Cidades

POLÍCIA

PF apreende em Campo Grande a maior carga de cocaína do ano em MS

Mais de uma tonelada foi localizada sendo transportada em dois caminhões-baú diferentes

Continue lendo...

Durante a manhã desta sexta-feira (11), na Capital de Mato Grosso do Sul, a Polícia Federal realizou a maior apreensão de cocaína do Estado até então em 2025, com mais de uma tonelada localizada e conduziu vários indivíduos presos por envolvimento. 

Segundo informado pela PF, em nota, pelo menos três indivíduos foram presos hoje (11) por uma série de crimes tipificados nesta ação do tráfico de drogas. 

Conforme repassado pela Comunicação da Superintendência Regional da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul, essas substâncias eram de origem estrangeira, em um País que divide fronteira com o Estado. 

Após pesagem das substâncias, ao todo a Polícia Federal apreendeu uma carga de 1,1 tonelada de cocaína, com os três homens levados até a sede da PF em Campo Grande, respondendo pelos crimes de: 

  • Tráfico de drogas e 
  • Associação para o tráfico.

Entenda

As apurações da Polícia Federal apontam que a droga, transportada em dois veículos diferentes, teria saído diretamente da Bolívia. 

Em complemento, a PF aponta que os próprios veículos vinham com sentido de Corumbá, o que corrobora com a tese da origem boliviana dessa substância, já que o município faz fronteira direta com o País vizinho através de trecho rodoviário. 

Ainda segundo a PF, os veículos corumbaenses foram abordados hoje, tratando-se de dois caminhões-baú e três indivíduos presos envolvidos com a prática criminosa. 

Durante vistoria aos veículos, os agentes puderam localizar a o carregamento ilícito escondido em compartimentos ocultos, sendo que essas substâncias eram embaladas e fracionadas com identificações específicas. 

Com algumas dessas embalagens contendo a logo da empresa francesa "Hermès" - a segunda marca de artigos de luxo mais valiosa do mundo -, isso indica que esse carregamento trata-se de uma quantidade das chamadas "drogas de consórcio", que tem foco em alimentar o tráfico internacional e interestadual de substâncias ilícitas. 

Grandes apreensões

Antes desse carregamento, duas outras cargas figuraram como as "maiores apreensões do ano" até então em 2025 no Mato Grosso do Sul, anotadas nos meses de abril e maio. 

Aqui, cabe destacar que, diferente da ação desta sexta-feira (11) que foi executada pela PF, ambos os casos citados a seguir tratam-se de apreensões feitas pela Polícia Rodoviária Federal em trechos de BR.

Por ordem cronológica, o primeiro sinal de "maior apreensão do ano" apareceu em 1° de abril, com 673,5 quilos de cocaína encontrados em uma carreta carregada de soja, conduzida por um morador de Ponta Porã em trecho.

Esse homem envolvido com o tráfico de drogas teve seu carregamento aprendido no município de Alto Paraíso, distante cerca de 95 quilômetros de Naviraí, que faz divisa com o estado sulista do Paraná. 

Depois disso, em fiscalização na BR-262, em Miranda, a PRF abordou um caminhão transportando ferro gusa em 26 de maio, onde foram encontrados 675,9 kg de cocaína, sendo 524,8 Kg de cloridrato e 151,1 Kg de pasta base.

Esse carregamento em questão foi investigado graças às suspeitas levantadas, uma vez que o motorista preso na ocasião apresentou divergências entre as informações repassadas e a nota fiscal da carga. 

O homem ainda transportava mais 10,4 Kg de haxixe, sendo preso sem dar informações sobre a origem ou destino das drogas.

 

Assine o Correio do Estado

assassinato

Homem invade convento no PR, mata freira de 82 anos e diz que 'vozes' ordenaram

Crime ocorreu no Convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada, no município de Ivaí, nos Campos Gerais do Paraná

22/02/2026 17h15

Foto: reprdoução

Continue Lendo...

Uma freira de 82 anos foi morta asfixiada na tarde deste sábado, 21, após um homem invadir o Convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada, no município de Ivaí, nos Campos Gerais do Paraná. A vítima foi identificada como Nadia Gavanski. O suspeito, de 33 anos, foi preso em flagrante pelo assassinato.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR), uma equipe da Polícia Militar (PM) foi a primeira a chegar ao local e encontrou a religiosa caída no chão, com as roupas parcialmente retiradas e sinais evidentes de agressão física. A freira teria tentado se defender do suspeito durante o ataque.

Uma fotógrafa que registrava um evento no convento relatou à polícia que foi abordada pelo suspeito logo após o crime. Ele apresentava nervosismo, roupas sujas de sangue e arranhões no pescoço. Disse que trabalhava no local e que tinha encontrado a freira já caída. Desconfiada, a testemunha gravou parte da conversa de forma discreta e pediu que outras pessoas acionassem socorro e a PM. Nesse intervalo, o homem deixou o convento.

Com base no vídeo gravado pela fotógrafa, os policiais identificaram o suspeito, que já tinha antecedentes por roubo e furto. Ele foi localizado em casa. Ao perceber a aproximação da PM, tentou fugir e resistiu à abordagem com socos e chutes, mas foi contido pelos militares. Questionado, admitiu ter assassinado a freira. A defesa do suspeito não foi localizada.

Suspeito confessa crime

Na delegacia, o homem confirmou que passou a madrugada consumindo crack e bebida alcoólica. Disse ainda que ouviu vozes ordenando que matasse alguém e, por isso, pulou o muro do convento com a intenção de tirar a vida de uma pessoa. Segundo o relato, ao ser abordado pela freira, afirmou que trabalhava ali. Diante da desconfiança da religiosa, ele a empurrou. Quando ela caiu e começou a gritar, colocou os dedos na boca da vítima para provocar asfixia.

"Ele negou ter golpeado diretamente a cabeça dela, embora tenha admitido que ferimentos cranianos possam ter ocorrido durante a queda. Negou, ainda, qualquer ato de violência sexual contra a vítima ou intenção de subtrair objetos", informou a Polícia Civil ao Estadão.

A polícia afirmou, contudo, que a circunstância de a vítima estar com as roupas parcialmente retiradas será analisada após a conclusão dos laudos periciais, para verificar eventual crime sexual.

Uma das irmãs do convento contou que, depois do almoço, a freira costumava ir até o local onde o crime aconteceu para alimentar galinhas.

O homem foi autuado por homicídio qualificado, com indícios de motivo fútil, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de resistência à prisão. Ele foi encaminhado ao sistema penitenciário. A Polícia Civil segue investigando o caso

Mais de 50 anos dedicados à religião

Em nota, o Convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada lamentou a morte de Nadia Gavanski e informou que a irmã dedicou 55 anos à vida religiosa. A entidade disse ainda que ela foi vítima "de um ato de violência injustificável".

"Informamos que a instituição está colaborando plenamente com as autoridades de segurança pública para que as circunstâncias deste trágico homicídio sejam esclarecidas e a justiça seja feita", diz trecho do comunicado.

A cerimônia de despedida será realizada na tarde deste domingo, 22, em Prudentópolis (PR).

campo grande

Áudio com ataque à umbanda gera investigação por intolerância religiosa

Mãe de adolescente que frequentava terreiro gravou áudio dizendo que a religião é "do demônio" e que a decisão sobre a religião do filho deveria caber a ela

22/02/2026 17h00

Inquérito é conduzido pela Deops

Inquérito é conduzido pela Deops Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

Uma mulher foi denunciada à Polícia Civil por intolerância religiosa, após enviar áudios a uma mãe de santo com ofensas à religião da umbanda, em Campo Grande. O caso foi registrado no dia 5 de maio de 2025, mas o inquérito policial segue em andamento.

A denúncia foi feita pela vítima, que é zeladora de umbanda. Conforme relato da mulher, o áudio foi encaminhado por um adolescente de 15 anos, que é frequentador do terreiro.

No áudio, a mãe do adolescente teria dito: "Vocês são filhos do demônio, essa religião não é para Deus". A ofensa é proferida em uma conversa com outra pessoa, identificada como a avó do jovem.

A denunciante não soube dizer se a mulher tinha ciência de que a conversa estava sendo gravada.

Durante o diálogo, a mulher declarou ainda não querer que o filho frequentasse o terreiro, alegando que a decisão sobre a religião do adolescente deveria ser dela, demonstrando ainda descontentamento com o horário em que o filho permanecia nas reuniões religiosas.

Na denúncia, a zeladora afirma que os encontros ocorrem das 19h às 21h.

Por fim, a mãe do adolescente volta a dizer que não quer que o menino frequente o local por considerar que "a religião é do diabo".

O áudio foi apresentado pela vítima na Delegacia Especializada de Ordem Política e Social (Deops) e juntado ao inquérito.

Após ser intimada por oficial de Justiça para prestar esclarecimentos, a investigada passou a se mostrar mais compreensiva em relação à religião do filho e à prática religiosa da mãe de santo, segundo a denunciante.

No entanto, a mulher ainda não prestou depoimento e não há sua versão sobre o caso. A oitiva delas está marcada para o dia 11 de março, na Deops, ainda na fase do inquérito policial. Caso ela não compareça, será considerado crime de desobediência.

Na última sexta-feira (20), a delegada pediu dilação de prazo, devido à necessidade de diligências para a análise e conclusão do inquérito. O caso está sendo investigado como injúria qualificada pela religião.

Intolerância religiosa

A intolerância religiosa é crime no Brasil, tipificado no Artigo 208 do Código Penal (ultraje a culto e impedimento/perturbação de cerimônia) e pela Lei nº 7.716/1989 (Lei Caó), que equipara a discriminação religiosa ao crime de racismo, tornando-o inafiançável e imprescritível.

As penas incluem detenção de um mês a um ano ou multa, podendo aumentar com violência. 

No caso em questão, o caso foi tipificado como injúria qualificada pela religião, prevista no § 3º do artigo 140 do Decreto-lei nº 2.848, que dispõe que é crime injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro, "se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a religião ou à condição de pessoa idosa ou com deficiência".

Em caso de condenação, a pena varia de um a três anos de reclusão e multa.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).