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Onze militares são denunciados por morte de soldado e agressões durante treinamento

Segundo exame de necropsia, Vinicius Ibanez morreu por desidratação e exaustão física; mais de 89 recrutas precisam de atendimento médico

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Onze militares foram denunciados pelo Ministério Público Militar (MPM) pela morte do soldado Vinícius Ibanez Riquelme, de 19 anos, após um treinamento de campo realizado pelo 10º Regimento de Cavalaria Mecanizado em Bela Vista.

O incidente ocorreu em abril deste ano e, de acordo com o laudo necroscópico, o jovem faleceu devido à realização de exercícios físicos rigorosos.

Conforme o inquérito, foram denunciados o 2º tenente Thiago Mauri Marçal e os 3º sargentos Victor Augusto Albuquerque Barros, Gustavo Doré Gonçalves, Arthur Castelani Lopes e Breno Gonçalves Salles.

Também foram denunciados os cabos Lucas Romero Silvestre e Everton Marim Figueiredo, além dos soldados Luiz Eduardo Coronel Siqueira, Weverton da Silva Dias, Cleison Rodrigues Marinho e Marcos Vinícius Irala dos Santos.

A denúncia foi apresentada no último dia 30 pelo promotor de Justiça Militar Marcos José Pinto.

Segundo a declaração de óbito, a morte de Vinícius ocorreu devido a uma série de fatores, incluindo a realização de exercícios físicos sem descanso adequado, trote entre recrutas, castigos físicos (como o uso de galhos de árvores) e rastejo no piso sem previsão de ordem.

Ainda conforme o laudo médico, também houve influência de atos praticados pelos instrutores, incluindo "abuso no tratamento com os soldados, submetendo-os a situações constrangedoras e inadequadas não previstas no regulamento militar". 

Testemunhas relataram que os denunciados praticaram maus-tratos de forma deliberada e consciente, agredindo os militares com chutes, privando-os de alimentação, entre outras condutas impróprias.

Segundo o laudo do Ministério Público, os acusados obrigaram os recrutas a comer alho e cebola crus, além de agredi-los com galhos de árvores e forçá-los a rastejar.

Um desses recrutas procurou atendimento médico devido a dores na coluna e acabou sendo tratado de forma desrespeitosa por um dos instrutores.

Morte 

O soldado Vinícius Ibanez Riquelme morreu no dia 27 de abril na Santa Casa de Campo Grande, após passar por treinamento no 10º Regimento de Cavalaria Mecanizado, em Bela Vista, a 323 quilômetros da capital. 

Revoltados com a morte do jovem, familiares denunciaram que Vinícius apresentou quadro de desidratação severa devido aos esforços exaustivos durante os exercícios físicos.   

Vinícius passou por treinamento de campo no 10º Regimento de Cavalaria Mecanizado de Bela Vista entre os dias 22 e 26 de abril.  

Conforme noticiado na época, os recrutas estavam voltando de uma marcha a pé quando Vinícius não suportou o calor e desmaiou.

O jovem foi encaminhado de ambulância para a enfermaria do quartel, onde permaneceu por algumas horas até ser transferido para o Hospital São Vicente de Paulo. Devido à gravidade do seu estado, ele foi levado por vaga zero para a Santa Casa de Campo Grande, onde morreu no dia seguinte.

BOLETIM

MS confirma 3 novas mortes por covid-19 e total chega a 28 no ano

Doença já infectou quase 2,4 mil sul-mato-grossenses em 2025 e, desde de 2020, já matou cerca de 11,3 mil

03/04/2025 12h30

Mato Grosso do Sul chega a 28 mortes no ano por covid-19

Mato Grosso do Sul chega a 28 mortes no ano por covid-19 Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Através de mais um boletim epidemiológico divulgado, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou três novas mortes por Covid-19 em Mato Grosso do Sul no ano.

Os óbitos aconteceram em Ponta Porã (uma idosa de 75 anos com doenças cardiovascular e neurológica crônica), Dourados (um idoso de 85 anos sem comorbidades) e Sidrolândia (uma mulher de 52 anos com obesidade, hipertensão e doença crônica).

Com 13 semanas de análise, a doença já infectou 2.397 sul-mato-grossenses, sob incidência (por 100 mil habitantes) de 435,2. Desses casos confirmados, 17,69% aconteceram em Campo Grande, que até o momento tem 424 notificações.

Ainda segundo o boletim epidemiológico, a cobertura vacinal é de 83,6% em Mato Grosso do Sul, menor que a nacional, que é de 86,5%. No entanto, quando considerado o reforço bivalente, a cobertura é menor.

5 anos da 1ª morte...

No dia 31 de março de 2020, a aposentada Eleuzi Silva Nascimento, 64 anos, morreu vítima de Covid-19, sendo o primeiro óbito pela doença registrado em Mato Grosso do Sul. Ela era moradora de Batayporã, mas faleceu em Dourados, onde estava internada.

Eleuzi foi merendeira em escola pública estadual durante quase toda a vida, estava internada no Hospital da Cassems, em Dourados desde o dia 24 de março de 2020, quando morreu sete dias depois.

Antes disso, no entanto, ela já havia ficado internada uma semana - de 16 a 23 de março - em Nova Andradina.

No hospital ela apresentou problemas respiratórios graves e chegou a receber alta sem realizar o teste. Importante ressaltar que no início da pandemia os testes eram escassos e realizados apenas conforme critérios estabelecidos pelas unidades de saúde.

O teste na aposentada só foi realizado um dia após receber alta e passar mal novamente. Neste ponto, ela já estava em estado grave, foi entubada e levada as pressas para Dourados.

Na época, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que a aposentada pegou o coronavírus da irmã, de 59 anos, que esteve na Bélgica e, posteriormente, testou positivo. A irmã teve sintomas leves e cumpriu isolamento em casa.

A aposentada era fumante e tinha como comorbidade problemas respiratórios. Segundo a família, ela fazia tratamento para efisema há quatro anos.

Em Campo Grande, a primeira morte foi registrada no dia 13 de abril de 2020. A vítima tinha 71 anos e estava internada no Hospital Regional de Campo Grande. Ela tinha problemas cardíacos e diabetes. 

Saiba

No Brasil, são 7.090.480 mortes e mais de 39,2 milhões de casos confirmados desde o início da pandemia. Globalmente falando, já faleceram 7 milhões de pessoas em decorrência da doença, enquanto 777,6 milhões já foram infectados.

*Colaborou Glaucea Vaccari

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CAMPO GRANDE

Obra no Lago do Amor depende do 'tempo' e desvio é mantido

Com a Filinto agora possuindo apenas uma faixa ativa e em mão única, não é raro ver veículos que se "aventuram" em um trajeto pela contramão

03/04/2025 12h14

No cronograma apontado pela Sisep, o andamento deverá compreender a recomposição do aterro e depois calçada e guarda corpo. 

No cronograma apontado pela Sisep, o andamento deverá compreender a recomposição do aterro e depois calçada e guarda corpo.  Marcelo Victor/Correio do Estado

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Sem qualquer equipe ou maquinário no trecho, as obras de reparo do Lago do Amor estão paradas após cerca de duas semanas dos estragos causados pelas chuvas de março e, enquanto isso, o desvio e sentido de mão única na Av. Sen. Filinto Müller é mantido. 

Com isso, quem sai da rua da Candelária ainda precisa entrar rumo à avenida Georges Chaia ou completar o retorno 

Porém, com a Filinto agora possuindo apenas uma faixa ativa e em mão única, liberada para quem vem do sentido da Av. Gabriel Spipe Calarge, não é raro ver veículos que se "aventuram" em um trajeto pela contramão. 

A nova cratera foi causada pelas chuvas do último dia 18, uma terça-feira de temporal em que foram registrados 64,4 milímetros de precipitação, no intervalo de duas horas e 50 minutos, na região do Lago do Amor.

Vale lembrar que a empresa responsável por realizar a obra (CCO Infraestrutura Ltda.) não poderá ser acionada por seguro, o que fez com que a Prefeitura ficasse encarregada dos novos trabalhos por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Obras

Conforme a Sisep, a execução de obras no Lago do Amor segue sem um prazo para conclusão, dependendo ainda do "tempo melhorar" para a retomada. 

No cronograma apontado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, o andamento deverá compreender a recomposição do aterro e depois calçada e guarda corpo. 

Após o "esvaziamento" do Lago do Amor para início das obras, para retirada de troncos e galhos de árvores que foram puxados pelo vertedouro do tipo monge e teriam ficado presos na boca da comporta regulatória. 

Após isso, uma chapa de aço foi colocada na entrada do vertedouro para a vazão extra de água e o nível d'água do Lago do Amor foi restabelecido e, sendo que depende do 'tempo' para retomada das obras a Sisep segue "desafiando" São Pedro ao manter o controle da vazão na placa metálica ao invés do sistema de comporta. 

No cronograma apontado pela Sisep, o andamento deverá compreender a recomposição do aterro e depois calçada e guarda corpo. 

Importante explica, como mostra o modelo ilustrativo acima, que o Lago do Amor conta com mais de um sistema vertedouro, um chamado de tulipa e o construído há menos de dois anos, do tipo monge. 

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