Cidades

LEVANTAMENTO

PM soma mil chamados para intervir em casos de violência doméstica em MS

Atendimentos de emergência da instituição são realizados através do disque 190

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A Polícia Militar acumula mais de mil atendimentos de emergência para intervir imediatamente em casos de violência doméstica este ano, número que corresponde a aproximadamente 20% do número total de vítimas deste crime no estado em 2026, segundo dados oficiais da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS).

De acordo com o Monitor da Violência contra a Mulher, lançado no ano passado pelo Poder Judiciário em parceria com a Sejusp-MS, são 1.067 atendimentos de emergência oriundos do Disque 190 em casos de violência doméstica. Em suma, a Polícia Militar é acionada nestes casos para agir com a intervenção imediata, visando a proteção da vítima e o encaminhamento do agressor para as autoridades competentes.

Pegando o mesmo período analisado (janeiro, fevereiro, março e começo de abril) e comparando com anos anteriores (de 2017 até 2025), este ano fica atrás no quesito somente para 2022, 2023 e 2024, quando foi registrado uma média aproximada de mais de 500 atendimentos de emergência por mês.

Como era de se esperar, Campo Grande lidera a estatística entre os 79 municípios sul-mato-grossenses, com 535 chamadas de emergência, seguido por Dourados, com 80, e Três Lagoas, com 45.

Vale destacar que este levantamento não equivale a quantidade de ocorrências e vítimas totais de violência doméstica no estado em 2026. Neste quesito, Mato Grosso do Sul acumula 5.546 vítimas em 100 dias este ano, uma média de quase 55 mulheres por dia sofrendo algum tipo de violência, seja física, psicológica ou emocional.

Até o momento, 9 mulheres foram mortas em MS por parceiros ou familiares, o chamado feminicídio. O caso mais recente foi da subtenente Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, que foi encontrada morta na sala de casa, ainda fardada, com marca de tiro no pescoço. O namorado da vítima, de 50 anos, estava com a arma na mão. 

De acordo com as investigações, o casal se relacionava há um ano e quatro meses e morava na mesma casa há dois meses. O caso foi confirmado como feminicídio após a perícia descartar a possibilidade de suícidio, versão que Gilberto contou depois de ser apontado como o principal suspeito.

Nova lei

Agressores que colocarem em risco a vida de mulheres e crianças em casos de violência doméstica deverão usar tornozeleira eletrônica de forma imediata.

A medida está prevista na Lei 15.383/2026, sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada nesta sexta-feira (10) no Diário Oficial da União. A norma já está em vigor e também autoriza delegados a determinarem o monitoramento em cidades sem juiz, além de ampliar recursos públicos para aquisição dos equipamentos.

A nova legislação altera a dinâmica das medidas protetivas ao tornar obrigatória a adoção da tornozeleira sempre que houver risco à integridade física ou psicológica da vítima ou de seus dependentes. Antes, a Lei Maria da Penha previa o monitoramento eletrônico apenas como uma possibilidade.

Outro ponto central é a ampliação da atuação das autoridades policiais. Em municípios que não são sede de comarca, delegados passam a poder determinar o uso do dispositivo, devendo comunicar a decisão ao Judiciário em até 24 horas. Caberá ao juiz avaliar a manutenção da medida e informar o Ministério Público.

A lei também estabelece que a vítima deverá receber um dispositivo de alerta capaz de avisar, em tempo real, sobre a aproximação do agressor. O sistema utiliza geolocalização para monitorar o cumprimento das chamadas áreas de exclusão, permitindo resposta mais rápida das forças de segurança em caso de violação.

Além do monitoramento, a norma endurece as penalidades. O descumprimento de medidas protetivas, como violar o perímetro estabelecido ou danificar o equipamento, terá aumento de pena de um terço à metade, sobre a base atual de dois a cinco anos de reclusão, além de multa.

A legislação também reforça políticas públicas de prevenção. Campanhas de enfrentamento à violência contra a mulher deverão incluir orientações sobre procedimentos policiais, funcionamento das medidas protetivas e formas de evitar a revitimização.

Para garantir a aplicação das medidas, o texto amplia de 5% para 6% a destinação de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública voltados ao combate à violência contra a mulher. O financiamento poderá ser usado, inclusive, para compra e manutenção de tornozeleiras e dispositivos de alerta.

Outro avanço é a transformação em política permanente do programa de monitoramento eletrônico e acompanhamento de vítimas. A iniciativa prevê a entrega de dispositivos portáteis que emitem alertas automáticos tanto para a mulher quanto para a polícia mais próxima, caso o agressor descumpra as restrições impostas pela Justiça.

A lei tem origem no Projeto de Lei 2.942/2024, apresentado pelos deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (PSol-RS). O foco principal da medida é fortalecer a prevenção e reduzir casos de feminicídio no país.

*Colaborou Alison Silva

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Bora Adotar?

Feira de adoção tem 20 gatos à espera de um lar

Animais são adultos e filhos, castrados e vacinados

11/04/2026 13h00

Cerca de 20 gatos estarão disponíveis para adoção neste sábado (11) na Cobasi

Cerca de 20 gatos estarão disponíveis para adoção neste sábado (11) na Cobasi Crédito: Instagram Amicats

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Se você está busca de um novo companheiro para alegrar o seu lar, a Cobasi será palco de uma Feira de Adoção realizada pela AmiCat's, contando com cerca de 20 gatos, sendo quatro adultos castrados e vacinados e filhotes, que foram resgatados e estão na esperança de encontrar um lar cheio de amor e carinho. A ação ocorre neste sábado, dia 11, das 9h às 15h, na Cobasi, localizada na avenida Afonso Pena, 3665, em Campo Grande. 

Para a presidente da Ong, Ana Cristina Castro, o ato de adotar um animalzinho vai muito além da ação, ela ressalta que cada nova adoção é mais uma oportunidade de outro animal ser resgatado. 

"Cada gato que levamos para uma feira carrega uma história de abandono, mas também uma enorme vontade de confiar novamente. A adoção é um ato de amor e responsabilidade, que muda completamente o destino desses animais. Quando alguém escolhe adotar, não está apenas levando um companheiro para casa, está salvando uma vida e abrindo espaço para que a AmiCat's possa resgatar outros. A gente precisa muito do apoio da população, seja adotando, divulgando ou ajudando de alguma forma", relata.  

A feira ressalta o compromisso da Ong com o resgate de animais. Todos os gatinhos foram resgatados, retirados das ruas ou salvos de maus-tratos. Antes de serem adotados e levados para um novo lar, a AmiCat's oferece toda uma estrutura de cuidados, para chegarem o mais saudável possível para seus novos companheiros.  

Caso tenha interesse em realizar uma adoção consciente, é necessário: 

  • Apartamento telado ou casa sem acesso à rua 
  • Levar caixa de transporte (ou adquirir no local) 
  • Fotos da residência (telas/muros) 
  • Documento com foto (CPF/RG ou CNH) 
  • Comprovante de endereço 
  • Ter mais de 18 anos e renda própria 
  • Caso não possua renda, a pessoa responsável deverá estar presente no momento da adoção 

Após a adoção a AmiCat's ainda realiza um acompanhamento que pode ir de 6 meses à 1 ano, verificando a vacinação, vermifugação e castração.

Para quem não consegue adotar mas quer ajudar a Ong de alguma forma pode contribuir via Pix pelo CNPJ 27.806.981/0001-15 ou acompanhar as ações pelo Instagram @ongamicats. 

* Serviço 

Feira de Adoção AmiCat's

  • Local: Cobasi Av. Afonso Pena, 3665
  • Data: Sábado 11 de abril de 2026
  • Horário: das 9h às 15h 
     

chikungunya

Em epidemia, Dourados recebe R$ 27 milhões do Ministério da Saúde

Município tem 10 mortes e mais de 2 mil casos confirmados por chikungunya

11/04/2026 12h00

A Força Nacional do SUS está na região desde 17 de fevereiro

A Força Nacional do SUS está na região desde 17 de fevereiro Foto: João Vitor Moura/Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde anunciou, nesta sexta-feira (10), repasse de R$ 27,5 milhões para ampliar o atendimento na rede de saúde em Dourados, município que vive epidemia de chikungunya nas últimas semanas.

O recurso será investido da seguinte forma:

  • R$ 19,3 milhões, por ano, ao Hospital Regional de Dourados (HRD)
  • R$ 325 mil, por ano, ao Hospital Universitário de Dourados (HU)
  • R$ 1,01 milhão por ano ao Hospital Missão Evangélica Caiuá, que presta atendimento especializado aos povos indígenas
  • Habilitação de 20 leitos de UTI Tipo II no Hospital Regional de Dourados, sendo 10 adultos e 10 pediátricos – investimento de R$ 3,94 milhões por ano
  • Unidade de Suporte Avançado (USA) e duas Unidades de Suporte Básico (USB) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) – investimento de R$ 426 mil por ano
  • Qualificação da Central de Regulação das Urgências (CRU) de Dourados – investimento de R$ 270 mil
  • Habilitação do Centro Especializado em Reabilitação (CER II) – investimento de 2,26 milhões

De acordo com o diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabelli, o investimento é uma resposta à emergência de chikungunya.

“Estamos mobilizando um aporte robusto para fortalecer toda a rede de atenção à saúde em Dourados, com foco na ampliação da média e alta complexidade, na habilitação de leitos e na qualificação dos serviços. Trata-se de uma resposta direta, estruturada e necessária para enfrentar a emergência de chikungunya, especialmente nos territórios indígenas”.

Paralelamente, o Ministério da Saúde atua em campo para evitar o avanço da doença no município:

  •  50 novos agentes de combate às endemias, 40 militares do Exército Brasileiro e 21 voluntários da Defesa Civil estadual atuam pessoalmente nas aldeias Jaguapiru e Bororó e Reserva Indígena de Dourados, realizando visitas domiciliares, eliminação de criadouros e aplicação de inseticida com equipamentos de Ultra Baixo Volume (UBV) costal
  • Instalação de Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs)

A Força Nacional do SUS está na região desde 17 de fevereiro e já realizou 1,9 mil atendimentos, 349 visitas domiciliares e removeu de 123 pacientes para unidades de média e alta complexidade.

NÚMEROS

Dados do Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS) apontam que 2.102 casos confirmados e 10 mortes por chikungunya foram registrados entre 1° de janeiro e 10 de abril de 2026.

Vale ressaltar que 80% desses casos foram confirmados em reservas indígenas. O boletim ainda mostra 43 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

Os óbitos foram registrados em Dourados, Bonito, Jardim e Fátima do Sul. Entre as vítimas, cinco possuíam algum tipo de comorbidade.

Dados do Ministério da Saúde mostram que o coeficiente de incidência de chikungunya em Mato Grosso do Sul é de 144 casos por 100 mil habitantes. O número é 13 vezes maior do que a média nacional.

A Força Nacional do SUS está na região desde 17 de fevereiro

CHIKUNGUNYA

A Chikungunya é uma arbovirose transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti.

Os sintomas são febre, dor de cabeça e dores nas articulações. O tratamento da Chikungunya é sintomático, ou seja, feito para aliviar os sintomas.

Recomenda-se ingestão de líquidos, de paracetamol ou dipirona em caso de dor. Em hospitais, o tratamento é realizado com líquidos intravenosos.

A doença pode evoluir para três fases: febril ou aguda, pós-aguda e crônica.

A fase aguda tem duração de 5 a 14 dias. A fase pós-aguda tem duração de até 3 meses. Se os sintomas persistirem por mais de 3 meses após o início da doença, considera-se fase crônica.

Os anti-inflamatórios não esteroides e corticosteróides não devem ser utilizados na fase aguda da doença. O ácido acetilsalicílico também é contraindicado na fase aguda.

COMBATE AO MOSQUITO

As melhores formas de prevenir e combater a proliferação do mosquito Aedes Aegypti são:

  • Evitar deixar água parada em vasos de plantas;
  • Manter caixas d’água bem fechadas;
  • Eliminar acúmulo de água sobre a laje;
  • Manter garrafas e latas tampadas;
  • Fazer manutenção em piscinas;
  • Manter pneus ou outros objetos que possam acumular água em locais cobertos;
  • Tampar ralos;
  • Usar repelentes;
  • Fumacê;
  • Método Wolbachia.

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