Cidades

Aulas Seguras

Operação revela que Campo Grande é a terceira colocada em materiais escolares irregulares

Quase 3 mil produtos apresentaram irregulares, como ausência do selo do Inmetro e o uso indevido da certificação

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A Operação Aulas Seguras, realizada pelo Instituto Nacional de Meteorologia, Qualidade e Tecnologia, fiscalizou, em janeiro, 1.194.443 itens escolares, dos quais 34.155 apresentaram irregularidades. O objetivo era verificar a conformidade e a segurança de produtos escolares comercializados no país. 

Campo Grande ficou com a terceira posição das cidades com mais materiais escolares irregulares. Ao todo, a Cidade Morena teve 2.973 itens com algum problema, ficando atrás apenas de Macapá (7.094), no Amapá, Manaus (4.116), do Amazonas.

Do total de 2.532 estabelecimentos fiscalizados, 260 foram notificados por irregularidades que variam desde a comercialização de produtos sem a certificação obrigatória até a ausência de registro no Inmetro.

Principais irregularidades

Entre as principais irregularidades identificadas estão a ausência do Selo de Identificação da Conformidade do Inmetro, o uso indevido do selo, além de produtos fora dos padrões exigidos ou sem informações obrigatórias na embalagem. Ao todo foram encontradas 34.155 irregularidades, sendo os materiais com mais ocorrências: 

  1. canetas esferográficas e rollers - 15.593
  2. canetas hidrográficas - 5.681
  3. marcadores de texto - 3.112
  4. borrachas - 2.737
  5. apontadores - 1.563

Regiões com mais irregularidades

A Operação Aulas Seguras aponta que a Região Norte concentrou o maior número de irregularidades registradas no país. Na sequência aparecem as regiões Sudeste e Centro-Oeste:

  1. Região Norte: 11.475 irregularidades
  2. Região Sudeste:  11.394 irregularidades
  3. Região Centro-Oeste: 6.310 irregularidades
  4. Região Nordeste: 2.507 irregularidades
  5. Região Sul: 2.469 irregularidades

Cinco estados com maior número de irregularidades

Amapá (Macapá): 7.094 irregularidades
Amazonas (Manaus):  4.116 irregularidades
Mato Grosso do Sul (Campo Grande):  2.973 irregularidades
Rio de Janeiro (Rio de Janeiro):  2.285 irregularidades
São Paulo (Jacareí): 1.961 irregularidades

Para o presidente do Inmetro em exercício, João Nery, a operação tem caráter preventivo e estratégico. Segundo ele, o objetivo é assegurar que os produtos utilizados no ambiente escolar atendam aos requisitos mínimos de segurança e qualidade.

“A presença de itens sem certificação ou com informações inadequadas representa um risco real, especialmente quando se trata de produtos destinados ao público infantil”, afirmou.

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Imposto

Juiz mantém vencimento do IPTU de Campo Grande no dia 12 e exige cálculo claro

Ordem é para prefeitura realizar mutirão para atender contribuintes, e ainda disponibilizar valores de 2025 e 2026 para comparação

11/02/2026 18h10

Central do IPTU em Campo Grande

Central do IPTU em Campo Grande Gerson Oliveira

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O juiz da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, Ariovaldo Nantes Corrêa, manteve a data de vencimento para o pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) com desconto de 10% e o vencimento da primeira parcela do imposto para esta quinta-feira, 12 de fevereiro.

O magistrado, contudo, estabeleceu algumas condições para o município em sua decisão saneadora, na qual esclarece vários pontos da liminar concedida por ele mesmo na última sexta-feira (6), em mandado de segurança ajuizado pela Seccional de Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS).

A primeira delas já estava prevista na liminar: limitar o reajuste do valor final cobrado no imposto a 5,32%, correspondente à incidência do IPCA-E, índice inflacionário utilizado para a correção do tributo.

O município, contudo, terá de facilitar essa comparação para que o contribuinte saiba se o valor cobrado neste ano limita-se ao reajuste de 5,32%. Para isso, o município de Campo Grande deverá disponibilizar no site do IPTU, na internet, de "maneira fácil", a comparação da avaliação do imóvel no exercício deste ano com a do ano anterior, além de disponibilizar o boleto do IPTU 2026 retificado de acordo com a decisão, sendo fixado, neste caso específico, novo prazo de 30 dias, conforme a decisão da sexta-feira (6).

"O ente público deverá disponibilizar de maneira fácil, acessível e destacada em seu sítio eletrônico (iptu.campogrande.ms.gov.br) o valor do IPTU/2025 e do IPTU/2026, com destaque ao 'Valor de Avaliação', para todos os imóveis não abrangidos pela decisão liminar de fls. 689-715 (a fim de possibilitar a verificação do cálculo pelo contribuinte), bem como o boleto do IPTU/2026 retificado de acordo com a decisão que concedeu a tutela de urgência aos contribuintes que nela se enquadrarem (sem a readequação/atualização e/ou majoração da alíquota em razão da atualização cadastral pela SEFAZ), sendo que, em relação a este último (correção dos boletos), fica mantido o prazo de 30 dias a contar da decisão que concedeu a tutela de urgência", explicou o juiz.

Atendimento integral

A Prefeitura de Campo Grande ainda deverá realizar, nas palavras do magistrado, "o atendimento integral da população". "Seja pela via digital (site, WhatsApp, canais de comunicação etc.), durante todo o dia 12 de fevereiro de 2026, até que a última pessoa seja atendida, inclusive extrapolando o horário regular de funcionamento dos pontos de atendimento presencial, se necessário", descreveu Ariovaldo Nantes Corrêa.

A decisão do magistrado ocorreu em atendimento a pedido do município, no qual a procuradoria solicitou que a emissão dos novos boletos ocorresse exclusivamente por canais digitais.

O magistrado autorizou a emissão do boleto por canais digitais, mas também aproveitou para determinar que o município de Campo Grande fosse mais claro em seus argumentos, sobretudo ao afirmar que apenas no caso de alguns terrenos houve aumento de tributo superior aos 5,32%.

"Não há nos autos demonstração mínima da situação narrada, razão pela qual deve prevalecer a decisão proferida, que diz respeito a todos os imóveis da Capital (prediais e territoriais) cujo valor de avaliação de 2025, acrescido de 5,32%, ultrapasse a importância cobrada no valor da avaliação de 2026", asseverou o magistrado.

Taxa do lixo

O magistrado também destacou que, embora exista cobrança casada do IPTU e da Taxa do Lixo, a taxa não foi discutida na ação. "No caso em exame, não há qualquer discussão sobre a Taxa do Lixo cobrada, uma vez que os pedidos formulados na inicial versam apenas sobre o cálculo do IPTU propriamente dito e a redução dos descontos para o pagamento à vista e parcelado, não havendo causa de pedir ou pedido relacionado à cobrança da Taxa do Lixo nesta ação, a qual, por consequência, não está contida na decisão", explicou o magistrado.

Recurso negado

Na terça-feira (10), o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Dorival Renato Pavan, negou o pedido de suspensão de liminar apresentado pela Prefeitura de Campo Grande e manteve a decisão que limita o reajuste do IPTU de 2026 a 5,32%, índice correspondente à inflação medida pelo IPCA-E. Com isso, o município terá de cumprir a determinação da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.

Ele manteve a decisão estabelece prazo de 30 dias para recalcular o imposto, garantindo que o valor final cobrado neste ano não ultrapasse o percentual inflacionário em relação a 2025. A decisão tem origem em mandado de segurança ajuizado pela OAB-MS.

O pedido de suspensão era a última tentativa do município de manter a cobrança nos moldes dos carnês lançados em dezembro. Antes disso, a prefeitura já havia acumulado derrotas na 1ª instância, no plantão judicial e na 1ª Câmara Cível.

Ao analisar o recurso, Pavan rebateu o argumento de que a decisão provocaria impacto de R$ 800 milhões e comprometeria serviços essenciais. Para o magistrado, eventual perda de arrecadação foi risco assumido pelo próprio Executivo.

O presidente do TJMS também apontou possível irregularidade na forma como o aumento foi implementado, inclusive com alterações sem publicação adequada em Diário Oficial, contrariando o princípio constitucional da anterioridade nonagesimal.

Embora a taxa do lixo não fosse objeto direto da ação, Pavan observou que mudanças na cobrança deveriam ocorrer por lei formal, e não por decreto, destacando a necessidade de respeito aos ritos legais na fixação de tributos.
 

 

 

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obras

Aeroportos de MS receberão investimento bilionário para ampliação e modernização

No total, 11 aeroportos serão beneficiados, sendo três em Mato Grosso do Sul, onde obras já estão em andamento

11/02/2026 17h44

Aeroporto de Campo Grande está em obras para instalação de fingers

Aeroporto de Campo Grande está em obras para instalação de fingers Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Três aeroportos de Mato Grosso do Sul receberão parte do investimento de R$ 9,2 bilhões do Plano de Investimentos em Ampliação e Modernização de Aeroportos, anunciados nesta quarta-feira (11) pelo governo federal, em Brasília.

O projeto envolve 11 aeroportos administrados pela Aena. No Estado, serão beneficiados os aeroportos de Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá.

Em todo o Brasil, também receberão investimentos os terminais de Congonhas (São Paulo/SP), Santarém (PA), Marabá (PA), Carajás (PA), Altamira (PA), Uberlândia (MG), Uberaba (MG) e Montes Claros (MG).

Conforme o governo federal, nos três aeroportos contemplados em Mato Grosso do Sul as obras de ampliação e modernização já estão em execução "em ritmo consistente".

O terminal de Ponta Porã já chegou a 79,61% de execução total. Em Corumbá, 67,10% das obras já foram executadas, enquanto em Campo Grande, atingiu 60,43%.

"O acompanhamento dos contratos indica que as unidades já se aproximam ou superam as etapas previstas, fortalecendo a conectividade aérea regional e a ligação do estado com os principais centros urbanos brasileiros", diz o governo federal, em nota.

Em Campo Grande, as obras estruturais incluem a construção de um segundo e de três pontes de embarque e desembarque de passageiros, os chamados fingers. As obras começaram em maio do ano passado, com previsão para entrega para junho de 2026.

A modernização dos aeroportos em Mato Grosso do Sul visa ampliar a capacidade operacional, reforçar a segurança dos voos e reduzir gargalos logísticos em regiões estratégicas do Estado e da Região Centro-Oeste.

As intervenções também devem contribuir para a atração de novas rotas, o fortalecimento da economia local e a integração de áreas produtivas do interior aos grandes centros urbanos.

Aeroporto de Campo Grande está em obras para instalação de fingersPrevisão é que obras sejam entregues ainda neste ano (Foto: Gerson Oliveira / Correio d Estado)

Projetoo

O Plano de Investimentos em Ampliação e Modernização de Aeroportos conta com R$ 5,7 bilhões em financiamento, sendo R$ 4,64 bilhões em apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Vinculado ao Novo PAC, o apoio contribuirá para alavancar outros investimentos, alcançando R$ 9,2 bilhões.

Durante a implantação do projeto, a estimativa é de geração de cerca de 2,8 mil empregos diretos e indiretos. Após as obras, serão mais de 700 novos empregos.

A Fase I-B das concessões compreende a ampliação e a adequação dos aeroportos para o atendimento às especificações mínimas de infraestrutura, para o aumento de capacidade operacional e para melhorias estruturais e de sustentabilidade.

Nessa etapa, estão os principais investimentos da concessão. O prazo para a conclusão é junho de 2028, no caso do Aeroporto de Congonhas, e junho de 2026, para os demais terminais.

Atualmente, os 11 aeroportos movimentam anualmente cerca de 29 milhões de passageiros. Com a elevação da capacidade operacional, eles estarão aptos para receber mais de 40 milhões de passageiros por ano.

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