O Comando Militar do Oeste (CMO) intensificou o combate ao crime organizado na faixa de fronteira brasileira com a realização da Operação Jaguaretê-Oeste, uma força-tarefa que já provocou um prejuízo estimado em R$ 41,2 milhões às organizações criminosas.
A ofensiva, que reúne mais de 600 militares e agentes de diversos órgãos de segurança e fiscalização, concentra esforços no enfrentamento ao tráfico de drogas, ao contrabando, ao descaminho e aos crimes ambientais em uma das regiões mais sensíveis do país.
Sob coordenação do CMO, a operação abrange a faixa de fronteira dos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina, reunindo instituições federais e estaduais em uma atuação integrada.
As ações são desenvolvidas conforme o planejamento operacional e as competências legais de cada órgão, fortalecendo o compartilhamento de informações e a resposta conjunta às organizações criminosas que utilizam a região para o transporte de drogas, armas e mercadorias ilegais.
O balanço parcial da operação, atualizado até o último dia 2 de agosto, revela a dimensão da ofensiva. As equipes apreenderam 6,5 toneladas de maconha, 34 quilos de cocaína, 94 quilos de skunk, 12 quilos de pasta base de cocaína, 11,9 quilos de drogas sintéticas e outros 194 quilos de substâncias ilícitas.
Cão farejador auxilia militares durante fiscalização de ônibus na Operação Jaguaretê-Oeste, uma das ações de combate ao tráfico de drogas e ao contrabando. Foto: CMO.Além dos entorpecentes, foram retiradas de circulação diversas armas de fogo e munições, 21 veículos utilizados em atividades criminosas e mais de 79,9 mil pacotes de cigarros contrabandeados.
Segundo o Comando Militar do Oeste, o conjunto das apreensões representa um prejuízo estimado em R$ 41.251.010 às atividades ilícitas, resultado considerado estratégico para enfraquecer a estrutura financeira das organizações criminosas que atuam na faixa de fronteira.
As ações incluem patrulhamentos terrestres e fluviais, instalação de postos de bloqueio e controle, fiscalização de pessoas, veículos e embarcações, além de operações de inteligência voltadas à identificação de rotas utilizadas pelo tráfico internacional de drogas e pelo contrabando.
Embarcação empregada pela Operação Jaguaretê-Oeste reforça a fiscalização de rios utilizados como rotas para crimes transfronteiriços. Foto: CMOA Operação Jaguaretê-Oeste também evidencia o fortalecimento da cooperação entre as Forças Armadas e os órgãos de segurança pública.
Mais de 600 militares participam da ofensiva, com apoio de agentes de instituições parceiras e emprego de viaturas, embarcações e outros meios logísticos destinados ao monitoramento permanente da região de fronteira.
Postos de bloqueio e fiscalização fazem parte das ações integradas realizadas na faixa de fronteira durante a operação. Foto: CMO.De acordo com o Comando Militar do Oeste, a integração entre as instituições busca ampliar a capacidade de resposta do Estado contra o crime organizado, dificultando a atuação de quadrilhas que exploram a extensa faixa de fronteira brasileira para abastecer mercados ilegais em diferentes regiões do país.


