Cidades

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Parquímetro volta no Centro e prefeitura estuda ampliar para bairros

Após dois anos da saída da Flexpark, Câmara Municipal aprovou o projeto para voltar com cobrança de estacionamento

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A Câmara Municipal de Campo Grande (CMCG) aprovou ontem (09) o Projeto de Lei n° 11.295/2024, de autoria do Executivo Municipal, que autoriza a prefeitura a proceder à concessão, por meio de outorga onerosa, para exploração do Sistema de Estacionamento Rotativo (SER). Entre as emendas inseridas no projeto, está a possibilidade de ampliação do parquímetro para bairros da Capital. 

No entanto, o texto aponta que para que haja essa extensão em áreas fora do Centro de Campo Grande, será necessário, obrigatoriamente, a “anuência dos comerciantes e dos moradores da rua em que será implantado o Sistema de Estacionamento Rotativo (SER) pago, ficando limitada a utilização de, no máximo, 20% do total das vagas disponíveis na via”. 

O presidente da Casa de Leis, vereador Carlão (PSB) ressaltou que a adesão ao parquímetro em bairros precisará passar também por um estudo de viabilidade, além disso, deve respeitar também o número total de vagas autorizadas nessa terça-feira, que são de 6.200. 

O vereador Papy (PSDB) relembra que o total de vagas foi um dos pontos que os vereadores relataram que precisava ser modificado no primeiro projeto enviado pelo executivo municipal, no ano passado. 

“É um projeto polêmico e tem que ser visto com bastante cautela, e assim foi feito. A Câmara recebeu esse projeto a um tempo atrás, e ele era muito abrangente, não tratava de número de vagas, podendo ser aplicado na cidade inteira de modo geral. A Câmara rejeitou o projeto antes de pôr para apreciação dos vereadores, retornou para a prefeitura para alguns ajustes e voltou, na minha avaliação, ajustado”, relatou o vereador Papy. 

A ampliação das vagas, que saíram de cerca de 4 mil para 6.200 espaços para estacionamento, foi feita a partir de estudos das agências municipais de Transporte e Trânsito (Agetran) e de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), que foram responsáveis por estabelecer e regulamentar a exploração do sistema.
Além da especificação do número total de vagas, o novo texto também altera o tempo de contrato.

A prefeitura enviou o projeto com o período de concessão de até 15 anos, a contar da assinatura do contrato, devendo obedecer às normas urbanísticas, de mobilidade urbana, a ocupação do solo, do sistema viário e de segurança do servido concedido, bem como o Plano Diretor de Transporte e Mobilidade Urbana de Campo Grande. 

Agora, os vereadores alteraram o prazo máximo para 12 anos, e inseriram que a prorrogação do prazo da concessão deve ser feita mediante autorização da Câmara Municipal, e pode ser no máximo, por período igual ao do contrato, desde que haja interesse público “expresso por meio da anuência do Poder Concedente e o interesse do Concessionário, devendo ser mantidas as condições editalícias atendidas às condições estabelecidas na legislação em vigor”. 

O texto aponta ainda que “qualquer proposta de extensão do prazo de concessão deverá ser justificada por estudos técnicos que demonstrem a viabilidade e o benefício para o município e para a população” e deverá considerar o equilíbrio entre as taxas cobradas aos munícipes, qualidade do servido e necessidade de investimentos contínuos.

Agora, o projeto de lei vai para o executivo municipal, e se for feita a sanção, será aberto o processo de licitação. No entanto, vale ressaltar que a prefeita Adriane Lopes (PP) pode rejeitar as emendas feitas pelos vereadores, e sancionar o texto original, ou com as modificações que preferir. 

“As emendas feitas pela mesa diretora, são emendas que protegem e fortalecem a prerrogativa dos vereadores, para que toda mexida nesse tipo de pauta seja encaminhada para a Câmara e não feita diretamente por decreto, como o executivo previa na lei anterior”, esclarece Papy.

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Meio Ambiente

Com 175 mil árvores nas ruas, Campo Grande amplia monitoramento e manejo

Prefeitura aposta em inventário e acompanhamento técnico para orientar podas, plantios e intervenções na arborização urbana

21/09/2026 16h00

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A questão ganha destaque nesta segunda-feira (21), Dia da Árvore, em meio a uma política que envolve não apenas o plantio de novas mudas, mas também escolha de espécies, definição dos locais, acompanhamento do crescimento, podas e demais ações de manejo.

Em 2025, a Prefeitura produziu aproximadamente 40 mil mudas no Viveiro Municipal Flora do Cerrado. Dessas, 27.153 foram distribuídas à população. No mesmo ano, 9.429 mudas foram plantadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), por meio do Projeto Via Verde e de outras ações em praças, parques e áreas verdes.

A arborização urbana exige decisões que começam antes de a muda chegar à calçada. A escolha da espécie precisa considerar o espaço disponível, o tamanho que a árvore poderá atingir, as raízes, a largura da calçada, a existência de fiação elétrica e a presença de outros equipamentos urbanos.

O próprio Manual de Arborização Urbana de Campo Grande estabelece diretrizes para implantação e manutenção das árvores e aponta que a escolha inadequada pode gerar conflitos com a infraestrutura urbana e aumentar a necessidade de intervenções futuras.

É justamente nessa etapa que o município tenta ampliar o uso de dados. O Arbolink permite registrar informações das árvores e identificar situações que podem exigir acompanhamento ou manejo. O sistema, porém, ainda está em fase de construção do inventário, com pouco mais de 8 mil árvores cadastradas diante de uma estimativa de aproximadamente 175 mil no sistema viário.

9,4 mil árvores plantadas

A expansão da arborização também ocorre por meio do Projeto Via Verde, que prioriza o plantio em regiões com menor cobertura arbórea e em locais que receberam pavimentação recentemente.

Ao todo, foram 9.429 mudas plantadas em 2025. A Prefeitura afirma que a ampliação da infraestrutura verde busca contribuir para o conforto térmico, qualidade do ar, drenagem urbana, biodiversidade e qualificação dos espaços públicos.

Além do plantio feito diretamente pelo município, a população também recebe mudas produzidas no viveiro municipal. Durante a Semana da Árvore deste ano, estão sendo distribuídas 10 mil mudas de espécies frutíferas.

O crescimento da arborização também impõe um desafio à administração pública: manter árvores saudáveis sem criar conflitos com calçadas, redes elétricas, ruas e demais estruturas urbanas.

Por isso, o planejamento prevê acompanhamento técnico desde a escolha da espécie até o manejo das árvores adultas. Equipes da Prefeitura passam por capacitações para diagnóstico, avaliação das condições das árvores, planejamento das intervenções e prevenção de riscos.

Campo Grande aparece entre as capitais com maior presença de árvores nas vias. Segundo o Censo 2022 do IBGE, 91,4% dos moradores da Capital viviam em domicílios localizados em vias com pelo menos uma árvore, índice que colocou o município na primeira posição entre as capitais brasileiras nesse indicador.

A cidade também recebeu, em 2026, pelo sétimo ano consecutivo, o reconhecimento Tree Cities of the World, concedido pela Arbor Day Foundation em parceria com a FAO/ONU.

Mais do que ampliar a quantidade de árvores, entretanto, o desafio passa pelo acompanhamento de uma floresta urbana que já reúne dezenas de milhares de exemplares. 

Recurso

Voto valerá como prova de vida para beneficiários do INSS

Recurso passou por modificações para reduzir filas, custos e transtornos causados pelo comparecimento presencial

21/09/2026 15h45

Reprodução / TSE

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O comparecimento eleitoral valerá para a verificação no processo de Prova de Vida no INSS. O procedimento de revisão anual, focado em identificar se o titular do benefício previdenciário ou assistencial continua vivo para garantir a manutenção de pagamentos, abrange atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais. 

“A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explica o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, destacando a praticidade da medida. 

O recurso possível com a Prova de Vida passou por modificações para reduzir filas, custos e transtornos que o antigo modelo presencial gerava, especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

A partir da Lei nº 13.846/2019, o comparecimento presencial deixou de ser a regra, estabelecendo que o próprio Estado deve buscar, de forma proativa, dados que confirmem a vivacidade do cidadão perante a administração pública. Já a Portaria INSS nº 1.408/2022 estabelece a votação nas eleições como um dos critérios de comprovação de vida.

Ou seja, quem votar, estará dispensado de realizar outras formas de comprovação. “Além de simplificar a Prova de Vida a milhões de segurados, a medida também traz segurança ao pagamento de benefícios da Previdência Social”, aponta a presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ana Cristina Silveira.

Automatização 

Para os casos em que o cidadão não comparecer ao pleito eleitoral, o INSS continua utilizando o sistema SIRIS, que coleta diversas fontes de dados do governo em busca de outros eventos comprobatórios, como a emissão de documentos, movimentações registradas ou atendimentos realizados. O segurado só é convocado a regularizar a situação quando não é encontrada nenhuma fonte que confirme a sua vivacidade.

Números do cruzamento eleitoral 

A base de dados do TSE teve contribuição significativa para a Prova de Vida em 2024. Nesse período, foram registrados eventos eleitorais para 20.957.288 beneficiários, resultando na atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida.

Com informações de Governo Federal 

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