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Polícia retoma ofensiva contra armas ilegais e apreensões disparam em MS

Número de armas irregulares apreendidas nos oito primeiros meses deste ano já ultrapassou total de ocorrências de 2022

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O total de armas de fogo apreendidas em Mato Grosso do Sul neste ano já supera o de 2022. Em Campo Grande, a quantidade de armamentos interceptados dobrou quando comparada ao total apreendido no ano passado.

O advogado especialista em segurança e ex-superintendente da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul Edgar Marcon explicou que diversos fatores podem ter influenciado o aumento de apreensões. 

Entre os fatores indicados está a flexibilização das regras para posse e porte de armas de fogo instituídas durante o governo de Jair Bolsonaro.

“As regras sobre armas de fogo instituídas no governo passado proporcionaram uma maior flexibilização às pessoas que desejavam possuir armas, seja para porte e registro, com demanda na Polícia Federal, seja para colecionadores e atiradores, por meio do registro como CAC [colecionador, atirador desportivo e caçador], sob responsabilidade do Exército”.

Para Marcon, as novas regras causaram um grande aumento de armas disponíveis à população.

“Agora, em função das mudanças nessas regras, a tendência é de que muitas pessoas busquem a aquisição de forma ilegal, via Paraguai, e se deparem com ações policiais nas rodovias e várias outras [armas] sejam retiradas de circulação por ações de prevenção ou repressão das polícias na área urbana ou por ação de fiscalização da Polícia Federal, para quem passou o controle dos CACs”.

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Mato Grosso do Sul teve um aumento significativo nas apreensões de armas irregulares nos últimos dois anos. Segundo dados fornecidos pela secretaria, o número de apreensões cresceu de forma constante durante o ano passado e este ano.

Em 2022, as estatísticas revelam que o Estado apreendeu um total de 732 armas irregulares. Janeiro marcou o início do aumento, com 64 apreensões, seguido por fevereiro, com 57. Em março, houve aumento significativo, atingindo 70 apreensões. 

O número de apreensões variou mês a mês, mas permaneceu acima de 50 até o fim do ano, alcançando um pico de 83 apreensões em dezembro.

Neste ano, a tendência de aumento nas apreensões continuou. Em janeiro, 68 armas irregulares foram apreendidas, e o número se manteve elevado em fevereiro, com 61 apreensões. 

Em março, houve um aumento substancial, com 82 apreensões, destacando uma crescente preocupação com a circulação de armas ilegais no Estado.

Abril continuou com número elevado, com 84 apreensões, seguido por maio, com 80. Junho registrou 95 apreensões, representando um novo recorde. Julho trouxe ainda mais alarme, com 101 armas irregulares apreendidas.

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CAMPO GRANDE 

Na Capital, o número de apreensões de armas de fogo dobrou, quando comparado ao ano passado.

Em 2022, foram seis ocorrências, registradas em março, maio, julho, agosto, outubro e novembro. 

Neste ano, o total de casos subiu para 12, registrados nos meses de fevereiro, abril, maio, junho, julho, agosto, setembro e outubro. 

MUDANÇAS PARA CAC

O número de autorizações para CACs em Mato Grosso do Sul teve um aumento significativo em 2022, de acordo com dados do Exército. Até o fim de 2021, havia 16.356 autorizações ativas. O dado mais recente, de 2022, indica que são 22.709 autorizações. 

É importante destacar que essa estatística se refere apenas a 2022, uma vez que o governo federal suspendeu a emissão de novos certificados para CACs como uma de suas primeiras medidas.

A suspensão da emissão de novos certificados permaneceu em vigor até o fim de julho, quando o governo federal emitiu um novo decreto. 

Vale ressaltar que o processo de concessão de certificados costuma levar de 60 dias a 90 dias. Assim, apenas a partir desse momento os novos CACs passaram a ser contabilizados durante a gestão do presidente Lula (PT).

Além de retomar a emissão de certificados, o decreto também transferiu a responsabilidade pela verificação dos registros do Exército Brasileiro para a Polícia Federal. 

Embora essa transferência estivesse originalmente prevista para 2025, algumas mudanças foram implementadas em fevereiro deste ano, por determinação do presidente Lula. 

A partir de maio de 2019, todas as armas adquiridas por CACs passaram a ser registradas na Polícia Federal, em razão da diferença nos sistemas de registro.

A Polícia Federal opera com o Sistema Nacional de Armas (Sinarm), conforme previsto na Lei n° 10.826, enquanto o Exército utiliza o Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma).

Outra modificação significativa introduzida por essa nova regulamentação é sobre a quantidade de armas que os CACs podem ter. Anteriormente, as pessoas com certificado de CAC podiam ter até 30 armas, sendo 15 de uso restrito. 

No entanto, agora, a quantidade permitida foi reduzida para apenas seis armas, e armamentos de uso restrito só podem ser autorizados em casos excepcionais e são limitados a apenas dois por pessoa.

Essas mudanças representam um ajuste substancial nas regras estabelecidas durante a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Barata no Lanche

Caso de barata em hambúrguer envolve rede conhecida de restaurantes em Campo Grande

Consumidora estava grávida quando encontrou o inseto durante o consumo do lanche; processo identifica estabelecimento pertencente ao Grupo Madero.

08/08/2026 12h59

Unidade do Jeronimo, rede de restaurantes envolvida no caso em que grávida encontrou uma barata dentro de um hambúrguer.

Unidade do Jeronimo, rede de restaurantes envolvida no caso em que grávida encontrou uma barata dentro de um hambúrguer. Foto: Divulgação

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Uma consumidora de Campo Grande que encontrou uma barata dentro de um hambúrguer comprado em uma unidade do Jeronimo, rede de restaurantes pertencente ao Grupo Madero, deverá receber R$ 6 mil por danos morais. A condenação também determina a devolução do valor pago pelo lanche.

A sentença foi proferida pelo juiz Walter Arthur Alge Netto, da 4ª Vara Cível de Campo Grande. O episódio ganhou peso adicional na análise judicial porque a consumidora estava grávida quando encontrou o inseto no alimento.

Conforme consta no processo, a cliente havia comprado um “Cheesebúrguer M” e percebeu a presença da barata enquanto consumia o sanduíche. Imagens e vídeos do alimento foram posteriormente apresentados à Justiça como provas.

Unidade do Jeronimo, rede de restaurantes envolvida no caso em que grávida encontrou uma barata dentro de um hambúrguer.Imagem mostra inseto encontrado pela consumidora no hambúrguer comprado em unidade do Jeronimo, em Campo Grande. Foto: Reprodução.

Após perceber que se tratava de uma barata, a mulher relatou forte reação de repulsa e afirmou ter passado o restante do dia vomitando.

Documentos médicos relacionados à gestação também foram juntados ao processo e considerados pelo magistrado na avaliação dos danos provocados pelo episódio.

A consumidora sustentou na ação que houve falha na prestação do serviço e pediu que a empresa fosse responsabilizada tanto pelo dano moral quanto pelo prejuízo material, com a restituição do dinheiro desembolsado na compra do alimento.

Empresa apresentou protocolos de higiene

Durante o processo, a defesa afirmou que o estabelecimento adota procedimentos de controle de qualidade e segurança alimentar, entre eles processos automatizados, inspeções periódicas, manuais técnicos e certificados relacionados ao controle de pragas.

O Grupo Madero também informou que lamentou o episódio e ofereceu à cliente o reembolso do valor gasto com o produto. Ao mesmo tempo, a empresa contestou a existência de defeito no alimento e sustentou que não havia elementos suficientes para caracterizar dano moral indenizável.

Os argumentos, porém, não afastaram a responsabilidade reconhecida pela Justiça.

Ao analisar as provas, o juiz Walter Arthur Alge Netto considerou que os vídeos apresentados pela consumidora demonstraram a presença do inseto dentro do hambúrguer.

O magistrado também avaliou que a documentação apresentada pela empresa sobre seus procedimentos de higiene e segurança alimentar, embora demonstre a existência de protocolos internos, não seria suficiente para comprovar que não houve uma falha específica no produto entregue à cliente.

Na avaliação judicial, a existência de um sistema de controle de qualidade não significa que falhas sejam impossíveis de ocorrer em situações pontuais.

Presença de inseto ultrapassa mero aborrecimento

A sentença levou em consideração ainda entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a presença de corpos estranhos em alimentos destinados ao consumo.

Em julgamento realizado pela 2ª Seção do tribunal em agosto de 2021, ficou estabelecido o entendimento de que a presença de corpo estranho em um alimento pode representar risco concreto à saúde e à segurança do consumidor, ainda que o objeto não seja efetivamente ingerido.

No caso analisado em Campo Grande, o juiz considerou que encontrar uma barata durante o consumo do hambúrguer ultrapassou a esfera de um simples aborrecimento cotidiano.

O episódio, conforme a decisão, atingiu a expectativa legítima da cliente de receber um produto próprio e seguro para consumo.

A condição da mulher no momento do ocorrido também foi considerada. O fato de ela estar grávida foi levado em conta na análise da repercussão do episódio e na definição do valor da reparação.

Indenização chega a R$ 6 mil

Com o reconhecimento da falha na prestação do serviço, a empresa foi condenada a pagar R$ 6 mil por danos morais, além de restituir à consumidora o valor desembolsado na compra do hambúrguer.

A condenação inclui ainda o pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, estabelecidos em 13% sobre o valor da condenação.

 

Morte no Tânsito

Motorista recusa bafômetro após atropelamento com morte em Campo Grande

Condutor deixou o local após atingir Luciano Berbert Mariano, de 54 anos, retornou momentos depois, admitiu ter ingerido bebida alcoólica e foi encaminhado à delegacia.

08/08/2026 12h29

Motorista envolvido no atropelamento foi encaminhado à Depac-Cepol após admitir ter ingerido bebida alcoólica e recusar o teste do bafômetro.

Motorista envolvido no atropelamento foi encaminhado à Depac-Cepol após admitir ter ingerido bebida alcoólica e recusar o teste do bafômetro. Foto: Divulgação

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Um homem de 54 anos morreu após ser atropelado por um Chevrolet Prisma na madrugada deste sábado (8), em Campo Grande. O motorista deixou o local após atingir a vítima, foi até a própria residência e retornou momentos depois. Aos policiais, ele relatou ter ingerido bebida alcoólica e se recusou a fazer o teste do bafômetro.

A vítima foi identificada como Luciano Berbert Mariano. O atropelamento ocorreu por volta das 0h50, na Rua das Balsas, próximo ao cruzamento com a Rua Bodas de Fígaro, no bairro Coronel Antonino. O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas Luciano não resistiu aos ferimentos e morreu no local. 

A violência do impacto chamou a atenção de moradores. Conforme relatos de testemunhas ouvidas após o acidente, Luciano teria sido arremessado a uma distância de aproximadamente dez metros. Pertences da vítima ficaram espalhados pelo ponto onde o corpo caiu, entre eles uma sacola com brinquedos.

Imagens de uma câmera de segurança instalada nas proximidades registraram os momentos que antecederam o atropelamento. A gravação mostra o pedestre caminhando pela rua. Segundos depois, é possível ouvir o impacto e observar a passagem do veículo. 

Motorista foi para casa após atropelamento

Conforme o boletim de ocorrência, o Chevrolet Prisma trafegava pela Rua das Balsas, no sentido sul-norte, quando Luciano entrou na pista para atravessar a via.

A versão apresentada pelo motorista, de 45 anos, é de que o pedestre teria dado dois passos para trás durante a travessia e acabou atingido pela parte frontal do automóvel.

Depois do atropelamento, porém, o condutor não permaneceu no local para aguardar o atendimento. Aos policiais, ele relatou que seguia para casa com a intenção de entregar as chaves aos filhos, que teriam ficado do lado de fora da residência.

Segundo o relato registrado na ocorrência, após atingir Luciano, o motorista continuou até o imóvel, localizado na Rua Dom Giovani, a poucos metros do ponto do acidente. Ele afirmou ter entregue as chaves e retornado em seguida. 

Testemunhas relataram que, quando voltou e percebeu a movimentação provocada pelo atropelamento, o homem teria perguntado o que havia acontecido e ficado em estado de choque. 

Condutor recusou bafômetro

Durante o atendimento da ocorrência, os policiais verificaram que o motorista possuía habilitação e que o Chevrolet Prisma estava com o licenciamento regular.

O condutor foi convidado a realizar o teste do etilômetro, mas se recusou a soprar o bafômetro. Diante da negativa, foram adotadas as medidas administrativas previstas para esse tipo de situação. 

Aos policiais, o homem declarou ter consumido uma pequena quantidade de bebida alcoólica antes do acidente. Conforme o registro policial, havia odor etílico, mas os agentes não identificaram sinais suficientes de alteração da capacidade psicomotora. 

Após os procedimentos realizados no local, o motorista foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Integrado de Polícia Especializada.

A ocorrência foi registrada como homicídio culposo na direção de veículo automotor sob influência de álcool. O caso deverá ser investigado para esclarecer as circunstâncias do atropelamento e a responsabilidade do condutor. 

Moradores reclamam de velocidade na rua

O acidente voltou a chamar a atenção para as condições de segurança viária da região. Moradores relataram que o trecho onde Luciano morreu já seria conhecido pela ocorrência de acidentes.

Segundo eles, além de estreita, a via é utilizada por motoristas que trafegariam acima da velocidade permitida. Os moradores também reclamam da ausência de quebra-molas ou outros dispositivos destinados à redução de velocidade naquele ponto. 

A suspeita levantada por moradores é de que o Prisma estivesse em alta velocidade no momento do atropelamento. Essa circunstância, porém, ainda não foi confirmada pelas autoridades e deverá depender da investigação e da análise dos elementos colhidos no local.

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