Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Operação revela uso de empresas de fachada em esquema milionário

Ação cumpre dezenas de mandados em MS, MG e SP e investiga esquema de tráfico, lavagem de dinheiro e uso de empresas de fachada

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Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (15) contra o crime organizado cumpre dezenas de mandados judiciais e bloqueia cerca de R$ 61 milhões em bens ligados a um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que atuava em diferentes regiões do país.

A ação ocorre simultaneamente em municípios de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul, incluindo Campo Grande, Dourados, Ribas do Rio Pardo e Vista Alegre, além de cidades mineiras e da capital paulista.

Ao todo, são cumpridos 22 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e 39 de busca e apreensão, além do sequestro de patrimônio atribuído aos investigados.

As investigações tiveram início em abril de 2025, após a apreensão de aproximadamente 1,1 tonelada de maconha em Minas Gerais. A partir daí, o avanço das diligências levou à identificação de uma estrutura criminosa mais ampla, resultando na apreensão de quase 6 toneladas da droga ao longo do período investigado.

De acordo com as autoridades, o grupo é suspeito de atuar de forma organizada no tráfico interestadual de entorpecentes, além de utilizar estratégias para ocultar a origem ilícita do dinheiro obtido com a atividade criminosa.

Entre os métodos identificados estão o uso de empresas de fachada e a utilização de terceiros para movimentação financeira, prática que caracteriza lavagem de dinheiro.

A operação é coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Minas Gerais (FICCO/MG), sob liderança da Polícia Federal, e conta com a participação de forças de segurança estaduais e federais.

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VIAGEM

Feriado de Tiradentes vai movimentar 25 mil passageiros nos aeroportos de MS

Aeroporto de Campo Grande vai receber 24.200 passageiros, Ponta Porã 544 e Corumbá 816

15/04/2026 11h00

Pessoas viajando no Aeroporto de Campo Grande

Pessoas viajando no Aeroporto de Campo Grande Gerson Oliveira

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Tiradentes promete agitar tanto rodovias, quanto aeroportos. Neste feriadão, o movimento promete ser intenso nos três aeroportos de Mato Grosso do Sul que são administrados pela Aena: Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá.

De acordo com a Aena Brasil, a estimativa é que 25.560 passageiros embarquem e desembarquem, entre sexta (17) e quarta-feira (22), nos três aeroportos.

Desse número, 24.200 são referentes a Campo Grande, 544 em Ponta Porã e 816 em Corumbá. Além disso, 136 pousos e decolagens estão previstos em CGR, 4 em Ponta Porã e 6 em Corumbá.

O feriado de Tiradentes será celebrado na terça-feira (21) e, órgãos, repartições públicas e algumas empresas decretaram ponto facultativo na segunda-feira (20).

Com isso, algumas pessoas folgarão de sábado (18) a terça-feira (21) e retornarão ao expediente na quarta-feira (22).

Quem tem oportunidade e disponibilidade, não perde tempo para curtir o feriadão em outra cidade.

RECOMENDAÇÕES

  • Voos Nacionais: Leve um documento de identificação oficial com foto original e atualizado, como RG (ou a nova Carteira de Identidade Nacional), CNH ou Passaporte. Chegue com 2 horas de antecedência.
  • Voos Internacionais: É obrigatório o passaporte original válido. Verifique se o destino exige visto, seguro viagem e certificados de vacinação (como o de Febre Amarela). Chegue com 4 horas de antecedência.
  • Bagagem de Mão: Geralmente limitada a 10 kg e com dimensões máximas de 55cm x 35cm x 25cm.
  • Item Pessoal: Você pode levar uma mochila ou bolsa pequena (aprox. 45x35x20cm) que deve ser acomodada obrigatoriamente abaixo do assento à sua frente.

INTERIOR

Homem é preso por aplicar 'golpe da energia solar' em 16 idosos

Vítimas perdiam no mínimo R$11 mil no esquema criminoso, com caso em que o prejuízo chega a R$24 mil e até quem entregou motocicleta por um produto que nunca recebeu

15/04/2026 10h45

Algumas dessas pessoas entregavam até mesmo motocicletas, avaliada em R$16 mil, para obter um produto nunca entregue

Algumas dessas pessoas entregavam até mesmo motocicletas, avaliada em R$16 mil, para obter um produto nunca entregue Ilustração/Gerson Oliveira/Arquivo-Correio do Estado

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Condenado em segundo grau, um estelionatário acusado de aplicar golpes com promessas de energia solar para idosos em assentamentos de Mato Grosso do Sul deve cumprir pouco mais de sete anos de prisão, através de decisão da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJMS) na terça-feira (14), após prejuízos a 16 pessoas com mais de 60 anos.

Conforme o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, a denúncia oferecida resultou na condenação de uma pena total de sete anos, nove meses e 10 dias, bem como aplicação de multa definida em 376 dias-multa, que equivale a aproximadamente R$20 mil. 

Entretanto, as investigações apontam que o esquema criminoso acumulou valores que ultrapassam a casa dos R$200 mil, com as vítimas tratando-se de pessoas que vivem da agricultura familiar, todas moradoras do Assentamento Santa Amélia, na zona rural de Dois Irmãos do Buriti. 

Distante aproximadamente 125 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul, análises individuais indicam que cada vítima perdia no mínimo onze mil reais no golpe da promessa de energia solar. 

Enquanto algumas dessas pessoas entregavam até mesmo motocicletas, avaliada em R$16 mil, para obter um produto nunca entregue, a vítima de um caso específico chegou a entregar R$24.040,78.

Entenda

Ainda em agosto de 2024 começaram a acumular junto à Polícia Civil denúncias sobre os golpes, com a primeira protocolada na Justiça em dezembro daquele ano, para recebimento da peça cerca de um mês depois. 

O responsável por aplicar os golpes assinava contratos com os idosos, indicando para as vítimas que a instalação de placas de energia solar iria acontecer. 

Além disso, o MPMS destaca que algumas vítimas até mesmo transferiram valores diretamente de suas economias para o estelionatário, enquanto outros faziam até mesmo empréstimos consignados, o que fez muitos desses idosos sofrerem descontos diretos em seus benefícios previdenciários. 

"Ou perdiam o patrimônio de uma vida inteira, comprometendo sua subsistência básica", complementa o Ministério Público do Mato Grosso do Sul.

Para além da condenação desse indivíduo, a esposa do acusado também foi alvo de denúncia pelo recebimento de valores em sua conta, porém foi absolvida diante da alegação de "provas insuficientes para uma responsabilização".

Já em setembro do ano passado houve a primeira sentença condenatória, que determinou a ampliação de pena pelo fato de que as vítimas tratam-se todas de pessoas vulneráveis pela idade, segundo o Juiz Valter Tadeu de Carvalho. 

"Aumento a pena em seu dobro, tendo em vista que as vítimas eram todas idosas e de extrema vulnerabilidade, moradoras de assentamento destinado a reforma agrária e tiveram consequências que não afetaram somente seu patrimônio, mas também sua subsistência - parâmetro de vulnerabilidade e resultado gravoso", declarou o magistrado na ocasião. 

Após análise de recurso da defesa, em segunda instância foi apontada ampla comprovação da materialidade e a autoria, pelo volume de depoimentos das vítimas, extratos bancários, etc. 

"O colegiado reforçou que a culpabilidade do réu foi exacerbada, especialmente pelo prejuízo financeiro prolongado imposto a um grupo social vulnerável".

 

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