Cidades

CARO

Placa Mercosul vai custar até R$ 300 em MS

Em outros estados valor é mais barato, chegando a ser R$ 100 no Paraná

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O emplacamento no padrão Mercosul poderá custar até R$ 300 em Mato Grosso do Sul. O serviço ficará mais caro em comparação com os valores antigos, mas os donos dos veículos terão facilidades, como a possibilidade de passar o valor no cartão de crédito ou até pedir a identificação visual pela internet, no caso de quem vive no interior.

O valor da nova placa no Estado é superior ao cobrado em outros lugares. No Paraná, por exemplo, quando o sistema foi adotado, em dezembro de 2018, as placas custavam em torno de R$ 250 para automóveis; hoje é possível encontrá-las com custo de aproximadamente R$ 100.

No Rio Grande do Sul, antes da implantação do novo modelo o preço praticado ficava entre R$ 120 e R$ 180. Já o valor da placa nova varia entre R$ 190 a R$ 250.

Em Mato Grosso do Sul, a emissão das chapas está suspensa durante toda a semana para que o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) faça a migração para o sistema novo.

Empresas estampadoras credenciadas junto ao órgão ficarão responsáveis pelo procedimento a partir de segunda-feira (3). Cada uma delas definirá seus preços, formas de pagamento e canais de atendimento com os clientes. A expectativa do poder público é que, com o tempo, a lógica do mercado torne os emplacamentos mais baratos, a exemplo do que aconteceu nos estados onde as placas novas já estão sendo disponibilizadas.

Na Capital, são quatro autorizadas a prestarem o serviço. A Íons, que fica no Bairro Coronel Antonino, é a mais adiantada nos preparativos e a única que já tem os valores definidos. A equipe do Correio do Estado esteve no local ontem (28) e foi informada de que o serviço custará R$ 150 para motos e R$ 290 para carros e não será parcelado.

Os carregamentos com a matéria-prima necessária já estão no local. As placas vêm prontas dos fornecedores cadastrados junto ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), já com o QR Code que guardará as informações do veículo. Elas só não tem ainda a sequência de números e letras, que será estampada na hora para o cliente.

A FS Placas, localizada no Bairro São Francisco, vai abrir oficialmente na segunda-feira (3), assim como a FR (Dourados) e FL (Três Lagoas). O preço ainda não está fechado, mas segundo o proprietário, Renato Douglas Righeti, deverá oscilar entre R$ 145 a R$ 150 a unidade, com possibilidade de passar no cartão de crédito. Motos só precisam de uma e carros necessitam de duas, no caso do primeiro emplacamento.

Contudo, o empresário lembra que as novas chapas não têm mais impressas o nome do estado onde foram confeccionadas. Assim, se alguém muda para outro lugar e transfere o documento do veículo, é feita alteração no cadastro, e não há necessidade de troca.

Além disso, segundo ele, se o condutor perde ou danifica apenas uma das placas em um acidente de trânsito, por exemplo, não precisa comprar o par, mas trocará somente a que está quebrada.

Já a GR Placas, localizada na Vila Soares, ainda não tem o preço pelo serviço. Ao Correio do Estado, atendentes informaram que ainda estão levantando os valores e tampouco sabem dizer se vão disponibilizar parcelamento ou pagamento pelo cartão.

A MS Placas, que fica na Vila Sobrinho, informou que o procedimento de emplacamento no padrão Mercosul ainda está indefinido e disse que não sabe quanto vai cobrar a partir de segunda-feira (3).

COMO FAZER

No caso de veículos novos, segundo o Detran, os proprietários vão até a sede do Detran na saída para Rochedo ou nas empresas terceirizadas para fazer a vistoria, portando a nota fiscal e documentos pessoais. Depois, devem ir até uma das unidades do órgão para impressão da documentação.

Com o Certificado de Registro de Veículo (CRV) e o Certificado de Licenciamento (CRLV) em mãos, basta ir até uma das estampadoras. 

Os atendentes vão jogar o número do registro no sistema e conferir qual a sequência de números e letras designada para aquele veículo, que é impressa na placa e fixada no carro.

Ontem (28), o Detran reforçou novamente que não vai mais fazer emplacamentos, nem emitir guia de pagamento da identificação visual ou interferir nos preços.

MUDANÇA E PRAZOS

No dia 31 de janeiro, o uso da placa Mercosul passa a ser obrigatório em todo o País. O prazo foi definido pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), no dia 28 de julho do ano passado. O sistema, que deveria ter entrado em operação em janeiro de 2016, teve seis adiamentos. A placa Mercosul, parecida com o sistema adotado na Europa, já está em vigor no Uruguai e na Argentina. Em breve, também será implantado no Paraguai e na Venezuela. Dos 26 estados brasileiros, apenas 10 já haviam aderido à nova Placa de Identificação Veicular (PIV): Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Rondônia.

VAQUINHA

Família faz campanha para ajudar menino de 8 anos após 10 cirurgias

Miguel Baltazar convive com complicações intestinais desde o nascimento e arrecada recursos para evitar outra colostomia

21/09/2026 17h15

Miguel Baltazar, de apenas oito anos

Miguel Baltazar, de apenas oito anos Foto: Arquivo Pessoal

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A família de Miguel Baltazar, de apenas 8 anos, natural de Rio Brilhante, iniciou uma campanha para arrecadar recursos e custear uma nova etapa do tratamento do menino, que enfrenta problemas intestinais desde o nascimento.

Desde o último dia 18 deste mês, a família do garoto arrecada dinheiro para o tratamento de uma fístula diagnosticada após a mais recente tentativa de reversão da colostomia. O garoto está internado no Hospital Universitário de Dourados onde passa por uma drenagem nesta segunda-feira (21). 

O objetivo da arrecadação é viabilizar a cauterização da fístula, procedimento buscado para o tratamento da complicação.

A família busca recursos para realizar o procedimento e tentar evitar que Miguel precise voltar a utilizar a bolsa. Ao Correio do Estado, a mãe Larissa Baltazar destacou que o objetivo é conseguir levar o filho ao Hospital das Clínicas de Curitiba.

"Queremos conseguir a tranferência para o Hospital das Clínicas de Curitiba, onde tem mais recursos, até mesmo para fazer as ressonâncias e os procedimentos que ele precisa, tudo isso é demorado e ele precisa fazer o quanto antes por conta das fistulas", disse a mãe.  

Procedimentos

Com apenas três dias de vida, o garoto precisou colocar uma bolsa de colostomia e, desde então, já passou por dez cirurgias.

O procedimento cria uma abertura no abdômen para permitir a saída das fezes, que passam a ser coletadas em uma bolsa presa ao corpo.

No caso de Miguel, o procedimento faz parte de uma longa rotina de tratamentos iniciada ainda nos primeiros dias de vida.

Entre cirurgias, reversões e complicações, a família trava uma batalha para que o pequeno Miguel viva a infância com menos limitações.

O que deveria fazer parte de seu tratamento acabou sendo o início de uma sequência de procedimentos que acompanha praticamente toda a vida do garoto.

A primeira tentativa de retirar a bolsa ocorreu quando Miguel tinha 1 ano e 6 meses. A esperança, porém, durou cerca de um mês, e Miguel precisou refazer a colostomia.

Um ano depois, aos 2 anos e 6 meses, veio uma segunda tentativa. Miguel passou pela reversão novamente e conseguiu permanecer aproximadamente dois meses sem a bolsa. Outra fístula, no entanto, levou à necessidade de uma nova colostomia.

Seis anos depois, Miguel enfrentou mais uma cirurgia de reversão. Desta vez, a expectativa era de finalmente deixar para trás uma rotina que o acompanha desde os primeiros dias de vida, contudo nova fístula foi diagnosticada.

“Eu só queria ter uma vida normal como as outras crianças”, relata Miguel em pedido à família. 

Para Miguel, a possibilidade representa muito mais do que deixar de usar uma bolsa. A colostomia trouxe limitações para atividades comuns da infância e acumulou experiências difíceis ao longo dos últimos oito anos.

Serviço 

Quem quiser contribuir diretamente com o tratamento de Miguel pode fazer uma doação por Pix:
Chave Pix: [email protected]

Eleições 2026

Eleitor tem até 3 de outubro para ativar e-Título antes das eleições

Aplicativo permite consultar local de votação e pode ser usado para identificação, mas primeiro acesso

21/09/2026 17h00

Antônio Cruz/Agência Brasil

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Quem pretende utilizar o e-Título nas Eleições 2026 precisa concluir o primeiro acesso e a validação do aplicativo até sábado (3), véspera do primeiro turno, marcado para domingo (4). A orientação é especialmente importante para quem ainda não acessou o aplicativo, já que o download e o primeiro acesso ficam indisponíveis no dia da votação.

Segundo o advogado especialista em Direito Eleitoral Newton Lins, o eleitor deve verificar antecipadamente se o aplicativo está funcionando e se os dados estão atualizados para evitar problemas no dia da eleição.

“O eleitor precisa entender que baixar o e-Título não significa que ele já estará pronto para ser utilizado. É necessário fazer o primeiro acesso e concluir a validação das informações. Deixar esse procedimento para o dia da eleição pode gerar uma dificuldade desnecessária justamente no momento em que o eleitor precisa estar com sua documentação regularizada”, afirma.

O e-Título também permite consultar o local de votação, a zona e a seção eleitoral. O serviço pode ser acessado pelo aplicativo e pelo Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A ferramenta pode ser utilizado como documento de identificação no momento da votação quando o aplicativo apresenta a fotografia do eleitor. Nesse caso, basta apresentar a tela do celular ou tablet com o documento digital.

Já quem possui e-Título sem fotografia precisa levar também um documento oficial de identificação com foto. Capturas de tela não substituem o aplicativo como documento de identificação.

Newton Lins orienta que essa conferência seja feita antes da eleição. “O uso do e-Título traz praticidade, mas também exige atenção às condições estabelecidas pela Justiça Eleitoral. O eleitor deve conferir previamente se a fotografia aparece no aplicativo e se os dados estão corretos. Caso não haja fotografia, é necessário levar um documento oficial com foto. O print também não substitui o aplicativo”, explica.

Além da identificação, o aplicativo reúne outros serviços eleitorais e permite consultar informações relacionadas à votação. A ferramenta utiliza mecanismos de segurança para validar a identidade do eleitor, incluindo recursos de validação facial.

Para o especialista, a conferência antecipada também deve incluir outras informações necessárias para o dia da votação. “A tecnologia facilita o acesso do cidadão aos serviços eleitorais, mas não elimina a necessidade de planejamento. Conferir o aplicativo, o local de votação e a documentação antes da eleição é uma forma de evitar imprevistos no dia do voto”, afirma.

O e-Título é gratuito e está disponível para celulares e tablets com sistemas Android e iOS. Para quem pretende utilizar a versão digital do título no primeiro turno, a recomendação é fazer o download, o primeiro acesso e a validação até 3 de outubro.

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