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Ongs debatem preservação da onça-pintada

Ongs debatem preservação da onça-pintada

Diário Corumbaense

11/04/2014 - 14h56
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A Rede de Proteção e Conservação da Serra do Amolar, por meio do seu gestor, o Instituto Homem Pantaneiro (IHP), divulgou relatório com detalhes sobre a morte a tiros de uma onça-pintada, encontrada boiando perto da margem do rio Cuiabá, na altura de Porto Jofre, divisa com Poconé, Mato Grosso. O animal estava sendo monitorado por uma equipe da Ong Panthera, que se dedica à preservação da espécie no Pantanal.

De acordo com os biólogos, não havia sinais de que o felino havia atacado gado na região. “As análises das vísceras da onça indicaram que acabara de se alimentar de um animal silvestre, uma queixada ou uma capivara”, afirma o relatório-denúncia elaborado pela ONG Panthera. “Havia duas perfurações à bala e tudo indica que os disparos foram feitos a curta distância, quando o animal atravessava o rio, dentro d’água”, acrescentou o biólogo Erison Monteiro, da equipe do IHP.

A suspeita era de que o animal fora morto por alguém que se defendia de um ataque a gado, hipótese descartada após as análises de vísceras e carcaças. No Pantanal, é frequente o uso de armas de fogo contra onças que se aproximam dos rebanhos. Normalmente são onças que foram cevadas (alimentadas por turistas) e que se habituaram procurar os alimentos preparados pelo homem, em vez de caçar animais silvestres. “Justamente para evitar essa perigosa aproximação é que a ceva é proibida e passou a ser considerada crime ambiental após ação do Ministério Público”, destacou o biólogo Erison Monteiro. “O efeito direto da ceva é o ataque da onça a cães e ao gado das fazendas que se situam em seu território”, acrescentou.

Tratava-se de uma fêmea adulta, com boa estrutura muscular e sem indicações de doença. O animal foi encontrado dia 29 de março por funcionários da Fazenda São Bento e levado pelos pesquisadores da Ong Panthera, o médico veterinário Rafael Hoogesteijn e o biólogo Fernando Tortato. Um boletim de ocorrência foi feito na Delegacia Especializada de Crimes Ambientais (Dema). A onça estava sendo monitorada e uma foto dela foi tirada em agosto de 2013 no Parque Estadual Encontro das Águas.

Propostas das Ongs

Em um mês, é a segunda onça-pintada encontrada morta na região pantaneira. Na segunda-feira passada, integrantes do Instituto Homem Pantaneiro, Ong Panthera, Rede de Proteção e Conservação da Serra do Amolar, Ibama e Polícia Militar Ambiental (PMA) reuniram-se na sede do IHP, em Corumbá, para discutir medidas contra crimes ambientais semelhantes e contribuir para a preservação da espécie no Pantanal.

 
 
“A onça precisa de um grande espaço para viver e se alimentar, e para isso é preciso equilibrar sua presença com a criação de gado no Pantanal, sem prejuízos para a fauna e para o produtor”, comentou Ângelo Rabelo, conselheiro do IHP. Uma das recomendações feitas aos criadores, segundo Rabelo, é colocar um búfalo no meio do rebanho. "Porque o búfalo é o único que enfrenta a onça, e vai espantá-la quando se aproximar”, explicou. Outra proposta colocada é fortalecer a campanha contra a ceva, tratada como crime ambiental, e fomentar a criação de capivaras e queixadas, que são os animais preferidos pela onça-pintada quando sai para caçar em seu território no Pantanal. “A onça precisa viver naturalmente em seu habitat”, acentuou Rabelo. As informações são da Assessoria de Imprensa IHP.

IMPOSTO

MPMS abre inquérito civil para investigar IPTU de Adriane Lopes

Tanto Adriane Lopes quanto seu marido, o deputado estadual Lídio Lopes, não declararam o imóvel ao TSE em 2022 e 2026

17/10/2026 11h45

Desde janeiro deste ano, há uma ação popular que cobra a atualização do IPTU do imóvel de Adriane Lopes

Desde janeiro deste ano, há uma ação popular que cobra a atualização do IPTU do imóvel de Adriane Lopes FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, através da 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Comarca de Campo Grande, instaurou um inquérito civil para apurar irregularidades na cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) dos imóveis da Prefeita Municipal Adriane Lopes (PP)

O inquérito civil, de número 06.2026.00000715-8, encontra-se sob sigilo e exige senha. A decisão de instaurar o processo foi assinada pelo promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri, na última terça-feira (13). Adriane Lopes possui residência em área nobre de Campo Grande, no bairro Carandá Bosque III, avaliada em R$ 1.163.425, segundo o cadastro imobiliário da Prefeitura de Campo Grande. Em 2026, o IPTU cobrado sobre a residência foi de R$ 11.634,25.

A mansão está localizada em um terreno que une duas áreas, uma de 588m² e outra com mais de mil m². O local era uma praça que foi desafetada e adquirida por Lídio Lopes (Avante), marido da Prefeita. Porém, a construção da casa não foi averbada, ou seja, apenas o IPTU do terreno foi cobrado e não da casa. 

O inquérito foi instaurado uma semana após Lídio Lopes ser reeleito deputado estadual. Em sua declaração de patrimônio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele não informou sobre o imóvel onde mora com a família.

Na declaração de bens apresentada ao TSE, o parlamentar registrou patrimônio de R$ 562.375,84, o que representa aumento de aproximadamente 95% em relação aos R$ 288 mil declarados em 2022. 

Além disso, o imóvel do Carandá Bosque III também esteve ausente nos bens informados pela prefeita nas eleições municipais, durante a campanha pela reeleição em 2024.

Ação corre na Justiça

A denúncia sobre uma suposta manobra para reduzir o valor do IPTU da mansão já corre na Justiça desde a candidatura da Prefeita em 2024. Em janeiro deste ano, o advogado Luiz Henrique Correia de Pádua Pereira ingressou com uma nova ação popular, na 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, para denunciar a manobra.

Na ação, o advogado diz que o terreno de 588 metros quadrados foi declarado por Adriane como “lote sem edificação” e pagou imposto territorial. Com isso, além do valor do imóvel ser menor, a alíquota foi menor.

Entre os pedidos da ação estão: punição a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Semadur) pela omissão; que seja feita uma nova fiscalização da mansão, lance o valor correto do IPTU e cobre os valores atrasados da prefeita. 

Outro questionamento foi a mudança no enquadramento do Bairro Carandá Bosque 3, onde reside Adriane, que levou a redução de 41% na taxa do lixo, de R$ 1,2 mil para R$ 706.

O que diz a Prefeitura?

Nos autos da ação, a Prefeitura de Campo Grande e a Semadur sustentam que o imóvel foi adquirido há anos pela Prefeita e devidamente registrado como territorial. A aquisição foi em outubro de 2012, ainda na gestão de Nelsinho Trad , no valor de R$ 107.000,00, sendo registrada no dia 30 de janeiro de 2013, na gestão de Alcides Bernal, não sendo exigida qualquer transparência nesse sentido.

O Executivo aponta ainda que a praça foi objeto de desafetação e aquisição por ato oneroso sem qualquer lesão aos cofres públicos municipais e que a área não possui qualquer construção, tratando-se de terreno cuja alíquota incidente é de 3,5%. 

Para a Prefeitura, o aumento da área do terreno por remembramento, por si só, não causa aumento do valor venal do imóvel como um todo, sendo que apenas o aumento da área construída influiria no aumento da base de cálculo. 

Nos autos, a Semadur e o Executivo dizem que são exigidos dois IPTUs de Adriane Lopes e Lídio Lopes, sendo um para cada imóvel, além das respectivas taxas de coleta do lixo, que juntos somam R$ 16.643,78 e que não compete à fazenda pública obrigar qualquer contribuinte à regularizar sua construção perante a serventia registral.

Em MS

Homem de 69 anos é detido após denúncia de abuso contra criança em Dourados

Menina de 11 anos foi encontrada em apartamento, investigação apura se o suspeito pode ter feito outras vítimas

17/10/2026 11h15

O caso foi registrado na Depac-Dourados

O caso foi registrado na Depac-Dourados Foto: Divulgação/PCMS

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Um idoso de 69 anos foi preso no início da noite de sexta-feira (16), em Dourados, suspeito de estupro de vulnerável contra uma menina de 11 anos.

Segundo o Dourados News, a prisão ocorreu após denúncias levarem a Guarda Municipal até uma residência no bairro Ildefonso Pedroso, na região sul da cidade.

Conforme o boletim de ocorrência, por volta das 19h30, as equipes de segurança foram acionadas após informações de que a menina havia entrado no imóvel. Ao chegarem ao local, os guardas encontraram a criança no apartamento e o suspeito arrumando as calças.

Durante a abordagem, o homem negou ter cometido qualquer crime. Ainda segundo o registro policial, ele teria tocado na menina.

A vítima foi encaminhada ao Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), onde passou por exames para verificar se houve conjunção carnal.

Testemunhas relataram a possibilidade de existirem outras vítimas, situação que permanece sob investigação. Conforme os relatos, o suspeito teria atraído a criança oferecendo doces e dinheiro.

O idoso foi levado pela Guarda Municipal à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde o caso foi registrado como estupro de vulnerável.
 

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