Cidades

PRISÃO

Polícia Civil prende suspeitos que mataram homem no Inferninho, em Campo Grande

Praticantes de rapel encontraram o corpo de Guilherme Carlos Canozi com sinais de violência, no dia 22 de março

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A Polícia Civil, através da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), prendeu dois homens, suspeitos de participarem do homicídio de Guilherme Carlos Canozi (29), no dia 22 de março. Na ocasião, o corpo da vítima foi encontrado na cachoeira do Inferninho, em Campo Grande.

A investigação teve início logo após a notícia de que praticantes de rapel, que frequentavam o local, teriam encontrado o corpo de Guilherme Carlos com sinais de violência. No momento em que foi achado, o homem não portava documentos e utilizava uma tornozeleira eletrônica.

Após exame pericial necropapiloscópico, realizado pelo Instituto de Identificação, a vítima foi identificada e, com isso, os policias tiveram acesso ao histórico de seu monitoramento, por intermédio do qual as autoridades conseguiram estabelecer a dinâmica de seus últimos movimentos que levaram aos suspeitos, com idades de 22 e 44 anos.

Durante a investigação, os policiais identificaram o local onde a vítima havia sido mantida em cárcere na noite anterior ao crime e o veículo no qual foi levada até a cachoeira do Inferninho, onde foi morta com golpes de faca.

Foram cumpridos dois mandados de prisão temporária, além de outros dois de busca e apreensão expedidos pela Justiça.

A investigação segue, a fim de apurar a participação de outros coautores.

Duas mortes no Inferninho

Além de Guilherme Carlos Canozi, uma mulher, de 51 anos, identificada como Giovana Castura Werner, foi encontrada nas proximidades da Cachoeira do Inferninho, no dia 22 de março, com um tiro na cabeça.

A partir disso a investigação conseguiu localizar o veículo da vítima abandonado no bairro Jardim Colúmbia nas proximidades da saída de Cuiabá.

O automóvel foi apreendido e submetido à perícia, sendo encontrado sangue, uma pá no porta-malas e um projétil de arma de fogo. O caso, que inicialmente estava sendo investigado pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM), e depois passou a ser responsabilidade da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção às Pessoas (DHPP).

Embora, coincidentemente, os corpos de Guilherme e Giovana tenham sido encontrados na Cachoeira do Inferninho, em um intervalo curto de tempo, as autoridades afirmam que os casos, a princípio, não apresentam relação entre si, considerando as diferenças nos modos de execução.

 

TENTATIVA DE FEMINICÍDIO

Homem ateia fogo na própria casa após pedido de medida protetiva

Segundo pedido de proteção aguardava aprovação da Justiça, após revogação do primeiro para que ela cuidasse da saúde do incendiário

05/05/2026 11h20

Osvaldo Duarte/Dourados News

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Durante a noite desta segunda-feira (04), um homem de 64 anos foi preso após atear fogo em sua própria casa em tentativa de matar a esposa, no interior de Mato Grosso do Sul. Ele fugiu do local durante o incêndio e retornou depois, onde foi preso em flagrante pela Polícia Militar.

O caso aconteceu no município de Dourados a menos de 230 quilômetros de Campo Grande. Conforme informações de jornais locais, a vítima de 62 anos, mantinha um relacionamento com o homem e anteriormente ela estava com medida protetiva contra ele ainda em fevereiro deste ano.

Posteriormente o homem teria tido problemas de saúde, e a vítima solicitou revogação da medida para prestar cuidados e apoio. No início de maio, ela realizou um novo pedido de proteção e aguardava a decisão da Justiça.

Segundo informações, durante a tarde de ontem o homem teria falado para o filho que cometeria "algo grandioso". Após chegar em casa, na rua José Ferreira Filho, por volta das 19h40, o suspeito jogou álcool pela casa nos móveis, espalhando principalmente na cama e sofá, e ateou fogo.

Conforme registros parte da casa foi destruída e o homem fugiu após o crime. A Polícia Militar foi acionada, mas não chegou a tempo de localizar o incendiário.

A vítima foi acompanhada pela equipe policial até a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) para dar depoimento. Durante o atendimento, a PM recebeu a denúncia de que o homem teria retornado ao imóvel queimado.

No local, os agentes localizaram o homem escondido debaixo de uma mesa dentro da casa. Ele então foi detido e encaminhado à delegacia. O caso é tratado como incêndio criminoso.

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CRIME

Pastor é condenado a 71 anos de prisão por estuprar a filha

Réu começou a abusar da filha em 2017, quando ela tinha 13 anos; ele se aproveitava de momentos em que ficavam sozinhos ou dopava membros da família para estuprá-la

05/05/2026 11h10

Cela - foto de ilustração

Cela - foto de ilustração DIVULGAÇÃO/MPMS

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Pastor evangélico, que não teve a identidade divulgada, foi condenado a 71 anos, sete meses e 22 dias de reclusão em regime fechado, por estuprar a própria filha desde os 13 anos de idade dela.

Além da prisão, teve que pagar indenização mínima de R$ 10 mil por danos morais à vítima.

Ele vai responder pelos crimes de estupro de vulnerável (reiteradas vezes), estupro qualificado (vítima menor de 18 anos), estupro (após a maioridade da vítima), stalking (perseguição) e violência psicológica contra a mulher.

De acordo com o Ministério Público (MPMS), o réu começou a abusar da filha em 2017, quando ela tinha 13 anos. Ele se aproveitava de momentos em que ficavam sozinhos ou dopava membros da família para estuprá-la.

Após o falecimento da mãe da vítima em 2021, o autor intensificou o horror, forçando a filha a assumir um papel de "esposa" dentro da residência.

Por vários anos, praticou agressões físicas, manteve a vítima em cárcere e isolamento, causou danos emocionais por meio de xingamentos como "mentirosa" e "vagabunda" e a proibiu de visitar familiares.

Ele utilizava sua "autoridade espiritual", como pastor evangélico, para silenciar a família e perpetuar as agressões físicas, sexuais e verbais.

A condenação do réu foi garantida pela 65ª e 66ª Promotoria de Justiça – Ministério Público de Mato Grosso do Sul – de Campo Grande.

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