Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Megaoperação contra facção criminosa no Paraná resulta em prisão em Naviraí

Ao todo foram cumpridos 528 mandados de um total de 559 expedidos para cumprimento em quatro estados brasileiros

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Durante a manhã desta segunda-feira (15), uma megaoperação em combate ao crime organizado foi deflagrada em quatro estados brasileiros, incluindo Mato Grosso do Sul. A ação comandada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Paraná cumpre 559 mandados da Justiça.

Conforme informações do Ministério Público do Paraná (MPPR), a Operação Panóptico ocorreu nesta segunda-feira nos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina. Das mais de 500 ordens judiciais, são 304 apenas de prisão dos envolvidos em facções criminosas e 255 de busca e apreensão.

A ação originou-se das investigações promovida por dez núcleos do Gaeco no estado paranaese iniciada ainda no final do ano passado. Os órgãos de segurança da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Cientifíca estão envolvidas com cerca de mil policiais distribuídos em 204 equipes.

Em combate a operacionalidade de uma organização criminosa, Primeiro Comando da Capital (PCC) que atua nacionalmente a partir dos presídios dos estados, 90% dos mandados foram cumpridos.

Conforme a coletiva de imprensa das forças policias atuantes na operação, foram 176 ordens cumpridas em estabelecimentos prisionais que envolvem investigados já encarcerados, com 100% de êxito. E o restante, de 128 mandados de prisão para pessoas que estavam em liberdade, 97 foram cumpridos.

Quanto as buscas, todas aconteceram resultando na apreensão de dinheiro, armas de fogo e entorpecentes, bem como materiais utilizados no tráfico de drogas. Além de outras quatro prisões em flagrante e também dois confrontos em Cambé e Nova Londrina (PR).

No estado fronteiriço com MS, foram 34 municípios na rota dos mandados, incluindo: Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Guaíra, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, São José dos Pinhais e União da Vitória.

Os demais estados, aparecem com mandados para: Naviraí (MS), Joinville (SC), Bauru (SP) e Itapecerica da Serra (SP).

Conforme as informações, a operação busca responsabilizar o maior número de integrantes dessa facção e enfraquecer a atuação dela nos estados e consequentemente nacionalmente, impedindo que as atividades criminosas continuem.

Para isso buscam arrecadar provas e concluir outros crimes que originam da ação dos criminosos inseridos nas unidades prisionais, como o tráfico de drogas, entre outros.

O nome Panóptico vem do grego "aquilo onde tudo é visto", e conceitua o controle constante sem saber que estão sendo vigiados, a partir da estrutura arquitetônica alocada no alto, no meio de presídios criada em 1785 para que os vigilantes observassem os presos sem estes saberem que estavam sendo observados. 

A operação ainda está dentro das diretrizes do Grupo Nacional de Combate à s Organizações Criminosas (GNCOC),  criado em 2002 para combater o crime organizado do país.

Os Gaecos de todo o Brasil trabalham de maneira integrada com as demais forças policiais, como Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal, além da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e as receitas estadual e federal, entre outros órgãos do Brasil.    

Operação Panóptico

O MPPR divulgou que foram utilizadas 240 viaturas em diversas regiões do estado do Paraná, e apreendidos aproximadamente 1,2 quilo de cocaína, 670 gramas de crack e 700 gramas de maconha, além de oito armas de fogo: duas pistolas calibre 9 mm, uma pistola calibre 7.65, uma pistola calibre .22, uma espingarda calibre 36, três revólveres calibre .38 e três carregadores de pistola.

Durante a coletiva foi divulgada a apreensão de 12 mil em dinheiro, que foi localizado em um imóvel utilizado para preparar as drogas em Curitiba, incluindo prensa, materiais de manipulação e um dispositivo destinado a bloquear os sinais de tornozeleiras eletrônicas.

Com os mandados de busca, tiveram aidna quatro prisões em flagrante, dois por tráfico de drogas e dois por obstrução à Justiça por destruirem aparelhos celulares.

O MPPR divulgou dois confrontos durante a operação que aconteceram no Paraná. Em Cambé, um homem morreu depois de supostamente reagir a abordagem. Ele tinha dois mandados de prisão em aberto, por tráfico de drogas e roubo associado ao tráfico.

Um policial militar ficou ferido durante essa ocorrência, ao ser atingindo na mão e sofreu uma lesão ocular, e está fora de risco.

O segundo confronto, em Nova Londrina teve a morte de um homem que integrava a organização criminosa e morreu também após reagir à ação policial.

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fronteira com ms

Anvisa proíbe caneta emagrecedora vinda do Paraguai

Medida foi publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial

16/09/2026 21h00

Canetas emagrecedoras do Paraguai são proibidas no Brasil

Canetas emagrecedoras do Paraguai são proibidas no Brasil Foto: Divulgação

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação, o armazenamento, a distribuição, a comercialização, a propaganda e o uso do medicamento T36, da classe de agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

A resolução da Anvisa foi publicada nesta quarta-feira (16) no Diário Oficial da União. Em nota, a agência informou que o medicamento não possui registro sanitário e não teve segurança e eficácia avaliadas no Brasil.

Site de vendas

No último dia 8, a Anvisa proibiu a comercialização de canetas emagrecedoras por meio do site www.gopharma.shop. Segundo a agência, o site anunciava medicamentos sem registro no Brasil à base de tirzepatida ou que alegavam ter como princípio ativo a retatrutida, substância ainda sem registro em nenhum país do mundo. 

Alguns dos produtos anunciados, como T.G. 15 miligramas (mg), Tirzec 15 mg e Lipoless MD 15 mg, já possuíam proibição expressa de ingresso no Brasil.  Além de proibir a comercialização, a distribuição, a importação, a propaganda e o uso dos produtos anunciados pelo site, a Anvisa determinou ainda que eles sejam apreendidos. 

“É importante esclarecer que sites em geral não podem vender medicamentos para qualquer indicação, em nenhuma hipótese. Isso não é novidade: a comercialização de medicamentos no Brasil é privativa de farmácias e drogarias regularizadas, por meio de suas lojas físicas ou sites e canais digitais oficiais”, reforçou a agência no comunicado. 

“Além da comercialização de medicamentos ser proibida fora dos ambientes e canais oficiais de farmácias e drogarias, o risco é grande: qualquer produto adquirido fora desses ambientes não tem qualquer garantia de procedência, composição ou conservação, o que compromete a qualidade, a segurança e a própria eficácia dos medicamentos”, concluiu.

Dívida Milionária

Produtor rural de MS entra em recuperação judicial com dívida de R$ 12 milhões

Produtor de soja e milho de Sidrolândia atribui crise à queda de produtividade, alta dos custos e do crédito rural; Justiça autorizou processamento da recuperação e proteção de máquinas consideradas essenciais à atividade.

16/09/2026 18h36

órum Heitor Medeiros, em Campo Grande, onde tramitam processos da Justiça estadual na Capital.

órum Heitor Medeiros, em Campo Grande, onde tramitam processos da Justiça estadual na Capital. Foto: Divulgação.

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A Justiça de Mato Grosso do Sul autorizou o processamento da recuperação judicial do produtor rural Fabiano Martins Galvão, que declarou um passivo estimado em aproximadamente R$ 12,1 milhões. Com atuação em Sidrolândia. Ele trabalha principalmente com o cultivo de soja e milho e afirma enfrentar uma grave crise econômico-financeira.

A decisão consta no Diário da Justiça Eletrônico desta quarta-feira (16) e foi proferida no processo nº 0829484-09.2026.8.12.0001.

Entre os envolvidos no processo aparecem o Banco do Brasil e o Banco CNH Industrial Capital, além da Procuradoria da Fazenda Nacional, Estado de Mato Grosso do Sul e municípios de Campo Grande e Sidrolândia. 

Segundo os argumentos apresentados pelo produtor à Justiça, a crise foi provocada por uma combinação de fatores que atingiram a atividade rural: redução da produtividade, aumento dos custos de produção, encarecimento do crédito rural, oscilações no mercado de commodities e dificuldades de comercialização. Apesar da dívida milionária, ele sustenta que a atividade continua economicamente viável. 

A situação financeira, conforme consta na ação, teria se deteriorado gradativamente. Antes de recorrer à recuperação judicial, o produtor relata que buscou alongar e renegociar obrigações bancárias.

Depois, passaram a surgir processos relacionados à prorrogação de dívidas rurais, superendividamento e busca e apreensão de máquinas agrícolas, além de execuções promovidas por fornecedores, protestos, restrições de crédito e uma execução fiscal estadual. 

Com o avanço das cobranças, Galvão recorreu à recuperação judicial na tentativa de reorganizar os R$ 12,1 milhões em compromissos e impedir, segundo os argumentos apresentados no processo, que execuções individuais provoquem a desagregação do patrimônio utilizado na produção.

O pedido incluiu a suspensão de ações e execuções, proteção de bens considerados essenciais à atividade rural, nomeação de administrador judicial e tentativa de suspensão dos efeitos de protestos e registros negativos, além de prazo para apresentação de um plano de recuperação. 

Justiça reconhece viabilidade da atividade

Antes da decisão, o processo passou por uma constatação prévia para verificar se estavam preenchidos os requisitos necessários para a recuperação judicial. O laudo complementar concluiu que as exigências legais para o processamento haviam sido atendidas. 

Ao analisar o caso, a Justiça considerou que o produtor exerce atividade agrícola há mais de dois anos e concluiu pela inexistência, naquele momento, de impedimento legal para o processamento da recuperação.

Com isso, foi deferida a recuperação judicial de Fabiano Martins Galvão, sob o fundamento, entre outros pontos, do princípio da preservação da atividade econômica. 

A decisão também chama atenção para o impacto econômico que uma eventual interrupção das atividades poderia produzir.

Ao tratar do agronegócio e da situação apresentada no processo, o juízo considerou a geração de empregos, renda, tributos e a manutenção da cadeia produtiva na análise da possibilidade de recuperação. 

Máquinas ficam protegidas

Outro ponto importante da decisão envolve os equipamentos usados na produção agrícola. A Justiça reconheceu como essenciais à continuidade da atividade os bens móveis relacionados no processo.

A decisão registra que a retirada desses equipamentos poderia provocar paralisação ou até encerramento das atividades do produtor. 

A proteção é particularmente relevante porque o processo relata a existência de ações de busca e apreensão de maquinários e inclui o Banco CNH Industrial Capital entre os terceiros interessados. 

Pela legislação de recuperação judicial citada na própria decisão, mesmo determinados bens dados em garantia não podem ser retirados do estabelecimento durante o período de suspensão quando forem considerados bens de capital essenciais ao funcionamento da atividade. 

Isso não significa, porém, que as dívidas ou garantias tenham sido automaticamente extintas. A recuperação abre um procedimento para reorganização dos compromissos financeiros e estabelece regras específicas para a cobrança pelos credores.

Nome continua sujeito a protestos e restrições

Nem todos os pedidos apresentados pelo produtor foram aceitos. A Justiça negou a retirada imediata de protestos e registros em órgãos de proteção ao crédito.

O entendimento adotado foi de que o simples processamento da recuperação judicial não provoca a novação das dívidas e, portanto, não elimina automaticamente as restrições existentes.

Segundo a decisão, a permanência dessas informações também permite que terceiros tenham conhecimento da situação econômico-financeira do devedor antes de realizar novas operações.

A eventual exclusão poderá ocorrer posteriormente, após a homologação do plano e a novação dos créditos. 

Plano terá de mostrar como dívida será paga

A abertura da recuperação judicial inicia agora uma nova etapa do processo. O produtor terá de apresentar plano de recuperação judicial em até 60 dias, contados da publicação da decisão no Diário da Justiça.

O documento deverá vir acompanhado de projeção do fluxo de caixa e detalhar recebimentos e pagamentos durante o período previsto para a reorganização financeira. 

Também deverão ser apresentadas contas mensais enquanto durar a recuperação. União, Estado e municípios onde houver estabelecimentos deverão ser comunicados para informar eventuais créditos existentes. 

A administração judicial ficará a cargo da Britto, Taveira e Simões Administração Judicial Ltda. O juízo fixou provisoriamente remuneração de R$ 10 mil mensais para a administradora, valor que posteriormente será descontado dos honorários definitivos. 

Após a publicação do edital, os credores poderão conferir os valores relacionados, apresentar divergências ou habilitações e, posteriormente, se manifestar sobre o plano apresentado para a recuperação. A relação nominal deverá indicar o valor atualizado e a classificação de cada crédito. 

O caso, portanto, ainda está em fase inicial. O deferimento do processamento não significa que a dívida de R$ 12,1 milhões foi perdoada, mas abre caminho para que o produtor negocie a reorganização do passivo sob supervisão judicial e tente manter a produção de soja e milho enquanto discute com os credores a forma de pagamento

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