Cidades

INVESTIGAÇÃO

Pastor tenta estuprar jovem e oferece
dinheiro para vítima não contar crime

Suspeito primeiro fez oferta de trabalho para atrair vítima

MARIANE CHIANEZI

09/08/2017 - 17h40
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Jovem de 19 anos procurou a delegacia depois de sofrer tentativa de estupro por parte de um pastor, ontem (8), em Três Lagoas. Homem ofereceu emprego de faxineira para ela e quando vítima entrou no carro do suspeito, aconteceu o abuso.

Conforme o JPNews, a jovem, que é casada e tem um filho de 10 meses, já conhecia o pastor e a esposa dele. Na segunda-feira (7), o homem foi até a casa da vítima para pegá-la e levá-la até sua residência.

Saindo de lá, onde supostamente ela encontraria emprego, pastor começou a dirigir para a uma chácara, na saída da cidade. Durante o trajeto, a jovem contou em depoimento que pastor começou a acariciar suas pernas e partes íntimas. Vítima interrompeu o abuso e mandou que o motorista parasse o veículo, mas ele se negou.

Pastor ainda disse que iria dar dinheiro para a moça, pagar salão de beleza e dar presentes caso ela omitisse acontecido ao marido dela.

Ainda conforme relato, pastor trancou as portas do automóvel para impedir que jovem saísse. Depois da tentativa de abuso, o suspeito a levou de volta para a casa dela. Primeiro a vítima relatou o ocorrido ao marido e os dois foram para a delegacia Polícia Civil.

Caso está sendo investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), apurado pela delegada Letícia Mobis. Pastor seria intimado a prestar esclarecimentos.

Saúde

O que se sabe sobre a nova variante da Covid-19 identificada em 23 países

A variante B.A.3.2 descende da Ômicron, que surgiu no fim de 2021, e foi identificada pela primeira vez em novembro de 2024

07/04/2026 20h23

nova variante da Covid-19 está presente em 23 países

nova variante da Covid-19 está presente em 23 países Arquivo

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A publicação de um relatório dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) sobre a variante BA.3.2 do coronavírus reacendeu dúvidas sobre a covid-19.

O documento da principal agência federal de saúde pública dos Estados Unidos aponta que a BA.3.2, identificada pela primeira vez em novembro de 2024, está presente em pelo menos 23 países.

Mais recentemente, no último dia 3, a Rede Global de Vírus informou estar monitorando a sublinhagem. Segundo a entidade, não há evidências de que a BA.3.2 esteja associada ao aumento da gravidade da doença.

"Em vez de sinalizar uma nova ameaça, a BA.3.2 reforça a importância da vigilância constante", diz a rede, em nota.

A seguir, entenda o que já se sabe sobre a variante, também chamada de "Cicada", e quais as recomendações dos especialistas

Quando surgiu a BA.3.2?

A variante descende da Ômicron, que surgiu no fim de 2021, e foi identificada pela primeira vez em novembro de 2024.

Há motivo para alarme?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a sublinhagem não é motivo para alarme.

A BA.3.2 já foi identificada no Brasil?

O Ministério da Saúde afirma que, até o momento, não há registro da variante no Brasil.

Qual a diferença da BA.3.2?

De acordo com Rita Medeiros, médica infectologista e integrante da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a principal diferença da BA.3.2 em relação às outras variantes é o alto número de mutações. A cepa apresenta alterações mais significativas do que as cepas responsáveis pela maioria dos casos de covid-19 nos últimos dois anos.

Uma das características da variante é que ela enfrenta menor resistência da imunidade prévia da população. "Seja pela vacina ou por uma infecção anterior por covid-19", destaca Rita.

Isso permite que a variante tenha alguma facilidade para escapar da proteção imunológica e um maior potencial para elevar o número de hospitalizações, sobretudo entre os grupos de risco: idosos, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas.

Apesar disso, a médica reforça que não há evidências de que a BA 3.2 seja mais agressiva do que as variantes anteriores, mesmo com maior facilidade de circulação.

Como fica a vacinação?

Rita destaca a necessidade de as autoridades de saúde atualizarem a composição das vacinas para que elas se adaptem às variantes em circulação, como a BA.3.2. O modelo ideal, segundo ela, seria o da gripe: vacinação anual com imunizantes reformulados a cada campanha para contemplar as novas cepas em circulação.

Mesmo assim, ela ressalta que a população não deve abrir mão da vacinação. Os imunizantes podem ter eficácia reduzida, mas a proteção ainda é relevante, especialmente para pessoas com doenças crônicas, que têm maior risco de desenvolver formas graves da covid-19.

A infectologista ainda enfatiza que, mesmo com o esquema vacinal completo, os reforços são necessários para proteger contra novas variantes. Para a população em geral, a recomendação é de uma dose anual.

"Para pessoas acima de 65 anos, a recomendação é de vacinação a cada seis meses. Além da mudança do vírus, a imunidade das pessoas mais velhas tende a cair mais rapidamente", detalha a médica.

Posso tomar a vacina no posto de saúde?

Sobre a disponibilidade de imunizantes, o ministério afirma que mantém o envio regular de vacinas e insumos a todos os estados.

Segundo a pasta, até 6 de abril, foram enviadas mais de 4,1 milhões de doses, "quantitativo suficiente para atender a população-alvo definida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI)". No PNI, os reforços estão previstos apenas para os grupos prioritários.

"A logística de distribuição é coordenada pelo PNI, que encaminha os imunizantes às Secretarias Estaduais de Saúde, responsáveis pelo repasse aos municípios e serviços de saúde, conforme critérios técnicos e operacionais estabelecidos em normativa vigente", acrescenta o ministério.

Quais os cuidados para evitar a doença?

Além da imunização, os cuidados para reduzir o risco de contrair a doença incluem a higiene das mãos - lavar as mãos após usar o banheiro, antes de preparar alimentos e após o contato com pessoas doentes, por exemplo, diminui a chance de infecção respiratória entre 16% e 21% - e evitar ambientes lotados.

Em caso de sintoma, o ideal é ficar em casa, tanto para o próprio cuidado quanto para não transmitir a doença a pessoas vulneráveis, como indivíduos com câncer ou com doenças pulmonares crônicas.

A BA.3.2 já foi identificada no Brasil?

O Ministério da Saúde afirma que, até o momento, não há registro da variante no Brasil.

Qual a diferença da BA.3.2?

De acordo com Rita Medeiros, médica infectologista e integrante da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a principal diferença da BA.3.2 em relação às outras variantes é o alto número de mutações. A cepa apresenta alterações mais significativas do que as cepas responsáveis pela maioria dos casos de covid-19 nos últimos dois anos.

Uma das características da variante é que ela enfrenta menor resistência da imunidade prévia da população. "Seja pela vacina ou por uma infecção anterior por covid-19", destaca Rita.

Isso permite que a variante tenha alguma facilidade para escapar da proteção imunológica e um maior potencial para elevar o número de hospitalizações, sobretudo entre os grupos de risco: idosos, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas.

Apesar disso, a médica reforça que não há evidências de que a BA 3.2 seja mais agressiva do que as variantes anteriores, mesmo com maior facilidade de circulação.

Como fica a vacinação?

Rita destaca a necessidade de as autoridades de saúde atualizarem a composição das vacinas para que elas se adaptem às variantes em circulação, como a BA.3.2. O modelo ideal, segundo ela, seria o da gripe: vacinação anual com imunizantes reformulados a cada campanha para contemplar as novas cepas em circulação.

Mesmo assim, ela ressalta que a população não deve abrir mão da vacinação. Os imunizantes podem ter eficácia reduzida, mas a proteção ainda é relevante, especialmente para pessoas com doenças crônicas, que têm maior risco de desenvolver formas graves da covid-19.

A infectologista ainda enfatiza que, mesmo com o esquema vacinal completo, os reforços são necessários para proteger contra novas variantes. Para a população em geral, a recomendação é de uma dose anual.

"Para pessoas acima de 65 anos, a recomendação é de vacinação a cada seis meses. Além da mudança do vírus, a imunidade das pessoas mais velhas tende a cair mais rapidamente", detalha a médica.

Posso tomar a vacina no posto de saúde?

Sobre a disponibilidade de imunizantes, o ministério afirma que mantém o envio regular de vacinas e insumos a todos os estados.

Segundo a pasta, até 6 de abril, foram enviadas mais de 4,1 milhões de doses, "quantitativo suficiente para atender a população-alvo definida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI)". No PNI, os reforços estão previstos apenas para os grupos prioritários.

"A logística de distribuição é coordenada pelo PNI, que encaminha os imunizantes às Secretarias Estaduais de Saúde, responsáveis pelo repasse aos municípios e serviços de saúde, conforme critérios técnicos e operacionais estabelecidos em normativa vigente", acrescenta o ministério.

Quais os cuidados para evitar a doença?

Além da imunização, os cuidados para reduzir o risco de contrair a doença incluem a higiene das mãos - lavar as mãos após usar o banheiro, antes de preparar alimentos e após o contato com pessoas doentes, por exemplo, diminui a chance de infecção respiratória entre 16% e 21% - e evitar ambientes lotados.

Em caso de sintoma, o ideal é ficar em casa, tanto para o próprio cuidado quanto para não transmitir a doença a pessoas vulneráveis, como indivíduos com câncer ou com doenças pulmonares crônicas.

 

Fiscalização

Amado Batista e BYD entram na 'lista suja do trabalho escravo' do Ministério do Trabalho

O cadastro reúne empregadores que teriam submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão

07/04/2026 20h06

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O cantor Amado Batista e a montadora chinesa BYD foram incluídos na “lista suja do trabalho escravo” do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), cuja nova versão foi divulgada na segunda-feira, 6. O cadastro reúne empregadores que teriam submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão.

Os casos são incluídos na lista após a conclusão de processos administrativos, com direito à ampla defesa. Os nomes permanecem publicados por dois anos.

A assessoria de imprensa de Batista afirmou, em nota, que “não houve resgate de nenhum trabalhador nas propriedades” e que “todos os funcionários continuam trabalhando normalmente” (leia mais abaixo).

Procurada, a assessoria de imprensa da BYD não enviou posicionamento ao Estadão até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

Batista foi autuado em duas ações de fiscalização, em 2024, em Goianópolis (GO). A primeira envolveu 10 trabalhadores no Sítio Esperança, e a segunda, quatro funcionários do Sítio Recanto da Mata, ambos localizados na BR-060, na zona rural da cidade.

Segundo a equipe do cantor, uma fazenda “arrendada” por Batista para o plantio de milho foi alvo de fiscalização, que identificou irregularidades na contratação de quatro trabalhadores que eram funcionários de uma empresa terceirizada responsável pela abertura da área de plantio.

A assessoria afirmou que o cantor assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), no qual “todas as obrigações dos colaboradores foram integralmente pagas e quitadas”. “Outrossim, já estão sendo tomadas todas as providências administrativas para o encerramento de todo e qualquer procedimento de autuação”, acrescentou.

A BYD também foi autuada em uma ação de fiscalização em 2024, em Camaçari (BA), onde construiu a maior fábrica de veículos elétricos da América Latina, inaugurada em 2025.

De acordo com o MTE, foram realizadas diversas diligências fiscais entre dezembro de 2024 e maio de 2025 na construção do empreendimento. Em uma dessas ações, foram identificados 471 trabalhadores chineses trazidos de forma irregular ao Brasil, dos quais 163 foram resgatados em condições análogas à escravidão.

A pasta afirmou que os funcionários “estavam submetidos a condições de vida e trabalho extremamente precárias”, sendo obrigados a dormir em camas sem colchões e guardar seus pertences junto com ferramentas de trabalho e alimentos. “Em um dos alojamentos, havia apenas um banheiro disponível para cada 31 pessoas, o que os obrigava a acordar às 4h da manhã para conseguirem se preparar para a jornada”, escreveu o MTE em comunicado divulgado na época.

Ainda segundo a pasta, os auditores-fiscais também identificaram indícios de que a BYD teria cometido fraude contra as autoridades migratórias brasileiras, com o objetivo de viabilizar a entrada dos trabalhadores estrangeiros no país sem o devido registro e em desacordo com a legislação vigente.

Ao todo, 169 novos nomes foram incluídos na atualização de segunda-feira. Criada em 2003, a “lista suja” é publicada semestralmente para divulgar os resultados das ações fiscais de combate ao trabalho escravo, que envolvem a atuação do MPT, da Auditoria Fiscal do Trabalho (AFT), da Polícia Federal (PF), do Ministério Público Federal (MPF), da Defensoria Pública da União (DPU) e, eventualmente, de outras forças policiais.
 

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