Polícia

REGIME FECHADO

Homem é condenado a 32 anos de prisão por torturar esposa e filhos

Ele torturou, estuprou e praticou vários tipos de violência contra sua família ao longo de aproximadamente 20 anos

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Homem, que não teve a identidade divulgada, foi condenado a 32 anos, 10 meses e 23 dias de prisão em regime fechado, pelos crimes de tortura, estupro de vulnerável, violência psicológica e lesões corporais, praticados contra sua companheira e filhos ao longo de aproximadamente 20 anos.

A denúncia indica que as vítimas eram agredidas com martelo, mangueira ou raquete elétrica; sofriam violência física, psicológica e sexual; eram ameaçados de morte; vigiados por câmeras e expostos a castigos humilhantes, de 2005 a 2025, no Jardim Colibri, em Campo Grande.

O réu praticou estupro de vulnerável, em 2010, aproveitando-se de momentos em que a vítima dormia profundamente, além de estupro mediante violência, em 2021, quando a constrangeu a ato libidinoso sob acusação de traição.

Os depoimentos da vítima, das filhas, da mãe da vítima e demais testemunhas foram decisivos para confirmar o ciclo contínuo de violência e o controle absoluto exercido pelo autor em casa, tendo em vista a importância da palavra da vítima no contexto de violência doméstica.

A 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande ainda sustentou que os depoimentos foram firmes, detalhados e compatíveis com o histórico de violência familiar.

Os relatos das jovens revelam sequelas emocionais profundas, como crises de pânico, pesadelos recorrentes e medo constante.

A condenação se deu por intermédio do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande.

A sentença, proferida pela 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande e assinada pela Juíza Tatiana Dias de Oliveira Said.

CAMPO GRANDE (MS)

PF apura má conduta de servidores em ocorrência

Dois policiais federais teriam agredido algumas pessoas em um local público, após se identificarem como integrantes da instituição

29/03/2026 11h30

Fachada da Superintendência da PF em MS

Fachada da Superintendência da PF em MS ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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Polícia Federal (PF) instaurou um procedimento interno para apurar a conduta violenta de servidores, na madrugada deste sábado (28), em um estabelecimento comercial, localizado em Campo Grande (MS).

Conforme apurado pela reportagem, dois policiais federais teriam agredido algumas pessoas em um local público, após se identificarem como integrantes da instituição.

Com isso, a PF investiga as circunstâncias da ocorrência e a conduta dos servidores envolvidos, sem prejuízo das investigações conduzidas pela autoridade policial competente.

O Correio do Estado entrou em contato com a PF para saber o que aconteceu de fato, a dinâmica da ocorrência, local, horário, idade das vítimas e como se deu as agressões. Mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

Em nota, a PF informou que não compactua com desvios de conduta e adotará todas as medidas cabíveis, inclusive disciplinares e penais, caso confirmadas irregularidades.

“A instituição reafirma seu compromisso com a legalidade, a ética e a correta atuação de seus servidores”, informou a instituição, por meio de nota enviada à imprensa.

COXIM (MS)

Batalhão de Choque mata um e apreende armas e motocicletas

Honda Titan, Yamaha Factor, pistola Beretta, submetralhadora e revólver calibre 32 foram apreendidos na ocorrência

26/03/2026 11h15

Motocicletas apreendidas durante a ocorrência em Coxim (MS)

Motocicletas apreendidas durante a ocorrência em Coxim (MS) DIVULGAÇÃO/BPMChoque

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Homem, que não teve a identidade divulgada, morreu em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque (BPMChoque), na manhã desta quarta-feira (25), na rua Terrenos, bairro Piracema, em Coxim, município localizado a 253 quilômetros de Campo Grande.

Na ocasião, outros dois rapazes, de 21 e 31 anos, também foram detidos e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil.

Conforme apurado pela reportagem, uma motocicleta foi roubada, no domingo (22), em Rio Verde de Mato Grosso.

Em seguida, equipes monitoraram câmeras de segurança e identificaram um veículo de apoio, o que permitiu localizar o primeiro envolvido em uma propriedade rural.

Logo, os policiais descobriram que este veículo de apoio havia sido entregue como penhora em um ponto de venda de entorpecentes em troca de drogas.

De acordo com o Choque, no local, o responsável pelo imóvel confessou a participação no esquema, admitindo ter emprestado a motocicleta para que comparsas realizassem o roubo em Rio Verde e, posteriormente, um homicídio na cidade de Coxim.

Em seguida, os policiais localizaram e recuperaram a motocicleta roubada no Rio Coxim. O veículo estava adulterado, sem rodas e placa de identificação.

Em seguida, os militares foram até um esconderijo de armas que supostamente seriam utilizadas para planejar novos atentados contra rivais da região. Quando chegaram no local, foram recebidos a tiros.

Os policiais revidaram, balearam e desarmaram o rapaz. Ele foi encaminhado até o Hospital Regional do município, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Na ocorrência, foram apreendidos vários objetos, que, somados, valem R$ 45 mil no total. Confira:

  • 1 Honda Titan 160
  • 1 Yamaha Factor
  • 40 munições 380mm
  • 6 munições Cal. 32
  • 1 pistola Beretta 380mm
  • carregador de pistola 380mm
  • 1 submetralhadora UZI
  • 1 revólver Cal. 32
  • 3 aparelhos celulares
  • 12 papelotes de Cocaína (11g)

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil como Homicídio Decorrente de Intervenção Legal de Agente do Estado, Tráfico de Drogas, Posse Irregular de Arma de Fogo de Uso Permitido, Posse ou Porte Ilegal de Arma de Fogo de Uso Restrito, Homicídio Simples de Forma Tentada, Roubo e Organização de Grupo Para a Prática de Violência.

ESTATÍSTICA

Dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 20 pessoas morreram em confronto com agentes de Estado, entre 1º de janeiro e 26 de março de 2026, em Mato Grosso do Sul.

Em 2025, foram 68 mortes. Desse número, 10 óbitos ocorreram em janeiro, 8 em fevereiro, 2 em março, 10 em abril, 4 em maio, 9 em junho, 4 em julho, 7 em agosto, 4 em setembro, 5 em outubro, 5 em novembro e 1 em dezembro.

Mortes registradas em confronto policial são classificadas como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

O confronto entre forças de segurança governamentais e grupos armados ocorrem em situações de abordagem policial, roubos, flagrantes de tráfico de drogas, policiamento ostensivo em bairros, entre outras ocorrências.

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