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Pesquisadores fazem estudo sobre a camada de ozônio no Pantanal

No total, são 120 especialistas do mundo todo participando da Missão de Dióxido de Carbono e Metano

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A Missão de Dióxido de Carbono e Metano, conhecida como CoMet 3.0 Tropics, que coleta dados nos céus do Pantanal, vai durar até dezembro deste ano com a participação de pesquisadores do Brasil, Alemanha, Estados Unidos, Colômbia, Polônia, Espanha, Áustria, Itália, Índia e França. Esses dois gases estão entre os principais a causar o efeito estufa, que contribui para elevar a temperatura. Os estudos buscam compreender com dados atualizados quais são os efeitos nos trópicos úmidos.

Esse trabalho científico é coordenado pelo dr. Dirceu Luis Herdies, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em cooperação com doutor Andreas Fix, do Centro Espacial Alemão. O avião que serve para realizar as coletas chegou ao Brasil no dia 25 de julho, por Fortaleza (CE), e vai realizar voos para obter as medições desde Corumbá até Porto Velho (RO).

“A partir de 31 de julho, a aeronave Halo [High Altitude and Long Range Research Aircraft] alcançou os céus para a primeira coleta de gases pela região do Pantanal, bem como na Bolívia com múltiplos sensores remotos e amostragem direta. Foi possível coletar sinais fortes de CH4 [metano]. Isso vai permitir avaliar como se dá a emissão natural de áreas úmidas e comparar com as fontes antropogênicas”, detalhou o pesquisador Dirceu Herdies, em publicação feita em rede social. 
Esse voo pelo Pantanal durou oito horas e o avião partiu de Cuiabá (MT).

Para prolongar essas pesquisas, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) publicou nova portaria, no dia 14, para autorizar novas coletas. Os 120 pesquisadores ligados a esse trabalho científico foram nominalmente listados na autorização para poderem atuarem diretamente no Brasil. 

“As atividades de coleta com finalidade científica têm anuência prévia do Conselho de Defesa Nacional (CDN), Atos de 22 de junho de 2026, e autorização para sobrevoos do Pantanal e da região sul da Bacia Amazônica, onde serão coletados os dados, pela aeronave de pesquisa Halo, a partir da sede em Cuiabá (MT), 15° 35’ 56” S/56° 06’ 55” W”, especificou o documento, assinado por Olival Freire Junior, físico e atual presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Imagem aérea da aeronave utilizada na pesquisa feita no PantanalImagem aérea da aeronave utilizada na pesquisa feita no Pantanal - Foto: Divulgação/DLR

Os trabalhos de coleta podem prosseguir, com essa nova autorização, até o dia 20 de dezembro. Nesse período, há previsão que efeitos do El Niño possam estar mais acentuados em toda a região do Pantanal, além de gerar impactos na Amazônia.

Conforme o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), os dados obtidos terão múltiplas aplicações e deverão complementar lacunas de informações de outros sistemas de observação terrestre e por satélite. 
Também vão ser utilizados em validação cruzada para reduzir as incertezas de modelos computacionais regionais e globais e vão ajudar a validar dados obtidos por satélite, além de calibrar instrumentos.
Além de Pantanal, a Amazônia e o Cerrado estão na rota da pesquisa.

“[A aeronave] vai voar sobre o Pantanal para verificar as emissões de metano das regiões alagadas. A Amazônia é extremamente importante para conhecermos o balanço de carbono. No Cerrado, nosso foco é a emissão das queimadas”, descreveu o professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo e pesquisador do Observatório da Torre Alta da Amazônia (Atto, na sigla em inglês), Luiz Machado.

COMO É O AVIÃO

A aeronave usada nessa pesquisa envolve o modelo Gulfstream G550, operado pelo Centro Espacial Alemão (DLR, na sigla em alemão). O avião é conhecido como High Altitude and Long Range Research Aircraft (Halo) e pode fazer voos com ampla faixa de altitude, desde 850 metros até 15 mil metros, no limite da troposfera. 

“O modelo foi empregado no Brasil em outras duas campanhas científicas: a Cafe-Brazil [Chemistry of the Atmosphere: Field Experiment in Brazil], entre 2022 e 2023; e Acridicon-Chuva, em 2014; para investigar interações entre aerossóis, nuvens, química atmosférica e convecção na Amazônia”, detalhou o MCTI.

A aeronave está equipada com o sistema Light Detection and Ranging (Lidar), uma tecnologia que projeta pulsos de laser que permitem medir com precisão as concentrações de metano e dióxido de carbono na atmosfera, e outros instrumentos de sensoriamento remoto que medem os principais gases de efeito estufa, além de alguns traçadores para caracterizar massas de ar, são dedicados exclusivamente a medições atmosféricas.

Cidades

ONS suspende geração excedente de energia pela segunda vez no ano

Em junho, plano emergencial para impedir sobrecarga foi acionado

23/08/2026 18h00

A medida ocorre das 11h às 13h30 deste domingo (23), sem impacto para o consumidor, afetando apenas as distribuidoras

A medida ocorre das 11h às 13h30 deste domingo (23), sem impacto para o consumidor, afetando apenas as distribuidoras Marcello Casal jr/Agência Brasil

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Pela segunda vez no ano, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou o plano emergencial para reduzir a geração de energia diante do excesso de oferta no Sistema Interligado Nacional (SIN).

A medida ocorre das 11h às 13h30 deste domingo (23), sem impacto para o consumidor, afetando apenas as distribuidoras. O objetivo é preservar a segurança do sistema diante da expectativa de menor consumo no fim de semana.

O plano prevê a restrição da geração de usinas Tipo 3, conectadas às redes de distribuição. O grupo inclui pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), usinas a biomassa e empreendimentos eólicos e solares de menor porte.

O ONS também adotou medidas complementares para reduzir a geração de usinas sob seu controle direto.

Medida ocorreu em junho

O primeiro acionamento de 2026 ocorreu em 7 de junho, no feriado prolongado de Corpus Christi. Na ocasião, o ONS solicitou o gerenciamento de 1 mil megawatts (MW) das 10h às 14h.

O plano emergencial foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2025, diante do avanço da geração distribuída, principalmente da energia solar.

Em agosto de 2025, no dia dos pais, o excesso de energia quase provocou uma sobrecarga no sistema. Naquela data, a geração distribuída chegou a representar 37,6% da demanda nacional.

Para equilibrar o sistema e evitar um blecaute que poderia atingir vários estados, o ONS reduziu a produção de hidrelétricas e termelétricas. O operador cortou 98,5% da geração eólica e solar centralizada.

ONS prepara corte automático

Diante do crescimento da geração solar, o ONS anunciou, na última quinta-feira (20) que está preparando um sistema para desligar automaticamente parte da geração distribuída em situações críticas.

Chamado de Esquema

Regional de Alívio de Geração (Erag), o sistema automático prevê até 3 gigawatts (GW) de corte, divididos em três estágios de 1 GW. O mecanismo seria acionado somente depois de esgotadas as demais alternativas de controle.

Segundo a ONS, um projeto-piloto deverá ser realizado até o fim de 2026 em uma distribuidora. Se os testes forem bem-sucedidos, a implementação poderá avançar em 2027.

A geração distribuída, que reúne micro e minigeração, soma cerca de 50 GW de capacidade instalada no país. Para o ONS, o crescimento dessas fontes aumenta a complexidade da operação porque parte da energia produzida não pode ser observada ou controlada diretamente pelo operador.

Distribuidoras executam cortes

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) informou que as distribuidoras seguirão as orientações do ONS para executar o plano anunciado para este domingo.

Em nota, a entidade pediu procedimentos mais detalhados para definir os cortes. Segundo a Abradee, critérios claros são necessários para dar segurança operacional e jurídica aos geradores.

IMUNIZAÇÃO

Dia D leva mais de 2,3 mil pessoas a pontos de vacinação em Campo Grande

Mobilização realizada em 22 locais facilitou a atualização da caderneta de crianças e adolescentes além de oferecer doses para adultos e idosos

23/08/2026 17h30

Dia D levou moradores a unidades de saúde e pontos alternativos de vacinação espalhados por Campo Grande

Dia D levou moradores a unidades de saúde e pontos alternativos de vacinação espalhados por Campo Grande Divulgação

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Mais de 2,3 mil pessoas procuraram os pontos de imunização abertos em Campo Grande durante o Dia D da Multivacinação, realizado neste sábado (22). Ao todo, 2.354 moradores passaram pelos 22 locais de atendimento disponibilizados na Capital ao longo do dia. 

A estratégia teve como foco principal crianças e adolescentes menores de 15 anos, com a conferência das cadernetas e aplicação das vacinas previstas para cada faixa etária. A mobilização, porém, também permitiu que adultos e idosos verificassem a situação vacinal e recebessem doses pendentes. 

Além das Unidades de Saúde da Família (USFs), houve atendimento no Pátio Central e no Mutirão Todos em Ação, realizado na Escola Municipal Professor José de Souza, conhecida como Zezão, na região do Bairro Oliveira.

Na USF Santa Emília, por exemplo, foram aplicadas vacinas contra gripe, além da tríplice viral e da dupla adulto. Márcia Arruda, de 63 anos, recebeu doses contra hepatite B e gripe depois de aproveitar que passava pela região.

"Foi bom, porque eu estava passando por aqui e aproveitei para colocar a vacina em dia", contou.

Também houve quem descobrisse somente no posto que estava com a vacinação atrasada. Aparecida Feliciano foi à unidade para acompanhar a filha e decidiu conferir a própria caderneta.

"Eu vim trazer a minha filha e fiquei sabendo que poderia tomar as vacinas hoje. Foi por isso que aproveitei. Nem sabia que estava atrasada", disse.

No mutirão realizado na região do Bairro Oliveira, Elloá, de 10 anos, tomou as vacinas contra HPV e gripe. A mãe, Evellyn Ortigoza, de 29 anos, também recebeu o imunizante contra a gripe.

A menina ainda deverá voltar à unidade de saúde dentro de 30 dias para receber a vacina contra a dengue. Depois das doses deste sábado, deixou um recado para outras crianças: "Nunca mais tenho medo de tomar vacina".

Além da vacinação humana, o mutirão no Zezão teve atendimento do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), com aplicação de vacina antirrábica em animais.

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