Cidades

APREENSÃO

Operação em Campo Grande apreende mais de 4,3 mil tênis falsificados

No centro da Capital, um estabelecimento, que já foi alvo de outras batidas, teve 2.648 pares de calçados apreendidos

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Equipes do Procon Mato Grosso do Sul e da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon) apreenderam, na tarde desta segunda-feira (8), mais de 4,3 mil pares de tênis com indícios de falsificação em duas lojas de Campo Grande.

No centro da Capital, um estabelecimento teve 2.648 pares de tênis apreendidos. De acordo com o Procon, os produtos imitavam características de marcas consolidadas no mercado e não apresentavam dados obrigatórios, como numeração e identificação do fabricante. O local foi alvo de outras operações.

Já no Jardim Bálsamo, uma loja teve 1.678 pares de calçados recolhidos, além de 347 peças de vestuário, incluindo camisas de times, bermudas, camisetas e roupas íntimas, 39 copos e canecas térmicas, além de perfumes nacionais e importados que não possuíam as caixas originais ou informações em português sobre a composição.

Todos os itens foram apreendidos após representação das marcas e encaminhados à Receita Federal. A ação também contou com a participação de agentes da Polícia Científica.

Última batida

Em abril, uma loja de tênis no centro de Campo Grande teve que fechar após fiscalização do Procon. Denúncias levaram à apreensão de mais de mil pares de tênis com indícios de falsificação.

Além da falsificação dos produtos, o Procon verificou que o estabelecimento estava com o alvará de localização e funcionamento vencido. Além disso, realizava a venda dos tênis sem nota fiscal de origem, com ausência de informações obrigatórias, como numeração e identificação do fabricante.

Ao todo foram apreendidos 1.232 pares de tênis, entre adultos e infantis. Todos os itens apreendidos foram encaminhados à Receita Federal.

Operações

MS recebeu R$ 10 milhões para combater PCC e Comando Vermelho

Verba veio do governo federal pelo programa Brasil contra o Crime Organizado e viabiliza diárias para ações na fronteira

09/06/2026 08h00

Presídio de segurança máxima de Campo Grande foi o primeiro a receber ações do programa Brasil contra o Crime Organizado

Presídio de segurança máxima de Campo Grande foi o primeiro a receber ações do programa Brasil contra o Crime Organizado Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul recebeu R$ 10,3 milhões do governo federal para custear diárias de policiais para ações contra organizações criminosas nas regiões de fronteira, divisas e biomas. Esse recurso tem colaborado para o aumento das operações de combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV).

Esse recurso veio por parte do programa Brasil contra o Crime Organizado, instituído em maio deste ano pelo governo federal como a principal estratégia para combater facções, milícias e grupos paramilitares.

O objetivo da medida é a asfixia financeira desses grupos, a atuação de inteligência e a cooperação interinstitucional.

De acordo com o titular da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Antônio Carlos Videira, esse recurso chegou este mês e será utilizado pelos próximos 90 dias para operações contra essas facções criminosas.

“Esse recurso está nos ajudando no custeio. O governo federal lançou o programa Brasil contra o Crime Organizado para intensificar ações contra as facções após conversa com os Estados Unidos. Aqui, em MS, nós precisávamos justamente de recursos para custeio de diárias para os policiais fazerem essas operações nas fronteiras e nas divisas do Estado”, disse Videira, que salientou que Mato Grosso do Sul não deve aderir à linha de financiamento do programa porque, segundo ele, investimentos em equipamentos não são uma necessidade do Estado.

A intensificação dessas operações veio ao mesmo tempo que o governo dos Estados Unidos classificou como terroristas as facções PCC e CV.

Porém, segundo o secretário, o aumento dessas operações não são uma resposta ao país da América do Norte, e sim uma consequência do programa do governo federal.

“Para nós não muda nada essa classificação feita pelos Estados Unidos porque não mudou a nossa legislação, o que muda é para os outros países, que poderão prender esses criminosos e julgá-los no próprio país. Então, para a gente, efeito ainda não tem, mas há muitos brasileiros foragidos ligados com o tráfico de drogas e com essas facções que poderiam ser caçados e presos, como foi o caso do ex-major [Roberto] Carvalho e do [Gerson] Palermo”, completou Videira.

Os recursos de Mato Grosso do Sul, segundo o secretário, são economizados e destinados para outras ações, principalmente em Campo Grande.

OPERAÇÕES

Ontem começou a implantação do padrão de segurança máxima no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, o presídio de segurança máxima de Campo Grande.

Com revista em todas as celas e até helicóptero, a ação coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen) faz parte do programa Brasil contra o Crime Organizado.

Segundo o governo federal, o objetivo é padronizar e capacitar as operações no presídio a partir de investimentos do programa. A unidade de Campo Grande foi a primeira a receber a capacitação prática por meio do projeto.

As atividades contaram com 40 policiais penais de Mato Grosso do Sul realizando atividades relacionadas à contenção e à movimentação de presidiários, aos protocolos de segurança e à gestão de equipes, entre outras medidas. A ação aplica procedimentos desenvolvidos pela Polícia Penal Federal. 

O presídio de segurança máxima de Campo Grande também vai receber equipamentos nos próximos meses, como aparelhos de raios X, scanners corporais e viaturas especiais.

Segundo Videira, a próxima penitenciária de Mato Grosso do Sul a receber essa ação será a de Dourados.

Além dos presídios, as forças de segurança de Mato Grosso do Sul também fizeram operações em Campo Grande, Corumbá e na região norte e leste do Estado.

Na última ação, feita no dia 2, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) fez uma ofensiva contra as facções criminosas e prendeu cinco membros de “alta periculosidade” do PCC em Campo Grande, durante a Operação Malleus, que ocorreu em três municípios, Campo Grande, Água Clara e Corumbá.

Todos os alvos tinham registrada reincidência de crimes hediondos.

* Saiba 

Lançado em maio deste ano, o programa Brasil contra o Crime Organizado visa fortalecer e ampliar
as condições de enfrentamento às organizações criminosas por meio de tecnologia e atuação operacional, além de modernizar o sistema prisional do País.

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Paralisação

Suspensão da vacina da dengue do Butantan: o que fazer se você tomou o imunizante

Decisão é preventiva até que investigações mais aprofundadas

08/06/2026 23h00

Reprodução/Ministério da Saúde/Phillipe Guimarães

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O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente nesta segunda-feira, 8, o uso da vacina do Butantan contra a dengue após o registro de reações adversas graves que podem estar associadas ao imunizante. A decisão é preventiva até que investigações mais aprofundadas entendam se os efeitos foram ou não causados pelo produto.

Desde janeiro, quando a vacina começou a ser usada no SUS, cerca de 501 mil pessoas foram vacinadas, a grande maioria profissionais de saúde da atenção básica.

Aos que receberam a aplicação, o Ministério da Saúde e especialistas esclarecem que não há razão para pânico. Os eventos adversos suspeitos são extremamente raros - foram 42 casos de reações severas, com duas mortes.

Nos dois óbitos, as vítimas tiveram sintomas compatíveis com um quadro de dengue grave. Por isso, o único alerta dado pelo ministério aos que tomaram a dose é ficar atento a sintomas incomuns nos 21 dias seguintes à aplicação.

"Em caso de sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou piora do estado geral, deve-se procurar atendimento médico imediatamente", recomendou o ministério, em nota.

A pasta disse ainda que as equipes de saúde "irão reforçar a vigilância de pacientes vacinados que apresentem sintomas de dengue, com atenção especial para o reconhecimento de sinais de alarme e de gravidade."

Para a médica Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), pessoas vacinadas que apresentarem sintomas de dengue, mesmo sem gravidade, devem passar por avaliação médica. "Não é para correr para o posto só por ter sido vacinado, mas se você apresentar um quadro semelhante à dengue, mesmo sem gravidade, procure a emergência ou seu médico", orienta ela.

O ministério destacou ainda que a suspensão preventiva "não invalida a eficácia da vacina nem altera as evidências de proteção observadas até o momento. Quem já foi imunizado permanece protegido e a vigilância epidemiológica continua a acompanhar a população vacinada."

De acordo com a pasta, a vacina foi aplicada em 417,4 mil profissionais de saúde, além de 83,6 mil pessoas de 15 a 49 anos das cidades de Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Também foram vacinados moradores da região de Araguaína, no Tocantins, que registrava alta de casos da doença.

"É uma situação preocupante porque tivemos eventos adversos graves, apesar de raros, mas parabenizo o ministério pela decisão porque mostra que ninguém está brincando, ninguém coloca os outros em risco. Será investigado", diz Isabella.

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