Cidades

DESDOBRAMENTOS

PMs que atiraram pelas costas são presos após afastamento em MS

Crime foi registrado por câmeras de monitoramento de circuito interno, com pedido de prisão preventiva feito através da  Corregedoria-Geral no curso do Inquérito Polícia Militar (IPM)

Continue lendo...

Em desdobramento do crime registrado no último dia de março, a Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) anunciou recentemente a prisão dos dois agentes suspeitos pela morte de Wellington dos Santos Vieira, o "Bola". 

Em um primeiro momento, como imagens de monitoramento de circuito interno que passaram a circular pelas redes sociais registraram o crime contra "Bola", a Polícia Militar já havia determinado o afastamento dos agentes envolvidos, sem divulgar até então a identidade dos policiais envolvidos. 

Agora, o Poder Judiciário atendeu a solicitação feita através da  Corregedoria-Geral no curso do Inquérito Polícia Militar (IPM), decretando agora a prisão temporária de dois policiais militares envolvidos na ocorrência. 

Em informe sobre o andamento das investigações, a Corregedoria destaca que esses dois policiais militares serão encaminhados até o Presídio Militar Estadual, "onde permanecerão à disposição do Poder Judiciário".  

"A medida foi requerida após rigorosa análise técnico-jurídica dos elementos de prova colhidos, fundamentando-se na necessidade de resguardar a ordem pública e assegurar a integridade e a lisura das investigações em curso", cita a nota encaminhada à imprensa em geral. 

Entenda

Todo esse caso teve início após duas pessoas serem encontradas mortas dentro da própria casa. Nessa ocasião a própria filha do casal, de 26 anos, foi presa sob a suspeita de que teria encomendado a morte dos pais: Maria Clair Luzni, de 46 anos, e Vilson Fernandes Cabral, de 50 anos. 

Wellington, o "Bola", foi listado como um dos suspeitos de ter sido contratado para executar esse crime, junto de David Vareiro Machado, que por sua vez foi encontrado morto um dia após o achado dos corpos do casal. 

Conforme repassado pela delegada Tatiana Zyngier, a morte de David estaria diretamente associada a um desacordo comercial entre ele e os mandantes do assassinato, mais especificamente "uma briga por valores em razão de um serviço prestado", o crime contra o casal. 

Como consta descrito em boletim de ocorrência, os policiais relataram que Wellington teria atacado um dos agentes com uma faca, que por sua vez teriam efetuado disparos em resposta para preservarem a própria vida.

No entanto, através do vídeo nota-se que "Bola" aparece correndo antes de receber tiros nas costas, caindo imediatamente no chão em seguida. Confira: 

Abaixo, você também confere na íntegra a nota encaminhada pela Corregedoria sobre a prisão dos agentes suspeitos da morte de "Bola". 

"A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), por intermédio de sua Corregedoria-Geral, informa à sociedade o andamento das investigações sobre a atuação de policiais militares no município de Anastácio/MS, ocorrida em 31/03/2026. 

No curso do Inquérito Policial Militar (IPM), foi solicitado pela Corregedoria-Geral, e concedido pelo Poder Judiciário, o decreto de prisão temporária de dois policiais militares envolvidos na ocorrência.  

A medida foi requerida após rigorosa análise técnico-jurídica dos elementos de prova colhidos, fundamentando-se na necessidade de resguardar a ordem pública e assegurar a integridade e a lisura das investigações em curso.  

Os dois policiais militares serão encaminhados ao Presídio Militar Estadual, onde permanecerão à disposição do Poder Judiciário.  

A PMMS reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a responsabilização, assegurando que os fatos serão apurados com rigor, isenção e respeito às normas do Estado Democrático de Direito"

von Richthofen de MS

Em depoimento à Polícia Civil de Anastácio, Maria de Fátima Luzini, de 26 anos, confessou que foi a mandante do assassinato dos próprios pais: Maria Clair Luzni, de 46 anos, e Vilson Fernandes Cabral, de 50 anos. 

Porém, afirmou aos agentes que o plano inicial era apenas dar um "susto" na mãe e no pai, sendo que toda essa situação teria saído do controle, resultando na execução a facadas dos dois, crime que aconteceu ainda na quinta-feira (26 de março), com os corpos localizados apenas após 48 horas. 

Logo no dia seguinte, David Vareiro Machado foi encontrado morto, sendo esse um dos principais suspeitos de ter participado da execução do casal.

Investigação mais detalhada concluiu que Wendebrson Haly Matos da Silva, companheiro de Maria de Fátima, matou David depois de "desentendimentos comerciais". 

Semelhante ao crime que assolou a família  von Richthofen, quando Manfred e Marísia foram mortos a pauladas pelas mãos dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, se confirmadas as acusações contra Maria de Fátima e Wendebrson Haly, eles devem responder por homicídio qualificado e serem penalizados com reclusão de 12 a 30 anos, conforme o Código Penal.
**(Colaboraram Felipe Machado e Noysle Carvalho)

 

Assine o Correio do Estado

Meio Ambiente

Com 175 mil árvores nas ruas, Campo Grande amplia monitoramento e manejo

Prefeitura aposta em inventário e acompanhamento técnico para orientar podas, plantios e intervenções na arborização urbana

21/09/2026 16h00

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

A questão ganha destaque nesta segunda-feira (21), Dia da Árvore, em meio a uma política que envolve não apenas o plantio de novas mudas, mas também escolha de espécies, definição dos locais, acompanhamento do crescimento, podas e demais ações de manejo.

Em 2025, a Prefeitura produziu aproximadamente 40 mil mudas no Viveiro Municipal Flora do Cerrado. Dessas, 27.153 foram distribuídas à população. No mesmo ano, 9.429 mudas foram plantadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), por meio do Projeto Via Verde e de outras ações em praças, parques e áreas verdes.

A arborização urbana exige decisões que começam antes de a muda chegar à calçada. A escolha da espécie precisa considerar o espaço disponível, o tamanho que a árvore poderá atingir, as raízes, a largura da calçada, a existência de fiação elétrica e a presença de outros equipamentos urbanos.

O próprio Manual de Arborização Urbana de Campo Grande estabelece diretrizes para implantação e manutenção das árvores e aponta que a escolha inadequada pode gerar conflitos com a infraestrutura urbana e aumentar a necessidade de intervenções futuras.

É justamente nessa etapa que o município tenta ampliar o uso de dados. O Arbolink permite registrar informações das árvores e identificar situações que podem exigir acompanhamento ou manejo. O sistema, porém, ainda está em fase de construção do inventário, com pouco mais de 8 mil árvores cadastradas diante de uma estimativa de aproximadamente 175 mil no sistema viário.

9,4 mil árvores plantadas

A expansão da arborização também ocorre por meio do Projeto Via Verde, que prioriza o plantio em regiões com menor cobertura arbórea e em locais que receberam pavimentação recentemente.

Ao todo, foram 9.429 mudas plantadas em 2025. A Prefeitura afirma que a ampliação da infraestrutura verde busca contribuir para o conforto térmico, qualidade do ar, drenagem urbana, biodiversidade e qualificação dos espaços públicos.

Além do plantio feito diretamente pelo município, a população também recebe mudas produzidas no viveiro municipal. Durante a Semana da Árvore deste ano, estão sendo distribuídas 10 mil mudas de espécies frutíferas.

O crescimento da arborização também impõe um desafio à administração pública: manter árvores saudáveis sem criar conflitos com calçadas, redes elétricas, ruas e demais estruturas urbanas.

Por isso, o planejamento prevê acompanhamento técnico desde a escolha da espécie até o manejo das árvores adultas. Equipes da Prefeitura passam por capacitações para diagnóstico, avaliação das condições das árvores, planejamento das intervenções e prevenção de riscos.

Campo Grande aparece entre as capitais com maior presença de árvores nas vias. Segundo o Censo 2022 do IBGE, 91,4% dos moradores da Capital viviam em domicílios localizados em vias com pelo menos uma árvore, índice que colocou o município na primeira posição entre as capitais brasileiras nesse indicador.

A cidade também recebeu, em 2026, pelo sétimo ano consecutivo, o reconhecimento Tree Cities of the World, concedido pela Arbor Day Foundation em parceria com a FAO/ONU.

Mais do que ampliar a quantidade de árvores, entretanto, o desafio passa pelo acompanhamento de uma floresta urbana que já reúne dezenas de milhares de exemplares. 

Recurso

Voto valerá como prova de vida para beneficiários do INSS

Recurso passou por modificações para reduzir filas, custos e transtornos causados pelo comparecimento presencial

21/09/2026 15h45

Reprodução / TSE

Continue Lendo...

O comparecimento eleitoral valerá para a verificação no processo de Prova de Vida no INSS. O procedimento de revisão anual, focado em identificar se o titular do benefício previdenciário ou assistencial continua vivo para garantir a manutenção de pagamentos, abrange atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais. 

“A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explica o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, destacando a praticidade da medida. 

O recurso possível com a Prova de Vida passou por modificações para reduzir filas, custos e transtornos que o antigo modelo presencial gerava, especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

A partir da Lei nº 13.846/2019, o comparecimento presencial deixou de ser a regra, estabelecendo que o próprio Estado deve buscar, de forma proativa, dados que confirmem a vivacidade do cidadão perante a administração pública. Já a Portaria INSS nº 1.408/2022 estabelece a votação nas eleições como um dos critérios de comprovação de vida.

Ou seja, quem votar, estará dispensado de realizar outras formas de comprovação. “Além de simplificar a Prova de Vida a milhões de segurados, a medida também traz segurança ao pagamento de benefícios da Previdência Social”, aponta a presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ana Cristina Silveira.

Automatização 

Para os casos em que o cidadão não comparecer ao pleito eleitoral, o INSS continua utilizando o sistema SIRIS, que coleta diversas fontes de dados do governo em busca de outros eventos comprobatórios, como a emissão de documentos, movimentações registradas ou atendimentos realizados. O segurado só é convocado a regularizar a situação quando não é encontrada nenhuma fonte que confirme a sua vivacidade.

Números do cruzamento eleitoral 

A base de dados do TSE teve contribuição significativa para a Prova de Vida em 2024. Nesse período, foram registrados eventos eleitorais para 20.957.288 beneficiários, resultando na atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida.

Com informações de Governo Federal 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).