Cidades

CAMPO GRANDE

PM reprime baderna também em bares e feiras da cidade

PM reprime baderna também em bares e feiras da cidade

Vânya Santos

13/11/2011 - 00h00
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Depois de declarar guerra contra as farras nas conveniências e deflagrar operação para devolver sossego e tranquilidade à população, a Polícia Militar estendeu os trabalhos para os finais de feiras noturnas, que passaram a reunir baderneiros que tiram o sono dos moradores em diferentes regiões da cidade.

A feira livre do Bairro Alves Pereira, na região da saída para São Paulo, é um exemplo desse problema. Por conta disso, e diante das constantes reclamações de famílias residentes das imediações, no final da noite de sexta-feira e primeiros minutos de ontem, a PM decidiu intervir no local, dispersando perto de 200 pessoas que passam a madrugada ingerindo bebida alcoólica e dançando funk. O Bairro Coophavila II, na região da saída para Sidrolândia, também enfrenta o mesmo problema.

Ampliação
Na sexta-feira, o fato de a Operação Tranquilidade Pública, da PM, ter reduzido a presença de baderneiros nas proximidades de conveniências localizadas na região sul da Capital, possibilitou que militares estendessem o trabalho de fiscalização para finais de feira.
Policiais do 10º Batalhão, Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe) e Companhia Independente de Polícia Militar de Trânsito (Ciptran) dispersaram centenas de pessoas que promoviam farra no Alves Pereira.

Enquanto fiscalizavam conveniências, os militares voltaram a receber denúncias de moradores e foram até o cruzamento das ruas Waldemar Writh e Francisco Aguiar Pimenta, onde funciona uma feira livre todas as sextas-feiras. Ao chegar no local, o efetivo se deparou com mais de 200 pessoas ouvindo música em volume estridente, adolescentes consumindo álcool, dançando com roupas provocantes e criança de colo – acompanhantes das mães que buscavam diversão.

Moradores garantiram que homens armados conseguiram fugir ao perceber a presença da polícia. Momentos antes da chegada dos militares, jovens faziam manobras perigosas em motocicletas e até briga aconteceu no final da feira. Cerca de 100 pessoas foram revistadas. Uma faca e um soco inglês foram abandonados e apreendidos.

Aplausos
Muitos moradores que presenciaram a operação no Alves Pereira aplaudiram a chegada dos militares. Testemunhas, que não quiseram se identificar por medida de segurança, denunciaram que toda sexta-feira os baderneiros fecham a rua para dançar funk. “Para fazer a feira a gente tem que chegar cedo porque depois eles tomam conta da rua. As meninas de short curto se abaixam no asfalto e os homem ficam em cima delas. Carro de som é um mais alto que o outro e a conveniência vende bebida para menor. Esse ano a bagunça está demais e eles desafiam a polícia, mas isso tem que acabar”, reclamou uma moradora.

Ainda de acordo com as famílias, as mulheres levam bebês em carrinhos e se dividem entre cuidar do filho e dançar funk. A farra costuma avançar a madrugada de sábado e vizinhos garantem que chegam a decorar letras de tanto ouvir as músicas de apelação sexual.

“Quando acaba a feira eles ficam gritando na rua e batendo nos portões, parecem uns selvagens. E o que fica de camisinha na rua no dia seguinte? Eles transformam um terreno baldio que tem aqui em motel e escondem droga e arma”, garantiu outra moradora, que já denunciou a situação no Conselho Tutelar e no Disque 100.

 

Leia matéria no jornal Correio do Estado

Meio Ambiente

Com 175 mil árvores nas ruas, Campo Grande amplia monitoramento e manejo

Prefeitura aposta em inventário e acompanhamento técnico para orientar podas, plantios e intervenções na arborização urbana

21/09/2026 16h00

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A questão ganha destaque nesta segunda-feira (21), Dia da Árvore, em meio a uma política que envolve não apenas o plantio de novas mudas, mas também escolha de espécies, definição dos locais, acompanhamento do crescimento, podas e demais ações de manejo.

Em 2025, a Prefeitura produziu aproximadamente 40 mil mudas no Viveiro Municipal Flora do Cerrado. Dessas, 27.153 foram distribuídas à população. No mesmo ano, 9.429 mudas foram plantadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), por meio do Projeto Via Verde e de outras ações em praças, parques e áreas verdes.

A arborização urbana exige decisões que começam antes de a muda chegar à calçada. A escolha da espécie precisa considerar o espaço disponível, o tamanho que a árvore poderá atingir, as raízes, a largura da calçada, a existência de fiação elétrica e a presença de outros equipamentos urbanos.

O próprio Manual de Arborização Urbana de Campo Grande estabelece diretrizes para implantação e manutenção das árvores e aponta que a escolha inadequada pode gerar conflitos com a infraestrutura urbana e aumentar a necessidade de intervenções futuras.

É justamente nessa etapa que o município tenta ampliar o uso de dados. O Arbolink permite registrar informações das árvores e identificar situações que podem exigir acompanhamento ou manejo. O sistema, porém, ainda está em fase de construção do inventário, com pouco mais de 8 mil árvores cadastradas diante de uma estimativa de aproximadamente 175 mil no sistema viário.

9,4 mil árvores plantadas

A expansão da arborização também ocorre por meio do Projeto Via Verde, que prioriza o plantio em regiões com menor cobertura arbórea e em locais que receberam pavimentação recentemente.

Ao todo, foram 9.429 mudas plantadas em 2025. A Prefeitura afirma que a ampliação da infraestrutura verde busca contribuir para o conforto térmico, qualidade do ar, drenagem urbana, biodiversidade e qualificação dos espaços públicos.

Além do plantio feito diretamente pelo município, a população também recebe mudas produzidas no viveiro municipal. Durante a Semana da Árvore deste ano, estão sendo distribuídas 10 mil mudas de espécies frutíferas.

O crescimento da arborização também impõe um desafio à administração pública: manter árvores saudáveis sem criar conflitos com calçadas, redes elétricas, ruas e demais estruturas urbanas.

Por isso, o planejamento prevê acompanhamento técnico desde a escolha da espécie até o manejo das árvores adultas. Equipes da Prefeitura passam por capacitações para diagnóstico, avaliação das condições das árvores, planejamento das intervenções e prevenção de riscos.

Campo Grande aparece entre as capitais com maior presença de árvores nas vias. Segundo o Censo 2022 do IBGE, 91,4% dos moradores da Capital viviam em domicílios localizados em vias com pelo menos uma árvore, índice que colocou o município na primeira posição entre as capitais brasileiras nesse indicador.

A cidade também recebeu, em 2026, pelo sétimo ano consecutivo, o reconhecimento Tree Cities of the World, concedido pela Arbor Day Foundation em parceria com a FAO/ONU.

Mais do que ampliar a quantidade de árvores, entretanto, o desafio passa pelo acompanhamento de uma floresta urbana que já reúne dezenas de milhares de exemplares. 

Recurso

Voto valerá como prova de vida para beneficiários do INSS

Recurso passou por modificações para reduzir filas, custos e transtornos causados pelo comparecimento presencial

21/09/2026 15h45

Reprodução / TSE

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O comparecimento eleitoral valerá para a verificação no processo de Prova de Vida no INSS. O procedimento de revisão anual, focado em identificar se o titular do benefício previdenciário ou assistencial continua vivo para garantir a manutenção de pagamentos, abrange atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais. 

“A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explica o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, destacando a praticidade da medida. 

O recurso possível com a Prova de Vida passou por modificações para reduzir filas, custos e transtornos que o antigo modelo presencial gerava, especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

A partir da Lei nº 13.846/2019, o comparecimento presencial deixou de ser a regra, estabelecendo que o próprio Estado deve buscar, de forma proativa, dados que confirmem a vivacidade do cidadão perante a administração pública. Já a Portaria INSS nº 1.408/2022 estabelece a votação nas eleições como um dos critérios de comprovação de vida.

Ou seja, quem votar, estará dispensado de realizar outras formas de comprovação. “Além de simplificar a Prova de Vida a milhões de segurados, a medida também traz segurança ao pagamento de benefícios da Previdência Social”, aponta a presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ana Cristina Silveira.

Automatização 

Para os casos em que o cidadão não comparecer ao pleito eleitoral, o INSS continua utilizando o sistema SIRIS, que coleta diversas fontes de dados do governo em busca de outros eventos comprobatórios, como a emissão de documentos, movimentações registradas ou atendimentos realizados. O segurado só é convocado a regularizar a situação quando não é encontrada nenhuma fonte que confirme a sua vivacidade.

Números do cruzamento eleitoral 

A base de dados do TSE teve contribuição significativa para a Prova de Vida em 2024. Nesse período, foram registrados eventos eleitorais para 20.957.288 beneficiários, resultando na atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida.

Com informações de Governo Federal 

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