Cidades

REAÇÃO

Polícia estadual intercepta uma tonelada de cocaína em três dias

Na noite desta sexta-feira, policiais do Batalhão de Choque apreenderam na Capital 114 quilos do entorpecente que vinham da Bolívia

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Com ajuda de um cão farejador, policiais do Batalhão de Choque apreenderam 114 quilos de cocaína na noite desta sexta-feira (07) na região do Indubrasil, na saída de Campo Grande para Corumbá. Esta foi a terceira grande apreensão de cocaína da polícia estadual em três dias, totalizando 994 quilos, o equivalente a cerca de 50% das apreensões do primeiro semestre inteiro. 

Conforme nota divulgada pelo Batalhão de Choque, os agentes interceptaram a carreta porque o motorista transitava em velocidade acima do permitido. O condutor parou de imediato e ao checarem a documentação do motorista, os policiais descobriram que havia um mandado de prisão em aberto na comarca de Uberaba, em Minas Gerais.

E por conta desse mandado já foi preso. Mas, ao tentar justificar o motivo de sua pressa, acabou revelando que fora contratado na manhã de sexta-feira para buscar a carreta em Miranda mas não soube informar com exatidão quem era o contratante e nem qual seria o destino do caminhão. Disse não saber nem mesmo quanto receberia pelo serviço.

Após as contradições, os policiais decidiram fazer uma vistoria minuciosa na carreta e com ajuda de um cão farejador encontraram 109 tabletes de cocaína nos estepes do veículo. Os 114 quilos de cocaína procedentes da Bolívia foram avaliados em R$ 9 milhões. 

OUTROS CASOS

Na noite de quinta-feira (6) Policiais do Serviço de Investigações Gerais (SIG) apreenderam 230 quilos de cocaína que estavam em caixas usadas para o transporte de carne resfriada.  Avaliada em R$ 27 milhões, a apreensão foi feita próximo a uma escola municipal do Jardim Flórida II, em Dourados.

Conforme o delegado Erasmo Cubas, Nazinho Fonseca Lopes, de 33 anos, foi preso em flagrante e já vinha sendo monitorado por envolvimento com grandes quadrilhas do tráfico de cocaína. 

Ao ser preso, ele destruiu o celular para evitar que a polícia obtivesse provas para chegar aos verdadeiros proprietários. A cocaína estava no reboque puxado por um veículo Gol. 

Na quarta-feira à tarde (5), policiais militares de Rio Negro apreenderam 650 quilos de cocaína e pasta base na MS-080, próximo da área urbana do município.

O carregamento estava numa caminhonete L-200 que vinha da região de fronteira com a Bolívia e estava a caminho de Rio Negro, trafegando por estradas pantaneiras para tentar escapar da fiscalização. 

Na caminhonete estavam três homens, que conseguiram escapar. Um deles foi capturado na manhã do dia seguinte. Ao ser preso, o traficante, de 38 anos, revelou que os entorpecentes seriam entregues em Campo Grande e que cada um receberia R$ 3 mil pelo transporte, mas não informou  o local. 

Na caminhonete os PMs encontraram 471 tabletes de cocaína (506 kg) e 139 tabletes de pasta base de cocaína (144) kg. 

As três descobertas ocorreram poucos dias depois da investida da PF contra Antônio Joaquim da Mota, conhecido como Motinha ou Dom, apontado como um dos principais traficantes de cocaína da região de fronteira. 

Embora o “Poderoso Chefão”, que era o principal alvo da operação, tenha fugido, um sargento da Polícia Militar foi preso em Dourados sob acusação de estar a serviço desta quadrilha. 

Antes destas três apreensões feitas por policiais estaduais, praticamente 90% de toda a cocaína retida em Mato Grosso do Sul neste ano era resultado de ações feitas pela Polícia Rodoviária Federal, que reteve 9,5 toneladas entre janeiro e final de junho.

Conforme dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública, desde o começo do ano foram apreendidas 11,7 toneladas de cocaína ou pasta base de cocaína no Estado. Em todo o ano passado foram 16,7 toneladas. 

 

Acidente Fatal

Estudante de medicina de Campo Grande morre após acidente no Paraguai

Jovem de 26 anos sofreu fratura na perna e trauma no tórax e aguardava transferência para Campo Grande ou Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

24/08/2026 17h25

Lucas Da Silva Mendoza, de 26 anos, morreu após sofrer um grave acidente de trânsito em Pedro Juan Caballero.

Lucas Da Silva Mendoza, de 26 anos, morreu após sofrer um grave acidente de trânsito em Pedro Juan Caballero. Foto: Reprodução.

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O estudante de medicina Lucas Da Silva Mendoza, de 26 anos, morreu na noite deste domingo (23), após permanecer internado em estado grave em decorrência de um acidente de trânsito ocorrido no sábado (22), em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã. O jovem era de Campo Grande.

Segundo informações policiais, Lucas conduzia uma motocicleta Kenton Blitz, de cor preta, quando se envolveu em uma colisão com uma caminhonete Toyota Hilux. As circunstâncias que provocaram o acidente ainda são apuradas pelas autoridades paraguaias.

Com o impacto, o estudante sofreu ferimentos graves e precisou ser socorrido. Ele foi encaminhado inicialmente ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde a equipe médica constatou fratura na perna direita, diversas escoriações nos membros inferiores e trauma no tórax.

Diante da gravidade do quadro clínico, Lucas foi posteriormente transferido para o Hospital Regional de Ponta Porã, já em território brasileiro. Ele permaneceu internado na unidade enquanto era articulada uma nova transferência para um centro com maior estrutura hospitalar.

Transferência não pôde ser realizada

A previsão era de que o estudante fosse levado para Campo Grande ou Dourados por meio de uma “vaga zero”, mecanismo utilizado em situações de urgência e emergência para garantir atendimento mesmo quando não há leito previamente disponível na unidade de referência.

No entanto, o estado de saúde de Lucas se agravou antes que a remoção pudesse ser realizada. Sem condições clínicas para enfrentar o deslocamento, ele permaneceu em Ponta Porã e morreu na noite de domingo.

O motorista da Toyota Hilux foi identificado como Lucas Ariel Agüero Soria, de 25 anos. Ele também precisou receber atendimento hospitalar em razão do acidente, mas teve alta médica ainda na tarde de sábado.

A motocicleta e a caminhonete envolvidas na colisão foram apreendidas. Equipes do Departamento de Criminalística realizaram levantamentos no local do acidente para reunir elementos que possam esclarecer a dinâmica da batida e as circunstâncias que levaram à colisão.

Após a confirmação da morte, o corpo de Lucas foi levado para Campo Grande. O sepultamento estava previsto para ocorrer nesta segunda-feira (24).

A investigação deverá apontar, a partir das perícias e demais elementos reunidos, como ocorreu o acidente e se houve responsabilidade de algum dos envolvidos.

Renovação da Frota

Após comprar Consórcio Guaicurus, HP avalia quais ônibus continuarão em Campo Grande

Empresa analisa a frota atual antes de assumir a operação e ainda não confirmou se veículos novos serão destinados a Campo Grande

24/08/2026 16h48

Novo controlador do Consórcio Guaicurus avalia quais veículos da atual frota poderão continuar em circulação em Campo Grande..

Novo controlador do Consórcio Guaicurus avalia quais veículos da atual frota poderão continuar em circulação em Campo Grande.. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A HP Mobilidade começou na semana passada a avaliar os ônibus que integram a atual frota do transporte coletivo de Campo Grande. O levantamento será utilizado para definir quais veículos deixados pelo Consórcio Guaicurus poderão continuar em circulação quando a empresa goiana assumir o comando da operação na Capital.

A informação foi repassada ao Correio do Estado por uma fonte que acompanha o processo de transição e preferiu não se identificar. Segundo a apuração, a análise já está em andamento e deverá indicar quais coletivos apresentam condições de permanecer no sistema e quais precisarão ser retirados ou substituídos.

Atualmente, o Consórcio Guaicurus possui 460 ônibus em sua frota, dos quais 197, o equivalente a 42%, estão com idade acima do limite estabelecido no contrato de concessão.

O número de veículos em operação também encolheu ao longo dos anos. No início do contrato, em 2012, a frota era composta por 574 ônibus.

A expectativa também é de que todos os funcionários do atual Consórcio Guaicurus sejam absorvidos pela HP Mobilidade e continuem trabalhando na operação do transporte coletivo de Campo Grande. 

Ainda não há informações sobre quantos ônibus estão sendo avaliados nem sobre o número de veículos que poderá ser aproveitado pela nova controladora.

No entanto a expectativa é de que a maioria da frota ayual seja substituida. Também não foram divulgados os critérios técnicos adotados na inspeção, como idade, estado de conservação, histórico de manutenção, acessibilidade e condições mecânicas.

A avaliação representa um dos primeiros movimentos concretos da HP Mobilidade em direção à futura operação do transporte coletivo de Campo Grande.

O levantamento deverá subsidiar o plano de reestruturação que a empresa terá de apresentar ao município para obter autorização para assumir efetivamente o serviço.

A principal dúvida, agora, é se a companhia pretende renovar a frota apenas com a substituição gradual dos veículos reprovados ou se enviará um conjunto de ônibus novos para Campo Grande.

Até o momento, a HP não informou quantos coletivos poderão ser incorporados, quando chegariam à cidade e se seriam veículos zero-quilômetro ou transferidos de operações mantidas pelo grupo em outros municípios.

A definição tem impacto direto sobre a qualidade do serviço oferecido aos passageiros. Caso uma parcela significativa da frota atual seja considerada inadequada, a empresa terá de apresentar uma estratégia para substituir os veículos sem reduzir a quantidade de ônibus disponíveis nas linhas da Capital.

Embora a compra das empresas que formam o Consórcio Guaicurus tenha sido anunciada em julho, a transferência do controle da concessão ainda depende da autorização da Prefeitura de Campo Grande.

Como o transporte coletivo é um serviço público concedido, a negociação entre os grupos empresariais não resulta automaticamente na troca da operadora.

A administração municipal condicionou a entrada da HP Mobilidade à apresentação de um plano com investimentos e prazos definidos.

Entre as exigências anunciadas estão a renovação da frota, a colocação de ônibus com ar-condicionado, a reforma dos terminais e melhorias na qualidade do atendimento aos passageiros.

A transferência somente deverá ser autorizada depois da análise das propostas apresentadas pela compradora.

O sistema permanece sob intervenção da Prefeitura de Campo Grande. A medida começou em 16 de junho e foi estabelecida inicialmente pelo prazo de 180 dias.

Durante esse período, a equipe interventora realiza auditorias, levanta dados financeiros e operacionais e acompanha o cumprimento do contrato de concessão. A intervenção foi mantida mesmo depois do anúncio da venda. 

A HP Mobilidade já havia informado que preparava um projeto de modernização e reestruturação do transporte coletivo da Capital, mas não detalhou as medidas, o volume de investimentos nem o cronograma previsto. A avaliação dos ônibus da atual frota deverá fazer parte desse planejamento.

HP Mobilidade ainda não detalhou plano para renovação da frota 

O Correio do Estado questionou a empresa sobre a quantidade de ônibus analisados, o número de veículos que poderá continuar em circulação, os critérios utilizados na avaliação e o prazo para a conclusão do levantamento.

A reportagem também perguntou se a HP Mobilidade enviará ônibus novos para Campo Grande, quantos veículos serão incorporados, se eles serão zero-quilômetro ou transferidos de outras operações e se existe um cronograma para a renovação completa da frota.

Até a publicação desta reportagem, a empresa não havia encaminhado as respostas. O espaço permanece aberto para manifestação.

Estratégia de expansão

Como pano de fundo, a chegada da HP Mobilidade ocorre em meio a uma estratégia de expansão nacional do grupo, que pretende se tornar um dos principais conglomerados de transporte urbano do País.

Conforme já mostrou o Correio do Estado, a aquisição do Consórcio Guaicurus pode abrir caminho para uma repactuação do contrato de concessão, atualmente válido até 2032 e com possibilidade de renovação por mais 20 anos, em troca de novos investimentos no sistema.

Entre as mudanças projetadas estão a modernização da frota, com a possível incorporação de ônibus com ar-condicionado, e melhorias na infraestrutura do transporte coletivo.

O valor da aquisição não foi oficialmente divulgado pelas empresas, mas, durante as negociações, a concessão chegou a ser avaliada em cerca de R$ 200 milhões.

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