Polícia

Tráfico de Drogas

Apreensões de maconha realizadas pelo DOF caem 38% em 2023

No mesmo período, a PRF registrou aumento de 12%

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Na madrugada deste sábado (8), o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), recuperou um veículo roubado contendo mais de 1 tonelada de maconha. Contudo, no acumulado de 2023 as apreensões seguem bem abaixo dos números anteriores.

Em Mato Grosso do Sul, o Departamento de Operações de Fronteira, apresentou queda no volume de apreensões de maconha no primeiro semestre desse ano de cerca de 38%. De acordo com balanço divulgado pelo grupo especializado no combate aos crimes ocorridos na fronteira, em 2022 foram 60,2 mil quilos do entorpecente, ante um montante total de 37 toneladas no 1º semestre de 2023.

A força policial sul-mato-grossense, desenvolve ações contra crimes transfronteiriços em rodovias estaduais e também federais, com foco no combate ao crime organizado com a atuação massiva na apreensão de drogas, atividade que também é executada pela polícia Rodoviária Federal (PRF).

Ao detalhar as apreensões de maconha executadas pela PRF neste ano, pelas rodovias federais de MS, foi contabilizado um total de 100 toneladas do ilícito, que em 2022 totalizou 89,7 toneladas, registrando aumento percentual de 12,11% no período de seis meses.

Já no Departamento de Operações de Fronteira foi observado um decréscimo nesse tipo de apreensão, uma vez que somente o total divulgado, entre cocaína, pasta base de cocaína e skunk, não superou a atividade desenvolvida no ano anterior, quando totalizou 62,7 toneladas aprendidas em Mato Grosso do Sul.

Em relação às apreensões de cocaína, o balanço da unidade mostra que neste ano foram 98 quilos aprendidos, ao passo que em 2022 o registro oficial indicou 1,7 mil quilos, nos primeiros seis meses do ano. Sendo assim, uma queda de quase 95% é identificada.

Fazendo um paralelo com a polícia rodoviária federal, nesse mesmo intervalo de meses, a instituição registrou elevação nas apreensões do entorpecente, uma vez que no ano passado a PRF contabilizou 5.123 kg de cocaína e agora 9.171 kg, conforme demostra o Observatório de Dados Federal.

Contudo, conforme o levantamento divulgado na última semana pelo DOF, o montante apreendido de drogas resultou em um prejuízo de cerca de R$84,4 milhões aos criminosos até o momento, na região sul-mato-grossense.

Outras apreensões

Entre as outras atividades desenvolvidas, o departamento apreendeu até o momento 81 automóveis, número que supera o do ano anterior em quase o dobro, quando foram apreendidos 39 veículos, registrando crescimento de 107%, em 2023.

Segundo o DOF, dos veículos apreendidos, 17 estavam carregados com drogas e 13 com materiais de contrabando ou descaminho. Somente neste mês de junho 16 veículos foram recuperados pela unidade.

No que desrespeito ao enfrentamento ao contrabando o DOF retirou de circulação 260 mil pacotes de cigarros contrabandeados do Paraguai, resultando em um prejuízo aproximado de mais $ 13 milhões ao crime na fronteira.

Durante o primeiro semestre de 2023, quase 270 pessoas foram presas envolvidas em algum tipo de crime transfronteiriços. Com essas apreensões, o prejuízo calculado no acumulado do ano é de aproximadamente R$ 129,4 milhões ao crime na fronteira.

Apreensão Itaquiraí

 

Recuperado na madrugada deste sábado (8), o veículo de maraca e modelo Fiat Toro, foi flagrado pela equipe do DOF, carregado com cerca de 100 mil quilos de maconha. Flagrante aconteceu na BR-487, no município de Itaquiraí.

De acordo com informações do departamento, policiais faziam bloqueio na rodovia, zona rural da cidade, quando deram ordem de parada a dois veículos que seguiam juntos. Ambos os condutores não obedeceram e tentaram fugir.

A Fiat Toro foi alcançado, enquanto o carro que servia como batedor conseguiu escapar. Na verificação do veículo os policiais encontraram a maconha, que segundo o condutor, um jovem de 23 anos, levaria de Itaquiraí até o estado do Paraná.

Em checagem mais efetiva do veículo, os policiais constataram que as placas eram falsas e a Toro havia sido roubada na cidade de Rezende (RJ) em abril deste ano. Já o material apreendido, avaliado em aproximadamente R$ 2,1 milhões, foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal de Naviraí.
 

Parque do lageado

Menino de 17 anos assassinado a tiros é a 396ª vítima de homicídio em 2026

Ele foi atingido com quatro tiros na região da face e faleceu na hora

15/09/2026 09h00

Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol), onde o caso foi registrado

Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol), onde o caso foi registrado Paulo Ribas

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Menino, de 17 anos, que não teve o nome divulgado, foi assassinado a tiros, na noite desta segunda-feira (14), em uma conveniência localizada na rua Anselmo Selingard, Parque do Lageado, em Campo Grande. Ele foi atingido com quatro tiros na região da face e faleceu na hora.

Conforme apurado pela reportagem, o menino estava no bar acompanhado de outras pessoas, quando um homem chegou de carro atirando e fugiu logo em seguida.

A princípio, horas antes, a vítima teria se envolvido em uma discussão com outras pessoas nas proximidades do local. Corpo de Bombeiros Militar foi acionado, mas ele faleceu antes mesmo da chegada do socorro.

Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Científica estiveram no local para realizar os procedimentos de praxe. O Batalhão de Choque (BPMChoque) também deu apoio a ocorrência. Em seguida, a funerária retirou o corpo.

Após o homicídio, houve intensa aglomeração de populares no local. Autoridades competentes vão apurar as causas do assassinato e as circunstâncias da ocorrência.

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que 396 pessoas foram mortas (homicídio doloso), entre 1º de janeiro e 15 de setembro de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Desse número,

  • 354 são homens
  • 34 mulheres
  • 8 não tiveram o sexo divulgado
  • 135 são jovens
  • 203 são adultos
  • 28 são idosos
  • 18 são adolescentes
  • 6 são crianças
  • 6 não tiveram a idade divulgada
  • 108 ocorreram em Campo Grande
  • 288 ocorreram no interior do Estado

Os assassinatos ocorreram em janeiro (29), fevereiro (19), março (35), abril (23), maio (38), junho (37), julho (46), agosto (41) e setembro (20).

 

tragédia

Mulher que matou marido perdeu a irmã para o feminicídio há um mês

Nathaly afirma que agiu em legítima defesa pois "não queria ter o mesmo destino da irmã"

09/09/2026 10h15

Movimentação de viaturas para socorrer Nathalia Rodrigues, em 6 de agosto

Movimentação de viaturas para socorrer Nathalia Rodrigues, em 6 de agosto Foto: Rio Verde News

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Nathaly Nogueira Rodrigues, de 24 anos - que matou o marido Erismar Plácido Ferreira, de 34 anos - é irmã de Nathalia Rodrigues Nogueira, de 26 anos, morta em 6 de agosto de 2026 pelo namorado Jucimar Amaral Delmondes, de 55 anos.

A mulher matou o esposo com uma facada no peito em um bar localizado em Rio Verde (MS), horas após ser agredida e registrar boletim de violência doméstica contra ele.

Ela afirmou que agiu em legítima defesa pois “não queria ter o mesmo destino da irmã”.

FEMINICÍDIO DA IRMÃ

Nathalia Rodrigues Nogueira, de 26 anos, foi morta pelo namorado Jucimar Amaral Delmondes, de 55 anos, em 6 de agosto de 2026, na frente da casa em que moravam, localizada na rua Joaquim Voltinha, bairro Santa Inês, em Rio Verde (MS).

Ela deixa dois filhos. Nathália foi esfaqueada com quatro golpes na região das costas, próximo a nuca.

Conforme apurado pela reportagem, na noite do crime, ambos saíram e, quando retornaram para casa, começaram a discutir.

Em seguida, ele desferiu golpes de faca contra ela na calçada de casa e fugiu do local em uma motocicleta. Os dois filhos estavam dentro da residência, que fica nos fundos do terreno.

Jucimar ligou para um familiar dizendo que havia feito “uma cagada”, mas desligou o telefone logo em seguida. Minutos depois, familiares da vítima foram avisados sobre a morte.

Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionados, mas, ela faleceu antes mesmo da chegada do socorro.

Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estiveram no local para isolar a área, recolher vestígios do feminicídio, realizar a perícia e retirar o corpo, respectivamente.

FEMINICÍDIO

De acordo com o Código Penal Brasileiro, o feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. 

O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado e Justiça Pública (Sejusp-MS) apontam que 26 mulheres foram mortas entre 1º de janeiro e 9 de setembro de 2026 em Mato Grosso do Sul. 

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

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