Cidades

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

Pistoleiros da milícia de Name estão entre criminosos mais procurados do País

Plataforma lançada pelo Ministério da Justiça tem 26 nomes, sendo três de MS

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O ex-guardas municipais de Campo Grande, José Moreira Freires, o Zezinho, e o auxiliar Juanil Miranda Lima, responsáveis por executar os crimes da organização criminosa envolvida em crimes de pistolagem estão entre os criminosos mais procurados do Brasil. Plataforma com lista de nomes, imagens e dados dos bandidos mais procurados do País foi lançada nesta quinta-feira (30) pelo ministro da Justiça Sérgio Moro.

Na lista, ambos os pistoleiros do grupo de extermínio, do qual também fazem parte Jamil Name e Jamil Name Filho, constam como tendo área de atuação na Região Centro-Oeste e países do Mercosul em crimes contra a vida – pistolagem.

Os pistoleiros são descritos como exs-guardas municipais de Campo Grande, integrantes de uma milícia ligada ao jogo do bicho; condenados pelo Tribunal do Júri pela execução do delegado Paulo Magalhães Araújo e suspeitos de envolvimento na morte de Orlando da Silva Fernandes “Bomba”, ex-chefe de segurança do narcotraficante Jorge Rafaat Tuonami.

Além deles, a lista conta com outros 24 criminosos foragidos. "São indivíduos extremamente perigosos, todos eles com mandados de prisão, decorrentes de condenações ou prisões cautelares. Alguns deles, inclusive, não se exclui a possibilidade que estejam foragidos no exterior, e a divulgação dessa lista tem a virtude de facilitar que esses indivíduos sejam encontrados, os mandados sejam cumpridos e eles sejam levados às cortes de Justiça ou para que as condenações sejam cumpridas e eles possam responder pelos crimes", afirmou Moro.

Outro criminoso com atuação em Mato Grosso do Sul que consta na lista dos mais procurados é o ex-policial militar Fábio Costa, conhecido como Pingo ou Japonês. Segundo o Ministério da Justiça, ele é suspeito de corromper agentes públicos. 

Pingo foi preso em 2011 pela Polícia Federal, na Operação Marco 334, deflagrada para desarticular uma quadrilha de contrabandistas de cigarros. Ele é suspeito de ter participado de ataque à casa de um inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de MS em 2017, após apreensão de uma carga de cigarros contrabandeados avaliadas em R$ 14 milhões. 

A plataforma pode ser acessada pelo endereço: www.novo.justica.gov.br/procurados/capa_interna

MILÍCIA ARMADA

Freires e Juanil participaram do assassinato do estudante de Direito Matheus Xavier, em abril do ano passado. Integrantes da equipe que investiga a organização confirmaram que os dois estão foragidos desde abril, logo depois que um homem (cuja identidade não será revelada), contratado pela quadrilha para hackear a rastrear o verdadeiro alvo da dupla: o policial militar Paulo Roberto Xavier (pai da vítima), prestou depoimento à Polícia Civil no inquérito que investiga o assassinato do estudante. 

O Correio do Estado apurou que o pagamento pelo crime seria de R$ 120 mil. 

Para comprovar o envolvimento de José Moreira Freires e Juanil Miranda Lima na execução do rapaz, os investigadores utilizaram os dados do rastreamento da tornozeleira eletrônica, fornecidos pela Agência de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), interceptação telefônica e depoimentos de pessoas muito próximas aos integrantes do grupo de extermínio. 

O trabalho de investigação ainda trouxe o envolvimento da dupla em outra execução: a do policial militar e ex-chefe de segurança da Assembleia Legislativa Ilson Martins de Figueiredo, em 11 de junho de 2018, em Campo Grande. As contas de Juanil no Google Drive armazenavam 26 fotografias da execução. Outro assassinato, o de Orlando da Silva Fernandes, o Bomba, ex-segurança de Jorge Rafaat, ocorrido em 28 de outubro do ano passado, também é investigado pela força-tarefa formada por Garras e Gaeco. Em outros depoimentos, uma outra execução, a de Marcel Costa Hernandes Colombo, o Playboy, também é creditada por testemunhas a este grupo de extermínio. 

POSICIONAMENTO

Deputado coronel diz que Flávio Bolsonaro é 'vítima' de divulgação seletiva

"E aqueles que envolvem a esquerda... será que vão vir a público ou eles vão fazer isso somente após as eleições?", questiona parlamentar que quis dar título de cidadão de MS para Jair

21/05/2026 12h47

Para Coronel David,

Para Coronel David, "divulgação seletiva" de áudios que mancham apenas um espectro político dificulta e pode impactar o Partido Liberal durante as eleições de 2026.  Arquivo/Reprodução

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Em meio à dança das cadeiras que ocorre na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, após recontagem de votos do Partido Liberal e troca proporcional de um parlamentar do PL por outro ligado à Social Democracia Brasileira (PSDB), o deputado Coronel David afirmou entre os corredores da Casa de Leis do MS que Flávio Bolsonaro vem sendo "vítima" de uma espécie de divulgação seletiva. 

Vale lembrar que, ainda na manhã de hoje (21), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Mato Grosso do Sul realizou uma recontagem dos votos recebidos pelo "Casal Trutis", por fraude e captação ilícita de votos, o que acabou impactando no mandato do deputado do PL na Assembleia Legislativa. 

Entretanto, para o deputado estadual pelo Partido Liberal em Mato Grosso do Sul, Carlos Alberto "Coronel" David dos Santos, a saída de um parlamentar do PL da Casa de Leis do MS não deve enfraquecer o projeto nacional de Flávio Bolsonaro. 

Para ele, tais movimentações sequer devem respingar como impactos diretos na campanha do presidenciável filho de Jair Bolsonaro, mas cita uma espécie de "divulgação seletiva" contra Flávio. 

"Não [sobre enfraquecer o projeto]! Apesar do direcionamento da divulgação desses áudios aí", comenta ele. 

O deputado justifica que, "esses áudios" - que ligam Flávio Bolsonaro a financiamentos milionários tratados diretamente com Daniel Vorcaro, a quem o presidenciável chama de "irmão" em suas falas - só teriam afrontado diretamente um único espectro político. 

"Porque só pegou a gente da direita, centro-direita... e aqueles que envolvem a esquerda", questiona o deputado. 

Indicando a suposta existência de áudios, ou provas, que também liguem figuras ligadas à esquerda ao recente escândalo do Banco Master, Coronel David complementa sua fala com uma dúvida: "... até agora não vieram a público, será que vão vir a público ou será que eles vão fazer isso somente após as eleições?". 

Cel. David

Campo-grandense nascido em 27 de janeiro de 1965, Carlos Alberto David dos Santos ingressou na Polícia Militar do Mato Grosso do Sul ainda aos 19 anos, como aluno oficial PM na Academia de Formação de Oficiais do Barro Branco, em São Paulo, declarado aspirante cerca de dois anos depois. 

Após passar pelos comandos das polícias Militar Ambiental e da Rodoviária Estadual (PMA e PRE), bem como ocupar o cargo de Comandante-Geral da PMMS, Coronel David entrou na política em 2014 e já em 2016 chegou à cadeira de deputado estadual. 

Depois, na esteira do "boom" vivido no Partido Social Liberal com a candidatura do ex-presidente pelo PSL, Cel. David chegou a declarar "apoio absoluto" a Jair Bolsonaro ainda em 2017, sendo ele, inclusive, o responsável por apresentar um projeto com intuito de dar ao "chefe" do bolsonarismo o título de cidadão sul-mato-grossense

David chegou a organizar visita de Bolsonaro a Nioaque, em 2017, quando o mesmo era candidato à presidência da República, com Jair apoiando o coronel em sua candidatura a prefeito de Campo Grande, nas eleições de 2018.

Entenda

Na manhã de hoje (21), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Mato Grosso do Sul realizou uma recontagem dos votos recebidos pelo "Casal Trutis", por fraude e captação ilícita de votos, o que acabou impactando no mandato do deputado do PL na Assembleia Legislativa e resultando em uma dança das cadeiras na Casa de Leis do MS. 

Toda essa movimentação e perda de cadeira do PL na Assembleia Legislativa do MS teve como estopim a fraude do "casal Trutis", nomes que cresceram na onda do bolsonarismo que teriam recebido R$2,026 milhões para campanha eleitoral pelo Partido Liberal de 2022 e, em tese, embolsaram parte dos recursos. 

Ambos do PL, Loester Carlos Gomes de Souza, o "Tio Trutis", e Raquelle Lisboa Alves Souza, foram condenados pela Justiça Eleitoral essa fraude e captação ilícita de votos impactou, agora, no mandato do colega de sigla, Neno Razuk. 

Saindo ele para deputado federal e ela para estadual, o "casal Trutis" somou a seguinte quantidade de votos em 2022: Loester Carlos Gomes de Souza, 21.784 votos; e Raquelle Lisboa Alves Souza, 10.782 votos.

Apesar de Neno Razuk possuir em seu desfavor uma condenação a  15 anos e 7 meses de prisão, sentenciado pelos crimes de organização criminosa, roubo e exploração do jogo do bicho, essa decisão ainda em primeira instância não foi a responsável por "puxar o tapete" de Neno Razuk na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, mas sim a fraude do casal eleito na mesma sigla. 

Porém, para Coronel David, é justamente essa "divulgação seletiva" de áudios que mancham apenas um espectro político o que realmente dificulta e pode impactar o Partido Liberal durante as eleições gerais de 2026. 

"É, a gente perde [com a divulgação seletiva], mas a gente agora tem que se empenhar cada vez mais para que o PL recupere isso nas eleições deste ano e a gente possa fazer uma maior bancada no ano que vem aqui na Assembleia", conclui. 

 

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freio nos penduricalhos

CNJ mantém sigilo sobre devassa nos supersalários dos juízes de MS

Auditoria foi concluída na última terça-feira, mas o Conselho não deu acesso ao conteúdo e nem informou se ou quando o resultado será tornado público

21/05/2026 12h10

Auditoria do CNJ abrangeu os três últimos salários pagos aos juízes e desembargadores de Mato Grosso do Sul

Auditoria do CNJ abrangeu os três últimos salários pagos aos juízes e desembargadores de Mato Grosso do Sul

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Depois de criar um grupo de trabalho para investigar supostas irregularidades dos úlimos três salários pagos a juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mantém sob sigilio o conteúdo do relatório, concluído na última terça-feira (19).

O grupo de trabalho foi instituído por meio de portaria publicada no diário oficial do CNJ no último dia 12 de maio. Os integrantes deste grupo receberam cinco dias para concluir a investigação. 

O Correio do Estado solicitiou acesso ao conteúdo da auditoria, mas a assessoria do Conselho limitou-se a informar que "conforme previsto na portaria, o relatório está sob análise do ministro-corregedor nacional de Justiça, min. Mauro Campbell Marques".  A assessoria não informou se ou quando os dados deste relatório serão tornados públicos. 

A auditoria, que também ocorreu no Tribunal de Justiça de Goiás, foi determinada pepois que veio a público a informação de que teve magistrado de Mato Grosso do Sul que recebeu até R$ 227 mil no começo de maio. 

A auditoria na folha de pagamento ocorreu por conta das polêmicas geradas após decisões  Supremo Tribunal Federal (STF) tomadas em 25 de março determinando que o teto salarial dos magistrados brasileiros é de R$ 78,8 mil, já incluídos os chamados penduricalhos. Em média, estas decisões, se cumpridas, vão reduzir em 50% os salários de juízes e integrantes do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

Por enquanto, porém, a determinação parece ter provocado efeito contrário e dezenas de juízes tiveram rendimentos brutos maiores que os dos meses anteriores e dezenas deles superaram os R$ 200 mil. No Ministério Público teve promotor que recebeu R$ 254 mil.

Dados do portal da transparência tornados públicos no dia 6 de maio revelam que o maior salário pago a um juiz chegou a R$ 227,36 mil. Depois dos descontos, o líquido ficou em "apenas" R$ 191 mil. 

O campeão no rankig salarial referente a abril (R$ 227 mil) está longe de ser um caso isolado. Praticamente todos os 37 desembargadores e juízes de entrância especial receberam acima dos R$ 190 mil.

E, ao contrário do previsto, todos eles receberam salário superior ao do mês anterior. Em março, o total da folha do Judiciário foi de R$ 123,73 milhões (sem contabilizar parte dos penduricalhos). Em abril, este montante saltou para R$ 140,15 milhões. 

E a maior parte deste aumento foi parao bolso dos juízes e desembargadores. A rubrica específica de "Vantagens Eventuais", que garantiu até R$ 155.272,86 para um único magistrado em abril, saltou de R$ 4,83 milhões em março para R$ 19,87 milhões no pagamento feito agora em maio.

Isso significa aumento superior a 310%  depois que o STF disse ter colocado limites nos penduricalos. Segundo o Tribunal de Justiça, Vantagens Eventuais são relativas a "abono constitucional de 1/3 de férias, indenização de férias, antecipação de férias, serviço extraordinário, substituição, pagamentos retroativos, além de outras desta natureza".

Ou seja, ao contrário daquilo que determinou o STF, os penduricalhos no judiciário estadual de Mato Grosso do Sul aumentaram. 

O Tribunal de Justiça atribuiu o aumento dos salários ao pagamento de férias não gozadas e que foram quitadas em um único mês. Além disso, alegou que STF e o CNJ adiaram para o início de maio a entrada em vigor do novo teto salarial (R$ 78,8 mil). 

Porém, a auditoria do CNJ também previa um pente-fino nos salários pagos nos dois meses aneriores, relativos a fevereiro e março.

NOTA DO TJMS

“Todos os valores pagos aos magistrados de Mato Grosso do Sul estão disponibilizados no portal da transparência para o devido acompanhamento público, com discriminação da natureza das verbas e respectivos valores remuneratórios. 

Os pagamentos relativos à folha ordinária e corrente do mês encontram-se dentro dos estreitos limites da decisão do Supremo Tribunal Federal, tendo ocorrido autorização expressa para repetição, no mês de abril, dos valores pagos na folha de março do corrente ano.  A decisão do Supremo Tribunal Federal, de 25.03.2026, teve sua vigência prorrogada, para incidir a partir do pagamento da folha de maio de 2026. 

Os valores maiores pagos durante o mês de abril, portanto, referem-se às verbas ordinárias, pagas na exata conformidade das determinações do Conselho Nacional de Justiça, acrescidas do valor correspondente à opção feita por quem preferiu não gozar das férias anuais correspondente a um período, que foram então indenizadas, devendo ser lembrado que os magistrados de todo o Brasil têm direito a sessenta dias de férias por ano, por força de disposição expressa na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Artigos 66 e 67 da LC 35/79). 

Nada existe de ilegal nesse procedimento, até mesmo porque o pagamento de indenização de férias não usufruídas por necessidade de serviço, de um período no ano, foi expressamente autorizado pelo Presidente do STF e pelo Corregedor Nacional de Justiça”.

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