Polícia

MOUNJARO

DOF apreende veículo carregado com canetas emagrecedoras na fronteira

Prejuízo ao crime organizado foi de R$ 200 mil

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Policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam carga de canetas emagrecedoras, na MS-164, em Ponta Porã, município localizado a 312 quilômetros de Campo Grande.

A carga seria entregue em Campo Grande. O prejuízo ao crime organizado foi de R$ 200 mil. Um homem, de 27 anos, foi preso.

Conforme apurado pela reportagem, os militares realizavam um bloqueio na rodovia, quando deram ordem de parada ao condutor de um Volswagen T-Cross. Ele acatou à abordagem e parou o veículo.

Durante a vistoria, os policias localizaram 24 canetas de Mounjaro e uma antena Starlink no interior do carro.

O crime foi configurado como contrabando. Os materiais apreendidos foram encaminhados a Receita Federal de Ponta Porã.

Em 19 de junho, a Polícia Federal apreendeu 140 canetas emagrecedoras similares ao Mounjaro e Ozempic durante fiscalização no Aeroporto Internacional de Ponta Porã.

CANETAS EMAGRECEDORAS

As canetas para emagrecer, como Ozempic e Mounjaro, são remédios injetáveis indicados para a perda de peso nos casos de obesidade ou sobrepeso.

Contém semaglutida, liraglutida ou tirzepatida, que agem reduzindo a velocidade da digestão dos alimentos e diminuem o apetite.

São vendidas apenas com prescrição médica e retenção de receita. Agem da seguinte forma:

  • Diminuem os movimentos gastrointestinais;
  • Reduzem o esvaziamento gástrico, aumentando o tempo que o alimento fica no estômago;
  • Aumentam a sensação de saciedade;
  • Diminuem o apetite;
  • Estimula a liberação de insulina pelo pâncreas;
  • Mantém o equilíbrio nos níveis de insulina;
  • Melhoram o controle dos níveis de açúcar no sangue;
  • Reduzem a quantidade de glicose produzida pelo fígado.

As canetas emagrecedoras têm sido utilizadas ilegalmente por pessoas que querem emagrecer rapidamente, sem “burocracia” de treinos e dietas.

A utilização ilegal de canetas emagrecedoras é preocupante devido à busca por perda de peso rápida e sem esforço. Essa prática ignora a necessidade de acompanhamento médico e os riscos à saúde associados ao uso inadequado desses medicamentos.

O uso indiscriminado de medicamentos para diabetes e obesidade, como Ozempic e similares, com fins estéticos, pode gerar consequências graves aos pacientes que se automedicam: a pancreatite é uma delas.

feminicídio

Homem mata namorada em SP e é preso em MS

César Ferreira matou Simone Trigueiro estrangulada na casa dela em Andradina (SP) e depois fugiu para Água Clara (MS)

27/02/2026 10h40

César Ferreira da Silva, acusado de feminicídio

César Ferreira da Silva, acusado de feminicídio DIVULGAÇÃO

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César Ferreira da Silva assassinou a namorada, Simone Trigueiro, na tarde desta quarta-feira (26), no cruzamento das ruas Joaquim Antônio Proença e Presidente Vargas, Vila Mineira, em Andradina (SP), cidade que faz divisa com Três Lagoas (MS).

Ele matou ela estrangulada e asfixiada na casa dela. Ambos namoraram por oito meses.

Após o crime, fugiu em direção a Mato Grosso do Sul, mas foi capturado e preso, por policiais militares da 13ª Companhia Independente (13ªCIPM), em Água Clara (MS).

Conforme apurado pela mídia local, familiares estavam sem notícias há dois dias de Simone e estranharam seu sumiço. Com isso, foram até a casa dela e a encontraram sem vida, com sinais de estrangulamento e luta corporal.

Em seguida, acionaram a polícia. Polícia Militar, Polícia Científica, Polícia Civil e funerária estiveram no local para isolar a área, realizar a perícia, recolher indícios do feminicídio e retirar o corpo, respectivamente.

O autor do crime fugiu para Água Clara (MS), onde foi preso pela Polícia Militar.

"A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, por meio da 13ª CIPM, recebeu informações sobre um indivíduo suspeito de feminicídio que estaria em deslocamento sentido Água Clara/MS. Uma equipe realizou diligências pela BR-262 e localizou o suspeito e realizou a abordagem, confirmando sua identidade durante a abordagem. Na ocasião, o autor declarou espontaneamente ter cometido o crime. Diante dos fatos, foi dada voz de prisão e, posteriormente, ele foi apresentado na delegacia para as providências legais", informou a PMMS por meio de nota.

As circunstâncias do caso serão investigadas pelas autoridades competentes. O corpo da vítima será submetido a exame necroscópico, que deverá confirmar a causa da morte.

FEMINICÍDIO

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. 

O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Dados divulgados pela Secretaria de Estado e Justiça Pública (Sejusp-MS) apontam que 3 mulheres foram mortas ente 1º de janeiro e 27 de fevereiro de 2026, em Mato Grosso do Sul. Em 2025, 39 mulheres foram assassinadas, 35 em 2024 e 30 em 2023.

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

Denuncie!

SEGURANÇA PÚBLICA

Forças federais suspendem mobilização após possível reunião

Ação foi adiada para 9 de março, podendo ser suspensa novamente caso as tratativas avancem

24/02/2026 08h25

Penitenciária Federal em Campo Grande (MS) - Paulo Ribas - ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

Penitenciária Federal em Campo Grande (MS) - Paulo Ribas - ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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Mobilização das forças de segurança federais, pela criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC), foi suspensa.

A ação estava prevista para a manhã desta terça-feira (24), às 10h30min, em frente à Penitenciária Federal, localizada na avenida Henrique Bertin, Jardim Los Angeles, em Campo Grande.

A mobilização seria realizada simultaneamente em vários estados do Brasil e envolve Policiais Penais Federais (PPF), Policiais Federais (PF) e Policiais Rodoviários Federais (PRF).

De acordo com a categoria, uma reunião foi realizada, nesta segunda-feira (23), com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), para tratar de pautas institucionais sobre o assunto.

Por ora, nada está resolvido. Mas, possivelmente uma nova reunião poderá ser agendada ainda nesta semana, dando continuidade ao processo de negociação em curso.

Por enquanto, a mobilização foi adiada para 9 de março, em uma segunda-feira, podendo ser suspensa novamente caso as tratativas avancem.

FUNDO

Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC) é destinado ao financiamento permanente das ações de enfrentamento às organizações criminosas, com investimentos em inteligência, tecnologia, estrutura operacional e fortalecimento das atividades de segurança pública federal.

Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF), Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FENAPRF) e Federação Nacional dos Policiais Penais Federais (FENAPPF) pressionam o Governo Federal para enviar ao Congresso Nacional o Projeto de Lei que cria o FUNCOC.

O Governo Federal anunciou a criação do fundo em novembro de 2025, mas, até o momento, não saiu do papel.

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