Cidades

DENÚNCIA

PF apreende leite vencido que estava nas aldeias indígenas

PF apreende leite vencido que estava nas aldeias indígenas

DA REDAÇÃO

08/07/2011 - 08h52
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Após denúncias de que a Fundação Nacional do Índio (Funai) estaria distribuindo leite em pó vencido, muitos deles roídos por ratos, agentes da Polícia Federal, que estão atuando na Operação Tekohá, estiveram na sede do órgão onde apreenderam mais de 700 pacotes do produto e ouviram depoimento da coordenadora regional da Funai Maria Aparecida Mendes e de um funcionário que é encarregado pela distribuição das cestas básicas.

O delegado Alexandre Fresneda, que acompanhou a diligência, disse que depois de receber a denúncia, foi com uma equipe até o prédio do órgão e pediu que a coordenadora regional da Funai acompanhasse a fiscalização.

Durante a vistoria, os agentes constataram que todos os sacos de leite em pó estavam com o prazo de validade vencido. O local foi fotografado e todo produto apreendido. “Pegamos cinco amostras do leite que serão analisadas pela perícia. Se o laudo constatar que o produto estava impróprio para o consumo, fica então caracterizado o crime contra a saúde pública. A partir de então deverá ser aberto um inquérito para apurar quem são os autores que deverão ser responsabilizados”, explicou.

O delegado informou ainda que a Polícia Federal encaminhou ofícios ao Procurador da República e também para a Funai de Brasília-DF. “Esses são os órgãos competentes para analisar se houve falha administrativa ou crime de improbidade, por parte da coordenação do órgão no município, já que se trata de alimentos possivelmente adquiridos com recursos públicos”, salientou Fresneda. O produto apreendido seria entregue ontem à tarde para famílias da Aldeia Jaguapiru. A entrega das cestas básicas ocorreu em frente a Escola Tengatuí Maragantu, no entanto, sem o leite em pó com prazo de validade vencido.

No momento da entrega uma nova denúncia contra a Funai, foi feita por indígenas. Dona Nilce de Souza, que tem uma filha deficiente de 18 anos, disse que outro item da cesta básica estaria impróprio para o consumo. O feijão. A índia, da etnia Guarani, afirma que o feijão que recebeu na última cesta básica, entregue pelo órgão, não cozinhou. “Esse é igual o que recebi da vez passada, com certeza não vai cozinhar também. O problema é que o médico da minha filha disse que ela está com anemia aguda e corre o risco de virar leucemia. O feijão é um item importante na alimentação dela”, desabafa a indígena.

O feijão entregue pela Funai é embalado em um saco plástico amarrado na ponta, que não possibilita a identificação do prazo de validade do produto. Na quarta-feira, durante visita ao galpão do órgão, a reportagem constatou que existem dezenas de sacos do produto, empilhados. A reportagem também constatou que o prazo de validade do macarrão, entregue dentro das cestas básicas, expira no próximo dia 19, ou seja, daqui 11 dias.

Inverno

Uma reportagem publicada ontem pelo Progresso mostrou que em pleno inverno, onde a queda de temperatura foi brusca, inclusive com registro de geada, foram constatados centenas de cobertores e mantas empilhadas no galpão da Funai. Ontem, durante a entrega dos alimentos, o órgão acabou distribuindo um “kit inverno”, com três mantas e dois cobertores, aos índios da Aldeia Jaguapiru. No entanto, as famílias da Aldeia Bororó não receberam cobertores, na última terça-feira, quando o órgão entregou as cestas naquela localidade.

A coordenadora regional da Funai, Maria Aparecida Mendes, informou que o órgão já realizou entregas desses produtos nas Aldeias Jaguapiru e Bororó e que não havia distribuído o restante por falta de condições.

Outro lado

A chefe regional do órgão chegou a confirmar que sabia que o leite em pó estava vencido e mesmo assim ordenou a entrega, porque recebeu a informação de uma pessoa de que o produto poderia ser consumido até um mês após o vencimento. Quanto ao fato de vários pacotes apresentarem furos causados por ratos, a chefe do órgão disse que vários deles chegaram a ser retirados das cestas por terem sido comidos por ratos. “Nós pegamos os produtos abertos e doamos para criadores de porcos. A Funai procurou retirar todos os que tinham sido roídos e fizemos a dedetização do prédio”, explicou.

Maria Aparecida ainda denunciou que a Funai de Dourados está sucateada e que faltam funcionários para ajudar na separação dos alimentos. “O órgão não conta com o mínimo de estrutura. Para fazermos as separações, sempre precisamos contar com a ajuda de voluntários”, disse a chefe regional.
 

Loterias

Resultado da Loteria Federal 6054-2 de hoje, sábado (04/04)

A Loteria Federal é a modalidade mais tradicional das loterias da Caixa, com sorteios realizados às quartas e sábados; veja números sorteados

04/04/2026 19h00

Foto: Reprodução

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A Caixa Econômica Federal realizou a extração 6054-2 da Loteria Federal na noite deste sábado, 4 de abril de 2026, a partir das 21h (de Brasília). O sorteio ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Resultado da extração 6054-2:

5º prêmio: 85835

4º prêmio: 44218

3º prêmio: 54560

2º prêmio: 36911

1º prêmio: 19022

O sorteio da Loteria Federal é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Como jogar na Loteria Federal

Os sorteios da Loteria Federal são realizados às quartas e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

Para apostar na Loteria Federal você escolher o bilhete exposto na casa lotérica ou adquiri-lo com um ambulante lotérico credenciado. Você escolhe o número impresso no bilhete que quer concorrer, conforme disponibilização no momento da compra.

Cada bilhete contém 10 frações e pode ser adquirido inteiro ou em partes. O valor do prêmio é proporcional à quantidade de frações que você adquirir.

Com a Loteria Federal, são diversas as chances de ganhar. Você ganha acertando:

  • Um dos cinco números sorteados para os prêmios principais;
  • A milhar, a centena e a dezena de qualquer um dos números sorteados nos cinco prêmios principais;
  • Bilhetes cujos números correspondam à aproximação imediatamente anterior e posterior ao número sorteado para o 1º prêmio;
  • Bilhetes cujos números contenham a dezena final idêntica a umas das 3 (três) dezenas anteriores ou das 3 (três) dezenas posteriores à dezena do número sorteado para o 1º prêmio, excetuando-se os premiados pela aproximação anterior e posterior;
  • A unidade do primeiro prêmio.

Premiação

Você pode receber o prêmio em qualquer lotérica ou nas agências da Caixa.

Caso o prêmio bruto seja superior a R$ 2.259,20, o pagamento deve ser realizado somente nas agências da Caixa, mediante apresentação de comprovante de identidade original com CPF e do bilhete (ou fração) original e premiado.

Valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis a partir de sua apresentação em Agência da Caixa.

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Declaração

"Epidemia de chikungunya em Dourados será enfrentada sem apontar culpados", diz ministro

Em todo o estado, já foram registradas sete mortes neste ano, a maioria nas aldeias Jaguapiru e Bororó

04/04/2026 17h00

Ministro cumpriu agenda em Dourados nesta sexta-feira (3)

Ministro cumpriu agenda em Dourados nesta sexta-feira (3) Foto: Marcelo Olveira / Divulgação

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Recém empossado, o sul-mato-grossense Eloy Terena, ministro dos Povos Indígenas, classificou como crítico o cenário de emergência em Dourados, município que sofre com o avanço dos casos de chikungunya, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. 

Em todo o estado, já foram registradas sete mortes neste ano, a maioria nas aldeias Jaguapiru e Bororó. A reserva indígena de Dourados concentra a maior parte dos mais de 1,7 mil casos confirmados da doença, 37 em gestantes. Outros 1.893 casos seguem em análise.

Durante visita à cidade nesta sexta-feira (3), o ministro afirmou que o enfrentamento da crise não será pautado pela busca de culpados.

"Quando se trata de saúde, vidas humanas, a responsabilidade é até global, né? Então nós não estamos aqui para dizer: 'ah, a responsabilidade era do município, ou do governo do estado, ou do governo federal'. Nós estamos aqui para reconhecer essa situação crítica, portanto nós não temos uma posição negacionista, e vamos enfrentar."

Diante do avanço da doença, o governo federal anunciou uma série de medidas para conter a proliferação do mosquito, interromper a transmissão e reforçar o atendimento à população.

Entre as ações, enviou cerca de R$ 3,1 milhões ao município. Do total, R$ 1,3 milhão será destinado a ações de socorro e assistência humanitária, R$ 974,1 mil vão financiar limpeza urbana, remoção de resíduos e destinação adequada do lixo e R$ 855,3 mil serão usados em ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya.

O Ministério da Saúde também informou que vai contratar, em caráter provisório, 50 agentes de combate a endemias, sendo que 20 começam a atuar já neste sábado (4). Eles vão se somar a 40 militares das Forças Armadas mobilizados na região.

A comitiva federal inclui ainda profissionais da Força Nacional do SUS, da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente.

Representando o Ministério da Saúde, Daniel Ramos destacou o foco no controle do mosquito.

“A assistência é uma das partes importantes e a gente vai entrar com ações contundentes de controle vetorial para reduzir esta pressão nos serviços [de saúde]”, afirmou.

Já a representante da Força Nacional do SUS, Juliana Lima, explicou que o cenário ainda é instável.

“O cenário está muito dinâmico. Ele vem se mostrando, dia após dia, com um perfil epidemiológico diferenciado. Então, a gente não está conseguindo ainda afirmar se há uma diminuição ou um aumento [do número de casos] nesta ou naquela aldeia. Mas fazemos o monitoramento, os registros, diariamente e, com isso, conseguimos sinalizar para a vigilância onde eles devem priorizar os atendimentos dos casos agudos.”

A situação de emergência em Dourados foi reconhecida pelo governo federal no dia 30 de março, após decreto municipal publicado em 27 de março.

Durante a visita, o ministro também chamou atenção para a necessidade de melhorar a coleta de lixo nas aldeias indígenas, apontando o acúmulo de resíduos como fator que contribui para a proliferação do mosquito.

“Temos que aperfeiçoar a questão dos resíduos sólidos, do lixo. É preciso atender de igual forma não só o contexto urbano, como as comunidades indígenas”, disse.

Segundo ele, há a intenção de discutir projetos estruturais com os governos municipal e estadual para ampliar a coleta de lixo nas comunidades.

“Para que possamos chegar a estas comunidades indígenas com projetos com vistas a melhorar a coleta de lixo”, concluiu.

Além de cinco mortes em Dourados, um idoso foi vítima de chikungunya em Bonito, ao passo que uma idosa morreu em Jardim. 

Saiba* 

Empossado no último dia 31, Eloy Terena ocupa cargo deixado por Sônia Guajajara que disputará uma vaga na Câmara Federal por São Paulo. 

**Com informações de Agência Brasil

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