a madrugada, por volta de 03h, na altura da cidade de Teófilo Otoni, em Minas Gerais. 

Segundo os bombeiros, 37 corpos já foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), sendo que uma 38ª vítima morreu no hospital. Conforme a PRF esse é o maior acidente rodoviário desde 2007.

Mensagem da presidência

Através das redes sociais, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva lamentou neste sábado (21) o acidente rodoviário que deixou mais de 30 mortos durante a madrugada em Teófilo Otoni (MG).

Entenda

Informações repassadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), indicam que esse acidente foi causado depois que um grande bloco de granito, trasnportado pela carreta em questão, se desprendeu do veículo e bateu em um ônibus de viagem. 

Vindo no sentido contrário, com o impacto da rocha, segundo a PRF, o ônibus se incendiou e um terceiro carro, de passeio, também se chocou contra a carreta e seus três ocupantes ficaram gravemente feridos.

Nas palavras da própria PRF, esse número de mortos pode ser maior, uma vez que o incêndio dificulta a localização de vítimas nos destroços.

 

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