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Polícia Civil de Pernambuco vem ao Pantanal para combater lavagem de dinheiro e tráfico

Operação chamada Olho da Providência prendeu empresário em Ladário e foi desencadeada em 10 estados

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Investigação que é conduzida desde 2020 pela Polícia Civil de Pernambuco levou a ramificação que gerou operação nesta quarta-feira (7) em Ladário e em Corumbá. A apuração é contra crimes de lavagem de dinheiro, de ordem tributária e tráfico de drogas. Foram expedidos 16 mandados de prisão preventiva e 53 de busca e apreensão em cidades de Pernambuco, além de um mandado de prisão para Ladário e de busca e apreensão em Corumbá.

Para atuar na região de Mato Grosso do Sul, as Polícias Civis de Corumbá e Ladário deram apoio na operação batizada de Olho da Providência. Equipes do Setor de Investigação Geral (SIG) das Delegacias das duas cidades acompanharam os policiais civis pernambucanos em diligências realizadas durante toda a manhã.

Em Ladário, os policiais conseguiram prender um homem de 24 anos proprietário de um supermercado no município. Conforme as autoridades, ele é suspeito de praticar lavagem de capitais e crimes contra a ordem tributária para a organização criminosa que tem atuação no Nordeste do país. Ainda houve mandado de busca e apreensão realizado em uma residência. 

Em Corumbá, as equipes fizeram busca domiciliar em três endereços ao mesmo tempo. Esses locais são ligados a suspeitos de também praticarem lavagem de dinheiro a partir de empresas de fachada. Ninguém foi preso nessas atuações.

Os policiais conseguiram apreenderam aparelhos celulares, documentos e computadores, que agora vão ser levados para a Perícia Criminal averiguar informações e contribuir no inquérito da investigação. O homem preso em Ladário prestou depoimento e segue detido na Delegacia do município, mas por conta do mandado de prisão preventiva (sem período para encerrar) ele deve ser transferido para a Penitenciária de Corumbá.

Em Pernambuco, os policiais deflagraram a operação nas cidades de Floresta, Ibimirim, Arcoverde, Serra Talhada, que ficam no Sertão; e em Buíque, localizada no Agreste pernambucano. 

O delegado seccional de Floresta, no Permambuco, Henrique Paiva detalhou que foi preciso envolvimento de várias forças de segurança para conseguir atuar contra a organização criminosa, que atua em 10 estados, incluindo Mato Grosso do Sul. 

“A operação visa desarticular organização criminosa, cuja as atividades alcançaram 10 estados brasileiros. As investigações tiveram início em dezembro de 2020, quando, na oportunidade, foi identificada atividades de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. As diligências que se seguiram tiveram apoio e assessoria da Diretoria de Inteligência e do Laboratório de Lavagem de Dinheiro. A Polícia Civil de Pernambuco contou com o apoio, na manhã de hoje, de mais de 11 Polícias Civis, da Polícia Militar de Pernambuco, da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), da Polícia Federal no Amazonas e para integração das forças de segurança nos Estados contou com a Secretaria de Operações Integradas, do Ministério da Justiça”, explicou o delegado, em vídeo divulgado pela corporação pernambucana. 

A investigação prossegue para analisar todos os documentos apreendidos e também analisar os depoimentos das 16 pessoas que foram presas nos estados de Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Acre, Maranhão e Ceará.

Transporte Público

Dois meses após venda, troca do Guaicurus segue sem aval da prefeitura

Adriane disse em coletiva que documento sobre intervenção deve ser entregue nesta semana, mas ainda sem data para reunião de definição

21/09/2026 13h30

Ônibus do transporte coletivo de Campo Grande

Ônibus do transporte coletivo de Campo Grande

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Dois meses após o anúncio da venda do Consórcio Guaicurus para o Grupo HP Mobilidade, a troca de controle do transporte coletivo de Campo Grande continua sem aval da Prefeitura. A definição também segue atrelada ao relatório da intervenção no sistema, que ainda não foi entregue à prefeita Adriane Lopes.

Questionada nesta segunda-feira (21) sobre o andamento da situação, durante agenda da Prefeitura, Adriane afirmou que o documento deve ser concluído nesta semana, mas ainda não há data definida para a reunião que deverá discutir os próximos passos. “É essa semana que sai o relatório. Não sei quando vai ser a reunião. Ainda não recebi esse relatório”, disse a prefeita.

A indefinição ocorre enquanto a Prefeitura também aguarda a apresentação formal do plano de melhorias que deverá ser executado pelo grupo interessado em assumir o controle do consórcio. Sem essa documentação, a administração municipal ainda não deu aval definitivo para a mudança.

A venda do Guaicurus foi anunciada em julho, quando o Grupo HP Mobilidade, de Goiás, confirmou a aquisição do controle do consórcio. A operação, porém, não representa uma troca imediata na administração do transporte coletivo, já que depende de uma série de procedimentos e autorizações.

Enquanto isso, a intervenção decretada pela Prefeitura em junho continua em andamento. O Município assumiu temporariamente a gestão do serviço diante da crise financeira e operacional enfrentada pelo consórcio e passou a levantar informações sobre a situação das empresas que integram a concessão.

O relatório dos primeiros 90 dias da intervenção é aguardado pela administração municipal e deve reunir informações sobre as condições financeiras e operacionais do sistema, além de apontar problemas encontrados durante o período de gestão municipal.

RELEMBRE

A crise do transporte coletivo se arrasta há anos e chegou a um dos momentos mais delicados neste ano. Antes da intervenção, o sistema acumulava reclamações relacionadas à qualidade do serviço, atrasos e viagens não realizadas, além de problemas financeiros das empresas.

Em audiência pública realizada neste em 2026, foram apresentados mais de 15 mil autos de infração registrados entre 2021 e 2025. Desse total, 12.279 eram relacionados ao descumprimento de horários e 3.444 à omissão de viagens.

A situação também foi marcada por paralisações de trabalhadores e dificuldades financeiras do consórcio. Em junho, a Prefeitura formalizou a intervenção, com prazo de 180 dias, para assumir o controle temporário e avaliar as condições da concessão.

Agora, dois meses depois do anúncio da venda, a definição sobre quem efetivamente ficará à frente do transporte coletivo continua pendente.

Agora é lei

Novas regras permitem até caminhonete ser táxi em Campo Grande

Atualização traz mudanças que liberam taxistas a rodarem pela faixa que até então era exclusiva para ônibus

21/09/2026 13h03

Evento de assinatura foi realizado no teatro Octávio Guizzo, localizado no Paço Municipal

Evento de assinatura foi realizado no teatro Octávio Guizzo, localizado no Paço Municipal Marcelo Victor/Correio do Estado

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Durante a manhã desta segunda-feira (21), a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), assinou decretos para modernizar um serviço da Capital que, entre outros pontos, permitirá agora até caminhonetes serem táxi em Campo Grande. 

Esse evento de assinatura foi realizado no teatro Octávio Guizzo, localizado no Paço Municipal campo-grandense, formalizando os novos normativos divulgados pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) ligados ao serviço de táxi da Capital. 

Entre os pontos que mais chamam atenção está justamente a mudança que permite agora que até mesmo caminhonetes sejam incluídas na frota de táxi campo-grandense, conforme os parâmetros e critérios estipulados pela Agência Municipal. 

Nas palavras do diretor-presidente da Agetran, Ciro Ferreira, além de trazer evolução para essa classe trabalhadora, as alterações refletem ainda em melhores ofertas de serviço para a própria população. 

Todas as novas regras serão estabelecidas através de decretos e portarias que, segundo o Executivo, devem esclarecer os critérios para cada veículo e os demais procedimentos para homologação e condições de aplicação dessa e outras medidas. 

Mais mudanças

Outro ponto diferente apresentado hoje (21) é a regulamentação da categoria "executiva" desse tipo de transporte, chamada de "táxi black", que deverá apresentar veículo de padrão mais elevado e um serviço personalizado de maior conforto aos passageiros. 

Porém, as alterações não se restringem aos tipos de novos veículos que passam a rodar como táxis, mas também toda a categoria é contemplada através da mudança que libera os taxistas a rodarem nas faixas exclusivamente destinadas ao transporte público, sem que isso se caracterize infração de trânsito. 

"Hoje é um dia muito importante para a categoria dos taxistas de Campo Grande. Estamos atualizando as legislações e modernizando o serviço da nossa cidade. Estamos com o estudo há algum tempo, houve a alteração a nível nacional e Campo Grande sai na frente", como bem esclarece a chefe do Executivo da Cidade Morena, Adriane Lopes (PP). 

Há tempos a ligação entre taxistas e faixas de ônibus vêm rendendo na Capital, com um corredor "ainda mais exclusivo" rendendo multas aos trabalhadores, em uma situação que, inclusive, foi corrigida e revertida uma semana depois pela Agetran

As alterações locais também prorrogam por seis meses o prazo para substituição de veículos da frota que alcançariam neste ano a idade máxima permitida em 2026.

 

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