Cidades

Transporte Ilícito

PF apreende quase 70 kg de cocaína em caminhão carregado com minério

O motorista foi preso em flagrante após fiscalização da Polícia em Terenos

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Um homem que não teve a identidade divulgada foi preso pela Polícia Federal nesta segunda-feira (9) por transportar 69 quilos de cocaína em um caminhão de minérios de ferro.

O veículo foi interceptado pelos agentes no município de Terenos, a aproximadamente 40 minutos de Campo Grande. 

O entorpecente estava escondido em uma mala de mão dentro do caminhão. O motorista poderá responder pelo crime de tráfico transnacional de entorpecentes. 

O transporte de cocaína em caminhões de minério tem estado na mira da Polícia Federal desde o ano passado, especialmente na BR-262, já que tem sido recorrente o caso de transporte de entorpecentes nas cargas. 

Com mais de 400 caminhões com carga de minérios saindo de Corumbá diariamente, os flagrantes do transporte irregular de entorpecentes escondidos têm sido cada vez mais comuns. 

Por ser uma rodovia que atravessa Mato Grosso do Sul, ligando até São Paulo, o uso dessa rodovia para transporte de drogas não é uma novidade. 

Os traficantes utilizam veículos com grandes cargas para esconder as drogas para transportá-las até os receptores, com ajuda das famosas “mulas”, que se expõem aos perigos, como ultrapassar barreiras policiais, em troca de recompensas que podem chegar a 10 salários mínimos. 

Outros casos

As apreensões não são incomuns, especialmente envolvendo este tipo de carga. O Correio do Estado já noticiou diversos casos ao longo de 2025. 

Em 1º de abril, foram apreendidos 452 quilos de cocaína (avaliada em R$ 22 milhões) em Terenos, que estavam escondidos em um caminhão carregado de minério de ferro.

Dois dias depois, uma apreensão semelhante ocorreu em Campo Grande, desta vez foram confiscados 368 quilos do entorpecente (260 quilos de pasta base e 108 quilos de cloridrato).

No mês seguinte, em meados de maio, duas ações policiais em menos de 24 horas encontraram mais de uma tonelada de drogas escondidas em cargas de minério (560,7 quilos em Terenos e 547,9 quilos em Corumbá). Ambas seriam entregues em outros estados, como Minas Gerais e São Paulo, respectivamente.

No dia 10 de setembro, a PRF também interceptou mais um caminhão vindo de Corubmá até Campo Grande. Após a vistoria, a polícia apreendeu 39,3 kg de cloridrato de cocaína e 225,2 quilos da droga em forma de base livre (pasta base), além de R$ 4,4 mil em espécie que estavam com o motorista e o aparelho celular do suspeito. 

O caminhoneiro admitiu que aceitou a missão com a promessa de receber R$ 10 mil caso a entrega fosse bem sucedida. 

Além do disfarce do minério, o narcotráfico também usa calcário, placas de energia solar, tambores, carnes e outros tipos de cargas lícitas para esconder os entorpecentes.


 

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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