Cidades

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Ordem de serviço é dada para acabar com elefante branco

Ordem de serviço é dada para acabar com elefante branco

Redação

14/02/2010 - 04h56
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Concebido para ser uma rodoviária, mas que acabou se tornando um “elefante branco” abandonado, as ruínas localizadas na Avenida Ernesto Geisel, no Bairro Cabreúva, terão novo destino. Na noite da última quintafeira, a Prefeitura de Campo Grande deu ordem de serviço para construção da primeira etapa do Centro Municipal de Belas Artes, que terá investimento de R$ 6,5 milhões. Esta obra faz parte do maior complexo turístico e cultural da cidade, composto também pela Via Morena, Orla Morena, Praça da Imigração Japonesa, Orla Ferroviária e Esplanada Ferroviária. Partes dessas obras, que acompanham o trajeto dos antigos trilhos, estão em execução (Via e Orla Morena). Outras estão com projeto pronto, mas aguardam a liberação de dinheiro, como é o caso da praça em homenagem à colônia japonesa, ou ainda dependem de redefinição de projetos — como na área tombada da ferrovia, próximo à Feira Central. Etapas O centro cultural será feitos em pelo menos duas etapas. Nesse primeiro momento, com investimento de R$ 6,5 milhões, as obras serão feitas em dois pavimentos da ala esquerda do prédio. A previsão é de que os trabalhos de construção durem um ano. Serão edificados o saguão, setor de artes (composto pela sala de arquitetura, de artes plásticas e de exposição permanente), setor de dança, biblioteca e de cinematografia. Toda a construção possui cerca de 14 mil metros quadrados e, quando estiver pronta, contará também com teatro, alojamentos, restaurantes, entre outros atrativos. “Conseguimos fazer mais do que um prédio, uma construção. Este será um local em que vamos oportunizar o contato com a cultura, promoção da cidadania. Haverá um retorno social e econômico”, enfatizou a arquiteta Eliane Detoni, coordenadora de Projetos Especiais da Prefeitura de Campo Grande. Discussões Desde o anúncio de que o local seria transformado no centro de artes, em 2007, com a celebração do Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público Estadual, reuniões foram feitas com lideranças ligadas às diversas áreas artísticas. “Ouvimos as pessoas ligadas ao teatro, à música, à dança, ao cinema. Todos puderam dar sugestões e chegamos a um projeto que atende às necessidades desses artistas”, disse Eliane. A arquiteta explicou que foi feito levantamento das atividades desenvolvidas pela Prefeitura de Campo Grande. “Cada atividade estava localizada em um ponto diferente da cidade. Com o Centro de Belas Artes poderemos reunir todas”. O local deve servir à formação e ao aperfeiçoamento profissional. A nova obra estará integrada à Orla Morena. Estão previstas a criação de vagas de estacionamento que atenderão aos dois empreendimentos, próximo à Rua Plutão. Na parte interna do centro cultural serão 85 vagas para carros, já criadas nesta primeira etapa. Toda a estrutura de cobertura do prédio, fundação e impermeabilização do “leque” (formato do prédio) serão feitos agora, também. Manutenção O prefeito Nelsinho Trad disse ontem que a manutenção do Centro de Belas Artes será feita pelos empresários que explorarão os serviços de bar e restaurante no local. “Tudo está sendo pensado e conduzido da melhor forma para que não haja ônus para a prefeitura. As empresas privadas que lá se instalarem é que deverão manter os locais”.

MEIO AMBIENTE

Às vésperas do fim do veto, governo inicia estudos sobre pesca do dourado em MS

A cinco meses do fim da proibição, Imasul libera pesquisadores para capturar exemplares da espécie e reunir dados que poderão fundamentar a continuidade da restrição

23/10/2026 12h00

Proibida desde 2019, a pesca do dourado em Mato Grosso do Sul poderá ter futuro definido com base em estudos científicos que devem ser apresentados até fevereiro de 2027

Proibida desde 2019, a pesca do dourado em Mato Grosso do Sul poderá ter futuro definido com base em estudos científicos que devem ser apresentados até fevereiro de 2027 Edemir Rodrigues / SecomMS

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Depois de quase oito anos de proibição da pesca do dourado em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado autorizou a captura de exemplares da espécie para pesquisas científicas que poderão embasar a manutenção do veto. A medida foi oficializada por meio de portaria do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), publicada no Diário Oficial do Estado, nesta sexta-feira (23), a pouco mais de cinco meses do encerramento da restrição, previsto para março de 2027. 

A autorização ocorre em meio à proximidade do prazo para apresentação dos estudos técnicos que deverão orientar a decisão sobre o futuro da pesca do dourado nos rios sul-mato-grossenses. Embora a proibição esteja em vigor desde 2019, a legislação estabelece a necessidade de levantamentos científicos e econômicos para justificar uma eventual prorrogação.

A Portaria Imasul nº 1.767, assinada na quinta-feira (22), permite a captura, o manejo e o transporte de exemplares do dourado (Salminus brasiliensis) exclusivamente para fins científicos. Os trabalhos integram o projeto interinstitucional "Estado da arte Dourado - Salminus brasiliensis em Mato Grosso do Sul”, desenvolvido por instituições de pesquisa e universidades.

A liberação busca complementar a coleta de dados nas bacias do Alto Paraguai e do Paraná, com foco na avaliação da biologia, da pesca e da dinâmica populacional da espécie. Entre os levantamentos previstos está a análise da estrutura etária dos dourados, que permite estudar a composição por idade dos exemplares encontrados nos rios.

Para isso, os pesquisadores poderão capturar peixes e coletar escamas, otólitos e outros materiais biológicos necessários às análises laboratoriais. A portaria também permite o sacrifício de exemplares, desde que limitado à quantidade estritamente necessária para a execução da pesquisa. 

A autorização não representa a liberação da pesca comercial ou recreativa do dourado. A captura continua restrita às equipes científicas vinculadas ao projeto, que deverão seguir as condições estabelecidas pelo órgão ambiental.

A legislação que impede a pesca do dourado foi instituída em janeiro de 2019, durante o governo de Reinaldo Azambuja, com a proposta de proteger a espécie e contribuir para a recuperação de suas populações nos rios de Mato Grosso do Sul.

Inicialmente prevista para durar cinco anos, a restrição foi prorrogada posteriormente, chegando ao prazo atual de 31 de março de 2027. 

A Lei Estadual nº 6.390, sancionada em março de 2025, estabeleceu que estudos técnico-científicos e econômicos devem subsidiar a discussão sobre a continuidade ou suspensão do veto.

Pesquisa reúne sete instituições

A execução dos trabalhos está vinculada ao Termo de Cooperação Técnica nº 001/2025, firmado entre a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), o Imasul, a Embrapa Pantanal, a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e a Universidade Estadual de Maringá (UEM), por meio do Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura (Nupélia).

As atividades serão desenvolvidas por equipes coordenadas por Agostinho Carlos Catella, da Embrapa Pantanal; Cristiane Fátima Meldau de Campos Amaral, Yzel Rondon Suarez e Elaine Antoniassi Luiz Kashiwaqui, da UEMS; Anderson Ferreira, da UFGD; Maria José Alencar Vieira, da UFMS; e Diego Corrêa Alves, da UEM.

A pesquisa deverá abranger as bacias do Alto Paraguai e do Alto Paraná, dentro do território sul-mato-grossense.

Conforme a portaria, os pesquisadores deverão apresentar resultados parciais e um relatório final ao Imasul, seguindo o cronograma previsto no termo de cooperação. A autorização permanecerá válida até o encerramento do acordo ou de eventuais prorrogações.

O documento também dispensa as equipes vinculadas ao projeto da emissão de autorizações individuais para o manejo dos peixes, desde que sejam cumpridas as exigências estabelecidas pelo órgão ambiental.

CLIMA

MS terá onda de calor no próximo trimestre causada pelo El Niño

O atual período registra forte aquecimento diurno, gera instabilidade e favorece as tempestades severas de curta duração com chuvas intensas

23/10/2026 11h30

A recomendação é reforçar a hidratação ao longo do dia, evitar exposição direta ao sol nos horários mais quentes, especialmente entre o fim da manhã e o meio da tarde

A recomendação é reforçar a hidratação ao longo do dia, evitar exposição direta ao sol nos horários mais quentes, especialmente entre o fim da manhã e o meio da tarde Gerson Oliveira

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O El Niño tem previsão de causar uma onda de calor e mudar os padrões de chuva em Mato Grosso do Sul. De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), há tendência de precipitação com acumulados acima da média histórica no Estado, acompanhada por temperaturas elevadas e risco de ondas de calor.

O atual período registra forte aquecimento diurno, gera instabilidade e favorece as tempestades severas de curta duração com chuvas intensas, vendavais, raios e queda de granizo.

Valesca Fernandes, meteorologista e coordenadora do Cemtec, explica que apesar da tendência de precipitações acima da média, é importante destacar que essa condição não deverá ocorrer de forma homogênea em todo o Estado.

“Mato Grosso do Sul está inserido em uma zona de transição climática, apresentando elevada variabilidade espacial e temporal das condições atmosféricas, principalmente de precipitação. O trimestre, entre novembro e janeiro, tem tendência de chuvas acima da média, mas podem ocorrer períodos de estiagem, distribuição irregular, diferenças significativas entre regiões e municípios”.

O próximo trimestre também tem previsão de ser mais quente do que o normal, com temperaturas acima da média histórica, com permanência do El Niño e deve atingir uma categoria muito forte.

Episódios de calor intenso, associado a tendência geral de precipitações acima da média histórica em MS, além da variação típica do Estado, indicam que os períodos chuvosos podem ocorrer de maneira irregular.

“Embora o Estado já tenha registrado algumas ondas de calor e episódios de temperaturas acima da média histórica, o cenário atual difere de 2023 e 2024, quando sob o domínio de El Niño forte, ocorreu um intenso aquecimento acompanhado por expressivo déficit pluviométrico, criando um ambiente extremamente propício à propagação de grandes queimadas”, disse Valesca Fernandes.

 

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