Mesmo depois de não sair do papel por falta de assinaturas, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar irregularidades na Fundação Municipal de Cultura (Fundac) durante a gestão do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), cassado por improbidade administrativa em março deste ano, ainda tem chance de se concretizar, segundo reportagem na edição de hoje (05) do jornal Correio do Estado.
Os vereadores consideram que novos fatos podem aparecer e alavancar a apuração. Chiquinho Telles (PSD), um dos propositores da comissão, garantiu averiguar com atenção contratos efetuados na elaboração de outras festas, como as de Santo Antônio e aniversário da Capital.
Segundo denúncia feita pela atual diretora-presidente da fundação, Juliana Zorzo, houve intermédio de empresa de grama, a Eco Vida Prestadora de Serviços Ltda., na contratação de shows e eventos culturais da Capital. Segundo apurações preliminares, os proprietários da firma de arborização chegaram a faturar mais de R$ 1 milhão em apenas 65 dias.
Alguns lesgiladores estão a postos para criar outro requerimento solicitando abertura da CPI da Folia. “Claro que é plausível encaminhar o relatório ao MP e TCE, mas nós também temos a prerrogativa de investigar, pois a situação é gravissíma não só na questão do carnaval, mas como em toda gestão passada no que diz respeito à Fundac”, observou Otávio Trad (PTdoB).
Edson Shimabukuro (PTB) compartilha a opinião do colega de parlamento.
Até mesmo Carlão, que retirou assinatura, deixou claro que a CPI não foi enterrada e assegurou assinar um novo requerimento de criação da comissão na hipótese de não haver respaldo do MP e TCE. A reportagem é de Jéssica Benitez.


