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Otan destrói depósitos de armas de Gaddafi, dizem rebeldes

Otan destrói depósitos de armas de Gaddafi, dizem rebeldes

FOLHA ONLINE

08/05/2011 - 17h36
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Um ataque aéreo da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) atingiu depósito de armamentos do ditador líbio, Muammar Gaddafi, perto de Zintan, ao sudoeste da capital líbia, afirmou à Reuters um porta-voz rebelde.

"A Otan atingiu depósitos de armas cinco minutos atrás numa área a cerca de 30 km a sudeste de Zintan. Nós ouvimos uma explosão forte. Eu acho que o ataque atingiu alguns deles [dos depósitos]", disse por telefone o porta-voz que se identificou como Abdulrahman.

"Nós estamos agora em um cemitério enterrando 11 pessoas martirizadas durante um combate ontem, em que outros 35 combatentes ficaram feridos", afirmou o porta-voz, que está na cidade dominada pelos rebeldes.

As tropas do ditador líbio, Muammar Gaddafi, continuaram neste domingo com a ofensiva em todas as frentes abertas na guerra do país, segundo a TV 'Al Jazeera'. A Otan também bombardeou vários alvos em diferentes áreas do país.

As forças do regime lançaram no sábado um ataque contra a cidade de Jalu, no deserto ao sudeste da Líbia, cujo controle é disputado há dias pelos rebeldes e as tropas de Gaddafi.

Incêndio

No sábado, forças do governo líbio bombardearam grandes tanques de depósito de combustível na cidade de Misrata, no oeste do país, causando um grande incêndio.

O bombardeio ocorreu depois que salvas de artilharia disparadas pelas forças leais a Muammar Gaddafi caíram na Tunísia, caracterizando um aumento nos combates entre soldados líbios e rebeldes contrários ao governo perto da fronteira.

Misrata é a última cidade do oeste sob controle rebelde. A região portuária está sitiada há mais de dois meses e testemunhou algumas das batalhas mais sangrentas entre forças leais a Gaddafi e opositores.

Os rebeldes deram informações variadas sobre o bombardeio a Misrata, mas disseram que o ataque, ocorrido à noite e que atingiu combustível para exportação e consumo interno, é um golpe na capacidade rebelde de resistir ao cerco.

'Quatro tanques foram totalmente destruídos e um grande incêndio ocorreu, espalhando-se agora para os outros quatro. Não conseguimos extingui-lo, pois não temos as ferramentas certas', afirmou o porta-voz rebelde Ahmed Hassan.

'Agora a cidade enfrenta um grande problema. Aquelas não eram apenas fontes de combustível para a cidade. Esses tanques poderiam ter mantido a cidade por três meses com suficiente combustível', afirmou o porta-voz por telefone.

Hassan disse que forças do governo usaram pequenos aviões, normalmente utilizados para jogar pesticidas, para realizar o ataque durante a noite em Qasr Ahmed. Mais tarde, ele disse à TV Al-Jazeera que três helicópteros com emblemas do Crescente Vermelho realizaram o ataque.

Outro porta-voz rebelde, que se identificou como Abdelsalam, disse que um helicóptero do governo realizou uma missão de reconhecimento sobre o porto e, duas horas depois, por volta da meia-noite, no horário local, forças governamentais dispararam foguetes e atingiram três tanques de combustível pertencentes à Brega Oil Company.

Rebeldes notificaram a Otan sobre os aviões antes do ataque, mas não houve resposta, afirmou Hassan. No mês passado, forças do governo realizaram pelo menos uma missão de reconhecimento sobre Misrata com um helicóptero, de acordo com rebeldes.

Se for confirmado o uso de aviões pelas tropas governamentais, significaria que estas violaram a zona de exclusão aérea imposta sobre a Líbia pela ONU, com o objetivo de defender à população civil dos bombardeios.

As provisões de água e luz, assim como todo tipo de bens, incluindo alimentos básicos, foram cortados ou estão limitados atualmente, como denunciaram várias organizações humanitárias internacionais.

Os rebeldes e organizações internacionais classificaram de 'crítica' e 'dramática' a situação que vive a população civil na terceira cidade da Líbia, que continua resistindo como reduto dos insurgentes na zona ocidental do país.

INTERIOR

PRF-MS encontra uma tonelada de droga sobre carga de minério na BR-262

Diferente dos populares "mocós", substâncias foram alocadas por cima do carregamento legal de ferro

22/09/2026 12h59

Apreensão foi feita nas imediações do quilômetro 600 da rodovia BR-262

Apreensão foi feita nas imediações do quilômetro 600 da rodovia BR-262 Reprodução/PRF-MS

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Ainda nas primeiras horas da madrugada de hoje (22), nas imediações do quilômetro 600 da rodovia BR-262, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreenderam quase uma tonelada de substâncias entorpecentes no município de Miranda, droga essa que estava apenas colocada sobre um carregamento de minério. 

Conforme repassado pela PRF, o carregamento ilícito não tratava-se de apenas um tipo de substância, sendo encontrado tanto pasta base e cloridrato de cocaína como porções de skunk, que respondiam pela maior parte desta carga. 

Abordado pelos agentes, o motorista disse primeiramente aos policiais que estaria fazendo transporte de minério de ferro, e que seu destino seria o Estado de Minas Gerais, aproximadamente  974 quilômetros do município sul-mato-grossense. 

Entretanto, esse motorista em questão teria apresentado comportamento suspeito, fornecendo segundo a PRF informações contraditórias sobre a logística do frete.

Durante a inspeção minuciosa ao veículo, no segundo semirreboque os agentes identificaram logo de cara a carga ilícita disposta sobre o carregamento de minério de ferro. Confira: 

Ao todo, segundo balanço da PRF, quase uma tonelada de droga foi localizada (974,6 quilos), substâncias entorpecentes identificadas e separadas nos seguintes pesos: 

  • 543 kg de skunk, 
  • 218,2 kg de pasta base e 
  • 213,4 kg de cloridrato de cocaína.

Diante do flagrante o motorista recebeu voz de prisão e, em conversa com os agentes, alegou que teria recebido a proposta de um homem após realizar uma parada em um restaurante. A oferta consistiria em uma determinada quantia de dinheiro para que as substâncias entorpecentes fossem trazidas até Campo Grande.

Vale lembrar que cargas de minérios há tempos tem sido usadas como "máscaras" para o tráfico de drogas, como os mais de 800 quilos encontrados entre esse tipo de carregamento em dois dias em abril neste 2026. 

Antes disso, ainda em fevereiro deste ano outra carga foi interceptada também na BR-262, na tentava passar substâncias entorpecentes entre carregamento lícitos, sendo 391 kg de cocaína e 247 Kg de maconha localizados nessa ocasião em um bitrem, que transportava minério de ferro

Skunk? 

Substâncias entorpecentes mais "refinadas" e de alto valor comercial, há tempos são feitas apreensões de drogas que chamam atenção pelos nomes, como Skunk e Dry, que muitas vezes levantam dúvidas sobre o que exatamente está sendo falado.

Com mais de meia tonelada deste carregamento ilícito tratando-se da droga chamada de "skunk", aqui cabe explicar a diferença desse subproduto da maconha. 

Com propriedades que vão muito além de "fazer a cabeça", tendo até mesmo um "primo careta", o cânhamo - um anagrama da palavra maconha conhecido em inglês como "Hemp" -, a planta de nome científico "cannabis" serve de também de matéria prima para tipos específicos de entorpecentes. 

Enquanto o cânhamo por sua vez possui um nível baixíssimo do chamado tetrahidrocanabinol, esses batizados de "skunks" seriam justamente as substâncias fabricadas para possuir maior concentração de THC. 

Em outras palavras, os cultivadores em busca de uma "maconha mais forte" cruzam subespécies diferentes de cannabis através da botânica, em busca de sensações específicas, posteriormente separadas em "correntes", indo desde as sativas para maiores picos de agitação pelo THC ou até “índicas” através do CBD, que não é psicoativo e pode ajudar em tratamentos terapêuticos como anti-inflamatório, anticonvulsivante e ansiolítico e mais.

 

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Decisão Judicial

Mulher receberá R$ 10 mil após ter dados usados em anúncios de serviços sexuais

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul entendeu que a plataforma falhou ao não impedir novas publicações depois da primeira denúncia

22/09/2026 12h15

Divulgação/TJMS

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Uma plataforma digital de anúncios, foi condenada a pagar R$ 10 mil reais por danos morais a uma mulher que teve sua imagem vinculada de forma indevida em anúncios de serviços sexuais. A condenação foi obtida através da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. 

De acordo com o processo, a vítima teve seu nome, fotografias, telefone e endereço divulgados e utilizados, de forma indevida, em anúncios sexuais.

Segundo os autos, terceiros utilizaram os dados pessoais e imagens da moça, sem autorização para criar anúncios na plataforma. Após a publicação no site, a vítima começou a receber contatos e mensagens de pessoas que possuíam interesse na contratação de supostos serviços. 

A vítima entrou em contato com a plataforma sobre a fraude e o primeiro anúncio foi retirado, porém os novos anúncios foram feitos posteriormente, desta vez contendo seus dados. Dessa forma a vítima fez novo apelo para retirada do anúncio.

A empresa responsável por coordenar a plataforma, fez um recurso, alegando que apenas hospedava conteúdos produzidos por terceiros e que não poderia ser responsabilizada pelas publicações.

A plataforma sustentou que adotou as providências necessárias após ser comunicada sobre os anúncios, além de questionar a fundamentação da sentença e a legitimidade para responder à ação. 

Porém a relatora do caso, rejeitou os argumentos, pois a responsabilidade da plataforma não decorre de simples hospedagem de conteúdo publicado por terceiros nem da existência de um dever de monitoramento prévio de todas as publicações. 

Após tomar conhecimento inequívoco do uso fraudulento da imagem e dos dados pessoais da vítima, a plataforma deveria ter adotado medidas eficazes para impedir novas publicações. 

No entanto, a republicação dos anúncios após a primeira denúncia evidenciou que as providências adotadas foram insuficientes.

Na decisão ficou destacada que a divulgação do nome, imagem, telefone e endereço da vítima associadas à prestação de serviços sexuais, configura-se violação aos direitos da personalidade. 

A magistrada responsável pelo processo, Denize de Barros Dodero, declarou que a situação ultrapassou os limites dos meros aborrecimentos cotidianos, atingindo a privacidade e a dignidade da vítima.  

Dessa forma, foi mantida a indenização fixada em R$ 10 mil, considerada adequada diante da gravidade da ofensa, da repercussão do caso e da republicação do conteúdo na plataforma, mesmo após a primeira denúncia realizada pela vítima. 

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