Polícia

DESFECHO

Após 10 anos, Justiça nega indenização de R$ 1,5 milhão pela morte de Oziel Gabriel

Baleado no peito, indígena morreu em confronto com a Polícia Federal e Cigcoe, em 30 de maio de 2013, e "extravio do projétil" impediu identificação do autor da morte

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Mais de uma década depois da morte do indígena Oziel Gabriel - baleado no peito durante reintegração de posse da Fazenda Buriti, em 30 de maio de 2012 -, a Justiça Federal negou a indenização de R$ 1,5 milhão pedida por seus parentes após o ocorrido. 

Assinada pelo juiz da 1ª Vara Federal de Campo Grande, Dalton Igor Kita Conrado, segundo a sentença, os policiais cumpriam ordem judicial "de forma planejada e cautelosa, repelindo de forma proporcional, quando necessário, injusta e letal agressão cometida pelos indígenas". 

Conforme o documento, expedido pelo Judiciário, o pedido era para que a União pagasse R$ 1 milhão por danos morais aos familiares, e outros R$ 500 mil pelo mesmo motivo aos patrícios da comunidade. 

Relembre

Em Sidrolândia, Terenas da Terra Indígena Buriti organizaram, em 18 de maio de 2013, a retomada de seu território, o qual parte tinha sido ocupado pelo terreno da Fazenda Buriti, de propriedade do ex-deputado Ricardo Bacha. 

Desde então diversas negociações e ordens de reintegração passaram a ser expedidas e reiteradas pela Vara Federal de Campo Grande, sem êxito em qualquer contato até o fatídico dia da morte de Oziel. 

Reiterada a reintegração de posse, os policiais do CigCoe foram acionados e chegaram, cerca de 300 a 400 policiais, entre agentes da Polícia Federal e Militar de Mato Grosso do Sul. Vale ressaltar a afirmação por parte da Companhia de que seus militares usaram, sim, arma de fogo para desocupar a fazenda. 

Em confronto, cerca de 600 indígenas foram retirados da Fazenda Buriti e, conforme levantado pelo Ministério Público Federal, em Campo Grande/MS, 25 indígenas foram lesionados na ação policial, dos quais dois foram atingidos por balas letais e um terceiro foi atropelado, em sua maioria com graves ferimentos. 

Aos 35 anos, baleado no peito, Oziel Gabriel deu entrada no Hospital Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia. Minutos antes, imagens feitas pelo filho de Oziel mostram que ele não estava armado com arma de fogo. 

Ainda assim, a sentença reforça que, como o projétil que vitimou Oziel foi "extraviado" (durante transporte da fazenda ao hospital ou atendimento médico, como cita a sentença), foi impossível identificar o calibre e de qual arma de fogo teria vindo o tipo. 

Cabe pontuar que, além de isentar os policiais federais e militares da morte de Oziel, a Justiça não exclui sequer a possibilidade do disparo ter partido do meio indígena. 

 

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CAMPO GRANDE

Cadáver é encontrado enforcado em área de mata no Jardim do Pênfigo

Corpo está pendurado em uma corda e lençol amarrados em uma árvore

04/09/2026 11h50

Corpo está enforcado e cabeça está quase decepada

Corpo está enforcado e cabeça está quase decepada Reprodução/WhatsApp

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Um cadáver, em estado avançado de decomposição, foi encontrado na manhã desta sexta-feira (4), em uma área de mata localizada na avenida Zilá Corrêa Machado, número 10.300, no Jardim do Pênfigo, região do Presídio Federal, em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, o corpo é de um homem que aparentava ter entre 30 e 40 anos. Ainda não se a identidade dele.

Ele está enforcado e pendurado em uma corda e lençol amarrados em uma árvore, com a cabeça quase decepada. O corpo está baixo e ajoelhado no chão.

Ainda não se sabe se o caso se trata de suicídio ou assassinato. As circunstâncias serão apuradas pelas autoridades competentes. 

Polícia Militar (PMMS), Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estão no local para isolar a área, apurar os fatos da ocorrência, realizar a perícia e retirar o corpo, respectivamente.

O cadáver foi achado há poucas horas e ainda não há boletim de ocorrência sobre o caso.

ARAL MOREIRA (MS)

Mãe de bebê assassinado com foice é transferida para hospital de Dourados

Mãe e filho foram atacados por uma foice no domingo (30); filho faleceu e mãe segue internada

31/08/2026 10h25

Fachada do Hospital da Vida, em Dourados

Fachada do Hospital da Vida, em Dourados Foto: Governo de MS

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Regina Ramires, mãe do bebê de cinco meses morto com golpes de foice, foi transferida do Hospital Municipal de Coronel Sapucaia para o Hospital da Vida em Dourados. 

Ambos ficam a cerca de 175 quilômetros de distância um do outro. O hospital de Dourados tem mais estrutura, suporte e profissionais especializados para lidar com o caso. Regina segue internada em estado grave com ferimentos pelo corpo.

Mãe e filho foram atacados por golpes de foice, na madrugada de domingo (30), em Aral Moreira. O bebê faleceu no local do crime e a mãe foi socorrida com vida e encaminhada ao hospital de Coronel Sapucaia, a 70 quilômetros de distância. 

O assassino é Rafael Romero Escobar, que pertence a mesma vizinhança das vítimas. De acordo com populares, ele confessou o crime e alegou que teria agido por vingança, pelo fato do esposo de Regina e pai do bebê ter queimado sua motocicleta no sábado (29).

HOMICÍDIO

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Civil foi acionada pela Polícia Nacional do Paraguai para auxiliar em uma ocorrência de homicídio e tentativa de homicídio. Então, a equipe policial seguiu até o local, o qual estava preservado pelas autoridades paraguaias.

De acordo com o boletim de ocorrência, o autor, Rafael Romero, invadiu a casa onde estava Regina Ramires (mãe) e seus dois filhos, de 5 meses e de 5 anos e os atacou.

O filho de 5 anos conseguiu fugir da residência e pediu socorro a populares. Em seguida, a Polícia Paraguaia e o Corpo de Bombeiros Militar foram acionados.

Regina foi socorrida pelos bombeiros e encaminhada ao hospital. A foice, com resquícios de sangue, foi apreendida no local dos fatos.

Polícia Científica e Polícia Militar estiveram no local para realizar a perícia e isolar a área. O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) de Ponta Porã.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Aral Moreira como “homicídio qualificado por motivo fútil” e “homicídio qualificado por motivo fútil na forma tentada”.

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