Cidades

CAGED

Pelo sexto mês seguido, MS tem saldo positivo na geração de empregos

Estado criou 898 novos postos de trabalho formal em junho

DANIELLA ARRUDA

25/07/2019 - 11h36
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Mato Grosso do Sul encerrou o mês de junho com geração de 898 empregos, variação de 0,17% em relação a maio e o melhor resultado para o mês desde 2013, quando foram abertas 1.437 vagas de trabalho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta quinta-feira  (25) pela Secretaria  do Trabalho, vinculada ao Ministério da Economia.

O saldo positivo de junho é resultado de 19.354 contratações com carteira assinada e 18.456 desligamentos. No ano, o Estado acumula 15.332 novos postos de trabalho, reflexo de 135.185 admissões e 119.853 desligamentos. Já nos últimos 12 meses, o saldo é de 4.933 vagas.

O setor de atividade econômica que mais abriu vagas em junho foi o de serviços, com 590 postos, crescimento de 0,31% em relação ao mês anterior. Também tiveram saldos positivos os setores de agropecuária (+488), comércio (+449) e serviços industriais de utilidade pública (+19).

Já a indústria de transformação foi o setor que mais demitiu do que contratou em Mato Grosso do Sul, fechando junho com 620 postos de trabalho a menos. Também apresentaram saldos negativos em geração de empregos no mês passado o setor extrativo mineral (-18) e administração pública (-1).

Entre os municípios com mais de 30 mil habitantes, Três Lagoas foi o que mais empregou, apresentando saldo de 270 vagas, seguido por Dourados (+171) e Ponta Porã (+144). Paranaíba foi o recordista em fechamento de vagas, com 589 vagas a menos. Na sequeência de saldos negativos, ficaram Nova Andradina (-89) e Campo Grande (-58).

Brasil

No País, foram gerados 48.436 empregos formais em junho, o melhor resultado registrado para o mês desde 2014. Os números do Caged representam uma alta de 0,13% em relação ao estoque do mês anterior. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (25) pelo secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, e pelo subsecretário de Políticas Públicas e Relações do Trabalho, Matheus Stivali.

No consolidado do semestre, os números de junho são os melhores desde 2015. Foram 408.500 novas vagas formais nos primeiros seis meses de 2019, resultado superior ao mesmo período do ano passado, quando foram gerados 392.461 empregos.

No acumulado dos últimos 12 meses, em período encerrado em junho de 2019, o saldo entre admissões e admissões ficou positivo em 524.931 novos postos formais, que representa melhoria em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram gerados 280.093 novos empregos.

Junho
Considerando números referentes apenas a junho deste ano, seis setores da economia tiveram resultado positivo em junho: serviços (23.020 postos), agropecuária (22.702 postos), construção civil (13.136 postos), serviços industriais de utilidade pública (2.525), extrativa mineral (565) e administração pública (483). Dois setores apresentaram resultado negativo no mês: comércio (-3.007 postos) e indústria de transformação (-10.988 postos).

Destaque do mês, o setor de serviços registrou 531.137 admissões e 508.117 desligamentos. Cinco dos seus seis subsetores apresentaram saldo positivo, com destaque para comercialização e administração de imóveis (14.766 novos postos) e  serviços médicos, odontológicos e veterinários (7.883 postos).

Cirurgiões-dentistas

Reposicionamento no plano de carreira de dentistas da rede municipal começa a valer em maio

Mudança atende a uma determinação judicial e encerra um impasse que se arrastava desde novembro

13/03/2026 18h00

Assembleia realizada na sede do sindicato em novembro do ano passado

Assembleia realizada na sede do sindicato em novembro do ano passado Foto: Sioms / Divulgação

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O reposicionamento no Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos cirurgiões-dentistas da rede pública de Campo Grande começará a valer a partir de maio.

A medida foi publicada pela Prefeitura em edição extra do Diário Oficial do Município no última segunda-feira (9) e atende profissionais efetivados até 30 de junho de 2020, estabelecendo novos enquadramentos na carreira.

Em junho, os profissionais enquadrados na 2ª classe receberão os valores devidos. Já para os profissionais da 1ª classe, o pagamento será parcelado, com parte prevista para maio e outra para janeiro do próximo ano.

Aqueles que ficaram para janeiro receberão, em maio, os valores correspondentes ao enquadramento na 2ª classe. A publicação também garante o cumprimento da nova tabela do PCCR.

A mudança atende a uma determinação judicial e encerra um impasse que se arrastava desde novembro do ano passado entre a categoria e o Executivo municipal.

Em assembleia realizada na última quinta-feira (5), os associados do Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul (Sioms) decidiram, por unanimidade, aceitar o acordo apresentado pela Prefeitura.

Antes disso, os profissionais realizaram assembleias, indicativo e estado de greve, reuniões e também ingressaram com ações judiciais para garantir o cumprimento do plano de carreira.

Presidente do sindicato, David Chadid, comemorou a publicação e destacou que a conquista é resultado da mobilização da categoria.

“Foram dias tensos e de muita negociação. Tivemos que recorrer à Justiça algumas vezes, mesmo tendo decisões favoráveis anteriores, inclusive até do STJ, e também mobilizar os profissionais para pressionar. Essa publicação é uma vitória, resultado da nossa luta, que mostra a força da nossa categoria”, afirmou.

Segundo Chadid, o reposicionamento contempla cirurgiões-dentistas com carga horária de 20h e 40 horas semanais, tanto de 2ª quanto de 1ª classe. 

“Conquistamos integralmente o nosso tão sonhado reposicionamento. Foi uma grande vitória”, afirmou Chadid.

Paralelamente ao acordo, o sindicato também comemorou a aquisição de novos compressores pela prefeitura, equipamentos considerados essenciais para o funcionamento de consultórios odontológicos nas unidades de saúde. Os aparelhos já começaram a ser instalados em algumas unidades da rede municipal.

“Essa é uma luta antiga do sindicato. Fizemos várias denúncias, tanto para a sociedade quanto para o Ministério Público. Hoje podemos comemorar mais essa vitória para os profissionais e, principalmente, para a população, que voltará a ter atendimento de saúde bucal ao seu alcance”, completou.

Imbróglio judicial

As partes tentavam um acordo desde novembro do ano passado. Para o presidente do Sioms, a paralisação prolongada era prejudicial para a população de Campo Grande e para os próprios profissionais.

“Os profissionais investiram tempo e recursos em especializações e abdicaram de tempo com a família para melhor atender a população. Estamos falando de recursos significativos, que também ajudam a movimentar a economia de Campo Grande”, afirmou.

Segundo ele, o setor odontológico público movimenta cerca de R$ 12 milhões por ano no município.

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previsão

Último fim de semana do verão terá calor e tempestade em MS

Temperaturas ficam próximas dos 40°C em algumas regiões do Estado e umidade do ar deve ficar abaixo de 30%

13/03/2026 17h44

Temperaturas aumentam e fim de semana será de calor em MS

Temperaturas aumentam e fim de semana será de calor em MS Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O último fim de semana de verão será marcado por calor, tempestades e baixa umidade relativa do ar em Mato Grosso do Sul. Na próxima sexta-feira (20) se inicia o outono.

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), a previsão para sábado (14) e domingo (15) indica tempo com sol e variação de nebulosidade em todo o Estado.

As temperaturas máximas devem se elevar ainda mais e o calor predomina, com máxima prevista de 36°C, principalmente nas regiões pantaneira, sul e sudoeste do Estado.

Apesar da condição de maior aquecimento, a previsão também indica a ocorrência de pancadas de chuva isoladas, com possibilidade de tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento.

Mesmo com as chuvas, podem ocorrer baixos valores de umidade relativa do ar, variando entre 20% e 40%, especialmente durante as horas mais quentes do dia. O índice abaixo de 30% já é considerado prejudicial à saúde.

Em Campo Grande, a máxima deve ser de 31°C no sábado e de 30°C no domingo, com sol entre nuvens e possibilidade de chuva rápida, fraca e isolada.

Na segunda-feira (16), há aumento das chances de chuva em grande parte do Estado.

"Essas instabilidades ocorrem devido à combinação de condições típicas de verão, com transporte de calor e umidade, aliado ao aquecimento diurno e à passagem de cavados em médios níveis da atmosfera, que favorecem a formação de áreas de instabilidade", diz o Cemtec, em nota.

Há possibilidade de rajadas pontuais de ventos superiores a 50 km/h.

As regiões deverão registrar as seguintes temperaturas:

  • Sul, Cone-Sul e Grande Dourados: Mínimas entre 20-23°C e máximas entre 28-33°C
  • Pantaneira e Sudoeste: Mínimas entre 24-26°C e máximas entre 31-36°C
  • Bolsão, Norte e Leste: Mínimas entre 21-23°C e máximas entre 30-34°C
  • Campo Grande (Capital): Mínimas entre 21-23°C e máximas entre 29-31°C.
Temperaturas aumentam e fim de semana será de calor em MS
Temperaturas aumentam e fim de semana será de calor em MS

Outono

O outono começa oficialmente às 10h45 (de MS) do dia 20 de março e segue até o dia 21 de junho. O prognóstico para a estação deste ano ainda não foi divulgado, mas o período costuma ser marcado pela estiagem em Mato Grosso do Sul.

O outono é um período de transição entre o verão, que tem os meses mais quentes e úmidos na maior parte do país, e o inverno, que tem predomínio de tempo seco e passagens de grandes massas polares que podem causar queda acentuada da temperatura.

Neste período, ocorrem as primeiras incursões de massas de ar frio, vindas do sul do continente e que provocam uma queda gradativa das temperaturas ao longo da estação.

Além disso, os dias ficam mais curtos, as chuvas são menos frequentes e a umidade relativa do ar diminui gradativamente.

A média histórica de chuvas para a estação é de 150 a 300 mm na região centro-oeste do Estado, entre 300 a 500 mm nas regiões sul e sudeste e entre 100 a 150 mm nas regiões noroeste e nordeste do Estado. 

 

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