Cidades

DECRETADOS

Operação em Dourados prende membros de facções ligados a homicídios

Ao todo, foram cumpridos 22 mandatos de busca e apreensão e 20 mandatos de prisão

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A Operação Decretados, deflagrada pela Sessão Investigações Gerais (SIG) da Delegacia Regional de Polícia Civil de Dourados, cumpriu mandatos de busca e apreensão e de prisão relacionados a uma investigação, a qual apura o envolvimento de indivíduos da região com disputas entre facções criminosas. 

Ao todo, foram cumpridos 22 mandatos de busca e apreensão e 20 mandatos de prisão, sendo dez para indivíduos que estavam em liberdade, oito a presos que atuavam dentro de penitenciárias do Estado e promoviam ataques em Dourados e região, e mais dois mandatos de recaptura de indivíduos que tinham fugido do sistema prisional. 

Duas pessoas foram presas em flagrante, uma delas que já estava com mandado de prisão preventiva e o padrasto de um dos investigados, que foi localizado com um revólver calibre 38 na residência. 

No local, também foram localizados aproximadamente 2 quilos de entorpecentes, além de objetos como balança e outros itens para comercialização de drogas.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação é realizada desde julho, quando crimes dolosos contra a vida, envolvendo disputa entre facções, se intensificaram na cidade. Praticamente todos os investigados têm relacionamento com homicídios consumados e tentados na região.

"Então nós acreditamos que essa operação tenha sido um importante passo na repressão a essa disputa de facções que está acontecendo aqui na cidade e que nós possamos, a partir dos elementos obtidos, como aparelhos celulares, anotações e outras informações, decorrentes também do depoimento e dos interrogatórios realizados, avançar ainda mais na apuração contra esses grupos criminosos" disse Lucas Veppo, delegado da  Polícia Civil de Dourados.

A ação contou com o apoio de diversas unidades, como Defron, SIGs de Ponta Porã, Fátima do Sul, Naviraí, 1º e 2° DP de Dourados, Garras, Denar, GOE, DOF, Força Tática do 3º Batalhão, CGPA, Delegacia de Polícia de Rio Verde de Mato Grosso, Polícia Penal e Polícia Civil do Mato Grosso através de unidades da Regional de Primavera do Leste.

"consorte"

Operação prende advogada e PM que estavam a serviço do PCC

O casal utilizava suas prerrogativas funcionais para fazer uma espécie de "ponte" entre criminosos presos e aqueles que estão nas ruas

29/10/2026 11h25

Além das duas prisões, a promotoria cumpriu três mandados de busca e apreensão em Dourados e Campo Grande

Além das duas prisões, a promotoria cumpriu três mandados de busca e apreensão em Dourados e Campo Grande arquivo

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Uma advogada e um policial militar foram presos nesta quinta-feira (29) durante uma operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS), contra a facção criminosa Primeiro Comando da Capital.

Batizada de "Consorte" a operaçãoé, na prática, a terceira fase da "Operação Courrier”, e teve como objetivo cumprir  dois mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão, nas cidades de Campo Grande e Dourados.

O PM e a advogada, que não tiveram os nomes divulgados, são suspeitos de estarem a serviço do PCC e de atuaram como uma espécie de "pombo-correio". 

As investigações do Gaeco apontam para a atuação do casal envolvido com o núcleo “Sintonia dos Gravatas”, no qual advogados se utilizam indevida e criminosamente de suas prerrogativas profissionais para transmitir recados e comandos entre lideranças presas e outros integrantes da organização criminosa que estão nas ruas.  

O policial militar, por sua vez, é investigado pelo uso de suas credenciais funcionais para obter e disponibilizar informações de sistemas restritos da segurança pública à advogada, sua esposa, que, por sua vez, as repassava a integrantes do PCC. A apuração envolve a prática dos crimes de organização criminosa, corrupção e violação de sigilo funcional.

A Operação contou com a participação da Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e da Ordem dos Advogados do Brasil.

O nome da Operação “Consorte” remete ao fato de que os investigados são casados e atuam em parceria na empreitada criminosa.
 

castigo

Campo Grande deve perder nova fatia do bolo do ICMS em 2027

Previsão é de queda de 0,46 ponto percentual no repasse à Capital, o que representa perda da ordem de R$ 21 milhões

29/10/2026 11h08

Em 2012, percentual do ICMS repassado à capital era de 25,34%. Em 2027 este percentual deve ser de apenas 11,65%

Em 2012, percentual do ICMS repassado à capital era de 25,34%. Em 2027 este percentual deve ser de apenas 11,65%

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Em queda praticamente ininterrupta desde 2012, a fatia do bolo do ICMS que cabe a Campo Grande deve sofrer nova redução no próximo ano, passando dos atuais 12,11% para 11,65% daquilo que é dividido entre os 79 municípios. O percentual provisório foi divulgado em resolução publicada nesta quinta-feira (29) no diário oficial do Estado. Porém, os prefeitos ainda podem contestar este rateio. 

A redução de 0,46 ponto percentual pode parecer insignificante. Porém, ao final de um ano isso significa perda da ordem de R$ 21 milhões. A previsão do Governo do Estado é de que o ICMS do próximo ano garanta faturamento da ordem de R$ 18,5 bilhões. Desse total, R$ 4,61 bilhões (25%) serão repassados aos municípios.

E, supondo que estes números se confirmem e o percentual que cabe a Campo Grande não sofra alteração, os repasses cairiam de R$ 558 milhões (se o índice fosse de 12,11%) para R$ 537 milhões (índice de 11,65%). Então, se os números se confirmarem, seria uma média mensal de R$ 44,7 milhões.

Na prática, porém, este repasse tende a ser ainda menor, já que o faturamento total de ICMS está crescendo menos que a inflação. Nos primeiros nove meses deste ano, por exemplo, o repasse médio para Campo Grande foi de R$ 43,6 milhões.

Os recursos que deixarão de ser repassados aos cofres de Campo Grande irão para outros municípios e o principal beneficiado será Ribas do Rio Pardo, que tem 4,8% do território estadual e que em 2024 recebeu a fábrica de celulose da Suzano, que são critérios fundamentais para a divisão do bolo pela atual legislação.

A previsão é de que o percentual de Ribas do Rio Pardo salte de 1,9% para 2,8%. Caso se confirme a previsão de R$ 4,61 bilhões aos municípios, a parcela do município com cerca de 24 mil habitantes vai saltar de R$ R$ 87,6 milhões para R$ 129,1 milhões, o que representa acréscimo da ordem de R$ 3,5 milhões.

Caso se confirmem os números, o repasse per capito para os habitantes de Ribas em 2027 será R$ 5.379,00. Enquanto isso, os moradores de Campo Grande serão contemplados com apenas 10% deste montante, em torno de R$ 553,00.

O tamanho do município, independentemente da quantidade de moradores, é um dos principais critérios para a divisão do bolo, o que acaba beneficiando os moradores de municípios como Aquidauana (4,7%) Ribas do Rio Pardo (4,8%), Porto Murtinho (4,9%) e Corumbá (18%).  Campo Grande, por sua vez, tem apenas 2,2% do território, embora concentre mais de um terço da população.

Antes da adoção dos atuais critérios de divisão do bolo, a Capital chegou a receber 25,34% de tudo aquilo que era repassado pelo Estado às prefeituras, como ocorreu em 2012. Se fossem mantidos aqueles percentuais em vez de receber R$ 537 milhões no próximo ano, a cidade receberia em torno de R$ 1,16 bilhão, ou R$ 97,4 milhões mensais.

Além do critério territorial, a geração de riquezas nos diferentes municípios também tem peso relevante na divisão do bolo. E, a ativação da fábrica de celulose acabou ajudando Ribas e reduzindo a parcela de Campo Grande. Fenômeno semelhante tende a ocorrer com Inocência depois da ativação da fábrica da Arauco. 

Os critérios para divisão do bolo são quase todos objetivos. Porém, são definidos por legislação estadual, que poderia sofrer alteração. Pelo menos 13 dos 24 deputados estaduais têm Campo Grande como principal base eleitoral. Um deles é casado com a prefeita da Capital. Porém, não existe notícia de que algum deles tenha apresentado algum projeto para tentar aumentar a fatia deste bolo para o município. 

A previsão é de que o percentual definitivo de cada cidade seja publicado somente no começo de janeiro. A partir de agora os prefeitos tem 30 dias para contestar os índices. Estes, porém, serão definidos com base nos critérios que estão em vigor, o que reduz a possibilidade de mudanças significativas. 
 

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